quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

FanFic: "Apenas por você" (+18)


Sinopse: Ele trai a esposa. Sim, ele o faz, mesmo amando-a ternamente, ele a trai.

Pode-se pensar que ele não é um bom moço, um canalha, talvez. Que crédito merece um homem que saí de casa todas as noites com o único propósito de trair a mãe de seu filho?

Ele é um exímio mulherengo, e ele consegue todas mulheres nas quais ele investe... Claro e óbvio, ele é rico, bonito e bom de cama, uma aliança em seu anelar não impede as garotas de serem dele por uma noite...

Bem, nem todas as garotas são iguais, Michael vai descobrir isso ao cruzar o caminho de Rosa e por ela ele vai ter que mudar.

Mas se nem uma esposa amorosa e um filho lindo foram capaz de mudar seus instintos, será que uma bela e delicada mulher mudará?


Capítulo 1


O barulho da música adentrou seus ouvidos trazendo-lhe uma sensação de "lar"... Boate, bar, música e mulheres, está aí um ambiente em que ele se encaixava perfeitamente.

Michael caminhou altivamente pelo salão. O terno caríssimo pendurado no braço, a camisa social branca arregaçada até seus cotovelos, a gravata pendendo em seu pescoço.

- Senhor Jackson - O grande segurança cumprimentou-o com efusividade. Michael era bastante conhecido ali.

- Boa noite, Romeu - Michael cumprimentou-o.
Ele puxou a banqueta, que ficava disposta em frente ao bar e sentou-se. O bar-man atirou-lhe um sorriso amigável.

- O de sempre?

- Com certeza - Respondeu sorrindo.

Seu matine escocês duplo e sem gelo, foi servido e ele tomou uma grande dose da bebida, seus olhos já varrendo o local. Olhos espertos, que pararam no decote de uma loira peituda, que sorriu pra ele instantaneamente.

Ele se aproximou da mulher e ofereceu-lhe uma bebida, e ela aceitou, claro. Foram pouquíssimos minutos de conversa até que ele estivesse dentro de seu carro com a mulher nua em seu colo, quicando sobre sua ereção.

- Gostosa - Ele rugiu, agarrando os seios enorme e apertando-o contra seus dedos.

A mulher, da qual ele sequer se lembrava o nome, gemeu alto e jogou sua cabeça para trás, atingindo seu ápice. Michael gozou em seguida.

Ela sentou-se no banco ao seu lado para se ajeitar, e ele livrou-se da camisinha, quando estava quase acabando de se vestir seu celular tocou.

Na tela piscou o nome Rachel. Ele suspirou audivelmente e fechou os olhos... Ele odiava a sensação que sentia depois de trair Rachel, mas era mais forte que ele, Michael simplesmente amava essa vida, amava mais do que amava Rachel.
A loira ao seu lado finalmente falou algo, e Michael teve vontade de tapar os ouvidos diante de sua voz extremamente anasalada.

- Sua mulher, provavelmente?

- Sim - Respondeu sério. - Fique quieta - Ordenou. A loira mordeu os lábios, extremamente excitada com seu tom imperial. Aquele estranho homem era um tesão.

- Estou chegando querida, talvez leve mais alguns minutos - Ele ouviu o que a mulher falara por alguns segundos - Não precisa me esperar, dê um beijo em Prince por mim e vá se deitar. Beijo. - Ele encerrou a ligação.

- Vocês homens são todos iguais - A loira revirou os olhos.

- Tem certeza? - Ele perguntou sarcasticamente, olhando para a bagunça que ela tinha ficado depois da transa deles.

- Bem, você ainda é igual a eles, mas fode como ninguém - Michael riu e inclinou-se para morder rudemente o pescoço da mulher.

Ele chegou em casa 1 hora depois. Encontrou tudo apagado e em completo silêncio. Passou no quarto de seu filho e deu-lhe um beijo, depois seguiu para seu quarto, banhando-se antes de deitar-se. Rachel estava dormindo, melhor, fingindo que dormia. Ela cansara de ficar esperando-o na sala e resolveu deitar-se, mas de fato não dormiu.

Ele voltou de banho tomado e dentro de sua boxer. Ela pensou que seu marido era realmente uma delícia de homem, mas do que servia se ele não a desejava? A tratava como a uma irmã?

Michael jamais fora rude com ela, pelo contrário, ele era um exemplo de marido e pai, mas ela nunca se sentiu amada por ele... Sentiu-se desejada, apenas, e só no início do relacionamento, depois ele começou a ficar cada vez mais frio e distante, e hoje eram raras as vezes que os dois faziam amor. 

Rachel sentia falta do seu marido, amava-o... Bem, agora estava achando que não mais, talvez o casamento deles estivesse mesmo fadado ao declínio.

Capítulo 2


E anoite ele dormiu serenamente sem culpa, sem receio. Ele estava satisfeito seu ego havia sido massageado. A final por que ele poderia está com a consciência pesada não é mesmo? “Viva a vida”, “seja feliz” frases que ouvimos o tempo todo durante a vida. E era exatamente o que ele fazia sem culpa, sem medo.

O único medo que ele tinha era magoar Rachel, que pra ele era sua companheira e amiga, nada além disso. Pois Rachel sempre o ajudou nos momentos mais tenebrosos de sua vida, acho que por isso eles chegaram ao matrimonio tendo um único filho. Gratidão era o que ele sentia, mas que pagava dessa forma. Ele sabia que ela o amava, e sabia que se magoaria se soubesse, e isso ele evitava ao máximo.

(...)

Rachel terminava de preparar o café da manhã quando Michael desceu despreocupadamente para fazer sua refeição, encontrou com Prince seu filho pelo caminho e não tardou em depositar um beijo em sua testa e bagunçar seu cabelo.

-E ai garotão, está tudo bem, hãm? _Michael pegou seu filho no colo e o girou para o alto aos sons de sua risada gostosa.

-Estou bem papai. 

Michael o pôs de volta ao chão e foi cumprimentar sua mulher.

-Está tudo bem Rachel? _Perguntou preocupado pela cara séria que sua mulher fazia o tempo todo ali, sem demonstrar o entusiasmo corriqueiro assim que o via.

Rachel apenas acenou a cabeça colocando o café na mesa.

-O que aconteceu Rachel? _Michael estava incomodado demais com o silencio incomum.

-Você chegou muito tarde ontem. _Michael abaixou a cabeça balançando uma de suas pernas pela incomodo iminente daquela frase.

-Achei que estivesse dormindo.

-Não, eu estava observando até que horas você teria a cara de pau de chegar.

-Eu estava trabalhando sabe disso.

-Sim eu sei, mas você não tem mais tempo para sua família, seu filho, pra mim. 

-Rachel, Rachel. _Segurou em um de suas mãos a fazendo parar de se lamentar tanto por causa dele. –Não quero que se preocupe comigo. Comigo não. _Respirou fundo como se dissesse que não quisesse que sua mulher se preocupasse com um homem como ele. –Viva sua vida.

-Há! Viver a minha vida. _Riu sarcástica se levantando da mesa.

Era tão irônico aquela sugestão já que ele era sua vida, o único meio de faze-la feliz. Como ela poderia viver sem ter um pingo de atenção da parte dele?

-Só acho que você não merece... _Não completou frase.

Ele levantou da mesa a envolveu suas mãos por trás de Rachel que a fez suspirar com tal aproximação que a muitos ela não sentia.

-Sabe que gosto de você. _Disse rente aos seus ouvidos que a fez tremer.

Ela se virou para ele, estavam se olhando. Rachel olhava para seu marido com adoração e desejo, como ela queria abraça-lo, beija-lo tê-lo consigo mais uma vez.

-Eu sei. _Falhou um tom de voz pela dor que aquele amor a causava.

Ele a olhou com pena, com lamentação. Ela queria um beijo um toque apenas, quando o celular dele tocou.

-Preciso trabalhar. _Ele disse a fazendo despertar, acordando para a realidade que nunca mais teria uma aproximação dele como ela desejava.

-Muito bem. _Disse apenas.

-Vou levar Prince a escola. _Ela assentiu.

Michael saiu da cozinha e então ela pôde chorar minimamente. Michael com o filho no colo entrou no carro rumando para a escolinha do pequeno.

E essa era a vida de Michael em casa, sem amor, sem sexo, apenas um pai que ama seu filho e que sente um carinho por sua mulher e que não passa disso. Na rua um caçador, um predador louco por mulheres de vários tipos. Uma vida dupla cheia de mistérios e controvérsias. Uma aventura excitante.


Capítulo 3


Michael entrou em seu carro e assim que trancou a porta ligou o som no último volume. Enquanto o veículo percorria as nada tranquilas ruas de Nova York, ele pôs-se a pensar nas reuniões chatas que teria de enfrentar em breve. Talvez ele tivesse tempo de uma rapidinha com sua secretária chata e pouco discreta. A mulher era tremendamente irritante, mas ainda assim era gostosa demais pra ser dispensada. Ele foi tirado de seus pensamentos quando seu celular tocou. Instantaneamente ele ficou tenso quando viu o nome que piscava na tela "Luizy". 

- O que quer Luizy? - Disse impaciente. 

Não era de se estranhar que ele não suportasse a prima. Luizy o ameaçava a cada vez que tinha oportunidade. Ela era sua prima, e eles conviviam a anos, desde que tinha 7 anos, para ser mais exata. 

Quando alcançaram a adolescência Michael namorou-a por quase 2 anos, mas o relacionamento não deu certo. A partir daí Luizy foi incansável em atormentá-lo. Ela ligou-o, segui-o, procurou-o... E, claro, descobriu as escapadas que ele dava. 

Foi então que ele conheceu Rachel e rapidamente decidiram casar... Luizy enlouqueceu e disse que contaria tudo a ela caso ele decidisse casar. Michael por outro lado disse que se ela o fizesse ele nunca mais olharia em sua cara. Luizy acatou o veredicto dele, mas com uma condição, a de que eles continuassem se vendo sempre que ela quisesse.

- Isso é jeito de falar comigo, meu anjo? - Luizy disse afável. 

- Não seja idiota, sabe bem como a trato, exatamente como merece. 

- Não fale assim, que me deixa com tesão. - Michael bufou, notavelmente irritado. 

- Derrame logo, o que quer?

- Você, e eu ligo para outra coisa?

- Onde e quando? - Disse, louco para encerrar a ligação 

- Adoro quando fica assim solicito. Isso tudo é medo de perder a mulherzinha? 

- É medo de magoar alguém que não merece. E se você tivesse o mínimo de caráter também se calaria, já que se diz tão amiga de Rachel. Como pode ser tão cara de pau? 

- Aprendi com você, já que se diz amar tanto sua mulher e vive traindo-a - A verdade atingiu-o como um tapa. - Bem, nos veremos no hotel de sempre, amanhã ás 8. 

- Estarei lá. 

- Beijos, delícia.  - Michael desligou e arremessou o celular sobre o banco traseiro do carro. 

Seu carro começou a trafegar por uma área menos agitada da cidade. Ele desligou o rádio, a paciência tinha se ido á tempos. Ele franziu o cenho prestando a atenção na cena a sua frente. 

Uma bela mulher estava inclinada sobre o capo aberto de um carro. Bem, ele não poderia dizer mesmo que ela era bela, já que dessa posição ele só podia ver seu traseiro empinado, mas uma mulher com aquela bunda não poderia mesmo ser feia, sem falar na cascata de cabelos negros que caiam por suas costas. 

Sem pensar duas vezes ele parou o carro a alguns metros de distância da mulher. Antes de descer ajeitou a gravata e sorriu para o espelho... Já caminhando para onde a jovem estava ele pensou nas coisas que poderia fazer com ela naquela mesma posição... Droga de mulher gostosa!

Ele pigarreou para chamar sua atenção e ela virou-se, olhando-o feio. A primeira mulher que olhava-o feio em anos. Se ele já havia achando-a bem interessante de costas, ele nem poderia dizer o que ela era assim de frente. 


Desde seu rosto com traços totalmente femininos e delicados, seu pescoço alongado, seus seios de tamanhos exatos, barriga chapada, pernas longas e definidas. Ele ficou duro só em vê-la.




- Posso ajudá-la senhorita? - Perguntou sorrindo amavelmente. Ela não retribuiu o sorriso. 

- Se o senhor for mecânico, sim, mas pelas suas roupas creio que não é seu ramo - Disse afiada. Michael riu minimamente. 

- Não sou mecânico, mas entendo um pouco - Ele se aproximou - Michael Jackson, prazer - Ele sorriu e rapidamente puxou um cartão de seu bolso entregando-a. 

Em seguida estendeu sua mão para ela. 

- Rosa - Respondeu apertando sua mão firmemente.

Capítulo 4


-Então Rosa. _Ergueu os ombros em forma de lhe perguntar. –O que faz na cidade?

Michael estava curioso, pois o sentido que Rosa vinha dirigindo em seu carro era a entrada da cidade. O que indicava que não era dali, ou estava vindo de algum lugar.

Rosa olhou para Michael o achando curioso demais, mas mesmo assim lhe respondeu.

-A trabalho apenas. _Disse apenas não permitindo que Michael continuasse com aquela conversa.

-Hum.

-E veio sozinha? Quer dizer sem namorado? _Ele realmente estava curioso. Ela deu uma risadinha.

Logo em seguida inclinou-se para dentro do carro pra pegar as ferramentas para o conserto do carro. Michael ficou observando o traseiro da moça enquanto ela respondia.

-Sem namorado. _Opa Michael estava esperançoso.

-E eu também completamente livre. _Disse tranquilo mostrando para ela que poderiam ter algo. Foi ai que ele olhou em sua mão e percebeu sua aliança no dedo.

Michael mais que depressa removeu de seu dedo e guardou no bolso. Rosa se levantou entregando-lhe as ferramentas.

-E então, vai me ajudar ou ficar de conversa? _Ergueu a sobrancelha o olhando firme.

Aquilo era realmente impressionante para Michael, nunca nenhuma mulher o tratou dessa forma, muito pelo contrário. Rosa era tão intrigante e excitante ao mesmo tempo que o confundia.

Michael pegou as ferramentas de suas mãos e já indo até motor do carro. Tirou seu paletó antes observando as reações de Rosa que pelo visto não estava tão interessada. 

“Mas que diabo de mulher é essa?” _Pensou.

Michael começou a trabalhar onde estava com defeito no carro fazendo o básico é claro. Na verdade o que ele queria mesmo era uma noite com Rosa e não de fato ajuda-la em um motor de carros. Em menos de minutos estava pronto e ele abaixou o capo do carro.

-Pronto. Isso deve servir. _Bateu uma mão na outra para espantar a sujeira. –Mas apenas até você chegar ao seu destino, depois sugiro que arranje um mecânico.

Rosa correu até dentro do carro e ligou o motor, e quando viu que funcionava sorriu saindo de volta do carro.

-Muito obrigada, não sei como te agradecer. Eu estaria perdida. _Michael a olhou com um sorriso lascivo de canto  com uma mão no bolso da calça social e a outra no queixo caminhando próximo dela.

-Existe um jeito de me agradecer. _Rosa tinha um visível ponto de interrogação estampado em sua face.

-Você quer dinheiro? _Michael riu pela inocência dela.

-Não, não. Não é esse tipo de pagamento. 

Michael se aproximou mais um pouco dela e de uma vez a empurrou até se encostar no carro tomando os lábios da moça com violências e dominação.  Os lábios dele se apertavam nos de Rosa, e em uma luta tremenda, pois a moça tentava a todo custo tira-lo de cima dela. Foi quando ela teve a ideia de lhe da um chute em suas partes e um tapa na cara.

-Ai! _Michael se afastou rapidamente segurando em suas partes. _Ficou maluca garota?

-Isso é pra você aprender a não vim com gracinha comigo. _Ela entrou imediatamente no carro o ligando. –Passar  bem. _Olhou para o cartão que Michael havia lhe dado. –Sr Jackson. _ Antes do carro sair Rosa jogou o cartão de Michael pela janela que saiu voando em seguida.

E ele Michael o mulherengo que estava acostumado com todas as mulheres aos seus pés, lhe desejando e se arrastando para ele. Teria que lhe dar com uma que o tratou como um qualquer o intrigando completamente. Colocou a mão no queixo ali sozinho na estrada e deu um sorriso em seguida. Ele havia gostado desse desafio.

-Você ainda me paga por quase me deixar sem bolas garota e de uma forma bem gostosa será esse pagamento. _Disse a si mesmo.

(...)

O dia no trabalho foi como qualquer dia comum e a noite ele já estava no hotel marcado onde iria encontrar sua prima mau caráter ao qual ele tinha uma pendência.

Deu duas batidas na porta e ela já correu pra atender com um sorriso no rosto.



Sem se importar com aquele sorriso ele foi entrando pelo local ficando de costas para ela.

-Nossa nem um beijinho não da é isso? _Michael virou-se a encarando com a sobrancelhas levantadas.

-Não estou com paciência pra isso Luizy está bem? Vamos acabar com isso logo? _Ela sorriu.

-Adoro quando você tem presa em transar. Faz parecer tão interessado.

-Tenho presa em ir embora daqui Luizy isso sim... Anda tira a roupa.

-Está bem. _Revirou os olhos.

Luizy começou a despir-se na frente de Michael e ele observava a cada movimento. Luizy poderia ser uma vadia chantagista ao qual ele não suportava, mas ele tinha que admitir que era gostosa.

Sem rodeios Michael agarrou-a de vez a beijando forte enquanto ela tirava as roupas dele ao mesmo tempo.

Na cama Michael adentrava com força em sua entrada, chegando ser violento até, mas Luizy não se importava. Gemia e aproveitava daquele corpo gostoso do homem que ela sempre desejou.  Em poucos minutos haviam gozado e Michael voltou a sentir nojo de Luizy.

-Pera ai você já vai? _Michael levantava da cama vestindo suas roupas.

-Mas é claro já está tarde, não quero que Rachel tenha mais motivos para desconfianças.

-O que faz pra engana-la hein Michael? Você  é tão canalha, tão safado. Se fosse eu já teria desconfiado, como de fato desconfiei. _Michael respirou pesadamente sem paciência alguma.

-Isso não é da sua conta.

-Nossa! Mal humorado. _Michael pegou as chaves de seu carro já indo para porta. –Da próxima vez quero com mais calma. _Ele abriu a porta para sair. –Preliminares seria bom também. _Gritou, pois ele já havia saído.

Luizy gargalhou em seguida, mordendo os lábios. Adorava obter o segredo em mãos do homem que ela desejava, só assim pra poder tê-lo com ela. Mas aquela vida de de vez em quando estava chata demais pra ela. Luizy queria Michael para ela de uma vez por todas.


Capítulo 5


Por Rosa 

Quando meu carro alcançou uma distância segura eu olhei pelo retrovisor e ri. Uma sonora e gostosa gargalhada. Eu tinha acabado de chutar as bolas de um cara altamente gostoso que tinha concertado meu carro, foi isso? 

Não foi bem uma forma legal de ser agradecida, muito menos um jeito elegante de me iniciar na cidade, mas aquele canalha, tarado de uma figa havia ido longe demais. Onde já se viu, abordar uma mulher em uma estrada para prestar um favor e querer como pagamento um beijo. Idiota! 

Esse mundo estava mesmo perdido, não se fazia mais homens cavalheiros e gentis, apenas brutamontes ignorantes como aquele, era por isso que eu sou uma solteira convicta até hoje. Bem, espero nunca mais vê-lo ou ele provavelmente irá me esganar por tê-lo deixado estéril. 

Estacionei meu carro em frente a meu orgulho. Uma vida trabalhando e aqui está, meu tão sonhado estabelecimento. MEU! Sem patrões para me assediarem, sem secretárias para fofocarem, sem mulheres de chefes ciumentas para me atormentarem. Me sentia orgulhosa de mim mesma. 

Em breve o Red estaria de portas abertas, logo mais a noite para ser exata, e eu esperava que tudo desse certo e que meu recomeço em Sidney fosse do jeito que eu esperava que fosse. Tranquilo, com meu estabelecimento dando lucros e sem homens para me encher a paciência.

(...) 


- Hey Mike - Sérgio disse adentrando a sala de Michael.




- Hey Sérgio - Disse erguendo a sobrancelha - Quando você era um porra de um garotinho sua mãe não te disse a frase "Bata na porta antes de entrar"?

- Não, ela estava ocupada demais com meu pai para isso - Sérgio disse sentando-se na cadeira a sua frente. 

- Você é um grande babaca - Michael riu. 

- Somos. Agora pare de me elogiar e me diga em que estava aí tão entretido, filmes pornô? 

- Olha bem pra minha cara e me diz se acha que preciso assistir aquelas coisas, por favor, o amador aqui é você. 

- Não tenho culpa de não ter nascido com essa sua cara de 'bonito e fodidamente rico'. 

- Estava pensando em uma mulher - Foi a vez de Sérgio rir.

- Que grande novidade. 

- Não, é sério, essa é diferente. Acredita que dei um beijo nela e ela chutou minhas bolas?

- Deus, onde está essa garota, ela merece honra ao mérito, uma medalha, um troféu, uma quantia em dinheiro, ou melhor ela merece ser estudada pela ciência. 

- Pare , seu idiota. Eu vou achar aquela mulher, e eu vou dar a ela uma foda inesquecível, duvido que ela queira chutar minhas bolas depois disso. Ela vai querer fazer outra coisa com elas. - Sérgio revirou os olhos. 

- Vim aqui te chamar para dar um rolé depois do expediente.

- Esqueceu que eu sou o chefe aqui, que você só sai se eu te liberar.

- Vai á merda, patrãozinho. É sério, vai inaugurar um bar hoje na rua dos drinques, e nós vamos. 

- Ok, me espere depois das 6, no meu carro. - Sérgio se levantou e caminhou para a porta. 

- Não fala assim chefinho ou fico com tesão. - Michael riu, meneando a cabeça. 

(...) 

As exatas 7 horas os dois homens entravam no novo bar. Era com certeza um lugar de muito bom gosto. Tudo decorado em um vermelho vinho, que inspirava luxuria e desejo, Michael gostou logo de cara. 

Eles sentaram nas banquetas do bar e pediram suas bebidas, olhando ao redor já procurando suas possíveis presas. Sérgio sabia que Michael era casado, e sabia muito bem desse lado mulherengo do amigo, mas nunca foi de julgá-lo, aconselhava-o as vezes, mas preferia manter-se a margem desse assunto. 

2 horas depois, muito uísque, dança e já com uma loira enganchada no braço Michael se preparou para deixar o bar quando alguém chamou sua atenção, ele paralisou, sorrindo largamente.





- Não pode ser - Balbuciou largando a loira onde estava.

- Onde vai Michael? - Sérgio perguntou. 

- Vá na frente e leve as duas, eu o acompanho. - Ele se esquivou das pessoas rapidamente, mas não alcançou a mulher antes dela sumir em meio a multidão. 

- Droga! - Bufou frustrado. 

O jovem garoto que conversava com ela a alguns segundos atrás saiu de uma das portas e Michael agarrou-o pelo braço.

- Hey garoto, a mulher que estava conversando com você agora, se chama Rosa, não é? 

- Sim, a dona Rosa é a dona do bar. - O sorriso de Michael se ampliou.

- É que sou o fornecedor de bebidas importadas e gostaria muito do número de telefone dela. Me chamo Julian Sanches, sou da fornecedora de bebidas Epic.

- Ok, pode anotar o número. - O garoto disse o número a Michael e depois dos dígitos devidamente salvos em seu celular ele deixou o bar, afinal havia uma loira bem gostosa esperando por ele.



Capítulo 6


Por Michael 

Eu era um puto cara de sorte mesmo, nesse mundo tão grande onde ninguém sabe quem é quem acabo caindo no mesmo ambiente que a Rosa, a gostosa que ajudei com seu carro e ainda me deu um chute nas bolas. Mas nem por isso deixava de ser gostosa ao ponto de me fazer querer fode-la gostosamente.

Consegui o número dela, agora era só questão de tempo em tê-la gemendo no meu ouvido quicando sobre meu pênis. Só de pensar nisso meu amigo começa a pulsar dentro da calça.

-Onde foi Mike? _Disse Nick a loira gostosa com quem eu iria transar em poucos minutos envolvendo suas mãos em meu pescoço assim que cheguei do lado de fora do bar.

-Apenas resolvendo algumas pendências. _Dei de ombros.

-Hum. _Sorriu já beijando meus lábios e eu correspondi apertando sua bunda fazendo a cara mais safada do mundo.

Sérgio entrou em seu carro saindo com sua companhia e eu com a minha no meu carro. E em poucos minutos Nick e eu estávamos em um quarto de hotel comigo sentado em uma poltrona acolchoada em um lindo vermelho completamente nu, observando-a dançar para mim.

Suas mãos passavam em seu próprio corpo safadamente me fazendo chegar ao alto da excitação. Eu adorava essas safadas que faziam esse tipo de exibição para mim. Me excitavam tanto.

A mulher era tão safada que sentou em cima da cama com as pernas apertas e já começava a se tocar. E é claro que não perdi tempo também me toquei esfregando minhas mãos em meu pênis freneticamente só pra chegar ao nível de excitação que eu precisaria.

Parei quando achei o suficiente e caminhei até ela bem lentamente. Envolvi minhas mãos em seus cabelos bem de vagar rodeando sua cabeça levemente, e então de súbito pus sua boca em meu membro a fazendo chupa-lo com maestria. Ela era boa, chupava gostoso. Mexi meus quadris para absolver daquele orgasmo que vinha em seguida.

Depois ela já estava de quatro e eu a estocando de joelhos  com força por trás sem parar o ritmo na mesma persistência até gozar novamente.
Já vestido eu me preparava para voltar pra casa não queria que Rachel notasse meu atraso novamente.

-Já vai gostoso?

-Sim, preciso ir voltar a minha realidade. _Falei sorrindo de leve.

-Que pena, adoraria ter mais de você em mim. _Sorriu maliciosa.

Pena que eu nunca repetia a mesma mulher, ela foi tão gostosa... A única que eu era obrigado a repeti a dose era com Luizy, mas apenas por obrigação.

Caminhei até ela segurando forte em seu pescoço a tomando em um beijo erótico e depois a soltei.

(...)

-Oi meu amor. _Dei um selinho em Rachel assim que cheguei, ela estava sentada ao sofá vendo tv.

-Oi. _Sorriu. 

Eu me preparava para subir e da um beijo em Prince que estava dormindo quando me chama de volta.

-Ah Michael! _Parei e voltei.

-Sim?

-Nesse domingo vai ter um almoço na casa dos seus pais, aniversário de casamento deles, se lembra? 

-Oh meu Deus é mesmo, eu havia me esquecido. _Pus a mão na testa ao lembrar.

-Pois então temos que marcar presença. _Bufei.

-Ah não Rachel, não quero ir nessas festas chatas de família, sabe que não gosto disso.

-Não entendo essa sua briga com seus irmãos e com seu pai, mas pelo menos vá por sua mãe, ela gostaria muito de sua presença. _Revirei os olhos. –Janet já ligou hoje querendo saber se íamos.

-Ok né, fazer o que? _Respirei fundo.

-Ótimo.

Subi rapidamente passando no quarto de Prince lhe dando um beijo e fui tomar um longo banho. Sorri um pouco por lembrar que consegui tão fácil o telefone de Rosa e assim que esse almoço chato da casa dos meus pais acabasse eu iria ligar com certeza.

Assim que sai do banho enrolado na toalha meu celular tocou e eu atendi.

-Oi. _Falei sem paciência já sabendo quem era.

-Olá gostosão.

-Luizy eu não já disse pra parar de ligar pro meu celular quando eu estiver em casa?

-E quando é que eu sei que está em casa? Pra mim estava em um hotel qualquer com uma vagabunda. _Revirei os olhos.

-O que quer?

-Lembrar você que estarei na casa dos meus tios para te encontrar. _Ai meu Deus essa louca estaria mesmo lá e provavelmente no meu pé.

-Luizy eu já vou logo avisando que se você tentar alguma gracinha eu...

-Não se preocupe Mike, vou me comportar muito bem. E ser a melhor amiga da sua mulherzinha como de costume. _Deu uma gargalhada.

-Como pode ser tão falsa? _Ri sem vontade.

-Olha quem fala não é mesmo? _Bufei.

-Não tenho tempo pra babaquice... Tchau. _Desliguei o telefone e o joguei na cama.

Luizy me tirava do sério de uma forma que eu não conseguia me aguentar. Transferi um soco na parede e respirei fundo.


Capítulo 7



Os almoços e jantares na casa dos matriarcas Jackson eram sempre uma festividade notória, já que a família era enorme. Não foi diferente nesse domingo ensolarado. 

Quando Michael chegou segurando a mão de sua esposa e de seu filho, a casa já estava lotada, crianças correndo para todo lado, adultos bebendo e conversando... Michael deu um longo beijo em sua mãe e um aperto de mão informal em seu pai, os cumprimentos aos seus irmãos fora rápidos, já que não se davam bem. 

Michael sentou-se em uma mesa mais distante, ladeado por Rachel e com seu pequeno no colo. 

- Papa - Prince resmungou se remexendo. 

- O que quer príncipe do papai - Michael apertou o nariz do filho e ele riu.

- Blincar - Prince disse. 

Michael soltou-o e o menininho saiu correndo de encontro a seus primos. 

- Hey, amor - Michael chamou Rachel, que estava ao seu lado calada, olhando para lugar nenhum. Ela virou-se para olhá-lo e sorriu. 

- Sim, querido - Respondeu. 

- Está tão longe, algum problema? 

Ohhh, claro que havia um problema, seu marido apenas não a via mais, isso era um grande problema. 

- Só não estou no clima para festas - Disse com a voz embargada. 

- Ohh amor - Ele aproximou-se dela e segurou seu rosto entre as mãos. 

- Sabe que quando nos conhecemos a primeira coisa que me chamou atenção em você foi o sorriso?! Você tem um tipo de sorriso que alegra o dia de qualquer depressivo, eu odeio vê-la triste, o mundo parece menos convidativo quando você não sorri.

Rachel abriu um lindo sorriso, satisfeita pela gentileza de seu marido. Fazia algum tempo que ele não lhe dizia coisas do tipo. 

- Você sempre sabe o que dizer para me alegrar, é por isso que o amo - Michael sorriu, acarinhando o rosto dela. 

- Prometo que neste final de semana sairemos para jantar fora e a noite será só nossa, certo? 

- Certo - Rachel aproximou seu rosto do dele e se beijaram longamente.

Um beijo como á tempos não compartilhavam.

- Atrapalho? - Um pigarro chamou a atenção de ambos, fazendo-os se soltarem. 

- Luizy - Rachel respondeu sorridente, levantando-se para abraçar a 'amiga'. 

Luizy aproveitou para dar uma piscadela para Michael, que revirou os olhos, indignado com a cena. 

- Como tem passado? 

- Bem, Rachel. E você? Tudo bem com o pequeno príncipe?

- Tudo ótimo, ele está correndo por aí. 

- E você, Michael, tudo bem? 

- Na medida do possível - Respondeu sério.

- Tia Rachel, o Prince caiu enquanto corria e está lá no banheiro com o Raymond. Ele está chorando.

- Ohh meu Deus, irei resolver isso e já volto querido - Rachel inclinou-se para dar um selinho em Michael antes de sair. 

Quando Rachel se afastou Luisy aproximou-se. 

- Então, meu gostoso, estava aí dando um trato na mosca morta da sua mulher.

- Cala a boca, sua vadia de quinta. Não fale assim da Rachel. - Luizy riu. 

- Adoro quando me trata assim, isso molha minha calcinha, sabia? - Ele balançou a cabeça, desacreditando na cara-de-pau da mulher. - Por falar nisso, me siga. 

- O que? 

- Me siga, ou prefere que sua muherzinha idiota saiba o quão canalha você é? - Michael travou o maxilar de pura raiva e seguiu-a pelos jardins da casa. 

Luizy se esgueirou pelos corredores da casa e entrou no quarto principal, no quarto de Kath e Joseph. Michael entrou logo em seguida. 

- Sua louca, o que está fazendo aqui? - Michael entrou no lugar completamente esbaforido e irado, flagrou Luisy já se livrando da blusa - O que pensa que está fazendo? 

- Sempre quis saber como seria ser fodida por você aqui nessa cama... Venha, Michael, vai ser rapidinho. - Michael olhou a mulher a sua frente e sentiu uma mistura de desejo e repulsa, coisa difícil de explicar. 

Luizy levantou a saia e baixou a calcinha, caminhando até a cama e ficando sobre os joelhos e mãos, totalmente exposta pra ele. Michael grunhiu um palavrão e caminhou até ela, mas antes de se desfazer de sua calça eles ouviram passos vindos do corredor e a voz de dona Kath e Rachel.

- Viu o que fez? Vá para o banheiro, eu saio e distraio elas e depois você se manda daqui. Ou melhor, se mande dessa festa ou eu juro por Deus que nunca mais olho nessa sua cara deslavada.
Luizy bufou irritada, apanhou suas roupas e correu pro banheiro. Michael deixou o quarto e assim que o fez Rachel veio em sua direção. 

- O que fazia aí, meu bem?

- Nada, apenas procurando uma foto antiga, que queria mostrar para a prima Luizy.

- E onde ela está? 

- A prima? 

- A Luizy e a foto. 

- A foto não encontrei e Luizy deve estar lá em baixo, vamos voltar para a festa. 

Rachel analisou-o alguns segundos de cenho franzido, mas decidiu voltar com ele sem mais alardes. O resto do almoço transcorreu tranquilamente. Luizy sumiu da festa com uma desculpa qualquer, o que deixou Rachel ainda mais intrigada. No final da tarde Michael deixou sua esposa e filho em casa com a desculpa que teria de revisar alguns documentos . 

Ele estacionou em frente ao Red e rapidamente discou o número de Rosa. Ela atendeu no terceiro toque, com a voz agitada. 

- Rosa Porto, quem deseja? 

- Eu desejo - Michael respondeu instantaneamente.

- Com quem eu falo? - Perguntou impaciente.

- Michael Jackson. 

- Desculpe, não conheço ninguém com esse nome, seja específico, por favor.

- Pode não se lembrar do meu nome, mas com certeza lembra-se do beijo que te dei na estrada. 

- Ahh eu não acredito nisso - Grunhiu - Como conseguiu meu número?

- Eu tenho meus truques baby. 

- Olha aqui, você deve se lembrar bem o que fiz com você não é? Então te aconselho a esquecer meu número, ok. Se você quiser mais um chute daqueles é só me avisar, vai ser um prazer deixar um cara como você disfuncional pro resto da vida. - Michael gargalhou, uma sonora risada, que fez Rosa sorrir também.

- Não sabe o quanto esse seu jeitinho me excita Rosa. Quando poderemos nos ver?

- Hã? Você escutou o que acabei de dizer? 

- Me diga o dia e a hora, que estarei aí. 

- Ahh vai arrumar o que fazer seu maníaco. Se me ligar mais uma vez eu rastreio sua ligação e eu te encontro pra chutar a sua bunda pessoalmente. - Ela desligou e Michael caiu em mais uma crise de risos. 


Ela era adorável, irritantemente adorável. E só de ouvir sua voz ele ficou duro, ele precisava urgentemente transar com aquela mulher. Ele ia dar um jeito nisso.


Capítulo 8


Rachel estava sorrindo para as paredes quando ouviu da boca de Michael que eles iriam passar um tempo juntos. Ela não perdeu mais tempo ligou para uma amiga perguntando se ela poderia ficar com Prince essa noite e ela concordou.

Rachel imediatamente começou a preparar um jantar romântico para os dois. Cordeiro ao molho de cereja era o favorito dele e ela sabia. Uma mesa bonita com algumas flores por cima, e algumas velas.

Ela estava feliz, animada. Pois estar com Michael era isso pra ela a felicidade.

Em 1 hora tudo estava pronto e Michael estava prestes a chegar. Rachel se aprontou rapidamente e quando Michael apareceu na porta de entrada já notou o cheiro que vinha da cozinha.

-Hum que cheirinho bom meu amor. _Ele foi até ela e depositou um beijo em seu testa.

-Fiz pra nós. _Ele olhou para a mesa de jantar.

-Uau! Caprichou hein? _Ela riu. –Onde está Prince?

-Eu liguei pra Cindy vim busca-lo. _Michael a olhou maliciosamente.

-Pensou em tudo hein baby? _Segurou na cintura da mulher e a beijou avidamente.

E esse era o tipo de beijo que deixava Rachel com as pernas bambas, seu estômago esvoaçar borboletas, e suas mãos tremerem. Ela era totalmente submissa aquele beijo. Ao beijo do seu marido.

Estavam sentados a mesa degustando um bom vinho, ouvindo uma boa música ao fundo How can you mend a broken heart.

-Você está linda sabia? _Disse ele admirando a beleza de sua mulher.

Rachel sorriu tímida percebendo o quanto seu marido estava romântico, era assim que ela adorava vê-lo e dessa forma ela queria que ficasse.

-E você é lindo. _Michael sorriu.

Pediu que Rachel estendesse a mão para ele com a sua e entrelaçaram em cima da mesa com os cotovelos apoiando. Michael alisava as mãos da mulher com carinho, cheirava, beijava. Rachel conseguia ficar ainda mais apaixonada.

Jantaram em meios aos risos, conversas agradáveis, tentavam da melhor maneira aproveitar bem a noite, aquele momento. E em um determinado momento Michael chamou Rachel para se sentar em seu colo. E ali as conversas nos ouvidos, os beijos mais calientes não sessavam.

Michael era um conquistador, ele sabia o que fazer para conseguir o que quer. E não demorou nada para eles estarem na cama fazendo amor.
O suor escorriam pelos seus corpos enquanto Michael entrava e saia rapidamente de Rachel dava pra ouvir a cama ranger. Ela estava ao céu enquanto sentia seu orgasmo tão próximo.

Suas unhas enterram na pele de Michael enquanto ele gemia pendendo a cabeça para trás. E quando as estocadas foram mais fortes demostrava que Michael iria gozar a qualquer momento. Então os espasmos do orgasmo atingiram ambos.
Michael desabou do lado de Rachel e ela aconchegou-se em seu peito, era o momento mais sublime para ela.

(...)

-Eu te amo tanto Michael. _Disse ela deitada em seu peito o beijando depois que Michael sentou na cama encostando-se na cabeceira.

-Eu gosto demais de você Rachel, demais.

Não era o que ela queria ouvir agora, mas servia por hora. Michael podia não amar Rachel ,mas ele amava sexo. Não que ele encarasse Rachel como qualquer uma que ele pegava na esquina, ele tinha um carinho por ela. Por isso o medo de que ela descobrisse tudo.

Ela não parava de beija-lo, de senti-lo assim tão seu. Esses momentos eram raros por isso ela tinha que aproveitar o quanto pudesse.

Mas assim que Rachel pegou no sono, ele tratou de sair dali. Tirou ela de cima de seu peito com cuidado para não acorda-la. E quando conseguiu ficar de pé vestiu suas roupas. Ele iria atrás de Rosa, esse pensamento não saia de sua cabeça nem por um instante. Ele estava determinado.

(...)

Michael entrou no bar de Rosa sorrateiramente percebeu que não havia muita gente ali, o bar estava fechando. As cadeiras por cima das mesas, estava realmente vazio. Deu um sorriso de canto e caminhou para dentro.

Quando Rosa apareceu em sua frente.

-Olá Gata? _Seu sorriso era lascivo, seu andar de um mero cafajeste.

-Ai meu Deus o que faz aqui? _Rosa colocou a mão na cabeça nervosa.

-Ué vim te da a honra da minha presença. _Ela revirou os olhos.

-É melhor você ir embora senão eu chamo a policia.

-Adoro gatas nervosas assim. Só aumenta ainda mais o meu tesão. _Arqueou a sobrancelha.

Michael não iria desistir, não mesmo e Rosa sabia disso. Mas o que ela não conseguia entender era o por que  invés de ter medo daquele homem desconhecido que cismou com ela, se sentia em  em chamas? Ainda mais aquela cara de cafajeste dominador que ele tinha. 

-Você é maluco.

-Você não faz ideia baby.

Michael voou pra cima dela a encostando na parede de uma vez. Seus corpos e seus rostos estavam tão perto. Rosa o olhando assustada, mas apenas por fora, por dentro ela estava gritando o quanto aquele homem era sedutor.

Se olharam por um longo período, Michael queria tomar sua boca de vez, mas aquela mulher era tão intrigantemente linda, e aquele olhar incrivelmente hipnotizante. Ele não entendia porque tão atraído.

E então para espantar as perguntas e pensamentos ele tomou os lábios dela em um beijo violento ouvindo a gemer entre sua boca a empresando na parede.

Capítulo 9


Rosa tentou empurrar Michael, tentou desesperadamente, mas tudo que conseguiu foi sentir mais nitidamente sua ereção roçando contra sua barriga.

Michael só abandonou seus lábios quando sentiu que todas as resistências dela haviam minado. Ele agarrou ambas as mãos dela e prendeu-as acima de sua cabeça, sem esforço algum ele separou suas pernas e enfiou sua perna entre elas, assim Rosa não poderia o chutar. 

Agora que ele sentia-se seguro para avançar, ele o fez, largando a boca de Rosa e seguindo para seu pescoço. Seu deleite foi inominável ao ouvi-la gemer em alto e bom som. Ela pendeu a cabeça para trás e revirou os olhos de pura satisfação... Ela imaginou o quão bom seria os lábios daquele estranho pelo seu corpo, mas isso, ohhhhh isso era muito melhor do que ela havia imaginado. Ele levou mais um tempo torturando-a, mordiscando-a e chupando-a a seu bel prazer.

Ele largou suas mãos e puxou a alça de seu vestido para baixo, revelando um belo sutiã branco. Michael gemeu com a visão. Sem pensar duas vezes ele afastou a taça do seu sutiã para o lado e tomou seu mamilo rosado entre os lábios, em uma sugada forte e magistral.

- Ohhh - Ela gemeu, suas mãos voaram para os cabelos dele e ela os apertou impedindo de afastar sua boca dali.

Se ele continuasse assim, com toda certeza ela gozaria. 

Rosa remexeu-se , roçando sua intimidade na coxa de Michael. Ele pode sentir o quão molhada e quente ela estava. Ele ergueu sua saia, enrolando-a em torno de sua cintura.

Michael se pôs de joelhos, uma das pernas de Rosa apoiadas em seu ombro. Ele mordiscou sua intimidade, ainda coberta e Rosa estremeceu.

Uma parte bem lá no fundo da sua mente estava ordenando que ela aproveitasse a situação para empurrar aquele homem e mandá-lo ir embora dali. O que droga ela estava fazendo? Ela nem conhecia ele, o máximo que sabia era que ele se chamava Michael Jackson, que beijava bem pra cacete e com certeza deveria transar como ninguém. Dane-se, ela teria de chegar até o fim, ela não conseguiria parar agora.

Rosa não sabia o que estava acontecendo com ela e todo seu auto-controle, mas ela estava pouco se lixando pra isso, pelo menos enquanto ela tivesse aquele homem entre suas pernas ela não queria pensar em nada.

Um barulho de algo caindo e quebrando tirou-os do torpor. 

Rosa arregalou os olhos e baixou a saia mais que depressa. Michael levantou-se praguejando.

- De.. de... desculpe.... do.. dona Rosa - O pobre garçom estava verde.

- Tudo bem, vá Ruan.

O menino deu as costas e sumiu por uma das portas.

- Viu só que fez, seu grande babaca - Rosa rugiu, dirigindo-se a Michael.

- Dane-se, ele nos viu, e daí... Agora venha aqui e vamos terminar o que começamos - Ele enlaçou-a pela cintura.

- Nem pensar, suma daqui - Ela empurrou-o.

- Você não vai me deixar assim, não é? - Ele apontou para seu membro, que esticava o pano da calça. Aquilo estava doendo, e ela não poderia deixá-lo assim.

- Claro que não, baby - Ela se aproximou e beijou, enquanto caminhava até a parede mais próxima. Quando chegou a parede próxima a porta, Rosa a abriu e empurrou-o para fora, trancando-a em seguida. Ela respirou fundo e encostou-se a porta.

- Rosa, pare de brincar e abra a porta - Ele rugiu, batendo furiosamente na porta.

- Vá embora ou ligarei para a polícia, e você sabe que farei isso - Ela disse divertida.

- Garota impossível, você vai me pagar por isso.

- Estou morrendo de medo.

- Deveria Rosa, deveria... 


Michael entrou no carro e bateu a porta ruidosamente. Sua ereção estava dolorida dentro das calças. Ele estava louco de tesão por aquela mulher, ainda mais agora que tinha provado um pouco mais dela... Ahh mais Rosa iria lhe pagar por deixá-lo naquela condição e depois trancá-lo fora de seu bar. Ele olhou mais uma vez para o bar, deu partida no carro e saiu dali.


Capítulo 10


Por Michael

Rosa não fazia ideia do quanto ela me enfureceu agora. Tudo por culpa daquele mosca morta que entrou sem ser chamado, ah mais que raiva que eu tive.

O pior de tudo era que Rosa não era como as outras mulheres que se arrastava aos meus pés ela era diferente. E isso despertava ainda mais o interesse. Quanto mais a mulher é difícil mais gostosa ela deve ser. Como eu estava louco pra experimentar! 

Meu celular tocou no bolso e eu atendi enquanto dirigia.

-Alô! _Falei sem humor algum.

-Nossa! O que houve? Comeu mal hoje? _Era Sérgio com aquelas piadinhas sem graças como sempre.

-Não enche Sérgio, não estou nada bem. 

-Xii estou vendo que comeu mal mesmo. Quem foi a vadia? 

-Eu quase, quase comi. Mas eu vou é só questão de tempo.

-Como é que é? _Riu do outro lado da linha. –Você está me dizendo que quase comeu uma mulher? E por que não comeu? _Revirei meus olhos.

-Não é da sua conta Sérgio.

-Não quer falar não fala, mas escuta só. Tem uma boate nova ali podemos nos divertir e você vai poder curar esse mau humor .

Sergio só tinha sexo na cabeça o tempo todo, mas nem posso falar dele, eu também era um insaciável, mas a verdade é que eu não estava a fim de nada mais naquele dia.

-Não obrigado, vou pra casa. Não quero saber de ferra nenhuma hoje.

-Nossa uma mulher te desanimar assim Mike? Nem as chantagens da Luizy consegue esse feito. O que houve? _A verdade é que nem eu sabia. Respirei fundo.

-Sérgio olha, passar bem ok? _Desliguei soltando o telefone por qualquer canto e girando o volante do carro para esquerda entrando na garagem de casa.


Subi as escadas de casa rapidamente, Rachel ainda dormia quando cheguei no quarto. Tratei de tirar minha roupa e me deitar ao seu lado. A abracei por trás e tentei dormir, completamente frustrado.

Capítulo 11


Uma semana havia se passado desde o encontro entre Michael e Rosa. Ele preferiu não voltar ao bar, afinal ele era esperto o suficiente para perceber que se fizesse isso estaria cometendo um erro, pois Rosa o expulsaria na primeira oportunidade.

Foi uma semana interminável para ele, Michael trabalhou arduamente durante toda ela, recusando os convites de Sérgio para sair. Ele tinha um plano traçado e para cumpri-lo ele precisaria dar um tempo dessa vida boêmia, de mulheres e bares. 

Bem, pra ele pareceu loucura, já que ele não havia mudado nem por sua esposa, nem depois que se tornou pai, mas para conseguir o que queria com Rosa, ele fingiria ser 'bom moço', pelo menos por um tempo.

Michael já havia entendido que para ter o que queria de Rosa ele precisava ser o que nunca foi. Um cara comportado, caseiro, fiel e romântico. Só de pensar em ser monogâmico já lhe dava urticária, mas era por uma boa causa. Transar com aquela mulher teria de valer todo esse esforço.

Michael ajeitou sua gravata e deixou sua sala. O relógio ainda marcava 2 da tarde quando ele saiu do trabalho. Ao estacionar em frente ao bonito e simples prédio ele sorriu.

-Boa tarde - Ele cumprimentou uma jovem que subia no elevador junto a ele.

A bonita moça sorriu amplamente e deu uma boa analisada nele.

- Boa tarde. Novo no prédio?

- Sim, me mudei hoje. Espero me adaptar bem por aqui - Ele sorriu simpático.

- Irá. Moro no 210, qualquer coisa que precise, conte comigo - O elevador soou indicado que o andar que Michael deveria descer havia chegado - E a propósito, me chamo Sindy.

- Prazer, Sindy, me chamo Michael. E se precisar, estou no apartamento 100 - Ele piscou e deixou o elevador.

- Já vi que gostarei daqui - Divagou sorrindo.

Ele olhou para a porta ao lado da sua. O apartamento 101, era lá que a desgraçada que vivia rondando seus pensamentos nos últimos dias morava. Ahh, mas Rosa não perdia por esperar.

Michael deu uma boa olhada no apartamento e caiu sobre o sofá. Seria engraçado dar uma de solteiro depois de quase dois anos de casado. Ele ia se divertir afinal.

Um barulho no corredor chamou sua atenção e ele levantou-se em um sobressalto. Só podia ser ela, afinal nesse andar só havia dois apartamentos.

Ao abrir a porta ele se deparou com Rosa, toda destrambelhada, tentando equilibrar três sacolas e abrir a porta ao mesmo tempo. Michael se aproximou sorrateiramente.

- Quer ajuda, senhorita? - As sacolas de Rosa foram parar no chão imediatamente. Seus olhos se arregalaram e ela perdeu completamente a fala. Isso sem contar o estado que sua calcinha ficou ao ouvir aquela voz.

- O---o-- o que faz aqui? - Ela finalmente perguntou.

- Pelo visto seremos vizinhos, que coincidência boa, não é? - Sorriu cínico.

- Só se for pra você - Ela bufou irritada, abaixando-se para catar suas sacolas.

- Deixe que eu faço isso - Disse galante, abaixando-se para apanhar o que ela havia deixado cair.

- Pode me entregar, por favor.

- Abra a porta, deixarei dentro do seu apartamento.

- Nem pensar, seu maníaco. Acha mesmo que vou acreditar que você está morando ao lado do meu apartamento por coincidência?

- Bem, acredite se quiser - Ele deu de ombros - Abra a porta e para de se colocar na defensiva, eu só quero ser gentil, eu juro que coloco as bolsas e saio. - Ela ergueu a sobrancelha desconfiada, mas abriu a porta par ele.

Michael fez como prometido, deixando suas sacolas em cima da mesa e imediatamente rumando para fora do apartamento.

- Hey - Rosa chamou.

- Sim?

- Obrigado, por isso.

- Não há de que. Espero que possamos dar uma trégua, afinal seremos vizinhos agora.

- Pode ser - Ela deu de ombros.

- Então, vamos recomeçar, dessa vez da forma certa - Ele estendeu sua mão para ela - Prazer, senhorita Rosa, me chamo Michael Jackson e sou seu novo vizinho.

Ela sorriu para ele e apertou sua mão.

- Prazer senhor Jackson.

Ele se virou para ir embora, mas virou-se antes de sair.

- E a propósito, você é muito linda, senhorita Rosa - Ele piscou para ela e saiu de seu apartamento.


Ele sabia que agra era só questão de tempo, de muito pouco tempo.


Capítulo 12


Por Rosa

Se eu achava que aquele cara estava me perseguindo, agora eu tinha toda certeza. Ele não tinha nada que se meter no meu prédio, eu realmente não acreditava nisso.

Mas depois que ele disse que queria uma trégua eu até aliviei um pouco, talvez tenha sido apenas uma consciência. O que eu queria mesmo era paz e nada mais. É por isso que concordei com a trégua. Não queria que ele me achasse uma metida esnobe, pois não é quem eu sou.

Nos encontrávamos todas as manhãs no elevador, ele não tentava nenhuma gracinha o que me deixava mais tranquila, mas aquele silencio desconfortável no elevador era inquietante sem contar com o cheiro dele que exalava por todo local, fazia meu corpo tremer. Sem contar com aquela aparência dele, terno muito bem caído em seu corpo, cabelos muito bem peteados, aquele ar de machão que ele tinha. Eu não sei acho que era o ego irritante dele, mas que ao mesmo tempo era irresistível. Deus o que eu estou pensando?

Dei graças a Deus que chegamos e assim poderíamos deixar aquele momento constrangedor para mim.

(...)

Fiquei o dia inteiro arrumando o bar e organizando algumas pendência de funcionamento passei o dia todo assim e quando voltei pra casa eu só queria relaxar, tomar um banho e dormir.

Quando liguei o registro o senti bastante duro e quando finalmente consegui girar a água não saia.

-Merda era só o que me faltava ficar sem água justo agora. _Esbravejei vestindo um roupão e indo até a torneira verificar se estava mesmo faltando água.

Girei a torneira e saiu água normalmente.

-Ué, então o que houve com o chuveiro? _Fiquei sem entender, e então tive a ideia de chamar o Severino o porteiro pelo interfone.

-Severino, aconteceu alguma coisa no chuveiro não sei o que é. Será que você poderia verificar pra mim?

-Senhora, não pode ser depois não? É porque não posso sair da portaria agora.

-Não, tem que ser agora preciso de um banho para poder dormir. É rapidinho Severino.

-Desculpe senhora mais agora não vou poder ir até ai não. _Droga.

-Ok tudo bem.

-Desculpe...

Desliguei o interfone com raiva, e agora quem poderia me ajudar tão urgente assim? Merda essas coisas só acontecem comigo.

Eu não conhecia ninguém naquele prédio que pudesse me ajudar, na verdade eu não tinha contato com mais ninguém.

-Meu Deus será que vou ter que pedir ajuda para o Michael? _Respirei fundo eu não queria ter que chama-lo e encara-lo novamente era tão difícil pra mim, na verdade eu não confiava em mim mesma perto dele. -É vou ter que pedir ajuda pra ele.

Vesti uma roupa e fui até seu apartamento. Toquei a campainha, uma, duas três vezes. Estava demorando demais e eu já estava me arrependendo de ter ido até lá. Me virei me preparando para ir embora e então a porta se abriu.

Ele me encarou profundamente nos olhos, trajado com uma camiseta branca e uma calça moletom azul bebê que provavelmente estava sem cueca dentro daquela calça, pois dava pra notar seu membro avantajado e solto dentro, e descalço. Lindo!

-Ora, ora! Se não é a Rosa! _Cruzou os braços com um sorriso sarcástico no lábio. –Ah que devo a honra? _Revirei os olhos pelo seu tom insinuativo. Ele era mesmo um irritante mau caráter.

-Não é nada disso. É que eu quero, sua... sua _Eu não conseguia falar nada a não ser olhar para o corpo dele. –Sua... _Ele arqueou a sobrancelha esperando que eu falasse. –Sua ajuda.

Colocou a mão no queixo se sentindo confuso por eu está o chamando para me ajudar.

-Você me pedindo ajuda? Pra que? _Perguntou confuso.

-É que meu chuveiro está quebrado e eu preciso tomar um banho agora. Mas tudo bem senão quiser, eu nem deveria ter vindo mesmo. _Fui saindo e ele segurou meu braço e nos encaramos por um tempo.

-Espera ai calma. Eu posso ajudar. _Fiquei contente.

Ele pegou então umas ferramentas e foi até o meu chuveiro ver o que houve com o registro e eu fiquei lá junto com ele pra observar o que ele fazia. Michael deu pra me ajudar em consertos de coisas o tempo todo mesmo.

-Vai ter como consertar? _Perguntei.

-Vai sim, ele emperrou e depois que você conseguiu girar afrouxou o registro e não saia água, eu posso arrumar, mas logo vai ter que trocar ele.

-Tudo bem é só pra eu poder tomar banho agora.

-Tudo bem.

Ele continuou arrumando e foçando, mas de repente o registro quebrou de vez e saiu água pra todo lado.

-Ahh. _Gritei tentando me desviar da água.

-Desliga o registro geral. _Pediu ele.

Sai que nem louca pra desligar. Quando voltei aquela bagunça toda acabou.

-O que aconteceu? _Perguntei e ele se virou para mim.
Meus olhos se focaram em seu peitoral másculo que dava pra ver perfeitamente sua definição pela camisa branca molhada grudada em seu corpo. Meus olhos passavam como em câmera lenta apreciando tudo aquilo. Ele me respondeu o que houve, mas pra falar a verdade eu nem ouvi uma só palavra.

-Ei, Ow? _Me chamou tirando minha atenção e eu fiquei sem graça logo após.

-Desculpe, eu vou pegar uma toalha pra você se secar. _Falei meio sem jeito e ele riu lascivamente.

E eu me puni mentalmente por ter deixado perceber a minha excitação.

Quando ele se secou ele terminou de arrumar o registro e depois foi embora, tomei meu banho e meus pensamentos iam naquele homem sexy com a camisa molhada em meu banheiro.


-Ai meu Deus por que estou pensando nesse cara? _Tentei espantar os pensamentos e então fui dormir.



Capítulo 13


Por Michael 

Mais um dia se iniciara, mais um dia sem ter alcançado meu plano, mais um dia chegando ao escritório carregando uma dolorida ereção. 
Porra, não era nada fácil ficar trancafiado com ela todas as manhãs naquele maldito elevador, sem poder fazer nada. Isso estava me matando. 

Isso sem mencionar que minhas esperanças estavam minando, pois já fazia quase 2 semanas que eu estava morando naquele prédio, tratando-a a pão-de-ló, fingindo-me de desinteressado e nada dela dar algum sinal. 

Maldita Rosa!

- E aí Mike, algum progresso? - Sérgio perguntou adentrando minha sala.

- Nem me fale - Bufei - Aquela mulher é impossível. Estou a ponto de desistir. 

- Realmente cara, essa mulher merece ser estudada pela ciência. Um mês sob suas investidas e ela nem sequer deu um sinal. 

- Bem, ela não fez nada do tipo "me coma", mas bem que fica me olhando. 

- E a Rachel? Como tem feito com ela? 

- Para todos os efeitos estou em um congresso em outra cidade. Não posso me demorar com essa farsa ou irei me ferrar. - Me levantei, apanhando meu terno e vestindo-o em seguida - Preciso ir.

- Você não trabalha mais, não é? 

- Esse é o lado bom de ser o chefe. - Pisquei - Afinal se ficar muito tempo por aqui a Rachel pode saber. Entregue esses papéis a Kandall e diga para ela me enviar o trabalho por e-mail. 

- Caso ainda não percebeu eu não tenho cabelo loiros e nem peitos gigantes, por tanto não sou sua secretária. - Eu ri. 

- Mas já que ela não está, você serve. Pelo menos para isso.

Passei em mais um empresa para resolver alguns problemas antes de voltar para casa. E quão desagradavelmente agradável foi ver que mais uma vez eu teria de dividir o elevador com Rosa.

- Boa tarde, Rosa - Tentei soar simpático e despreocupado, mas o olhar que eu lancei para seus seios foi algo como tarado maníaco.

- Boa tarde, Michael - Ela me olhou demoradamente, eu diria que demorou até demais  - Tão cedo em casa?

- Algum tempo livre. E você, já preparou tudo para mais tarde?

- Hã? - Ela perguntou confusa. 

- Para o bar, é claro - Sorri lascivamente.

- Deixei alguém no comando hoje, estou um pouco sem paciência. 

- Entendo... - Divaguei. 

O bip do elevador avisou que tínhamos chegado. 

- Bem, até logo então. - Dei as costas e estava prestes a entrar no elevador quando ouviu-a me chamar.

- Michael? - Sim?

- Esperei pacientemente que ela falasse algo, mas ela parecia estar esforçando-se para dizer. 

-Ahhh, dane-se - Ela rugiu e caminhou a passos largos em minha direção.

Sem que eu esperasse ela me agarrou pela lapela do terno e me puxou para um beijo. 

Vitória! Aqueles lábios absurdamente macios tinham gosto de vitória. Eu havia finalmente conseguido fazê-la chegar ao limite.

Deixando meus pensamentos de lado, eu levei minha mão até seus cabelos e agarrei um punhado, virando-a e encostando-a na parede. Nosso beijos se aprofundou para uma luta de línguas famintas e selvagens se digladiando. Rocei minha ereção contra sua barriga e ela soltou um longo gemido em minha boca. 

Ela se impulsionou e enrolou suas pernas em volta de minha cintura. Aproveitei a posição para agarrar suas nádegas com vontade. 

- No meu ou no seu? - Perguntei contra seus lábios. 

- No seu - Ela sussurrou. 

Ainda sem desgrudar nossas bocas eu me pus a abrir a porta. Demorei mais do que eu queria no processo. Quando finalmente consegui entrar, arremessei tudo que estava em cima da mesinha ao lado da porta e coloquei Rosa sobre ela. Baixei as alças de seu vestido, revelando seus seios absolutamente apetitosos. Não esperei um segundo sequer para abocanhá-los com fome, sugando e mordiscando-os ao meu bel prazer. 

Rosa gemia e se contorcia, agarrando meus cabelos. 

- Vamos acabar logo com isso, Michael... eu... eu não aguento mais - Implorou. 

Vitória! Foi a palavra que me veio a mente mais uma vez. Era exatamente assim que eu imaginei tê-la, implorando por mim. Separei suas pernas e mais que depressa me livrei de sua calcinha, guardando-a no bolso. Eu iria querer aquela recordação.

Rosa tomou as rédeas da situação, se desfazendo do meu cinto e baixando minha calça e boxer. Sua mão suave envolveu meu membro, passando a masturbá-lo. Minha cabeça caiu para trás, meus olhos fechando-se e minha boca soltando um longo gemido. Se apenas a mão daquela mulher fazia aquilo comigo, imagine só como seria quando eu estivesse dentro dela. 

- Camisinha - Rosa sussurrou contra minha boca aberta. 

Conseguir reunir um resto de sanidade e me lembrei que havia uma em minha carteira. Mais que depressa me abaixei para pegá-la e entreguei-a a ela. Rosa rasgou o pacote com os dentes e com destreza vestiu meu pênis. Olhá-la fazendo aquilo foi totalmente alucinante.

Aquilo tinha de ser a cena mais sexy que já vi na vida. Ela se expôs ainda mais para mim, apoiando seus pés nas laterais da mesa. Eu retiro o que disse antes, ESSA foi a cena mais sexy que já vi na vida. 

Sem poder mais esperar eu me enterrei nela, em uma única estocada indo o mais fundo que pude. Suas unhas agarraram meus braços com força, e ela mordeu os lábios.

- Ohh Michael - Eu ataquei seus lábios outra vez, começando a me mover dentro dela. 

Rosa era melhor, muito melhor, do que eu imaginara. As estocadas em momento algum foram lentas. Estoquei-a com toda a fome animal que eu sentia, e que reprimi por tanto tempo. Eu sabia que não ia aguentar muito tempo. Eu desejei aquela mulher sem tê-la por tempo demais, para segurar um orgasmo. Mas eu queria que ela viesse comigo. Então movi meus dedos pelos seus lábios, entreabrindo-os. Ela os sugou com maestria, e isso só me fez pensar em como seria sua boca em meu pênis. Levei-os ao seu clitóris e movi-os com rapidez. 

- Goze comigo, Rosa - Pedi em seu ouvido, mordendo-o em seguida. 


Ela agarrou-se em meus ombros e tremeu, gritando meu nome. Acelerei os movimentos e foquei na expressão totalmente sexy que ela fazia enquanto gozava e também gritei por ela enquanto gozava.


Capítulo 14


Assim que os fôlegos se estabilizaram e a racionalidade voltou a si, Rosa arregalou os olhos para Michael. Não conseguia entender como foi capaz de ir tão longe. Não ela não estava arrependida, sentia apenas uma devassa que mal consegue controlar seus instintos.

Pegou as roupas do chão e saiu imediatamente do apartamento de Michael, o fazendo soltar uma risada de satisfação.

Ele entrou no chuveiro tomando uma bela ducha depois do sexo com a mulher que ele tanto desejava. E não parava de sorrir e se sentir vitorioso por ter conseguido. Michael estava mais altivo do que de costume, ele sentia que poderia fazer qualquer coisa agora. Rosa estava em suas mãos e essa não seria única vez, não mesmo.

(...)

Mais tarde Michael saiu do prédio onde morava, queria dar uma volta espairecer a cabeça. Mas ele mal sabia quem por acaso passava por ali e o viu saindo. Alguém que já estava a sua procura e muito tempo que mal conseguia acredita de onde ele saia.

-Ah então o coelho saiu da cartola. _Sorriu perversamente dirigindo seu carro em seguida.

(...)

Michael ouvia sua companhia tocar, já era noite e ele estava se preparando para dormir. Levantou rapidamente da cama imaginando ser Rosa para uma segunda vez. Ela fugiu, mas era só questão de tempo para volta correndo para seus braços.

Mas teve uma surpresa quando viu o ser parado na porta.

-Luizy? _A raiva veio a tona em sua face.

-Ora, ora. Achou que se esconderia de mim por muito tempo é?

-Vai embora daqui! _Disse raivoso.

-Nã nani nã não. _Balançou o dedo em frente de seu rosto. –Antes vai me dizer o que faz aqui? Uma nova vadia é isso?

-Não é da sua conta. _Gargalhou.

-Pelo seu nervosismo é sim. Que patético Michael até pra você. Se enfiando é um prédio medíocre desse por uma vagina? Não precisa disso tem uma bem aqui. _Apontou para seus órgãos e Michael riu.

-Acontece que essa ai já está  manjada, sem gosto e sem graça. Perdi o interesse. _Disse  com desdém, repulsa e Luizy ficou furiosa.

Ela falaria alguma coisa, mas o bipe do elevador fez a atenção deles voltarem para tal. Rosa foi saindo dali e Michael ficou branco pelo fato de Luizy está ali.

-Michael? _Rosa disse amigável.

-Ro, Rosa? _Ele estava tão nervoso.

Luizy deu um sorriso já imaginava que aquela fosse a tal mulher que fez Michael correr atrás.
Rosa olhava Luizy com um ponto de interrogação no rosto, até que.

-Essa é minha prima. _Michael abraçou Luizy de lado rapidamente.

-Ah muito prazer. _Rosa estendeu a mão, mas Luizy com a cara amarrada demorou demais.

Michael deu um beliscão em seu braço e Luizy rapidamente estendeu sua mão.

-Muito prazer. _Disse em fim juntando forças para tal.

-Ela veio me visitar. É um amor de pessoa. _Eles entreolhavam e Luizy pelo seu olhar sabia que era pra entrar no jogo.

-Sim, meu priminho é um amor de pessoa e eu quis visita-lo. _Sorriu amarelo.

-Oh. Bom vou deixa-los a sós. _Rosa deu um sorriso para os dois, depois abriu sua porta entrando em seu apartamento.

Assim que estava seguro Michael agarrou o braço de Luizy com força a arrastando para o elevador.

-Eu quero você fora daqui, e se estragar tudo eu acabo com sua raça Luizy. Dessa vez você vai conhecer quem Michael Jackson é. O verdadeiro, não aquele que você chantageia quando bem entender.

Luizy assustou-se ele nunca havia falado dessa forma, sentia que a ameaça era verdadeira. É essa mulher era mais importante do que as outras, talvez até mais que Rachel, será? Não ela não queria acreditar nisso ou estaria perdida.


Quando o elevador chegou Michael jogou Luizy lá dentro e voltou para o apartamento batendo a porta com força.

Capítulo 15


Quando Luizy deixou a casa de Michael, ele não esperou um segundo sequer para correr até o apartamento de Rosa. Depois de tocar na campanhia 3 vezes Rosa atendeu-o apenas enrolada em uma toalha.

Ela olhou-a por tempo demasiadamente longo. Foi preciso Rosa pigarrear para ele voltar de seu transe.

-Não pedirei desculpas por atender a porta assim, por que se você tivesse me dado um instante eu teria acabado meu banho e vestido uma roupa descente. - Disse irritada. Michael sorriu de lado, aquele irresistível sorriso malicioso.

- Não há problemas, meu anjo. Não há nada aí que eu já não tenha visto e tocado. - Rosa arregalou os olhos e grunhiu.

- Seu...seu... seu idiota... seu grande...

- Shhh, cala essa boquinha linda - Michael disse colocando o dedo sobre seus lábios.

Segundos depois ele estava atracado aos lábios dela, segurando em sua cintura com firmeza. Eles caminharam assim, completamente unidos, até caírem no sofá. Michael desfez o nó que prendia sua toalha e jogou-a em um canto qualquer, logo levando seus lábios até os seios dela, sugando-os e mordiscando-os.

Michael tinha Rosa gemendo e se contorcendo em seus braços em questão de segundos. Ávidos demais para estarem unidos, Rosa fez um trabalho rápido em desfazer seu botão e baixar sua calça e boxer, só o suficiente para ele estar dentro dela.

Rosa acariciou-o algum tempo, sentindo-se satisfeita por sentir o pulsar de seu desejo em suas mãos. Quando Michael fechou os olhos e jogou a cabeça para trás ela aproveitou para montá-lo. Foi audível o gemido que ambos soltaram. Michael voltou a beijá-la e a sugar seus lábios com avidez, suas mãos fecharam em conchas sobre os seios dela e ele apertou-os com brutalidade. Foi a vez de Rosa gritar de prazer.

Ele só largou seus seios para agarrar suas nádegas e ajudá-la a se movimentar em seu membro. Rosa começou em um lento subir e descer, logo ela estava rebolando em seu membro, completamente perdida nas sensações do orgasmo, que começava a formar-se em seu núcleo.

- Vamos, Rosa, goze comigo - Michael disse em voz rouca, rente ao seu ouvido. Em seguida ele mordeu o local e sem mais Rosa desmanchou-se em um orgasmo, caindo contra seu pescoço, Michael arremeteu contra ela mais um par de vezes e também gozou.

(...)

Fazia 1 mês que Michael havia deixado sua casa com a desculpa de que estaria em um congresso. E ele sabia que estava na hora de parar com isso e voltar para casa, para sua esposa e seu filho. O problema era que ele não queria, ele não conseguiria simplesmente ir embora e esquecer Rosa, esquecer suas transas, esquecer do quão linda ela parece pela manhã quando desce no elevador com ele, ou em como ela é totalmente impulsiva no sexo... Não, ele não conseguiria por tudo isso de lado. Ele teria de levar ambas as histórias até onde desse. Não seria fácil, claro que não, mas Michael daria um jeito, ele sempre dava afinal.

Ele suspirou audivelmente quando estacionou em frente a sua casa. Ele sentiu saudades do seu lar, era bom saber que ele tinha sempre pra onde voltar, uma família para acolhê-lo e ele morria de medo de perder isso.

Ao adentrar sua casa ele encontrou a sala vazia e ao ouvir vozes vindas da cozinha ele caminhou até lá. A cena que ele viu o fez sorrir; Prince estava sentado no chão fazendo alguns sons enquanto empurrava um carrinho, Rachel estava discutindo afavelmente com a cozinheira como seria o jeito certo de temperar a carne.

- Será que atrapalho? - Perguntou brincalhão.

- Papa - Prince gritou, largando seu carrinho e correndo para os braços do pai. Michael apertou-o contra seus braços e beijou-o repetidas vezes.

- Meu garotão. Eu passo um mês fora e você cresce tanto assim?! - Bagunçou os cabelos do filho.

- Vamos blincar papa - O garotinho puxou insistentemente a mão dele.

- O papai já vai meu amor - Prince rumou de volta a seus brinquedos e foi a vez de Rachel se aproximar. Michael beijou-a ternamente nos lábios e abraçou-a.

- Como foi a vigem? - Ela perguntou sorrindo. Sentira tanta saudades de seu marido.

- Bem, querida - ele acariciou seu rosto - Tudo bem por aqui.

- Sim.

- Bem, vou subir para tomar um banho e já volto para almoçar com vocês e brincar com Prince.

- Vai passar o dia em casa?

- Claro que sim, estava com saudades de vocês - Ele beijou os lábios dela mais uma vez, agora um pouco mais demoradamente. - Já volto - Rachel assentiu sorridente.

(...)

Do outro lado da cidade, já a noite, uma ruiva bonita e bem vestida entra no Red, ela senta-se despreocupadamente em uma das cadeiras do bar e pede uma bebida, quando ela vê seu 'alvo' a alguns metros de distância ela caminha até lá.

- Rosa - Ela chama, sorrindo falsamente. Rosa se vira e a encara séria.

- Pois não?


- Não lembra-se de mim? Sou a prima de Michael, Luizy.


Capítulo 16


- Rosa _Ela chama, sorrindo falsamente. Rosa se vira e a encara séria.

- Pois não?

- Não lembra-se de mim? Sou a prima de Michael, Luizy.

-Ah sim, lembro é claro que lembro. _Sorriu amigavelmente.

-Tem um minuto?

-Si... Sim claro. _Luizy sorriu de leve e sentaram juntas em uma mesa do bar.

-Michael me fala tanto sobre você. _Disse com uma certa empolgação tocando na coxa dela.

-Ah. _Respirou fundo bastante sem jeito e olhou para o outro lado.

-Ei não precisa ficar com vergonha. _Luizy estava determinada em lhe passar a confiança. –Meu primo merece ser feliz, sempre torci pra isso. Ele é uma pessoa tão boa Rosa... _Luizy tinha uma facilidade incrível em ser falsa.

-Ah não, não. Não há nada entre a gente. Quer dizer... _Continuava sem jeito. –Nos conhecemos por um acaso e a gente acabou se envolvendo e...

-E vocês se apaixonaram? _Completou Luizy determinada em arrancar de Rosa qual eram a relação dos dois a final. Rosa não sabia o que falar.

O que havia de falar se nem ela sabia que tipo de relação eles tinham, só sabia que era loucamente atraída sexualmente por ele e só.

-É de se esperar Rosa. Michael é assim, tem sua personalidade forte, mas no fundo é apaixonante. Vai por mim eu sei. _Disse a ultima frase insinuativa, mas Rosa não percebeu.

-Ele é tão dominador e prepotente as vezes. _Rosa se expressava em um tom assustado.

-É ele é machão, mas é uma boa pessoa, é só o jeito de ser dele... Minha tia a mãe dele._ Rosa assentia ouvindo atentamente. –Sempre dizia quando ele era pequeno. “Menino quando você crescer demora bastante pra sair de casa e ter uma família, quero você mais tempo comigo” ai ele respondia “Eu não mãe, eu quero uma mulher e filhos e ser muito feliz”. _Rosa e Luizy riram. _Está vendo ele é uma boa pessoa, no fundo ele é.

Até que Rosa estava adorando aquela conversa, assim conhecia um pouco mais sobre o Michael, o desconhecido que cismou com ela e que a deixava louca. Assim essa ideia de família na vida dele a deixou mais segura. As palavras de Luizy a confortava sem duvidas.

(...)

Michael e Rosa estavam sentados abraçados na tapete do apartamento dele, ambos com uma taça de vinho em mãos depois de fazerem amor no tapete da sala alguns minutos antes. Ela beijava seu peito suavemente enquanto ele acarinha seus cabelos e as vezes sentia o perfume dos mesmos.

-O que foi Rosa? Está tão pensativa, não vai dizer nada? _Perguntou em fim.

-Só estava pensando... _Seu olhar continuava perdido ao nada.

-Em que?

-Em o que nós somos... _Levantou-se minimamente pra colocar a taça de vinho no mesa de centro. –Namorados ou?

Michael sentiu seu sangue sumir de seu corpo. De certo que ele adorava transar com Rosa. E por ela ter dado muito trabalho a ele de inicio fez com que agora que ele conseguiu, demorar mais um tempo junto a ela. Mas daí namorar, mesmo ele sendo casado. Ele não tinha certeza se Rosa valia tanto assim. 

Mas aquela pergunta dela, o que rolou com eles agora pouco. O fez pensar em algumas coisas.

-Sabe, Luizy, sua prima veio me ver. _Rosa mudou de assunto e o coração de Michael falhou uma batida.

-O que ela queria com você? _Alterou a voz. _Quer dizer. _Pigarreou. –Por que ela foi vê-la?

-Ela queria dizer algumas coisas sobre você, o quanto você é uma boa pessoa. Sabe eu gostei da conversa. Me fez pensar em algumas coisas, e saber que não é um maníaco. 

-Haha! Engraçadinha você... Mas que bom, minha prima é realmente uma mulher incrível. _Disse em tom sarcástico.

-Me fez ver que você é um cara legal. _Disse rente em seu ouvido, fazendo Michael se arrepiar. Tirou taça de vinho de suas mãos e pôs ao lado da sua na mesa de centro.

Os dois se olhavam Rosa mordeu sensualmente os lábios de Michael e ele completamente hipnotizado já tomou os lábios dela em um beijo intenso.

A pegou no colo a deitando delicadamente ao chão e a penetrou, mas dessa vez suave, de um jeito totalmente diferente do que ele era acostumado fazer. Sem presa com calma, beijando cada parte do corpo de Rosa. Olhando nos olhos, sentindo sua respiração, as batidas do coração. 

Os movimentos eram cálidos, porém firme, forte. As mãos de Rosa apertavam em seus cabelos. Os beijos não sessavam, os gemidos altos. Rosa estava em puro êxtase nos braços daquele homem que era incrível no sexo. Michael estava sentindo um misto de sentimentos desconhecidos por ele.

Sentimentos que nem mesmo com Rachel ele jamais sentira, não sabia o que era, porém sabia que era bom, pleno.


Até que exaustos sentindo explodirem em um orgasmo intenso. E Michael descansou sua cabeça no peito de Rosa. Completamente sem saber como descrever o que ele sentiu naquele momento.

Capítulo 17


Rosa entrou e seu apartamento sorridente. Ela tinha estado sempre assim nesses últimos dias. Para ser bem exata, desde aquela conversa com Luizy, em que ela pôde ver um lado de Michael que ela não enxergara antes, ela resolveu abrir o coração e dar uma chance para ele. E ela pensava todos os dias em como fez bem. 

Michael era sincero, gentil, carinhoso, atencioso e quente como nenhum outro homem com o qual ela já estivera e ele a fazia feliz como nenhum outro fizera também. E tudo isso em apenas 2 meses.

- Michael - Ela chamou assim que adentrou o apartamento. Jogou sua bolsa em um canto qualquer e se desfez das sandálias. 

- Michael - Chamou outra vez. 

Bufou irritada e jogou-se no sofá. Essa era a parte da qual ela não gostava na relação deles, Michael vivi sumindo. As vezes passava dois dias ou três sem dar as caras, e quase nunca podia dormir com ela. Bem, ele sempre lhe explicara que seu trabalho exigia viagens á negócios, e conhecendo-o como ela o conhecia não achava que ele estava mentindo. 

- Me chamou, princesa? - Ele disse rente a seu pescoço, assustando-a.

- Achei que não estivesse - Ela sorriu, olhando-o. 

- Estava no banho, mas quando ouvi sua voz sexy sai correndo para vir te ver - Ela riu e ajoelhou-se no sofá de frente para ele. 

- Ahh é? Então quer dizer que está todo ensaboado, senhor Jackson? 

- Sim - Ele aproximou o rosto do dela e roçou seus lábios 

- Que tal me ajudar no banho?

- Não estou muito afim  - Desafiou-o.

Michael agarrou-a e ergueu-a sobre os ombros levando-a até o banheiro. Rosa se debatia em seus braços, batendo em suas costas. 

- Me solte seu troglodita - Michael bateu na bunda dela.

- Calada garota selvagem. 

Segundos depois ambos estavam nus dentro do box, o vapor da água deixando o cenário ainda mais erótico. Seus corpos grudados um no outro, as bocas se devorando com desespero. Michael passeou suas mãos por todo o corpo dela, apertando-o a seu bel prazer. 

Logo foram seus lábios ao passear pelo corpo molhado dela e ele sugou-a, mordeu-a, provando dela tal qual se faz a uma deliciosa fruta. Agora ele estava de joelhos, uma perna dela apoiada em seu ombros, o rosto dele em meio a suas pernas, sua língua proporcionando um prazer tortuoso ao seu sexo.

Ele tinha uma Rosa trêmula e gritando seu nome em questão de minutos. Ela gozou em sua boca e ele maravilhou-se ainda mais com ela. Rosa tinha o efeito de encantá-lo a cada simples e pequeno gesto. 

Ele subiu seus lábios, espalhando beijos cálidos pelo seu ventre e entre os seio. Quando chegou ao seus lábios, ele beijou-a com adoração. Rosa enlaçou a cintura dele e Michael não esperou mais para afundar-se em seu núcleo, passando a arremeter nela freneticamente. 
Os lábios dele estavam em seu pescoço, provocando aquela área excessivamente erógena de seu corpo, enquanto o barulho de seus quadris chocando-se ecoava pelo lugar.

- Michael - Rosa gritou quando mais um forte orgasmo atingiu-a.

Suas unhas cravaram nas costas dele e ela mordeu fortemente o lábios inferior. Ele parou um tempo, apenas para observá-la enquanto ela gozava. Sem dúvida alguma, ele amava vê-la assim tão entregue.

Sem que ele esperasse Rosa empurrou-o um pouco, fazendo suas costas baterem contra o vidro do box, ela rapidamente se ajoelhou em sua frente e sem delongas tomou seu membro na boca, sugando-o com avidez. Michael gemeu alto e pendeu a cabeça para trás, totalmente entregue ao prazer.

Rosa masturbou-o com a língua e lábios magistralmente. Em pouquíssimo tempo ele estava movendo os quadris de encontro a sua boca, com as mãos enterradas nos seus cabelos, ofegante... E então ele gozou, derramando-se nos lábios dela. Rosa ergue-se nas pontas dos dedos e beijou-o carinhosamente.

- Rosa - Ele segurou seu rosto entre as mãos e encarou-a profundamente 

- Eu.. eu... eu amo você. - Rosa sorriu o mais amplamente que pode. 

- Eu também o amo, muito - Ela agarrou-se a ele. 

E pediu para que aquelas palavras não fossem só pelo momento e que aquele sonho mais que perfeito não acabasse como da última vez. 

(...) 

Michael chegou em casa no meio da madrugada. Rachel como sempre, fingira estar dormindo, mas na verdade estava acordada o esperando. Ele ultimamente tinha chegado com um sorriso nos lábios, vivia feliz, risonho, de bom humor. 


Lembrava-se de sempre lhe dar uma rosa, um beijo carinhoso, e agora a procurava com mais frequência ... A indiferença de antes não era tão suspeita quanto todo esse carinho. Michael estava aprontando algo e estava na hora dela abrir os olhos e parar de fingir que não via as coisas estranhas que ele sempre fizera.

Capítulo 18


Por Michael 

Eu não sei eu estava tão deslumbrado vivendo toda essa aventura com Rosa que acabava que eu não conseguia mais desapegar. Claro que era um saco essa vida dupla, mas eu já vivia assim há tanto tempo... De certo que agora é mais constante e com a mesma mulher. Só que Rosa valia a pena, e valia muito.

Esse jeito delicado e ao mesmo tempo selvagem que fazemos amor, me deixou completamente viciado. Rosa não era dessas vagabundas com que sai por tanto tempo, era divindade, assim como Rachel. Só que durona e difícil. Eram mulheres que me interessavam de um jeito especial. Mas Rosa era ainda melhor nisso. Ela me puxava para si. Eu tinha necessidade de domina-la e ao mesmo tempo agrada-la.

-Hey, hey, hey pra onde você vai? _Sai do quarto correndo até a sala onde Rosa se preparava para sair se aproveitando que eu estava dormindo.

Ela parou e me olhou.

-Indo trabalhar. Se você não sabe ainda tenho um emprego.

-Ah não, não, não. _Caminhei até ela e a envolvi em meus braços por trás. –Você não vai a lugar algum, está a noite e não vou dormir sozinho.

-Olha como você é, amor eu preciso trabalhar. _Me abraçou envolvendo seu braço em meu pescoço.

-Ah não, fica comigo, por favor? _Fiz cara de menino pidão.

-Não senhor Michael eu preciso. _Ela foi saindo e eu a peguei no colo dessa vez.

-Você não vai, vai ficar comigo. _Caminhei com ela até o sofá.

-Você é um dominador irritante sabia? _Tirei a bolsa de seu braço jogando por qualquer canto  a sentando no meu colo assim que me sentei.

-Sabia e você adora que eu sei. _Sorriu sarcástica. 

-Além do mais convencido olha só.

-E você uma gostosa. _Olhei com malicia para ela, já tomando seus lábios em um beijo segurando em sua nuca.

-Michael eu tenho mesmo que ir. _Disse seria.

-Não, faz amor comigo antes ai sim eu deixo você ir. 

-Caramba, mas você é um insaciável. Não fizemos amor a algumas horas atrás?

-Sim, mas eu quero mais ué. _Ela revirou os olhos. _Essa sua teimosia só me excita mais, então se quer mesmo ir não me provoque.

-Haha. _Riu sarcástica, foi o tempo que eu tive em deita-la no sofá me ponto por cima dela a dominando por completo.

-Michael me solta vai? 

-Nop! 

-Chato!

-Teimosa.

-Idiota.

-Boba.

-Vamos ficar assim até quando?

-Até você tirar a roupa e me deixar te amar.

-E ai você promete me deixar ir?

-Sim.

-Jura? _Fiz um mais ou menos com a cabeça.

-Sim.

-Eu não acredito em você.

-Pois deveria.

-Está bem então.

Rosa foi se levantando e me mostrando que iria tirar sua blusa, me afastei um pouco na expectativa. Eu estava mesmo excitado e louco para come-la  inteirinha, mas como malandra que é se levantou do sofá em um  descuido meu e sai correndo em direção a porta. 

-Ei, ei, ei. _Sai correndo atrás dela e ela rodeou o apartamento rindo igual uma menina levada e eu já quase a alcançando. –Eu vou te pegar Rosa.

-Eu duvido. _Corri mais rápido, foi quando eu consegui pressiona-la no encosto do sofá e dessa vez eu não a deixaria escapar.

-Achou que fugiria de mim é isso?

-Sim achei. _Balançou a cabeça freneticamente fazendo gracinha.

-Ah é. _Nossos lábios estavam perto.

-Aham é. _Tomei seus lábios em mais um beijo, e dessa vez Rosa estava mais entregue.

Foi minha chance de rasgar por completo sua blusa fininha em uma só puxada.

-Michael! _Reclamou.

-Shiii caladinha. _Voltei a beija-la levando minhas mãos em seus seios.

A pressão que eu fazia em seus lábios e em seu corpo com meu toque a fez cai no sofá deitada e eu fui junto a ela. Já tirando sua calça com sua calcinha junto.

Tomei sua intimidade em uma sucção e isso me excitava ainda mais, pois era tão quentinha e delicada e cheirosa. Qualquer homem ficaria louco nesse néctar dos deuses.

Rosa segurava meus cabelos pressionando minha cabeça de encontro a si. Estava completamente excitada e gemendo. Bom eu sabia que estava assim desde o inicio.

Não demorou muito pra senti-la se derramando para mim, e sem mais demora tirei minha calça a única peça que eu usava e a penetrei. Com meus beijos dedicados ao ventre de Rosa e minhas mãos acariciando seus seios. E os movimentos de vai e vem frenético intenso. Seu corpo se movimentava no mesmo ritmo e eu ainda ajudava segurando em suas coxas as puxando de encontro a mim. Atingimos nosso ápice em segundos exaustos.

Nos beijamos, senti suas mãos acarinharem minha cabeça, um carinho incrivelmente bom e confortável.

-Agora eu preciso ir. _Disse ela, mas eu não queria que fosse.

Não para transamos, não para supri meus desejos, eu só queria que ficássemos assim juntos nos amando.

-Não.

-Michael...

-Por favor Rosa. _Pedi dessa fez serio quase implorando. 

-Está bem eu vou ligar para o bar para Ruan segurar as pontas para mim. _Sorri.

Rosa discou os números para o bar sentada agora eu me pôs atrás de si beijando seu pescoço sem parar enquanto ela implorava para deixa-la em paz só por alguns minutos. Mas eu definitivamente não conseguia.

-Ruan? Não vou poder ir hoje, segura as pontas ai por mim por favor?... Não, não aconteceu nada.

-Sim aconteceu, estamos transando Ruan. _Gritei sorrindo enquanto ela tapou o celular me dando uma bronca.

-Michael... 

-É mentira? _Levantei a sobrancelha e ela balançou a cabeça descrente comecei a rir.
E quando ela desligou o celular dela, eis que o meu começa a tocar. O pego da mesinha e quando vejo no visou “Rachel” Meu sangue faltou e meu coração acelerou.

-Não vai atender? _Perguntou Rosa.

-Cla... Claro. _Sorri meio angustiado.

-Ok eu vou lá dentro me vestir. _Assenti e quando saiu me aliviei um pouco.

-Alô.

-Michael onde está? _Disse exasperada e brava.

-Você sabe Rachel, estou em uma conferência em outra cidade.

-Acontece que eu fui no seu trabalho e não há conferência alguma.

Senti meu corpo amolecer e um golpe no estomago me atingir em cheio.


Capítulo 19


Michael sentiu todo seu sangue ser drenado do rosto e sua voz sumiu por alguns segundos. 

- Você vai me dizer onde está? - Rachel perguntou, parecendo realmente brava, como Michael nunca a vira antes. 

- Você está atrapalhando um jantar de negócios, querida. Me aguarde, chego aí em alguns minutos. - Dizendo isso desliguei o telefone e me pus a vestir rapidamente uma roupa. 

Ao sair do quarto completamente vestido e com minha pasta em mãos, encontrei Rosa vestida em um robe de seda negro, deitada no sofá, zapeando os canais. Assim que me viu ela arqueou a sobrancelha. 

- Sairemos para jantar ou o que?

- Terei de ir embora - Disse exasperado. 

- O que? - Ela riu nervosamente, já levantando-se

- Então você faz todo um jogo para que eu fique aqui, não me deixa ir ao meu trabalho e agora vem me dizer que tem de ir? Você é inacreditável! 

- Acredite em mim, não é por querer que vou. Por mim passaria a noite com você, mas simplesmente não posso. É algo importante sobre meu trabalho e talvez eu tenha de viajar e só voltarei em dois dias.

- Você e essas suas viagens a negócio - Rosa revirou os olhos - Vá então, já conseguiu dar uma rapidinha comigo. Afinal era isso que queria - Olhou-o mortiferamente. 

- Não fale assim, amor - Ele sentou-se ao lado dela e acariciou seu rosto.

Ele suspirou audivelmente e encarou Rosa nos olhos 

- Sabe, eu só queria ser bom o suficiente para você, só queria não ter esse monte de defeitos e ser exatamente do jeito que você sonha... Eu nunca quis mudar por ninguém, nem por mim mesmo, apenas por você eu tentaria ser melhor... Por que eu te amo Rosa, e mesmo que um dia você venha a duvidar disso, essa é a mais pura verdade. - Rosa sorriu e tomou sua mão para beijá-la. 

Rosa estranhou muitíssimo algumas coisas do seu pequeno discurso, mas não tomaria nota disse... Estava embriagada demais no poder daquelas palavras para se ater a coisas vis. 

- Também amo você - Ela deu-lhe um beijo langoroso - Vá a seu trabalho, prometo não lhe importunar, mas me ligue assim que puder. - Ele assentiu e levantou-se para ir embora. 

- Vou sentir saudades.

- Eu também, meu amor - Ela levantou-se e enlaçou o pescoço dele, beijando-o longamente. 

Ambos estavam ofegantes quando se separam. Rosa só fechou a sua porta quando a porta do elevador se fechou. Ela estava mesmo completamente apaixonada por aquele homem, melhor, ela amava-o profundamente e pensar que passaria dois dias longe dele a deixava sem chão.

(...)

- Quero explicações, Michael - Rachel disse brava, com o tom de voz bastante alterado. - Fale baixo, Rachel, não quero que Prince ouça nossas brigas, nunca fizemos isso na frente dele e não é agora que começaremos. 

- O Prince está na casa de sua mãe, se você fosse um pai e marido mais presente saberia o que acontece com sua família, mas vive em viagens e conferências que sequer existem...

- Eu posso explicar - Ele bufou, afrouxando o nó da gravata  - E não me coloque como pai omisso, você sabe que amo meu filho e faço o que posso para me fazer presente. 

- E quanto a mim? - Perguntou com a voz embargada. 

Michael sentiu como se tivesse lhe dado um golpe no estômago. Ele era todo errado, ele sabia, mas odiava magoar Rachel. Lhe doía vê-la assim chorosa.

- Ohh meu bem - Ele aproximou-se e envolveu-a em um abraço terno  - Eu sei que não tenho sido o melhor dos maridos, que tenho te deixado sozinha muitas vezes... mas... mas saiba que eu tenho um afeto muito grande por você Rachel, que me sinto responsável por você. 

- Ele tomou seu rosto entre as mãos e a fez olhá-lo 

- Não chore por mim, não mereço suas lágrimas. 

- Eu amo você, Michael. Como quer que me sinta sabendo que está se afastando cada vez mais de mim? - Michael beijou seus lábios delicadamente. 

- Desculpe, querida... me desculpe - Rachel observou espantada os olhos dele se encherem de lágrimas e ela enterneceu-se por isso. 

Ela ergue-se nas pontas dos pés e beijou-o longamente. Michael entregou-se aquele beijo sem reservas, ele queria fazer Rachel se sentir melhor e ele sabia como fazer isso... Então foi questão de minutos para ambos estarem nus sobre a cama, se amando.

(...) 

5 dias depois... 

Por Rosa. 

Já fazia 5 dias que não via Michael. Ele me ligara no término do segundo dia e me dissera que a viagem se prolongaria e que ele só poderia me ver em 5 dias.

Eu estava morta de saudades dele, é verdade. Ansiava todas as noites para que ele batesse a minha porta, com aquele sorriso lindos nos lábios, aquele terno bem cortado e aquela pasta, que davam a ele um ar de homem de negócios. 

Eu aproveitei esses dias para adiantar o máximo meus trabalhos no bar, que diga-se de passagem estava indo muito bem, afinal quando ele chegasse eu esqueceria de tudo e todos, me esquecia que há um mundo lá fora e me trancaria com ele em meu apartamento. A tarde estava ensolarada e aproveitei que tinha acabado meus afazeres no bar para sentar em uma mesa e beber uma Coca-Cola. 

Duas mulheres muito bonitas adentraram no bar e logo reconheci a ruiva, era Luizy, prima de Michael. 

- Boa tarde, meu anjo - Luizy sorriu e eu levantei-me para abraçá-la. 

- Boa tarde, Luizy. A que devo a honra? 

- Estava passando e resolvi passar por aqui e te apresentar minha amiga do peito. Essa é Rachel. -Sorri estendendo a mão para mulher a minha frente. Ela apertou minha mão simpaticamente. 


- Prazer, Rosa.

Capítulo 20


-Prazer Rachel. _As duas apertaram as mãos e Luizy adorava aquela situação.

Sentaram uma a uma em uma mesa vazia, Rosa do lado de Luizy e Rachel em frente as duas.

-Luizy tem falado muito sobre você pra mim. Diz  que é uma ótima pessoa, e pelo visto você é mesmo. _Disse Rachel simpática.

-Oh é gentileza dela, Luizy que é um amor. _Falou também simpática, mas Rosa não conseguia esconder o evidente incomodo que sentia.

Ela não sabia, mas a simpatia de Luizy estava ficando estranha demais. Há alguns dias ela até se simpatizou ainda mais quando falou bem de Michael a deixando tranquila, mas agora ela não sabia, mas estava ficando incomodada.

-O que houve querida estou te sentindo tão distante. _Reparou Luizy.

-Ah não, não, não é nada. Sabe como é coisas da vida. _Sorriu de leve.

-Ah eu sei sim. _Disse Rachel agora. –Eu por exemplo tenho tantas coisas, filho casa... Marido. _Deu ênfase na ultima palavra e elas riram. –Não é fácil, ainda mais um marido que viaja o tempo todo a negócios, você não sabe exatamente onde está, nem com quem está. E principalmente passa noites e noites sozinha. _Bufou. –Mas ai quando chega só alegria, matamos a saudade e então fica  tudo certo.

Rosa se identificava totalmente com aquelas palavras de Rachel.

-Ah eu sei como é... Meu namorado... –Ponderou as palavras. - Quer dizer, eu nem sei se somos namorados é tão complicado. _Riram e Rachel franziu o cenho. –É que estamos nos conhecendo agora e ele também é desses que viajam, quase não da explicação de nada. Mas ai quando volta fica tudo bem.

Luizy prestava atenção em cada palavra das  novas “amigas” sorrindo por dentro. Era tudo que ela queria, era tudo que precisava. O circo estava formado e ela tiraria vantagem de tudo isso. Ah ela tiraria.

-É exatamente assim, fica tudo bem. _Sim elas conversavam sem se dar conta de que falavam do mesmo homem. –Eu o amo tanto Rosa, é tudo pra mim. Ele e nosso filho é claro.

-Oh vocês tem filho?

-Sim um menino, tem 3 anos. É a coisa mais linda...Luizy e ele são..._Antes que Rachel completasse Luizy entrou no meio.

-Nossaaaa querida agora que me lembrei. _Pararam a conversa e olharam pra Luizy. –Tenho salão marcado agora eu preciso ir. Vai comigo Rachel?

-Si.. sim é claro. 

-Ótimo então vamos.  _Virou-se para Rosa. –Foi um prazer Rosa querida, agora precisamos ir.

-Tudo bem, nos falaremos depois então. _Riu de leve.

-Ah claro com certeza. _Disse em um tom insinuativo que Rosa nem percebeu.

As três se despediram e saíram juntas. Rosa achou tudo muito estranho, mas resolveu não se importar com isso.

(....)

Rosa estava de bobeira no balcão do bar quando seu celular toca, era Michael.

-Nossa até que em fim. Achei que não me ligaria mais. _Bufou.

-Desculpa amor, estava com alguns problemas só isso.

-Tudo bem né? E quando volta?

-Amanhã está bem?

-Tudo bem. _Respirou fundo.

-Ei o que foi?

-É que sinto sua falta amor. Você não faz ideia do quanto sinto falta do seu cheiro nos meus lençóis, ou do seu corpo bem colado ao meu durante a noite.

-Eu faço sim. _Sorriu com malicia.

-Até mesmo dessa sua arrogância, por incrível que pareça sabia? _Ele riu.

-Estou de volta amanhã sem falta ok?

-Ok.

-E está tudo bem por ai? Alguma novidade?

-Ah não nada novo. Só Luizy que  veio aqui trazendo uma amiga dela, nada mais. _Michael revirou os olhos quando tocou no nome dela. –Rachel, o nome dela é Rachel.

O coração de Michael falhou uma batida e seu corpo inteiro ficou petrificado.

-Rachel?!! _Gritou. –Quer dizer... Rachel, ela foi ai?

-Sim, Luizy trouxe ela é muito simpática.

-Sobre o que conversaram? _Michael estava desesperado ele precisava saber.

-Nada demais, só como a vida é difícil e sobre relacionamentos, sobre o filho dela também. _Quanto mais Rosa falava, mas Michael ficava louco da vida.

-Ela disse o nome do marido dela? _Michael perguntava demais e Rosa estava desconfiada.

-Não, por que? Algum problema amor?

-Nã... Não nenhum. Só.. Só tome cuidado Rosa está bem? _Rosa se sentiu incomodada e temerosa.

-Michael está acontecendo alguma coisa que eu precise me prevenir? Se sim por favor me fala.

-Não, amor nada. É que eu me preocupo só isso.

-Não precisa eu sei me cuidar. _Sorriu.

-Eu sei que sabe. _Riu. –Então está bem amanhã estou de volta.

-Estou ansiosa.

-E eu também. _Sussurrou.

(...)

Michael completamente revoltado soltando fogo pelas ventas ordenou Luizy que aparecesse em seu apartamento no prédio de Rosa em 20 minutos. Ela já sabia o que a esperava, mas não estava nem ai.

Quando Michael atendeu a porta e era Luizy, ele a puxou pela braço pra dentro do apê e fechou a porta com força.

-Você ficou maluca? Quer mesmo me ferrar sua vagabunda! _Gritou.

-Não quero te ferrar Michael, só estava apresentando minhas amizades a Rosa minha nova amiga. _Disse tranquilamente sorrindo.

-É mesmo uma piranha vagabunda.

-Você precisava ver como elas estavam, falando de seu namorado e marido, como se não fosse a mesma pessoa. _Riu se divertindo de tudo.

Enquanto pra ela era divertido para ele era dolorido, machucava demais. Ele agora estava apegado a duas mulheres ao qual ele não poderia se livrar, e ao qual sairiam magoadas de tudo isso. E era o que ele menos queria.

-Foi hilário Michael. _Gargalhou.

Michael odiava o cinismo de Luizy, aquilo já estava o enojando de uma tal forma. Michael levantou a mão de uma vez preparado para dar em sua face, mas parou em cima da hora, contendo sua raiva.

-Vai anda me bate. _Luizy parou o riso alterando a voz. –Bate que eu quero ver.

-Eu poderia te matar agora Luizy, por toda essa merda que está fazendo, mas não vou. Não vale a pena... Só preciso saber uma coisa. _Mostrou o numero 1 com o dedo, com seus olhos cobertos por lágrimas e avermelhados. – Por  que está fazendo isso? _Dava pra notar um tom de humilhação em sua voz.

-Exatamente pra isso, pra acabar com você te deixar no chinelo e te mostrar que com mulher não se brinca. Muito menos com alguém  como eu. Elas são trouxas, mas eu não sou.

-Eu já te dei tudo que queria, porque quer mais? Quer dinheiro eu dou. Eu dou tudo que quiser. _Luizy sorriu.

-É você que eu quero Michael, você todinho pra mim, sem Rachel sem Rosa apenas comigo. _Ele riu sarcástico.

-Sabe quando você vai me ter Luizy? _Caminhou em direção a ela lentamente sobre o olhar atento de Luizy. Encostou seus lábios próximos ao dela. –NUN. CA! _Luizy respirou fundo e a raiva foi subindo pela seu corpo.

-Então Michael Jackson... sofra as consequências! _Disse com ódio e deu as costas a Michael saindo de seu apartamento.


Michael com raiva e ódio começou a derrubar tudo que estava em seu caminhou para descarregar aquela raiva. E não conteve as lágrimas, chorou de raiva, de magoa, decepção. E principalmente por está em toda essa sinuca de bico sem poder fazer nada, e nem se livrar de nenhuma de suas duas mulheres.


Capítulo 21

Por Michael


Eu estava ferrado! e todas as formas possíveis.
Era como se as paredes estivesse se fechando ao meu redor e eu nada pudesse fazer para impedir que isso. 

Esse deve ser meu castigo! Brincar com as mulheres afinal não iria me trazer um bom futuro. Eu tenho plena consciência de que acabarei sem ninguém. Não, eu não poderia viver sem Rosa. 

Com Rachel eu me entendo. Uma boa conversa, algumas palavras carinhosas e ela não me odiaria, até por que temos um filho e isso nos uni, mas Rosa... Rosa me odiaria, ela nunca mais iria olhar na minha cara e eu não estou pronto para perdê-la, eu nunca estarei.

Que Luizy fará da minha vida um inferno, eu não tenho dúvidas, mas que se dane, não me deitarei mais com aquela vadia, sinto novo dela, verdadeiro desprezo por tudo que ela está me fazendo. Ela sabe que até permito que ela me machuque, afinal eu mereço, mas brincar com Rosa e Rachel, não!

Depois de meu ridículo acesso de raiva, dei um jeito no apartamento e me pus a esperar Rosa voltar. Cerca de 1 hora depois ela apareceu na entrada do corredor. Assim que me viu ela sorriu amplamente e eu não pude fiar imune aquele sorriso. Como viveria sem vê-la sorrir assim?

Ela largou as sacolas no chão e correu ao me encontro, jogando-se em meus braços. Eu acolhi-a neles, apertando-a contra mim, inalando seu cheiro para gravá-lo na minha mente.

- Senti tanto a sua falta - Ela me disse. Sua voz abafada e chorosa.

-Eu também, amor - Fechei meus olhos para impedir-me de lhe transparecer minha evidente tristeza.

Nos largamos do abraço para nos entregarmos a um beijo langoroso, cheio de carícias, mordiscadas e afins.

- Vamos entrar? - Convidei e ela puxou-me rapidamente pela mão.

- Hey, apresada, suas sacolas.

- Deixe-as ai, ninguém sobe até aqui... Agora venha, garotão.

Ri de seu jeito autoritário. Ela era adorável!

Mal chegamos dentro de seu apartamento e já estávamos atracados, nos devorando, nos apertando, feito dois animais no cio. Quando ela infiltrou sua mão por dentro da minha calça eu segurei sua mão, parando-a.

- Hoje faremos diferente, meu amor. Venha.

Puxei-a até o quarto e lá despi-a com suavidade. Rosa me observa bestificada, de certo eu não era um bruto, mas normalmente fazíamos amor mais selvagemente. Mas hoje eu seria diferente, eu estava louco de desejo, por mim rasgaria sua roupa e me enterrava nela, mas meus instintos poderiam esperar.

Quando ela estava completamente despida eu deitei-a na cama e montei-a. Minhas mãos passearam sem presa por seu corpo, desde seu ventre até seus seios, eu os apertei delicadamente e Rosa tremeu abaixo de mim. Sem dificuldade alguma livrei-me de minhas roupas e deitei-me sobre ela. 

Rosa enlaçou sua perna em volta da minha cintura e eu penetrei-a langorosamente. Nosso gemido foi audível.
Enquanto eu movia-me dentro dela em momento algum desgrudamos nossos olhares e fiz sem dúvida o amor mais gostoso e sincero que já fiz em minha vida.
Gozamos juntos, sincronizados, desfrutando do prazer daquele orgasmo fulgurante . 

Rosa deitou-se em meu peito e depois de alguns segundo de silêncio senti algo molhar meu peito.

- Está chorando amor? - Perguntei preocupado.

- É de felicidade - Ela confessou com um sorriso nos lábios - Tem noção do quão bem me faz, do quão maravilhoso e único foi nosso amor de alguns minutos atrás? Tem noção do quanto amo você?

- Eu também a amo - Sorri.

- Eu sofri muito por amor no passado e prometi a mim mesma que não entregaria mais meu coração a homem algum, mas eu confio em você Michael, meu coração é seu! Eu sou sua!


As palavras dela partiram meu coração. Eu não era esse homem que ela pensava, eu não ia fazê-la feliz, eu a amava sim, mas eu partiria seu coração mais cedo ou mais tarde e isso estava me matando. Sem querer prolongar mais aquela conversa beijei-a e sugeri que dormíssemos.

Capítulo 22

Por Michael


Cheguei em casa e assim que Prince me viu correu em meus braços e eu o recebi prontamente abraçando meu filho com toda a força do mundo.

-Oi garotão como você está? _Perguntei ajeitando sua camisa do pijama que vestia.

-Bem... senti sua falta papa. _Me entristeci.

-Eu tenho sido um péssimo pai não é? Tenho me ausentado. Mas Prince olha. –O coloquei sentado e me ajoelhei em sua frente. –Eu o amo demais ouviu? Não pensei em nenhum momento que eu vou abandonar você porque eu não vou meu filho. Você é tudo pra mim, é a melhor parte de mim. _Talvez ele não estivesse entendo nada do que eu falava, mas eu queria dizer do mesmo jeito.

-Só te peso uma coisa filho. Nunca, nunca seja como eu ouviu? Eu não sou um bom exemplo pra você e eu não quero que o siga nunca. Quero que você honre sua mulher quando estiver uma, e nunca a machuque. Eu sei que essa vida de aventura parece ser excitante e espetacular, mas não é. Porque se eu tivesse ido pra outro caminho talvez não estivesse nessa situação. Então filho seja um homem de verdade, não um covarde e otário como o seu pai aqui.

Eu falaria mais algumas coisas, mas Rachel adentrou a sala sorrindo quando me viu.

-Amor achei que só voltaria amanhã. _Me levantei e dei meio sorriso.

-Eu quis vim antes. _Rachel envolveu seus braços em meu pescoço e nos beijamos.

(...)

Estávamos juntos tomando banho de banheira, Rachel beijando meu peito e eu cheirando seus cabelos. Ela falava algo, mas meus pensamentos estavam tão longe que eu não entendi nenhuma palavra.

-...Tudo bem? _Perguntou.

-O que? _Franzi o cenho. –Oh querida me desculpe.

-Você está tão longe hoje.

-Problemas só isso. _Lamentou.

-Espero poder te relaxar um pouco hoje. _Sorrimos.

Tomamos nossos lábios e um beijo, peguei Rachel pela cintura se encaixando em meu colo. Foi quando começamos a nos movimentar bem de vagar, eu não parava de acariciar suas pele e ela mordiscar e chupar meu pescoço.

Se for para comparar era tão diferente fazer amor com Rachel e Rosa. Com Rosa era tão mais paixão, misturado com amor e excitação. Com Rachel era mais para agrada-la do qualquer outra coisa, embora ambas me satisfizesse completamente. 

Chegamos ao clímax e depois disso continuamos na cama. E agora sim foi um sexo bom, com entrega. Me deixando cada vez mais confuso e ainda mais ferrado.

Nos olhávamos nos olhos enquanto eu me movimentava devagar sentindo suas unhas arranharem minha pele. Os gemidos eram altos, e as declarações de amor dela ao longo me entristecia ainda mais. Gozei.

Rachel veio pra cima de mim e continuava me beijando, como se não quisesse me largar nunca mais. Ela precisava de mim.

-Eu amo você Michael. _Disse com algumas lágrimas rolando de seus olhos assim como Rosa.

-Por favor não chore Rachel, eu não mereço suas lágrimas. _Olhei para o outro lado eu não conseguia encara-la.

-Você é o homem que eu amo. Tem defeitos? Tem, mas quem não tem? _Acariciei seu rosto.

-Eu sou um infeliz Rachel meu futuro não vai ser nada bom e eu sei disso. _Eu estava abrindo a boca pra falar besteiras eu sabia, mas eu queria dizer, eu precisava.

-Michael existem muitos pais de família que não tem tempo pra sua mulher e filhos, isso é normal. Não precisa se martirizar por isso. Quando estamos juntos é de verdade e isso dissipa todas as minhas desconfianças. Eu te amo.

Rachel era ingênua talvez por isso eu fui um canalha durante esse tempo todo, mas definitivamente não tem mais graça agora. Além do mais eu estava envolvida demais com Rosa ao mesmo tempo.

(...)

Cheguei em meu apartamento e notei que a porta estava aberta. Lógico que achei que fosse Rosa, até porque ela tinha a chave da porta. Mas esse pensamento se dissipou assim que entrei no quarto e encontrei uma Luizy completamente nua em cima da cama, sorrindo maliciosamente.

-Mas que porra é essa! Como entrou aqui? _Já falei com ódio no olhar.

-Minha melhor amiga Rosa me deu as chaves. _Sorriu sínica. 

-Quero que se vista e saia daqui a agora! 

-Não sem antes você me comer do jeito que deve ser. _Sorri sarcástico.

-Comida indigesta meu amor, não estou a fim... Além do mais essa é a cama que transo com a Rosa que é muito melhor do que você não é minha filha? Não vou suja-la com seu corpo nojento. _Luizy se irritou e se levantou até mim.

-Pois eu acho bom você me da o que eu quero, ou suas duas palhaças vão ficar sabendo de tudo. 

Eu sabia que se continuasse me opondo era isso mesmo que aconteceria, mas sinceramente eu não estava nem ai. Eu tinha nojo de Luizy e não queria mais me submeter em suas chantagens.

-Então priminho lindo hum? _Levou suas mãos em meu membro por cima da calça e começou a me masturbar bem devagar.

Peguei sua mão de uma vez a apertando com força tirando do local e soltando de vez.

-Você não vai conseguir mais nada de mim sua piranha. É uma vagabunda que eu odeio e sinto nojo! _Luizy me olhava com raiva.

-Você não e tão diferente de mim Michael, até porque somos primos.

-Você é uma bastarda Luizy nem da família não é. É apenas uma coisa que meu tio achou na vala por ai, sentiu pena e a acolheu. Olha com as coisas são não é? Nem sua família a quis quem dirá eu. _Seus olhos se encheram de lágrimas e eu senti meu rosto queimar pelo tapa que me deu.

-Você é um filho da puta! _Gritou. –Vai acabar sozinho sem ninguém Rosa vai te odiar e Rachel vai sumir com o seu filho. _Senti uma fisgada em meu peito. –É questão de tempo Michael e puf elas sabem de tudo. E eu vou fazer questão de rir da sua cara quando elas te humilharem. Só assim você vai sofrer de verdade não é? Pois é o que eu quero ver.

As palavras dela me atingiam profundamente e me senti cegar pela raiva e ódio. Levei minha mão com força de uma vez em seu pescoço e apertei, apertei com força deixando meus olhos se encherem de lágrimas. Talvez se eu matasse Luizy agora eu ficaria livre dela para sempre. Sem ameaças, chantagens. Eu poderia continuar com minha vida dupla sem Rosa e Rachel se quer saber de coisa alguma. Eu poderia ter as duas por mais tempo. 

Luizy tentava tirar minha mão, mas eu estava determinado a esgana-la até sufocar. Seus lábios já estavam ficando roxos e ela lutava para conseguir respirar, mas eu não dava nenhuma chance se quer.
Foi quando eu cai em mim, eu não poderia fazer aquilo, eu não poderia encobri o meu erro matando uma pessoa, eu não era um monstro a esse ponto. Sou mulherengo, mas assassino não.

Soltei o pescoço de Luizy que caiu ao chão tossindo e procurando o ar desesperadamente, segurando em seu pescoço.

-Você é louco? Você iria me matar! _Disse com medo.

-Sai daqui Luizy ou eu não respondo por mim. Saia logo! _Gritei.

Luizy catou suas roupas ao chão e saiu rapidamente. Eu não sabia o que aconteceria daqui pra frente, depois que ela saiu pela aquela porta tudo poderia acontecer. E eu não estava preparado pra isso.


Capítulo 23


Por Luizy 

Eu estava na merda! Isso era um fato. Michael havia me rejeitado de uma vez por todas, quase me matou estrangulada e aqui estou eu chorando por aquele desgraçado. A dois dias não como nada, não durmo... Não vivo. 

Saber que eu jamais terei o corpo de Michael contra o meu, me tira qualquer ânimo de continuar viva.. Mesmo que ele nunca tenha sido inteiramente meu, de copo, alma e coração, eu podia aguentar a conviver com as migalhas, mas agora eu não teria nada, absolutamente nada.

Mas se Michael pensa que isso ficará assim ele se engana. Eu não sou engênua como a idiota da Rachel, nem volúvel como a Rosa, eu sou esperta e traiçoeira e comigo ele não ira brincar e sair por cima, vou mostrar a ele que posso transformar sua vida em um inferno. 

(...) 

Naquela mesma tarde Luizy ligou para suas 'amigas': Rosa e Rachel e convidou-as para um jantar, dizendo-lhes estar muito sozinha e ter acabado de levar o fora de seu amante. Ambas se compadeceram e ajeitaram o tal jantar. 
Logo depois ela se fez passar por secretária de um dos acionistas da empresa de Michael, marcando um jantar urgente com ele. 

(...) 

Rosa vestiu-se caprichosamente aquela noite. Fazia um bom tempo que não tinha um jantar entre amigas, e mesmo as vezes desconfiando da simpatia exacerbada de Luizy, ela gostava dela, e pelo jeito se daria muito bem com Rachel. 

Rachel também ousou no visual da noite, sentia-se com uma vontade imensa de parecer bonita e atraente e não se arrependeu na escolha de seu look. Mas sem dúvida a noite era de Luizy, ela foi a que mais caprichou na escolha, por onde ela passava os olhares masculinos a seguiam. 

Ela queria estar radiante, parecer inteiramente bem e dona de si, era assim que ela queria estar quando acabasse com Michael. Ela chegou o restaurante antes de Rosa e Rachel. 

Pediu um vinho e passou a desfrutá-lo calmamente enquanto esperava suas queridas amigas. Rosa foi a primeira a chegar e foi recebida com um grande abraço de Luizy, momentos depois foi a vez de Rachel, que também recebeu abraços. Todas passaram a beber vinho e conversar amenidades. 

Luizy estava impaciente, louca para dar início ao seu joguinho e mostrar a essas duas palhaças quem era Michael Jackson.

- Então Luizy, me parece melhor. O que aconteceu para que você acabasse com seu... - Rachel hesitou em falar.

- Meu amante - Luizy sorriu - Não se envergonhe em dizer, meu anjo. Quem deve ter vergonha de ser meu amante é ele, afinal é um homem muito bem casado, de forma alguma precisaria estar traindo sua esposa. - Ela bebericou um pouco do vinho. 

- Que canalha! - Rosa disse - Não posso com homens assim, tenho vontade de exterminá-los da terra. Luizy sorriu satisfeita.

- E por que terminaram? 

- Por que descobri que ele tem outra, além da esposa é claro. E sem falar que vive com uma e outra nas gandaias por aí.

- Que nojento! - Rosa disse indignada. 

- Por falar nisso Rachel, sem querer de deixar assustada, mas você nunca desconfiou do seu marido, ele vive viajando... É que agora que passei por isso não desejo que algo semelhante aconteça a minhas amigas.

- O Michael? - Rachel disse assustada. 

- Michael? - Rosa perguntou de cenho franzido - Esse também é o nome de seu companheiro? 

- Sim, Michael Jackson.

- Só por um acaso meninas, o nome de meu amante também é Michael - Luizy disse debochada. 

Rosa e Rachel se encararam em completo estado de choque. 

- Se vocês ainda não entenderam, eu as explico. Nós três vivemos com o mesmo homem, Michael Joseph Jackson, que é seu marido - Luizy apontou para Rachel sorridente - Que é seu namorado - Apontou para Rosa - E que é meu amante.

- Você... só pode estar brincando Luizy - Rachel disse chorosa - O Michael não faria algo assim comigo, ele pode até não morrer de amores, mas ele me respeita, respeita nosso filhos, nós temos uma família juntos. 

- E ele está pouco se fodendo pra ela - Luizy rugiu. 

- Você está me dizendo que eu fui enganada por aquele.... o Michael é casado?

- Pai de um garotinho lindo e marido da linda e ingênua Rachel. 

- Você sempre soube? - Rosa perguntou chocada, a ira lhe tomando conta. 

- Mas é claro que sim. Eu sempre fui louca por aquela canalha, sempre preservei seus segredos em troca de encontros, mas ele acaba de me rejeitar e isso por causa de vocês, nada mais justo do que saberem como ele realmente é. 

Rosa ergueu a mão para bater em Luizy, mas desistiu no último momento.

- Você não tem direito de me bater, a única que pode fazer isso é Rachel, ela é a vítima aqui, nós somos apenas as outras. 

- Eu não acredito -Rachel disse entre soluços. 

- Então por que não se certifica com o próprio Michael, ali está ele. - Michael que entrava no restaurante sorrindo, congelou quando viu as três mulheres em uma mesa. 


Rosa vermelha de raiva e decepção, Rachel chorando e Luizy sorrindo vitoriosa. Ele sabia o que havia acontecido ali.

Capítulo 24



Michael andou com as pernas tremulas de encontro com as duas mulheres o olhando furiosamente. Sim duas furiosas porque  a terceira Luizy estava com o sorriso mais largo do mundo.

Michael olhou para Rosa primeiramente, aqueles olhos cheios de decepção e lágrimas, fez o coração de Michael afundar no peito.  Depois para Rachel que estava aos prantos. Aquela cena o feriu demais.

-Rosa... _Ele sussurrou. –Rachel.

-Me diz que isso é mentira Michael? _Rosa disse em um tom baixo, voz embargada. –Que você não conhece essa mulher e não me enganou?

-Rosa Rachel é minha esposa. _Disse de vez com a cabeça baixa.

-Eu não acredito que fez isso comigo. _Rosa pegou sua bolsa que havia deixado na mesa e foi saindo dali aos prantos sem olhar pra trás.

-Rosa, Rosa! _Michael chamou, mas ela já havia ido.

Depois ele voltou seus olhos a Rachel.

-Então você tinha uma amente o tempo todo? E você Luizy. _Olhou para Luizy. –Se fez de minha amiga, mas estava o tempo todo com esse canalha! _Gritou.

-Foi tão divertido te fazer de boba Rachel, você é ainda mais idiota do que a Rosa pelo amor de Deus.

-Cala a boca Luizy! _Michael gritou impaciente. _Vai embora daqui agora, me deixa conversar com a minha mulher!

-E perder o teatro? Ah Não. _Michael a fuzilou com os olhos. –Tá, tá já vou. _Luizy saiu deixando Rachel e Michael a sós.

-Eu sempre soube que você nunca me amou de verdade, mas daí me enganar com duas mulheres? Nem seu filho você respeita Michael.

-Rachel eu sei que eu fui um mal caráter está bem? Mas eu gosto de você eu nunca quis magoa-la.

-Mas gosta mais dela! _Gritou. –É da Rosa que você gosta, da pra ver no seu olhar. Não é? _Michael abaixou a cabeça não disse nada e Rachel já havia entendido tudo. –Vou passar a noite em algum lugar  e amanhã vou pra Califórnia com o meu filho.

-Não Rachel, não isso não. Não afasta meu filho de mim por favor? Eu sei que eu não presto que sou desprezível, mas por favor meu filho não.

-Pensasse nisso antes. _Rachel pegou sua bolsa e passou por Michael saindo em direção a saída.

Michael transferiu um soco na mesa pela raiva misturado com dor.

(...)

Por Michael 


2 semanas depois e Rosa não atendia os meus telefonemas, nem respondia as minhas mensagens. Eu já estava ficando louco. Eu estava morrendo aos poucos. Sem contar que Rachel foi embora com meu filho Deus sabe pra onde.
Eu não comia, não bebia, não trabalhava. Eu era um morto vivo.

Resolvi que eu iria conversar com Rosa nem que fosse na marra. Adentrei o bar estava somente ela já estava fechando.

-Rosa.

-O que você faz aqui?! _Sobressaltou quando me viu. –Eu não quero falar com você será que não entende?

-Rosa eu preciso, eu preciso explicar por favor.

-De todas as decepções possíveis que eu pensei passar na vida, essa definitivamente não era uma delas. 3 mulheres Michael, e ao mesmo tempo? _Me esforcei ao máximo para não chorar, mas estava difícil demais. –Depois de tanto falar que me machucar era o que menos queria.

-Eu sou um canalha Rosa eu sempre fui. Eu nunca amei Rachel como deveria amar, Rachel sempre foi uma espécie de amiga.

-Uma amiga que  você transava! _Gritou. 

Ignorei completamente o que me falava continuei.

- Eu tinha uma casa um lugar pra voltar depois de um dia cansado no trabalho. Além do mais um filho. Mas nunca foi amor, então eu a traia o tempo todo. Luizy descobriu e me chantageou, o preço do seu silencio era ir pra cama com ela. No começo era fácil pra mim, mesmo não querendo... Mas dai eu conheci você e tudo mudou, você se tornou fixa chegou um momento que eu não podia mais te deixar e nem deixar Rachel. Eu te amo Rosa e é de verdade.

-Não me vem com essa frasezinha idiota de que se apaixonou por mim e que eu mudei sua vida, porque comigo não cola mais... Ir pra cama com a própria prima só pra cala-la foi a coisa mais suja que eu vi na vida. Você não respeitou sua mulher nem seu filho.

-Eu sou um péssimo pai Rosa, eu sou um lixo de homem. Um ser humano imundo. Mas eu amo e isso é verdade. Por favor me.. _Tentei toca-la, mas ela se desviou.

-Não toca em mim. Você é sujo, eu tenho nojo de você. _As palavras dela me feriam duramente. - Eu quero que você vai embora e eu nunca mais quero vê-lo novamente. _Abaixei minha cabeça eu precisava tentar mais uma vez.

-Rosa eu...

-Vai embora agora! _Gritou.

As lágrimas caiam de meus olhos na mesma intensidade que nos dela, mas Rosa  não me encarava de forma alguma e eu percebi que com ela não teria mais chance alguma. Eu perdi de vez.

Sai dali sem rumo, sem ter pra onde ir. Eu estava perdido.


Capítulo 25

Por Michael


2 Meses, 2 meses completamente sozinho... Eu mereci isso! 

Eu merecia tudo que estava me acontecendo, eu brinquei tempo demais com corações e aqui está meu castigo. 

Eu passava o dia e boa parte da noite preso na empresa, lutando para não voltar para casa e encontrá-la vazia, para não ter que entrar no quarto do meu filho e ver apenas seus brinquedos por toda a parte, não ver mais Rachel sorridente esperando-me...
Até a maldita da Luizy esqueceu-me, não a vi mais desde que acabou com minha vida. Deve estar em algum lugar comemorando seu mérito.

Mas sem dúvida alguma era de Rosa que eu morria de saudades. Penso nela todos os dias, passo minhas noites sonhando em voltar a tê-la nos meus braços mas até agora nada... Ela não me deixa nem chegar perto dela. Já tentei de tudo humanamente possível: Rosas, declarações de amor, mensagens, ligações, procurei-a uma centena de vezes em sua casa e no bar, mas cada passo que eu dava de aproximação ela afastava-se dois de mim... Eu não ia me conformar, nunca! Eu precisava daquele sorriso para alegrar meu dia, daquelas broncas para me fazerem enraivecer e logo depois agarrá-la em meus braços para fazermos as pazes, precisava sentir seu cheiro, sua boca contra a minha, seu corpo contra o meu... eu precisava dela!

Uma lágrima rolou por meu rosto e eu enxuguei-a rapidamente. Meu telefone tocou e eu atendi-o.

- Sim.

- Michael, é a Rachel - Ela disse hesitante.

- Por Deus, Rachel , onde se meteu com meu filho... Estou... tão preocupado - Sua voz embargou na última palavra.

- Me.. me desculpe - Ela suspirou - Eu sei que não deveria ter afastado Prince de você, que ele nada tem a ver com as canalhices do pai, mas... eu precisava me afastar um pouco. E se eu lhe contasse onde estava teria vindo atrás de seu filho.

- Está voltando?

- Sim, eu Prince e Gerard estaremos aí em uma semana.

- Gerard? - Michael perguntou de cenho franzido.

- Bem... sei que ainda somos casados, mas pretendo resolver isso assim que chegar aí. Conheci Gerard a alguns anos, éramos amigos de vizinhança e bem...eu, eu resolvi lhe dar uma chance. Eu ainda o amo Michael, mas eu quero esquecê-lo definitivamente e sei que Gerard irá me ajudar. - Michael sentiu-se atordoado com a informação, mas de maneira alguma sentiu ciúmes. Ele queria muito bem a Rachel e estava apreciando o fato dela seguir em frente.

- Fico realmente feliz por você. Se tem uma pessoa que merece ser feliz, sem dúvida esse alguém é você.

- Posso parecer idiota diante do que lhe direi agora, mas sabe que esse é meu jeito, não guardo rancores de ninguém. Você me fez sofrer muito, mas também merece ser feliz... Eu sei que ama a Rosa, então torço para que você mude e possa fazê-la feliz.

- Obrigada Rachel.

- Até logo, Michael.

- Dê um grande beijo em Prince por mim e não adie a sua volta, eu preciso muito do meu filho nesse momento.

- Estarei aí na próxima semana. Tchau.

- Tchau.

(...)

Michael entrou no restaurante e sentou-se a mesa, preparando-se mentalmente para mais um jantar fatigante.

Foram duas horas falando de negócios, até que o jantar foi encerrado. Agradeci por isso, tudo que eu mais queria agora era me enfiar embaixo de um cobertor, depois de alguns copos de vinho e dormir.

- Michael - Ouvi uma conhecida voz me chamar, e me virei para encarar Luizy parada a minha frente, vestida elegantemente e ao seu lado um senhor em uma cadeira de rodas.

- Luizy - Lhe fuzilei com os olhos.

- Hey, estou em missão de paz - Ela sorriu - Quero que conheça meu noivo Albert.

- Noivo? - Perguntei de cenho franzido. O homem mais parecia seu avô.

Alguém chamou-o e o senhor afastou-se deixando Michael e Luizy sozinhos..

- Está um caco priminho - Luizy disse debochada.

- Graças a você.

- Claro que não. Graças a você! Ninguém mandou ser um canalha idiota. - Michael suspirou resignado. Ele não podia retrucar, Luizy tinha razão, ele estava naquela situação por sua própria culpa.

- Nem sei por que estou aqui conversando com você - Disse irritado, já preparando-se para sair. Luizy impediu-o.

- Quero que saiba que ainda o amo, Michael. Que você só fica sozinho se quiser, por que eu largo esse velho babão a qualquer momento e fico com você. - Michael riu.

- Pare de ser ridícula, se fosse a última das mulheres ainda assim eu não iria querer vê-la. Se não ama aquele pobre homem, deixe-o então. - Foi a vez de Luizy rir.

- E deixar meu futuro garantido de lado? Nunca.Mas não esqueça, basta você querer, meu amor e seria sua, para sempre.

- Tchau, Luizy - Michael largou-a falando sozinho e saiu do restaurante.

(...)

Mais um fim de expediente e aqui estava eu não querendo de forma alguma ir para casa. Só hoje já liguei uma dúzia de vezes para Rosa e durante o almoço ao invés de fazer como os demais e ir almoçar, eu dei plantão em frente ao seu apartamento, mas nem sinal dela. Eu ainda ousei subir até meu apartamento, que é ao lado do seu, mas eu não quis bater a sua porta e ver seu rosto em cólera quando me visse.

- Hey, cara - Chris disse, adentrando minha sala.

- Planos para hoje?

- Uma garrafa de vinho e cama - Chris ergueu a sobrancelha - Mas sozinho.

- Pretende virar celibatário?

- Não estou com cabeça para isso, amigo - Chris suspirou. Gostava muito de Michael e vê-lo assim o deixava desconfortável.

- Sabe de uma coisa - Ele disse, ficando sério, como Michael nunca o vira antes - Você está sendo idiota. Deve ir atrás de Rosa, exigir que ela lhe escute, nem que tenha que amarrá-la para isso.

- Eu já tentei... Mas não foi o bastante.

- Olhe para você, é um derrotado. Levante essa bunda daí e vá atrás dela, e fale tudo que sente.

- Mas...

- Agora, Michael - Chris gritou.

Michael saiu da sala feito um furacão, pegou seu carro e 10 minutos depois estava em frente ao Red. Dessa vez ele se desnudaria sem medo e pediria perdão de joelhos se fosse preciso.

- Moço - Ele chamou um garoto que ia saindo do bar, carregando uma cadeira.

- Sim, senhor.

- Quero falar com a dona do bar, a Rosa.


- Ela não é mais dona daqui, ao que eu sei dona Rosa foi embora.


Capítulo 26

Por Michael


-Embora? Como assim? Pra onde ela foi? _Agarrei o colarinho de sua camisa. –Anda me diga, onde ela foi? 

Fiquei completamente perturbado com aquela notícia. Não Rosa não poderia ir embora assim e me deixar. Como ela foi capaz?

Claro ela tinha toda a razão de fugir de mim mesmo, mas eu não poderia viver muito tempo sem ela.

-Ah..Ah eu não sei senhor. _Arregalou os olhos para mim eu deixei o rapaz extremamente assustado.

Me dei conta que estava desesperado demais o obrigado a me dizer algo que provavelmente não fazia ideia e o larguei. Recuperando minha racionalidade passando uma mão em minha nuca.

-Me desculpe. _Falei e sai de imediato dali.

A primeira coisa que fiz foi correr até seu apartamento, batia na porta com força gritando seu nome tão alto que acho que todos no prédio me ouviu, mas ninguém atendeu. Ela também não estava lá. Fiquei por horas no meu apartamento ao lado pra se caso ouvir algum barulho um ruído que me indicasse Rosa eu agir. Mas não acontecia nada.

Tentei ligar para seu celular, mas também nada. Continuava sem atender minhas ligações. Corri pela cidade tentando encontrar algum vestígio de Rosa, mas eu estava mais perdido do que nunca.

Voltei pra casa vencido. Era o fim eu nunca mais veria Rosa e tudo por minha causa.

Minha tristeza e frustração foram amenizadas no exato momento que ouço a voz suave de meu filho adentrar a sala.

-Papa. _Me levantei do sofá mais que depressa com um sorriso largo nos lábios correndo de braços abertos para amparar meu filho.

-Ah meu Deus meu menino. _O abracei com tanta, mas tanta força que quase o espremi. –Senti tanta sua falta meu filho. _O peguei no colo.

-Eu também papa. _Olhei para Rachel.

-Obrigado por trazê-lo.

-Você é o pai não é?

-Ter meu filho comigo é muito importante Rachel. _Ela me analisou.

-Está um caco Michael, nunca o vi assim. _Abaixei minha cabeça. –Pelo visto Rosa não o perdoou. –Balancei a cabeça negativamente.

-Ela foi embora e não faço ideia pra onde.

-Sinto muito. _Assenti.

-Então, onde está morando?

-Ainda estou na casa dos meus pais, mas já estou procurando um apartamento por aqui por perto eu e Gerald vamos morar juntos além do mais Prince precisa ficar perto do pai. Ah eu já conversei com meu advogado sobre o divórcio está bem? Logo vão entrar em contato com você. _Assenti.

-Está bem. _Pôs Prince no chão e caminhei até Rachel segurando em seus mãos.

-Obrigado por ter me perdoado Rachel e não ter levado meu filho de mim. Realmente você é uma grande mulher. Nunca duvidei disso. –Ela sorriu.

-Estou torcendo por você Michael de verdade.

-Obrigado. _Dei um beijo em sua bochecha.

Prince ficou o resto das horas comigo, conversamos, brincamos, rimos. Eu estava me sentindo melhor, pelo menos não concentrado em minha dor.

Mas Rachel precisava ir embora e levar Prince. Levei os dois na casa da mãe de Rachel e na volta. 

Na volta quando eu menos esperava avisto uma mulher andando pela rua, suas costas eram idênticas a de Rosa o seu andado. Ai meu Deus eu a achei.

Encostei o carro de qualquer jeito e sai correndo atrás dela com um sorriso largo nos lábios. 
Finalmente.

-Rosa! _Fiquei frente a frente com ela.


Rosa me olhava assustada e ao mesmo tempo com raiva.


Capítulo 27


- O que você quer? - Ela rugiu em resposta. 

- Meu amor, eu te procurei feito louco. No Red me disseram que você não era mais proprietária de lá, não atendia em seu apartamento. Eu tive medo que tivesse sumido e nunca mais voltasse a me ver - Michael deu dois passos para frente, para tentar abraçá-la, mas ela impediu-o.

- O que ainda quer comigo? - Disse irada - Já não foi o bastante ter me enganado? Enganado sua mulher... Acha mesmo que algum dia poderei me esquecer o que me fez? Como eu poderia me esquecer que o homem ao qual entreguei meu coração, depois de prometer a mim mesma que não o faria, era um canalha? - Ela encarou-o altiva, nem sequer uma lágrima descendo por seu rosto. 

- Eu sei o que fiz, não estou exigindo que esqueça. O que estou fazendo é te pedir perdão. Eu mudei Rosa, por você... Eu disse que faria isso apenas por você e eu fiz... Volte para mim, eu... eu amo você. - Rosa riu sem humor. - Amo você - Negou com a cabeça 

- Você não ama nem a si mesmo, o amor é um sentimento puro demais para alguém como você sentir. 

Michael franziu o cenho. Nada que Rosa tivesse lhe dito poderia ter ferido mais do que essas palavras. Ela percebeu o impacto de suas palavras nele e por uma fração de segundo sentiu-se mal por tê-las ditos.

- Você sabe que isso não é verdade. 

- Eu não quero mais falar com você, nem vê-lo. Só te peço que me esqueça, que suma da minha vida. Você me destruiu Michael - Sua voz falhou - Você partiu o que ainda restava do meu coração e isso não tem concerto. 

- Mas...

- Não - Ela interrompeu-o - Tudo que me disser agora só vai piorar a situação. Vá embora. 

Michael baixou a cabeça e saiu de perto dela. Mas enganava-se ela, se estava achando que ele iria desistir assim tão fácil. Michael não era homem de desistir e não era agora que o faria.

Ele entrou em seu carro e fingiu se afastar, mas assim que Rosa virou a esquina ele seguiu-a. Michael observou-a entrar em uma casa simples, porém muito convidativa, rodeada por uma grama verdinha. Michael ficou cerca de 2 horas ali e não viu mais Rosa sair. Será que ali era sua nova casa?

Ele viu uma jovem saindo da casa vizinha e resolveu saber mais indo até lá.

- Olá. Boa tarde - Disse sedutor. A garota parou instantaneamente.

- Boa tarde - Ela sorriu - Posso ajudar? 

- Se puder me dar algumas informações lhe serei muitíssimo grato - Ele sorriu e a garota derreteu-se - Me chamo Michael Jackson, prazer, senhorita? - Perguntou estendendo a mão. 

- Clarice - Ela apertou a mão dele efusivamente, sem deixar de notar o quão grande era aquela mão. 

- Clarice, gostaria de saber se conhece a moça que provavelmente mora aí ao lado, Rosa. 

- Ohh sim, conheço Rosa a pouco tempo, faz poucos dias que ela mudou-se para cá com a irmã. 

- Irmã? - Ele franziu o cenho. Rosa nunca o contara sobre tal irmã. - É, a Renné... Tadinha está tão doente. A pobre Rosa se desdobra para cuidar dela, soube que teve até de vender o negócio que tinha aqui para pagar o tratamento da irmã, mas acho que nem isso dará jeito. - A garota balançou a cabeça, pesarosa. 

- É... mui... muito obrigado pelas informações, Clarice.

- Sempre que precisar, Michael - Ela piscou para ele. 

Michael sorriu em agradecimento e afastou-se. Ele estava atordoado com aquele mundo de informações. Então Rosa tinha uma irmã que estava muito doente? E ela estava virando-se sozinha? Deus, ela deveria estar se sentindo tão perdida. Como se já não bastasse tudo que ela teve de passar por causa dele, agora mais essa. 

Mas Michael iria ajudá-la, mesmo sem seu consentimento, ele iria fazer qualquer coisa para amenizar a angústia que Rosa deveria estar sentindo.

(...) 

Michael voltou para casa decidido que iria ajudar. Moveu céus e terras, fez dúzias de ligações, até descobrir o que a irmã de Rosa tinha e o que ele poderia fazer para ajudá-las. 

Descobriu que Renné tem uma doença renal e que apesar do tratamento caro, que Rosa está pagando sua única solução é um transplante, e que Rosa, por também ter um pequeno problema nos rins, não pode doar.

- Eu posso ser esse doador? - Ele perguntou ao seu amigo e médico. O qual lhe conseguiu as informações. 

- Michael, seu gesto é lindo, mas tem certeza disso?

- Claro.

- Você nem conhece a Renné.

- Mas me basta conhecer a irmã dela, e por Rosa eu faço qualquer coisa. Para não vê-la triste nem preocupada. 

- Então venha, amanhã. Se, por alguma razão dos céus, seus exames não acusarem nenhum problema, faremos o transplante imediatamente. 

Michael despediu-se do amigo. Depois disso, tomou um banho, comeu algo e ligou para sua nova secretária - Uma senhora de 60 anos muito descente e eficiente - e pediu que passasse seus compromissos do mês inteiro para o vice presidente da empresa. 

Ligou para Rachel e lhe contou por alto a situação. Ela encorajou-o a seguir em frente e lhe disse o quão orgulhosa estava do gesto dele. Michael sentia-se um novo homem, nada restava daquele antigo. 

E de agora em diante tudo seria diferente. Ele não pretendia dizer a Rosa que sobre o transplante. Não queria de forma alguma que ela ficasse com ele por gratidão. 


Esperaria se recuperar e só então voltaria ao seu encalço para reconquistá-la e só pararia quando a tivesse como esposa.

Capítulo 28


Por Michael 

Eu sentia meu coração acelerar, meu corpo inteiro tremer com aquela luz forte sobre o meu rosto. Minha saliva descia seca cortando minha garganta, eu nunca havia feito aquilo, pra falar a verdade eu nunca pensei em fazer aquilo na vida.
Eu faria por Rosa única e exclusivamente, somente pra ela. 

Eu estava na mesa de cirurgia pronto para removerem um dos meus rins para salvar a vida da irmã de Rosa. 

O doutor explicou por diversas vezes que havia chance de ser 100% eficaz, mas também se ocasionar algum problema teria sérios riscos a minha saúde. Mas pra falar a verdade não era isso que me preocupava no momento e sim fazer a coisa certa pela primeira vez na minha vida.

-Por favor doutor, jamais diga que sou o doador. _Ele assentiu.

Aplicaram em mim uma anestesia ao qual eu apaguei. Mas ao longo, muito longe eu ouvia tudo, os médicos conversando, a operação. Eu estava imóvel e não sabia o que aconteceria ali.

(...)

Acordei naquela sala vazia tentando adaptar meus olhos a luz forte, senti meu corpo inteiro mole cheios de tubos por todo lado.

-Como está Senhor? _Doutor Cincler apareceu no quarto.

-Estou bem. _Falei com dificuldades.

-Quero dizer que a cirurgia foi eficiente, mas teremos que ficar de olho em você. Senhor Jackson eu temo pela sua saúde _Vi um pesar em seu olhar, mas eu sinceramente não me importava comigo. Era só em Rosa que eu pensava o tempo todo e coma irmã dela.

-Quanto tempo terei que ficar aqui?

-Até se recuperar.

-E o transplante, quando Renné irá recebe-lo?

- Amanhã. Irei da a noticia a elas daqui a pouco. 

-Ótimo.

O doutor saiu pela porta e eu pude descansar um pouco.

(...)

No dia seguinte foi o tempo de me recuperar e em fim receber alta. Renné receberia o meu rim e eu precisava me afastar um pouco. Eu não queria que soubessem que eu era o doador. Eu ainda caminhava com dificuldades depois da cirurgia e por mais que o doutor dizia que eu precisava de repouso eu simplesmente não estava nem ai.

O que eu queria mesmo era que Rosa me perdoasse.

(...)

Por Rosa

A minha vida se resumia ao sofrimento mesmo, parecia até piada. Como se não bastasse Michael ter feito o que fez comigo recebo a noticia que minha irmã que já havia tido sérios problemas renais piorou seu estado. O que me deixou louca da vida.

Fui imediatamente visita-la e a surpresa foi ainda mais desesperadora em saber que precisava de um transplante urgente. Fiz todos os testes e deu que eu não poderia ajuda a minha irmã. Como assim? Eu estava terminantemente proibida de ajudar a minha própria irmã? Era tão injusto.
Sem contar com os cuidados médicos. Foi por isso que tive que vender a Red, eu precisava pagar os tratamentos da minha irmã. E eu não pensaria duas vezes em abrir mão do meu negocio, o meu maior sonho e orgulho.

Depois disso a luta em buscar um doador era incessante, por muitas vezes achei que não conseguiríamos. E vê-la deitada em um leito de hospital tão frágil partia o meu coração. Renné e minha irmã mais nova e eu sempre me senti responsável por ela, mas agora eu estava com as mãos atadas, sem poder fazer nada.

Foi quando o médico entrou em seu quarto, eu estava visitando minha irmã chorando junto com ela aquela agonia. E ele veio com uma maravilhosa noticia.

-Achamos um doador. 

-Ai meu Deus! _Sussurrei em alegria. –Isso é sério?

-Sim. Amanhã mesmo  faremos o transplante.

Eu faltei pular de alegria, acho que até fiz. Corri até minha irmã e a abracei com força. Um alivio perpassava por meu corpo.

-Esse pesadelo vai acabar Renné, você vai ver.

-Ai meu Deus Rosa, eu nem acredito. _Disse com dificuldades e eu pude ver aqueles olhos cheios de esperança de novo.

-O mais incrível disso tudo é que o doador ofereceu ajuda por livre e espontânea vontade. _Disse o medico e eu o olhei de cenho franzido.

-Como assim?

-Isso não importa, o importante é que sua irmã ficará bem ok? _Disse ele e eu parei de me preocupar, a final ele estava certo.

Minha irmã ficaria bem e  seremos felizes mais uma vez em outro lugar que não fosse mais aquele.

(...)

No dia seguinte estava tudo preparado para a cirurgia de Renné, eu estava confiante, os exames deram positivos e tinha uma chance de 99% do rim doado ser totalmente eficaz.

Fiquei na expectativa durante as 5 horas mais intensas da minha vida, andando de um lado para o outro na pequena sala de espera. Eu queria que aquilo tudo acabasse de uma vez por todas e tudo corresse super bem.

Foi quando o cirurgião apareceu na sala de espera e logo veio a noticia.

-A cirurgia foi um sucesso. Estávamos confiante que daqui pra frente tudo ficará bem. _Pus a mão na boca pela emoção, algumas lágrimas caíram de meu rosto.

-Então ela está curada? _Perguntei derramando algumas lágrimas de meus olhos.

-Ainda precisamos observa-la por um tempo, mas há uma boa chance de sim.

A emoção me invadia constantemente e eu não via a hora de abraçar Renné e dizer que tudo iria ficar bem, pois agora essa frase estaria mesmo certa. Não era uma frase só pra demonstrar confiança e sim tudo ficaria mesmo bem.


Capítulo 29 (Penúltimo capítulo)


- Eu te admiro cara - Sérgio comentou, dando tapinhas nas costas de Michael - Não é qualquer cara que faria o que você fez por Rosa. Agora sim eu credito que você mudou, que por ela se transformou em outro cara.

Michael sorriu, diante dos elogios do amigo. Lhe agradava saber que sua mudança era visível, era uma pena que a única a ainda não enxergá-la era Rosa, mas ele não desistiria. Ela não atendeu seus telefonemas, não ligou para os buques de rosas, nem para as mensagens, mas quem sabe hoje ela não iria amolecer um pouco.

Michael fizera um de seus amigos ir atrás de Rosa e oferece-lhe dinheiro para que ela comprasse seu bar de volta. Ela pensara que tratava-se um investimento, mas a parte do dinheiro que ela deu foi depositada em uma conta aberta com seu nome. Ela só precisava se acalmar mais para que Michael lhe dissesse isso.

Meia hora havia se passado e ele ainda não tinha a visto por ali. Michael ralhou com Sérgio quando ele tentou trazer uma mulher a mesa, dizendo-lhe que caso Rosa visse poderia pensar besteiras.

Ele precisou tomar mais um gole de sua água quando viu a figura dela adentrar o salão do bar.

Ela estava sorridente, feliz, corada, mas ainda assim dando ordens por onde passava. Um sorriso toldou a face de Michael ao observá-la. Essa era a sua Rosa. A epítome da feminilidade e da força.

Ela subiu no pequeno palanque e o DJ interrompeu a música.

"Bem gostaria de gradecer a presença de todos na reinauguração do Red. Por alguns motivos pessoais tivemos de fechar por um curto espaço de tempo, mas graças a um anjo estamos de volta... - Michael sorriu ao ouvir 'anjo'. Mesmo sem saber era dele que ela estava falando - Aproveitem a noite e voltem sempre, pessoal." - Ela ainda estava sorrindo, mas se rosto transformou-se em uma carranca quando ela olhou para os clientes e viu entre eles Michael.

- Ferrou amigo, acho que ela o viu - Sérgio cochichou.

- Eu vou falar com ela - Michael observou-a sair irritada em meio as pessoas.

Ao se levantar ele sentiu uma forte dor no lado direito de sua barriga.

- Droga - Gemeu, fazendo uma careta de dor.

- O que há, cara? - Sérgio perguntou preocupado.

- Na... nada Sérgio - Ele esforçou-se e conseguiu levantar.

- Tem certeza que está bem? Me parece um pouco pálido. Acho que foi péssima ideia ter vindo, o médico disse para ficar de repouso.

- Hey, papai, estou bem - Michael riu e esse simples gesto fez doer toda a sua barriga. - Vá se divertir, depois de conversar com Rosa, tenho certeza que irei para casa com ela.

- Certeza? - Sérgio perguntou, ainda preocupado.

- Absoluta e não me ligue, seu empata foda - Sérgio riu.

Michael conseguiu se firmar e seguir Rosa. Ele encontrou-a perto da porta dos fundos do bar.

- Rosa - Chamou. Ela virou-se.

- O que quer aqui?

- Vim te prestigiar, te parabenizar pelo retorno da Red. Você merece. - Rosa riu debochadamente.

- É, eu realmente consegui, mas não foi com sua ajuda, não é mesmo? Graças a um bom homem que me estendeu a mão... Bom homem - Enfatizou a palavra - Coisa que você nunca vai ser Michael.

Ele sentiu a dor aprofundar-se em sua barriga, mas foi seu coração quem doeu mais diante dessas palavras.

- Não é bem assim Rosa, eu mudei, você tem de acreditar em mim.

- Mudou? - Ela riu mais uma vez - Só por que me mandou um punhado de flores e se desculpou uma dezena de vezes? Acha que isso é mudança? Claro que não é, se eu te desse a mínima chance, você faria comigo o mesmo que fez com sua esposa. O que fez por mim esse tempo em que passamos separados, hum? Você nem sequer deve saber que minha irmã esteve a beira da morte, nem se importou se eu tive de vender meu sonho para ajudá-la, não se importa com nada Michael. Você é insensível, sem coração, egocêntrico, canalha. Suma de uma vez por todas da minha vida. - Rosa gritou, o rosto banhado em lágrimas, e saiu.

- Rosa - Michael gritou para que ela parasse, mas ela deixou o lugar sem olhar para trás.

Em meio as lágrimas ele viu-a se afastar de suas vistas. Será que nunca ela iria perdoá-lo? Será que seu castigo era assim tão poderoso que nem mesmo todas suas tentativas de redenção a traria de volta para si?

A dor em sua barriga se acentuou e um tremor perpassou seu corpo. Michael caminhou cambaleante até a saída dos fundos do bar. A dor estava latente agora, o mundo escurecendo diante de seus olhos. Ele buscou quase desesperadamente o celular no bolso, encostou-se na parede e tentou encontrar firmeza nas mãos para discar o número de Sérgio, mas seu celular escapuliu de suas mãos e o mundo a sua volta ficou totalmente escuro.

(...)

Já passava das 3 da manhã quando toda a clientela havia deixado o bar, só então Rosa teve tempo de sair da cozinha. Ela vestiu seu casaco, apanhou sua bolsa e fechou a porta da cozinha, rumando para seu escritório nos fundos do restaurante. Agora só lhe restava guardar o dinheiro do ótimo faturamento da noite e fechar tudo por ali. Os garotos se encarregariam de fechar as portas principais.

Um vento forte fez a porta dos fundos bater e ela correu para trancar-lhe, já que uma chuva começava a cair agora, e ela não queria seu chão molhava.

Ela empurrou a porta, mas algo a fez parar. 
Deus, era um homem caído no estreito beco. Será um bêbado?

- Meu Deus - Ela correu em direção ao corpo inerte - Ela conhecia aqueles cabelos, aquelas costas - Michael - Rosa gritou, agachando-se ao seu lado. - Acorde, Michael, acorde - Ela chaqualhou-o, mas não obteve reposta.

Ela viu o celular dele no chão e quando tentou levantar-se para apanhá-lo, viu que suas mãos estavam cheias de sangue.

- Não... O que você fez, Michael? - Perguntou desesperada. Ele estava tremendo em seus braços, seu corpo estava muito quente, muito pálido... Se ele não estivesse tremendo ela diria que ele estava... morto - Não - Gritou novamente - Socorro! Meninos ajudem-me aqui - Rosa berrou, agarrando o corpo de Michael em seus braços.

Logo dois de seus garços chegaram para ajudá-la. Eles tiraram Michael da chuva e chamaram uma ambulância.

(...)

Rosa estava encostada em uma parede do corredor frio e impessoal daquele hospital. Seu corpo sendo balançado pelos soluços que lhe escapavam.

O que havia acontecido com ele afinal? Por que Michael estava daquele jeito?

- Satisfeita Rosa? - Ela arregalou os olhos diante da voz furiosa de Sérgio.

- Sérgio... o Michael...

- Eu sei - Ele cortou-a - O Michael está fodido em uma cama, a beira da morte e tudo isso por que ele foi idiota o suficiente para se redimir á uma mulher que no final das contas o acusa tanto de egoismo e é mais egoísta que ele.

- Eu... eu não entendo - Disse atordoada.

- O Michael doou o rim a sua irmã, o Michael deu dinheiro á um amigo para que ele lhe ajudasse a recuperar seu bar, o Michael tem se humilhado pra você nos últimos meses, o Michael fechou-se para as mulheres por sua causa, ele vai morrer para te provar que mudou - Lágrimas molharam o rosto de Sérgio - Ele fez tudo isso por você! - Gritou - Todos a sua volta notaram sua mudança, a mulher que ele traiu durante anos o perdoou, mesmo Luizy admirou-o por sua dedicação a você, mas você não! Você recusou-se a ver a mudança, a dor, o sofrimento dele. Egoísta! Se ele morrer você vai se corroer de remorso. - Sérgio terminou seu discurso respirando com dificuldade, com lágrimas escorrendo por sua face. 

Rosa caiu na cadeira atrás de si.

- Não... não pode ser verdade - Ela conseguiu dizer a muito custo. - Por que ele não me disse?

- Por que ele não queria sua pena, ele queria seu amor.

Rosa levou as mãos a cabeça, o mundo girando a sua volta, enquanto outra torrente de lágrimas e soluços a invadia.

Ela fora no fim uma vilã. Ela que tento falou de insensibilidade, falta de amor, egoismo... Ela foi a quem mais teve esses defeitos.


Michael precisava ficar bem... Deus, se ele morresse sua vida também chegaria ao fim.


Capítulo 30 (Último Capítulo)


Rosa não conseguia parar de chorar ali sentada na cadeira fria daquele hospital, suas mãos tremiam e seu coração acelerava, ela não parava de pensar o quanto foi rude com ele.

Sérgio perguntava para todos os médicos que passavam por ali qual era o estado de saúde de Michael, mas ninguém lhe dava informação alguma, o que deixava revoltado.

5 horas de espera, foi o que Sérgio e Rosa tiveram que esperar até um médico aparecer e lhes da a informação.

-Ele teve uma hemorragia muito séria.

-E como ele está doutor? _Rosa perguntou com seu olhar medroso. –Não me diga que, não me diga que ele...

-Olha foi muito séria sim a hemorragia que ele sofreu, tivemos que abri-lo novamente para conter e por pouco, mas por muito pouco mesmo não aconteceu o pior. _Rosa pôs a mão na boca em choque.

Não conseguia acreditar que por pouco perderia para sempre o amor de sua vida, o homem que fez tudo por ela e que agora estava nessa situação por sua causa.

-E como ele está agora? _Perguntou Sérgio.

-Ele está se recuperando e não para de dizer um nome, como é mesmo? _Puxou da memoria. _Ah Rosa, Rosa esse é o nome.

Rosa sentiu seu coração pular em seu peito, ele ainda a queria por perto e seu coração se encheu de esperanças.

-Sou eu.

-Você vai poder vê-lo Rosa. _Ela assentiu e olhou para Sérgio, ele deu um aceno de cabeça e ela caminhou até o quarto.

Michael estava inerte na cama, mas acordado. Rosa caminhou cambaleando até próximo a ele que ainda não notou sua chegada.

-Mi... Michael? _O Chamou com um nó preso a garganta.

-Rosa? _Ele se virou para olha-la com um sorriso imenso em seus lábios.

-Por que fez isso? _As lágrimas voltaram a saírem seus olhos. –Por que doou seu rim para minha irmã?

-Então você já sabe? _Ela assentiu. – Eu precisava ajuda-la de alguma forma, precisava testar a mim mesmo o quão longe eu iria por você e consegui... A questão é que eu mudei muito Rosa e eu precisava mostrar isso a você. Eu não poderia deixa-la nessa situação entende?

-Você quase morreu por minha culpa e ainda eu te tratei tão mal. _Sua voz falhou e o seu choro veio com tudo.

-Se fosse pra morrer que fosse então por você. Eu não me importo, eu morri a partir do momento que olhei em seus olhos e neles havia apenas ódio. _Ela abaixou a cabeça.

-Eu sofri muito Michael, mas... eu nunca sofri tanto quanto eu estou sofrendo agora... Eu amo você, eu amo e... Eu não posso te perder. –Ambos choravam pra valer.

Michael estendeu as mãos para abraçar Rosa e imediatamente se encaixou em seus braços. Eles estavam felizes , aliviados por em fim estarem assim novamente. Ele se amavam e isso não havia nenhuma duvida.

(...)

Uma semana depois.

Michael se preparava pra deixar o hospital e o casal estava em plena alegria. Rosa recolhia as coisas de Michael e ele não parava de olhar o traseiro de Rosa de onde estava. Com aquela cara de safado de sempre.

-Michael? _Rosa se virou e pôde notar o jeito como ele a analisava.

-O que? Não posso olha-la mais é isso? É culpa sua ser tão gostosa assim. _Ela riu.

-Certas coisas não mudam né?

-E aposto que essa certa coisa você não queria que mudasse nunca mesmo. _Ele caminhou sensualmente até ela e depositou um beijo em seus lábios. –Qual é Rosa, meu menino já está roxo já faz muito tempo. _Disse parecendo um menino pidão.

-Você é inacreditável não é? _Disse em um tom divertido e eles riram.

Logo entrou no quarto Prince e Rachel. Prince correu para o colo de Michael e pegou o menino de imediato.

-Hey, olá garotão? 

-Você já está bem papai? _Perguntou.

-Agora eu estou ótimo filho. _Michael beijou a testa do menino.

Rosa e Rachel se olhavam acanhadas, mas logo Rosa fez questão de falar.

-Rachel eu queria dizer que... _Michael percebeu que aquela conversa era para as duas e então chamou Prince pra saírem do quarto. –Eu sinto muito por tudo.

-Não se preocupe está bem Rosa? Você não sabia, nenhuma de nós sabíamos somente Luizy, mas sabemos a qual proposito. Eu realmente não tenho nenhuma mágoa de você, a final eu e Michael já estávamos divorciados e eu já estou feliz com outro. Só quero que o pai do meu filho seja feliz. _Rosa assentiu.

-Obrigada, você é uma ótima pessoa. _Rachel sorriu.

-Amigas? _Sorriu empolgada.

-Amigas. _Se abraçaram sorrindo.

(...)

-Essa é a minha irmã Renné. _Rosa apresentava Renné a Michael.

Eles se cumprimentaram.

-Obrigada por tudo que fez por mim, sem você eu teria morrido.

-Eu fiz isso por que era o certo a se fazer. Espero que cuide muito bem do meu rim. _Ele brincou e todos sorriram.

(...)

1 mês depois.

Michael e Rosa moravam juntos em um apartamento no centro da cidade, moravam bem, estavam felizes. Nada poderia abalar o casal de forma alguma. A Red ia bem e os negócios de Michael nem se fale.

Estavam juntos nus na cama fazendo amor com total entrega, Michael não cessava de beijar o corpo de Rosa enquanto estavam conectados. Os gemidos eram incessantes e os movimentos da mesma forma.
Michael ia fundo e Rosa apertava sua nuca enquanto ele sugava seus seios. O suor escorria o corpo de ambos. Não demorou muito para ambos chegarem a um orgasmo intenso repleto de satisfação.

-Eu amo você Rosa. _Disse ele entre os lábios dela ofegante.

-Eu também amo você meu amor.

Michael descansou sua cabeça no peito de Rosa e ela disparou.

-Eu estou grávida. _Michael arregalou os olhos ainda na mesma posição e então olhou para Rosa, buscando algum resquício de brincadeira, mas não havia nada.

-Isso é sério? _Ela riu.

-Aham.

-Ai meu Deus do céu! _Michael levantou da cama de imediato pegando Rosa pelo colo e começou a gira-la e rodopia-la aos sons de seus gritos e risadas. –Você está me fazendo o homem mais feliz do mundo.

Colocou Rosa ao chão e olhou-a nos olhos.

-Você me faz a mulher mais feliz do mundo. _Beijaram-se.

É realmente Michael mudou, deixou a farra de sempre e se tornava um homem, um homem de verdade para Rosa, para seu filho e agora para o outro filho que estava a caminho. 


Em uma cerimonia simples Rosa e Michael casaram-se provando a ela e a si mesmo que ele era capaz de fazer tudo apenas por Rosa.



Fim.




49 comentários:

  1. omg *---* ñ vejo a hora de lê.,, #ansiosa :3

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  2. Estou ultra mega super louca para ler!!!

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  3. Amei a sinopse! já estou vendo que vai ser legal.
    #mikeloko

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  4. Sou super fã das tuas fics do mike! e espero que essa me surpreenda como as outras ! a minha preferida é " uma historia de amor no gueto" . E a tua que não gosto é a "reféns do acaso". seja qual for a autora , vai com tudo girl!

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  5. esperando super anciosa! posta logo mulher!

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  6. *---* OMG que perfeito,ja amei o começo, e tadinha da Rachel :((
    #continuuuua moça,esta incrível.

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  7. Espero que estejam gostando da fic, amores. Volto com mais capítulos na segunda, ok?!
    Muito obg pelos comentários. Bjs :*

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  8. Deus,como esse michael é safado e machista!(risos)mas ele vai mudar. continua linda!

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  9. omg *---* esse michael ai a ai,só por Deus viu? hehehe*,, mas esse jeito dele,é só uma questao de tempo,, continuuuuua *--*

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  10. countinuaaaaa ameii demaiss

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  11. *-------------* incrivél, esses dois ,,, continuuuuua

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  12. continuuuuua, Mike agr esta frustrado UAHSUSA3

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  13. uuuuuuiiiiii nossa, nossa estou adorando esse Mike pervertido e safadooo
    A cada capitulo que leio vou ficando sem ar rsrsrs
    Continuuaa Por Favor

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  14. Continuaaa... amei o michael pervertido! wow...

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  15. pffff continuaaa Pffff #luh

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  16. continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaa looogooooooooooooooooooooooo # anciosaaaaaaaaaaa

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  17. Noussa as 2 se encontraram sem saber de nada aahh n gosto da Rachel :/ Continuaaaaaa

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  18. Kassandra jackson17 de abril de 2014 00:56

    OMG eu chorei gnt do ceu tava lendo e ouvindo speechless nos fones cara coitado drle serio me senti no lugar d rosa EU O AMO DEMAIS!!!

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  19. Não gostei muito por causa de Raquel mas to me acostumando com rosa espero que ela perdoe ele! Termina logo flor to anciosa

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  20. Meninas, muito obg pelos comentários.
    Fico feliz que estejam aqui acompanhando.
    A fic entrou em sua reta final, preparem-se para fortes emoções.
    Bjs amores :*

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  21. pff continueeeeeeeeeeeeeeeee ohh meu deuuss

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  22. Estou aqui ao mar de lagrimas, historia sensasional, adorei tudo nao vou falar do que gostei por detalhes se nao vai ser maior que a historia, mais de qualquer forma adorei, gostei muito desse lado sensual do Mike e adorei esse jeito romantico, ativo, pesaroso, sedutor, selvagem, compreensivo, entre outros. Chorei muito, ri tambem, fui a loucura, fiquei completamente sem ar, enfim, me encantei com essa historia! Surpriendentemente MARAVILHOSA!!! #Ansiosicima para a continuação *-* , POR FAVOR continua, posta o resto o mais rapido possivel ;) Beijos !!!!

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  23. dica sensacional pra quem quizer se emocionar mais que o normal .... Leiam escutando essa musica - Almost is never Enough - Ariana Grande - é pra cair em um verdadeiro mar de lagrimas ... *-* P.S historia magnifica , POR FAVOR continua estou mega ansiosa para a ver a continuação :) beijos !!!!

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  24. Li alguns capitulos novamente na esperança de chegar na final estou muito ansiosa termina vai..kkk

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  25. OMG!!! Tô no chão!! Que fanfic top!! Continua

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  26. Então amores a fic chegou ao seu final. Espero que tenham gostado de lê-la, assim como eu e a Tay amamos escrevê-la.
    Muito obg por todos os comentários. Bjs amores :*

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  27. Nossa sem dúvida uma das melhores fanfics que eu já li *-----* parabéns

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  28. Deus poderoso! Ameeeeei !Foi umas das minha melhores fic's :3 Que já li \õ/

    #Mariana Jackson

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  29. Adoro ler a suas fics mais fico triste em vocês não responderem as minhas perguntas.
    Mesmo assim adorei o final

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    1. Ohh flor, peço desculpas em meu nome e nas demais autoras, mas vou te explicar por que não podemos responder as perguntas aqui deixadas uma a uma; Caso fizermos isso o blog pode ficar sobre carregado obrigando-me a excluir algumas páginas, ou simplesmente dá erro no servidor e dá um trabalho danado pra concertar, mas é somente por isso que as vezes não respondemos viu, ter você e todas as demais meninas lendo e comentando são de suma importância para nós, escritoras. Obg por estarem por aqui. Bjs :*

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  30. Ai fico feliz por vcs terem gostado, feliz mesmo, eu e a Paulinha amamos escrever. Obrigada meninas.

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  31. Amei. Que fanfic deliciosa!!! Parabéns!!

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  32. Amei. Que fanfic deliciosa!!! Parabéns!!

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