domingo, 2 de novembro de 2014

FanFic: "Um conto de fadas diferente" (+16)

Autora: Feh Jackson





Somos Michael and Mary... Nós nos conhecemos no inicio de verão... E neste mesmo verão... 

Nossas vidas mudaram por completo....

Nós brigamos... Nos rimos, Nós brincamos... Nos amamos... E no Final... Nossas vidas realmente viraram um Conto de Fadas... Completamente diferente...



Espero que nos acompanhe nesta historia...


Estreia 05/11



Um Conto de Fadas Diferente...

Era uma vez... Não... Este é realmente um conto de fadas diferente, então, não acho que eu deva começar com a famosa frase "Era uma vez", talvez devemos começar.... Assim:

Chamo-me Michael, sou um garoto de 17 anos, e acho que devo dizer que a "princesa" deste "conto de fadas" se chama Mary e, ela tem 16 anos.... Eu a conheci por estudarmos na mesma escola, eu sou do primeiro ano do ensino médio, sala A e ela também é do primeiro ano do ensino médio, porem, sala B.

Eu gosto dela, não vou mentir, mas para falar a verdade, eu nem sei se ela sabe da minha existência, pelo menos, não no inicio da historia, mas essa duvida não me coroe por muito tempo. Eu, talvez devesse guardar essa historia apenas para mim, sendo que, a única pessoa, a saber, desse conto de fadas que virou minha vida além de mim, seria Mary, talvez eu devesse deixá-la de lado para contar outra, talvez devesse esquecê-la, mas... Por alguma razão - a qual eu não sei ao certo - eu decidi contá-la.

Este conto de fadas se passa em apenas um verão, sim, exatamente, em apenas um verão, em apenas 90 dias aproximadamente minha vida mudou por completo, confesso que em partes eu gostei dessa mudança... Mas não totalmente... O que posso dizer? Além é claro que... Este é realmente... Um conto de fadas... Diferente.


Era uma quinta feira, começo de verão, eu estava indo a escola, e sempre que eu chego na mesma eu fico em uma janela perto a um pequeno armário o qual não utilizam mais fingindo olhar os alunos chegarem, o verdadeiro motivo pelo qual eu fico ali era apenas por que Mary, junto com algumas amigas, ficavam sentadas em cima do armário conversando, eu ficava ali por que gostava de ouvir a voz dela... Acho que se ela soubesse disso me acharia um louco... Isso realmente é muito provável.

Imagine só, uma garota linda e simpática, descobre que um cara o qual ela provavelmente ela nem sabe o nome, fica perto daquela janela apenas para ouvir a voz dela? O que você pensaria se fosse com você? Provavelmente que o garoto era completamente maluco! Bom... Talvez eu realmente fosse...

Foi então, que nesta quinta-feira, eu soube que ela... Sabia sim, o meu nome... Eu estava lá na janela olhando para os alunos entrarem na escola e ouvindo a conversa dela e das amigas, as quais eu não sabia o nome: "Esse garoto sempre fica aqui, não é mesmo?" - falou uma - "sim, acho que fica olhando os alunos chegarem" - respondeu outra - "por que ele faria algo assim?" "Sei lá, deve esta afim de uma garota ou mesmo esperando ver a namorada" "Michael não namora, pelo menos não que eu saiba, eu nunca o vi com nenhuma garota..." - Mary falou e sem que elas me percebessem sorri, dá para acreditar? Ela sabia o meu nome!! "Ele é um gatinho não acha Mary?" "Quer calar a boca sua doida? Imagina se ele escuta!" "Vai negar agora?" "Não! Eu também o acho um gatinho, mas ele não precisa ouvir isso!" - Meu dia começou bem! Ela me acha bonito e sabe o meu nome!

  - Hey! Mike! - ouvi meu amigo Mathias me chamar e apenas me virei, o vi acenar e mostrar um trabalho o qual eu tinha que copiar, então logo fui ate ele, enquanto passava por aquele pequeno armário, sorri olhando para Mary a vendo ficar vermelha, e logo que passei por ele, ouvi ela falar com as amigas "ta vendo? Ele me ouviu! A culpa é toda de vocês!" “Eu acho que ele gostou do que ouviu" um das garotas falou rindo

  - Paquerando as meninas hein? - Mathias falou quando cheguei perto dele
  - Haha! Ate parece! Mary nunca me daria bola!
  - Mary é? Conheço-a... Em certo ponto ela se parece com você
  - Como assim?
  - Ela também quase não sai de casa
  - Eu saio de casa
  -... - ele apenas me encarou levantando uma sobrancelha
  - Às vezes...
  -... - ele permaneceu do mesmo jeito
  - Olha ontem eu sai para ir à padaria, o que via dizer hein, hein?
  - Ir à padaria? Nossa! Que grande passeio você deu!
  - Me deixa! Anda me explica isso aqui - falei me sentando em minha mesa, ele se sentou sobre a que estava em minha frente e começou a me explicar o trabalho.

Por Mary:

Depois de passar por essa vergonha, eu decidi ir para sala, às meninas falaram que iriam ficar ali ate o sinal bater, então eu ia para sala sozinha e, para chegar à sala B eu tinha que passar em frente à sala A, que era a de Michael, e enquanto passava em frente a ela, me peguei parada olhando diretamente para Michael que copiava um trabalho que Mathias o explicava, apenas depois de uns minutos assim, voltei a realidade e percebi que ele também me encarava, o vi sorrir e acenar para mim, foi quando me dei conta de que o fitava diretamente, fiquei vermelha na mesma hora e sai dali tampando o rosto o livro que carregava.

Eu não sabia o que tinha dado em mim, tudo bem que eu o achava um gato, mas ficar fitando ele no meio da escola? O que será que ele pensou?

Eu não nego, ele realmente é um gato! Cabelos grandes e cacheados, olhos pretos, pele morena, dentes perfeitos e branquinhos, é magro e alto... O que eu posso dizer alem, de afirmar que ele é um gato!

Porem, eu sou realmente muito, muito tímida, e é claro que eu não vou ficar na mais tranqüila calma sabendo que ele me ouviu falar que eu o acho um gatinho e depois perceber que eu estava o fitando diretamente sem nenhum pudor! Oh céus!

(...)

As três primeiras aulas foram completamente entediastes, ter aula de historia, seguida de matemática e física não é nada bom, principalmente quando se esta morrendo de sono e um garoto não sai da sua cabeça... Será que ele pensa que eu sou algum tipo de menina tarada que gosta de ficar fitando seus pretendente? Espera eu disse mesmo "pretendente"? Eu estou ficando maluca! Quando um garoto lindo daquele iria olhar para uma garota como eu?? Nunca, só se for...


Sempre, no intervalo, eu costumo ficar no terraço da escola olhando todos que estão no pátio de fora, conversando, rindo, lanchando, namorando... Mas, nesta quista-feira preferi ficar na sala, não queria correr o risco de encontrar com Michael e ficar toda vermelha de novo...


(...)

Final da aula, eu passei no meu armário para pegar minha mochila, pois teria que levar alguns livros pesados para casa para fazer uns deveres, logo que peguei a mochila segui para a saída.

Foi quando o reencontrei, ele estava do outro lado da rua, enfrente a faixa de pedestre, iria atravessar ou... Estava esperando alguém?

  - Oooi - gritou - Vamos voltar para casa juntos? - falou acenando. O que? Voltar para casa juntos? Ele vai para o mesmo lado que eu? Ele também mora indo por ali? Eu nunca o vi ir por ali antes! Espera... Ele estava falando comigo? Virei-me para ver se ele falava com outra pessoa e logo o olhei novamente - É você mesmo Mary! Vamos voltar juntos? - completamente envergonhada e vermelha ate a alma, eu tampei meu rosto com a mochila - O que foi? Não quer minha companhia?
  - N-não é isso... Eu j-já vou... - falei ainda com o rosto tapado, para falar a verdade atravessei a rua assim.
  - Hey, hey, vai ficar tampando o rosto?
  - Estou vermelha...
  - Esta passando mal?
  - Não... Estou envergonhada...
  - Por quê?
  - Nada!
  - Bom...  Então acho melhor eu esperar você tirar a mochila do rosto, não quero ter que ficar te salvando dos postes e muito menos ver como as pessoas nos olharam... - brincou rindo e eu ri com ele tirando a mochila do rosto - Bem melhor... Um rosto bonito assim não deve ser coberto...
  -... - eu apenas sorri tímida
  - Vamos voltar juntos?
  - Vamos... - falei começando a andar com ele
  - Por que estava com tanta vergonha?
  - Por que eu sei que ouviu o que eu disse hoje cedo
  - Que me acha um gatinho?
  - É... - falei novamente tímida
  - Eu agradeço pelo elogio... Eu também te acho uma gatinha
  - Não me acho bonita
  - Esta brincando né?
  - Não...
  - Poxa! Você é do jeitinho que eu gosto! Tem cabelos longos, é simpática, bonita, e não é igual a todas as meninas de hoje em dia
  - Como assim?
  - Com todo respeito falando, você não é safada igual as outras, gosto disso
  - Ah...
  - Então... Que tipo e homem você gosta?
  - Gosto dos que são pelo menos uns dois anos mais velhos do que eu, altos, cabelos curtos, que seja simpático e que não brinque com os sentimentos das pessoas
  - Quantos anos têm?
  - 16
  - Ahh eu tenho 17 - falou desapontado
  - Por que esta desapontado?
  - Porque sou apenas um ano mais velho do que você, e você disse que gosta de homens pelo menos dois anos mais velhos.
  - Tem um "pelo menos" nessa frase
  -... - ele apenas sorriu - Mathias me falou que você é bem caseira
  - Perguntou de mim para ele?
  - Ehh... Eu... Ehh... Onde você mora? - mudou de assunto
  - Logo ali na frente
  - O que? Tão pertinho? Pensei que ia ficar mais tempo com você, amanhã, você me leva ate em casa, assim passamos mais tempos juntos! E para que não corra perigo, eu trago-te aqui novamente
  - Hahaha
  - Estou falando serio! Poxa é muito perto!
  - É logo ali - apontei para minha casa
  - Seus pais estão em casa?
  - Meu pai deve estar trabalhando, mamãe deve ter chegado já...
  - Entendo... - parou de andar quando estávamos na esquina
  - O que foi?
  - Me da sua mão
  -... - eu apenas coloquei minha mão sobre há dele um pouco na duvida, mas logo que segurei a mão dele ele me puxou para um beijo.

Foi uma surpresa para mim eu admito, mas não demorou para que eu correspondesse aquele beijo, seus lábios eram macios, sua língua era quente, seu hálito era fresco... Ele ainda segurava minha mão e com sua mão esquerda acariciava meu rosto.

  - U-uau... - exclamei surpresa após o beijo
  -... - ele apenas sorriu
  - Isso foi... Repentino...
  - Ah! Seu beijo é tão bom! Quero mais - falou me puxando para outro beijo

Capitulo 2


  - Você é bem direto não é?
  - Haha, desculpe, você não queria?
  - Não disse isso...
  - Sua mãe é brava?
  - Um pouco... Por quê?
  - Acho que vou ficar aqui na esquina mesmo, sei lá, vai que ela me da uma panelada na cabeça...
  - kkkkk por que ela faria isso?
  - Sei lá... Escuta... Você sai? Digo, seus pais, te deixam sair?
  - Sim... Mas para falar a verdade eu quase não saio...
  - Entendo... E será que sua mãe deixaria você sair comigo no sábado?
  - Esta me convidando para sair?
  - Estou... Aceita?
  - Cla-claro... Vou perguntar a mamãe, se ela deixar eu te aviso amanha na escola...
  - Esta bem... Ficarei ansioso pela resposta!
  -... – eu apenas sorri
  - Será que eu ganho outro beijo?
  - Viciou agora é?
  - To começando... – falou sorrindo acariciando meu rosto e logo me beijou novamente

(...)

            Depois desse beijo eu fui para casa, sempre olhava para trás e o via sorrindo me olhando ir embora, apenas quando entrei em casa o vi sair dali. Sorrindo igual a uma boba entrei em minha casa, deixei a mochila em meu quarto e fui ate a cozinha vendo minha mãe preparar o almoço.

  - Oi... – falei ainda sorrindo indo a geladeira pegar um suco
  - Oi... Por que esta rindo assim?
  - Lembra que a um tempo eu te falei que tinha um garoto lindo na escola?
  - Sim...
  - Ele... Me trouxe ate em casa hoje
  - Ele esta ai?
  - Não, me trouxe ate a esquina... E... A gente meio que... Nos beijamos
  - Não acredito Mary
  - A mamãe aconteceu... Eu não pude evitar...
  - E como foi?
  - Ah, ele pediu para segurar minha mão e me beijou
  - Você gostou?
  - Sim...
  - Imagino a reação do seu pai
  - Não precisamos contar para ele ainda mamãe, isso não quer dizer que estou namorando... Foram só alguns beijos
  - Alguns? De quantos estamos falando?
  - Três...
  - Bom, esta certo, não contarei nada a seu pai ainda.
  - Obrigada... E... Mamãe...
  - Sim?
  - Eu poderia sair com ele no sábado?
  - Ele já te chamou para um encontro?
  - Não sei se vai ser bem um encontro, a gente vai sair... Conversar... Sei lá...
  - Esta bem, mas quero você em casa no maximo ate as sete horas!
  - Okay – falei sorrindo, logo lhe dei um abraço e um beijo na bochecha.

            Eu fui para o meu quarto e me deitei na cama e, olhando para o teto, me recordei dos beijos que ele me roubou.

            Seus lábios eram tão macios, sua língua era tão quente, suas caricias eram leves, céus! Ele beijava tão bem!

            E o seu sorriso, meu Deus, como seu sorriso era belo! Seu cheiro é tão gostoso, é doce e não muito forte. Aqueles cabelos cacheados que caem sobre seu ombro e rosto, seu modo de falar, seu modo de pensar... Por Deus!

            O que eu estou pensando? Não! Não posso me deixar levar tão facilmente, imagine se eu me apaixono e ele não... Não, eu não quero sofrer por amor, ele parece ser um cara legal e tudo, mas ainda esta cedo para me deixar apaixonar por ele, tenho que ver como as coisas vão ficar e que rumo vão levar... Eu tenho que estar preparada para tudo!

Por Michael:

            Oh meu Deus! Que beijo foi aquele? Que beijos foram aqueles? Que boca é aquela? Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! Não tinha como não querer mais daquele beijo, era simplesmente incrível! Aquela boquinha pequena e carnuda, aquela língua quente, a pele lisa de seu rosto, aqueles olhos castanhos, seus cabelos pretos, aquele sorriso lindo... O que será que ela sentiu? Será que gostou tanto quanto eu? Será que a mãe dela a deixara sair comigo? Droga! Por que eu não pedi o numero dela? Assim eu podia ligar para ela e perguntar se a mãe dela tinha deixado, mas agora terei que esperar ate amanhã, bom, é melhor já ir escolhendo um lugar para levá-la, afinal será o nosso primeiro encontro, tenho que fazer com que ela goste...

            Imediatamente, eu sentei na cadeira em frente a meu computador e pesquisei alguns lugares na cidade os quais eu podia levá-la, por conta de quase não sair de casa eu não conheço muito de minha cidade, eu conheço mais é o bairro onde moro e o centro que é onde eu trabalho. Eu trabalho em uma doceteria, sei fazer vários tipos de doces. Sei fazer alguns biscoitos e salgados que também vendemos lá, alguns bolos entre outras coisas... Será que ela gosta de doces?

            Eu já tinha decidido, eu iria leva-la no melhor restaurante da cidade, “O’passo”, era o melhor restaurante de Marybel e acho que ela iria gostar, lá era dividido em “alas” tinha, a ala do México, da Inglaterra, Portugal, Japão e Brasil, onde eram servidos pratos desses lugares – obvio. Deixarei que ela escolha a ala que ira querer comer...

  - Michael querido, esta tão animado hoje – minha mãe falou enquanto eu me arrumava para ir trabalhar
  - É que... Bom, mamãe você sabe que eu já estou na fase de gostar de alguém não é? Na verdade já estou nessa fase há alguns anos – sussurrei sorrindo, minha mãe tinha medo que eu me apaixonasse e sofresse... Nisso eu ate entendo ela...
  - Esta gostando de alguém?
  - Bom... É uma garota lá da escola... Ela se chama Mary...
  - E como ela é?
  - Ela é bonita, cabelos longos e pretos, pele clara, olhos castanhos, é um pouquinho maior que a senhora, é bem caseira... Enfim... É isso o que sei dela...
  - Acha que ela é uma boa garota?
  - Eu acho que sim mamãe, ela é diferente de todas as meninas de hoje em dia, eu nunca a vi com roupas muito curtas, já a vi na rua com short, mas não muito curto, ela não é de usar decote exagerado que praticamente mostram todo o seio, para falar a verdade eu não a vejo muito fora da escola, Mathias conhece ela e disse que ela quase nunca sai, e se sai é para ir comprar algo ou procurar emprego...
  - Parece ser uma boa menina
  - Sim, vou sair com ela no sábado se tudo der certo
  - Se tudo der certo?
  - Se a mãe dela deixar...
  - E quando ia me contar?
  - Eu queria esperar, saber a resposta da mãe dela primeiro, ver se ela vai ou não poder sair...
  - Entendo... E onde vai levá-la? Já decidiu?
  - Sim, levarei ela no O’passo
  - Quer dinheiro? Lá é bem caro...
  - Não mamãe, obrigado. Tenho dinheiro guardado de meu salário.
  - Então esta bem. Só não quero perder meu menino.
  - Nunca vai me perder mamãe – a abracei e a beijei, logo segui para meu trabalho.

(...)

            No outro dia de manhã, eu fui praticamente voando ate a escola, corri ate lá, eu estava louco para saber a resposta, tomara que ela possa ir!

            Assim que cheguei na escola eu fui ate aquele armarinho velho onde ela fica com as amigas, e sorri ao vê-la ali sentada com uma de suas amigas sorrindo, eu caminhei ate a janela lentamente acenando para ela e ela apenas disse um “oi” sorrindo em resposta, pude ver sua amiga a cutucar enquanto falava “hummm ai tem coisa” e eu ri com isso.

            Depois de um tempo a amiga de Mary saiu falando que ia ao banheiro e como eu não me cabia de ansiedade subi do armário me sentando ao lado de Mary assim que a amiga dela saiu

  - Oi – falei sorrindo
  - Oi... – sorriu
  - Eu queria muito falar algo antes de te perguntar, mas admito que estou ansioso... Sua mãe deixou?
  - Sim, eu conversei com ela e ela deixou
  - Ah que ótimo! Me passa seu numero, eu te ligo hoje mais tarde para combinar tudo
  - Esta bem – falou sorrindo me passando o numero dela e eu logo me passei o meu para ela
  - Ótimo, ah, só para saber, ate que horas você pode ficar fora?
  - Ate as sete, no maximo!
  - Okay, irei te deixar em sua casa pontualmente! E não se esqueça, hoje você me leva para casa!
  - Você não estava brincando?
  - Claro que não! Acho melhor eu ir agora, sua amiga esta voltando
  - Okay...
  - Ah é, antes que eu me esqueça...
  - De que?
  - Do meu beijo de bom dia – falei a beijando, um selinho longo, e logo desci do armário sorrindo e vendo-a ficar vermelha.

            Eu fui para minha sala e fiquei sentado em minha carteira olhando para o lado de fora da escola, vendo alguns alunos chegarem e pensando no que havia acontecido em minha vida de ontem para hoje. Era um pouco impossível de acreditar que a menina que eu gosto não recusou meu beijo, não me deu um tapa quando a beijei, e que agora temos um encontro marcado para amanhã!

(...)

            Eu contei tudo para Mathias durante a aula de Historia que estava simplesmente um tédio... Muitos alunos ate dormiram... Mathias ficou feliz por mim e disse que torcia pelo “mais novo casal”, e eu nem sabia se estava namorando, afinal... Nem fiz o pedido, acredito que se fizer isso agora estarei indo rápido de mais.

            Depois que a aula acabou, fiquei esperando Mary no final da aula em frente a faixa novamente, e logo a vi sair, acenei sorrindo. Ela caminhou ate mim.

  - Pronta para me levar?
  - Terá que ficar para outro dia Michael
  - Por quê?
  - Papai saiu mais cedo do trabalho e veio me buscar... Disse que quer ficar um pouco mais proximo de mim... Acho que minha mãe acabou contando à ele que eu disse ter ficado com um garoto...
  - Você contou para sua mãe? – falei feliz
  - Não tenho segredos com minha mãe... Tudo o que acontece de importante na minha vida eu a conto
  - Então esta admitindo que eu sou importante?
  - Ehh... Eu... Ah você entendeu!
  - Sim, entendi. Bom, então eu te ligo mais tarde para combinar tudo sobre o encontro okay?
  - Okay... Tchau
  - Tchau... – falei vendo-a se afastar e logo entrar em um carro.

(...)

            Era umas três horas quando eu a liguei, estava quase indo para meu trabalho, ela atendeu no terceiro toque.

  - Alo
  - Mary?
  - Sim... Oi Mike...
  - Oi – falei sorrindo por ela ter me chamado por meu apelido – E como estão as coisas com seu pai? Ele realmente sabe que ficou com alguém?
  - Sabe... Mamãe acabou contando... Ela não consegue esconder nada dele...
  - E seu pai é muito ciumento?
  - Um pouco... Já conversei com ele, ele me entendeu
  - Então podemos sair amanhã?
  - Sim...
  - Ótimo! Bom, você disse que pode ficar fora ate as sete, então eu estava pensando em ir te buscar ao meio-dia mais ou menos, quero te levar para almoçar.
  - Por mim tudo bem...
  - Okay, então... Você tem que dizer que confia em mim, pois depois de te levar para almoçar quero te levar a um outro lugar... É uma surpresa...
  - Surpresa?
  - Sim... Mas você tem que dizer que confia em mim
  - Okay... Eu confio
  - Ótimo! Te busco ai ao meio-dia
  - Certo. Tchau...
  - Tchau... Beijo...
  - Beijo... – desligamos.

Ótimo! Tudo marcado!

Capitulo 3



Já era sábado de manhã, eu acordei cedo para ajudar minha mãe a arrumar algumas coisas na casa, ela adora fazer isso em dia de sábado... Bom, era umas onze e meia quando eu comecei a me arrumar, prendi meus cabelos, mas como sempre algumas mechas cismavam de cair sobre meu rosto, coloquei uma blusa regata branca e uma jaqueta preta por cima, uma calça jeans escura e meus tênis brancos. Me perfumei, escovei os dentes e já estava pronto. Era onze e quarenta e cinco, se eu pegasse o carro chegaria lá na hora marcada.

  - Mamãe, posso pegar seu carro?
  - Claro querido, mas tome cuidado!
  - Okay, obrigado. Tchau
  - Tchau – falou me dando um beijo na bochecha e eu logo fui ate a garagem tirar o carro.

(...)

            Cheguei na casa de Mary em quinze minutos, como previ, bom... Ser pontual... Acho que consegui...

            Liguei para Mary avisando que eu já estava em frente a sua porta e ela falou que em um minuto ela viria a meu encontro, eu sai do carro e dei a volta no mesmo e fiquei encostado na porta. Logo via Mary sair pelo portão, seus cabelos longos estavam soltos e jogados para trás, seus olhos castanhos ficaram ainda mais lindos e vibrantes com o lápis que lhe foi passado. Ela trajava uma camiseta branca com o desenho de uma borboleta linda, e uma jaqueta vermelha por cima, uma saia preta que ia ate um pouco acima do joelho e usava rasteirinha preta. Estava linda!

  - Nossa! Você esta... Linda!
  - Obrigada... Você também esta muito bonito – ouvi um resmungo e finalmente percebi a presença de um homem alto a seu lado. – Ah... Michael este é meu pai, Jack... E papai, este é Michael...
  - É um prazer senhor – falei estendendo minha mão, confesso que fiquei com um pouco de medo, ele tinha uma cara tão seria...
  - Igualmente... – apertou minha mão firmemente – Tome muito cuidado com minha filha rapaz, ela é o ouro da casa! – falou ainda apertando minha mão
  - Claro, pode confiar em mim senhor. Cuidarei muito bem dela
  - Eu não estou brincando!
  - Eu também não senhor, digo a verdade quando falo que pode confiar em mim. Jamais deixaria que algo acontecesse a Mary!
  - Ótimo! – soltou minha mão – Quero que a traga ate as sete em ponto
  - Sim senhor.
  - Mary... Se cuide okay?
  - Okay papai – falou lhe dando um beijo e logo o vimos entrar novamente – Desculpe por isso... – Mary falou um pouco tímida
  - Não precisa se desculpar! Acho legal da parte do seu pai. Eu acharia estranho se ele não falasse nada, isso mostra que ele realmente se importa com você!
  -... – ela apenas sorriu
  - Bom, vamos indo – falei abrindo a porta do carro para ela, ela sorriu novamente e entrou. Fechei a porta e voltei para o banco do motorista.

(...)


            Conversamos bastante durante a ida ate o centro, demos boas gargalhadas contando um pouco sobre nós dois.

  - Chegamos! E olha que ótimo, uma vaga bem ali – falei sorrindo e logo estacionando o carro.
  - Onde vamos?
  - O’Passo
  - Okay...
  - Não saia ainda! – falei saindo do carro e logo dando a volta para abrir o carro para ela
  - Não precisa disso
  - Claro que precisa – falei ajudando-a a sair.
  - Obrigada – falou enquanto eu fechava a porta
  - Posso? – falei segurando a mão dela
  - Claro...

            Andamos de mãos dadas ate o restaurante e logo na recepção falei da reserva, porem iria escolher a ala ali.

  - Em qual ala quer almoçar, querida? – falei acariciando sua mão
  - Adoro comida mexicana
  - Perfeito! Ala México, por favor. – falei com a recepcionista que, sorrindo, chamou o garçom que nos guiou ate a mesa reservada. – Espero ter acertado no lugar querida...
  - Nossa! Aqui é perfeito! Acertou sim!
  - Ótimo! Amo esse seu sorriso e fico feliz por ter feito você sorri tão lindamente
  -... – ela apenas sorriu tímida
  - Bom, você já me contou que não gosta de sair... O que fica fazendo em casa?
  - Gosto de escutar musica, ver animes ou entrar em minhas redes sociais... Também amo desenhar...
  - Você desenha? Que legal! Um dia ainda tenho que ver seus desenhos
  - Claro... Um dia lhe mostro com certeza. Mas e você? Disse que não gosta de sair também... O que faz?
  - Gosto de ficar na internet, mas não por muito tempo, na maioria das vezes, ou eu estou escutando musica ou eu estou ajudando minha mãe, ou estou no trabalho...
  - Você trabalha?
  - Sim, trabalho em uma doceteria. Faço vários doces dos quais vendemos lá...
  - Nossa! Que de mais!
  - kk’ nem tanto... Com o que você gostaria de trabalhar?
  - No momento, qualquer coisa que me ofereçam e que seja honesto... Mas no futuro, quando me forma, quero muito ser escritora. Amo ler e escrever!
  - Nossa! Aposto que você fará muito sucesso caso se dedique
  - Se for esse o caso, com certeza farei. Mas e você? Irá trabalhar com doces sempre?
  - Não, eu pretendo me forma e trabalhar com designer de carro... Amo isso!
  - Muito legal! E como é sua família? Você hoje conheceu meu pai... Me conte um pouco do seu...
  - Meu pai é incrível! É realmente o meu herói! Ele trabalhava como advogado... Mas... Infelizmente... Ele morreu aos meus dez anos...
  - Eu... Não sabia... Me desculpe
  - Tudo bem, gosto de falar nele. Nunca vou deixar de amá-lo... E sua mãe? Como ela é? Me disse que ela é um pouco brava
  - Realmente é, mas apenas quando chega cansada do trabalho... Ai ela fica nervosa. Fora isso ela é uma pessoa muito doce... Que adora conversar... E a sua?
  - Minha mãe é bem calma, eu também não tenho segredos com ela... Exceto por algumas coisas, mas creio que são o tipo de coisas que só se fala com homem...
  - Entendo – riu
  - Bom, ela trabalha como enfermeira, aposto que ela vai gostar de você quando te conhecer.
  - Pensa em me apresentar a ela?
  - Claro que penso poxa! É uma das coisas que eu mais quero! Você não pensa em me apresentar à sua?
  - Claro que penso... Só que... Eu não sei, é meio difícil de acreditar que o garoto que eu gosto esteja realmente afim de mim...
  - Então admite que gosta de mim?
  - Eu... Ehh... Eu... Eu...
  - kkk’ – ri de sua timidez – eu também gosto muito de você Mary. – falei sorrindo pegando sua mão em cima da mesa
  - Tinha medo que tudo o que você quisesse fosse ficar por ficar
  - Não suporto esse tipo de coisa, por que eu iria ficar por ficar com alguém? Eu não gosto disso! Poxa se eu vou “ficar” com alguém que seja fixo, sair beijando todo mundo é...  Estranho e... Imaturo.
  - Concordo...

(...)


            Depois de alguns minutos nosso pedido chegou, ficamos conversando enquanto almoçávamos e depois pedimos a sobremesa.

  - Estava tudo delicioso! – Mary comentou sorrindo
  - Realmente, este restaurante é literalmente o melhor de Marybel!
  - Com certeza!
  - Garçom... Por favor... – o chamei com um sinal de mão – A conta, por favor – o rapaz assentiu e saiu para buscar a conta, vi Mary colocar sua bolsa em seu colo e abrir a mesma, logo tirando uma carteira de dentro da mesma – O que esta fazendo?
  - Pegando minha carteira ué... Pedimos a conta lembra?
  - Errado! Eu pedi a conta! Por Deus Mary, eu te chamei para sair, acha mesmo que vou deixar que pague a conta? Ora por favor! Guarde isso, e deixe seu dinheiro quietinho ai, hoje é tudo por minha conta!
  - Mas eu...
  - Mas nada! Esta decidido! Eu te chamei para sair, o mínimo que eu posso fazer por você ter aceitado passar o seu dia com alguém tão irritante feito eu... É pagar a conta!
  - Você não é irritante – sorriu se dando por vencida e guardando a certeira
  - Vou fingir que acredito – sorri vendo o garçom se aproximar com a conta, coloquei o dinheiro dentro juntamente com a gorjeta e logo me levantei puxando a cadeira para que Mary se levantasse também.
  - Obrigada. – sorriu se levantando
  - Não por isso – retribui o sorriso segurando sua mão e a guiando ate a saída. Logo estávamos dentro do carro – Bom, ainda é cedo para que eu te leve ate a surpresa que te falei, que tal darmos um pulo ao shopping?
  - Vou poder pagar algo?
  - Não!
  - Então eu não vou
  - Mary, por favor, eu te chamei para sair, não posso permitir que pague por alguma coisa. Quero manter minha postura, e quero ser como meu pai me ensinou a ser, um cavaleiro... Então, façamos o seguinte, hoje, como eu te convidei, eu pago por tudo, mas, quando você criar coragem e me chamar para sair, ai sim, você poderá pagar por algo
  - É uma promessa?
  - Sim
  - Então esta bem, feito!
  - Feito! – lhe dei um aperto de mão sorrindo e logo seguindo para o shopping.

(...)

            Assim que chegamos ao shopping, eu estacionei o carro e entramos em algumas lojas, eu perguntava se Mary queria algo, mas ela insistia em dizer que não, então decidi escolher por ela, a levei em uma loja de roupas e pelo o que sei dela, ela não gosta de vestidos, então, peguei algumas calças jeans, alguns shorts e algumas camisetas, e a mandei para o provador ignorando seus protestos.

            Me sentei em uma poltrona que ali tinha, e fiquei esperando que ala saísse com a primeira roupas, e assim que ela saiu eu sorri, ela ficou linda naquele short preto, camiseta rosa e jaqueta preta, a cada peça de roupa que ela provava ela ficava ainda mais linda, e eu não pude conter os elogios.

  - Gostou das roupas? – perguntei quando ela terminou
  - Sim, mas agora, podemos parar com a brincadeira e colocar as roupas de volta no lugar?
  - Não, vamos ao caixa, são um presente para você!
  - O que? Michael não!
  - O que tem de mais?
  - Eu não quero seu dinheiro, eu não estou precisando de roupas novas!
  - Tudo bem, eu acredito em você, mas qual o problema de eu querer lhe dar presentes?
  - Mas...
  - Vamos, pare com isso okay? As roupas ficaram ótimas em você! Por favor, aceite
  - Esta bem, mas eu não quero seu dinheiro!
  - Sei disso – falei entrando na fila de duas pessoas do caixa – eu sei que você não é interesseira, já disse que gosto de você por você ser diferente das meninas de hoje em dia... Você disse nunca ter me visto com garotas lá da escola, bom, isso é porque as meninas de lá são muito vulgar, e muitas de lá sabem que eu ganho bem e por isso dão em cima de mim, mas você acha mesmo que eu iria querer namorar uma garota assim? Só de olhar sei que não terá futuro algum! Eu procuro uma pessoa que não seja vulgar ou interesseira, que não seja baladeira e que não fique com qualquer um, e, todas as qualidades que eu procurava em alguém, eu achei em você. – terminei de falar e percebi que já era minha vez, Mary não falou nada, mas me olhava sorrindo, eu paguei as roupas e me virei para vê-la, mas ela tinha sumido. – Mary? – olhei para os lados e logo a vi vindo ate mim – Onde estava?
  - Gosta de correntes não é?
  - Gosto... Por quê?
  - Bom... Decidi lhe dar um presente
  - Não! Já disse que hoje você não paga nada!
  - Ta, mas... Qual o problema de eu querer lhe dar presentes? – usou meu próprio argumento para me calar
  - Ei! Isso não é justo! Essa fala é minha!
  - Vou levar, por favor. – falou com a vendedora do caixa e logo pagou a corrente
  - Não devia ter feito isso!
  - Se abaixa um pouco
  - Okay... – falei me abaixando ficando da altura dela, e ela logo colocou a corrente em mim – obrigado, é linda!
  - Gostou?
  - Da corrente? A sim, ela também é linda...
  - “Também”?
  - Eu disse “é linda” me referindo a você – sorri e ela apenas sorriu tímida – Bom, vou ao estacionamento colocar as roupas lá, que tal nos encontrar no cinema?
  - Esta bem, te espero lá
  - Certo!

(...)

            Depois de deixar as roupas no carro, segui para o cinema e encontrei Mary olhando os filmes que passavam, escolhemos um de comedia e fomos assistir.

            Demos boas risadas no filme, era realmente engraçado, mas confesso que em varias partes eu ficava apenas olhando para Mary enquanto lhe acariciava a mão.

(...)

  - Bom, se sairmos daqui agora chegaremos à surpresa bem na hora
  - O que é essa surpresa afinal?
  - É surpresa, só vai saber quando chegarmos lá
  - Posso saber em que lugar fica?
  - Em um lugar muito bonito, isso eu posso te garantir! Vamos, confie em mim
  - Esta bem...
  - Vamos lá – segurei sua mão e fomos andando ate o estacionamento, logo seguíamos para a tal surpresa que era o lindo por do sol no mar de Marybel. Muitas pessoas vão em botes olhar o por do sol mais de perto e essa era a minha surpresa, a visão que você tinha era perfeita quando estava no bote e o por do sol começava, o reflexo da luz do sol na água é linda e quando chega ate você... Não tem como explicar!

            Quando chegamos a costa, Mary me perguntou por que estávamos ali, eu apenas sorri e vendei seus olhos, a guiei ate o bote e remei ate um certo ponto, e assim que parei de remar tirei a vendo de seus olhos

  - Bom, esta é a surpresa
  - Nossa! Aqui é lindo!
  - Ficara mais lindo ainda com o por do sol, que não deve demorar... Vai ver, você ficara sem palavras... É realmente incrível!
  - Eu nunca tinha feito isso, muitas pessoas já me falaram que fizeram é que realmente é mágico, eu sempre tive vontade, mas nunca fiz...
  - E não estão mentindo quando dizem ser mágico, realmente é! É muito lindo ficar aqui e ver o por do sol em pleno mar, mas... O que esta tornando esse momento ainda mais mágico é a sua presença...
  -... – ela apenas me olhou tímida
  - Não estou brincando, você confiou em mim, deixou que eu vendasse seus olhos e te trouxesse para auto mar... Isso mostra que você de certa forma confia em mim, e isso é realmente importante, pelo menos para mim é... Mary... Já faz algum tempo que eu venho te olhando e... Confesso, eu sempre te achei muito linda! E sempre notei que você é diferente de todas as meninas, você não é tão... Extravagante vamos dizer assim... Você é quieta, tímida, já te vi nas ruas e vi que não é de usar roupas muito curtas... Isso são coisas que me admira muito em uma menina...
  - Obrigada...
  - Sabe... Já faz algum tempo que eu vinha querendo te chamar para sair, para conversar, sei lá, mas eu realmente sou muito tímido e... Bom, quando eu finalmente criei coragem... Foi realmente incrível, eu fiquei tão feliz por estar conversando com você, fiquei tão feliz por você não ter recusado o meu beijo... Por não ter me dado um tapa – sorri – Mary... O que eu estou tentando dizer é que eu não sei ao certo o que eu sinto por você, ate porque eu nunca senti isso por ninguém antes e... Eu sei que o que eu sinto é uma coisa boa, eu só tenho medo que você não sinta o mesmo...
  - Não posso falar que sinto o mesmo Michael, se nem você sabe o que sente, como posso saber que sinto o mesmo?
  - É... Tem razão...
  - Eu não estou dizendo que não sinto nada, pois também sinto, mas eu também não sei ao certo o que é... Eu também nunca senti isso por ninguém... Mas eu sinto que é uma coisa boa...
  - Eu sei que talvez eu esteja apressando as coisas... Mas não acha que isso que sentimos poça ser amor?
  - Quem sabe não é? É um sentimento desconhecido por mim, eu realmente não saberia dizer como é amar alguém...
  - Eu também não conheço esse sentimento, mas acho que posso estar começando a conhecer... – falei olhando para o horizonte
  - E isso é bom?
  - Maravilhoso... – falei ainda com o pensamento longe, queria tanto beijá-la novamente...
  - Esta com o pensamento tão longe Michael
  - Ah me desculpe – sorri olhando para ela, notando que ela agora sentava-se ao meu lado
  - Bom... Se você acha que esta conhecendo este sentimento e que acha que ele é bom... O que quer fazer?
  - Para ser sincero eu queria poder beijar-lhe agora, neste por do sol... Vê como a luz do sol nos toca? É tão relaxante não acha?
  - É mágico...
  - Posso torná-lo mais mágico ainda? – perguntei acariciando seu rosto e logo colocando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha

  - Pode... – sussurrou olhando em meus olhos e eu apenas sorri de leve, voltei a acariciar seu rosto fazendo-a fechar os olhos por sentir meu toque, depositei um selinho em seus lábios depois outro e outro, ate finalmente beijá-la com calma, da forma que eu queria desde que eu a vi hoje...

Capitulo 4


Mary e eu ficamos mais algum tempo observando o por do sol e trocando beijos, depois voltei a remar ate a costa e levei-a para casa, chegamos às sete horas em ponto no portão.

  - Bom... Fui pontual... Será que ganho algum ponto com seu pai por isso?
  - Acho que sim – sorriu
  - Deixe-me pegar seus presentes – falei pegando as roupas que comprei para ela no banco de trás.
  - Obrigada por isso e... Pelo dia todo, foi tudo maravilhoso!
  - Eu é quem devo agradecer Mary, esse foi um dos melhores dias da minha vida! Obrigado. – falei sorrindo acariciando seu rosto, logo lhe dando um selinho longo que foi interrompido pelo pai de Mary que a chamava no portão. – Tchau...
  - Tchau... Ate segunda-feira
  - Ate... Eu posso te ligar amanhã?
  - Claro... Vou adorar.
  - Então ta, vou ligar. Tchau, tchau senhor Jack... – falei acenando vendo Mary se afastar
  - Tchau Michael, obrigado pela pontualidade - Jack
  - Claro... Ate segunda Mary...
  - Ate... Obrigada por tudo – falou se virando para mim sorrindo
  -... – Eu apenas assenti sorrindo, fiquei vendo ela entrar pelo portão e logo pela porta de sua casa, entrei no carro e fui para minha casa sorrindo de orelha a orelha.

            Cheguei em casa e fiquei assistindo alguns filmes com a manhosa da minha mãe que ficou falando que estava com medo que eu estivesse a deixando, e isso obviamente nunca iria acontecer! Eu amo minha mãe mais do que qualquer pessoa no mundo! Ela é meu exemplo.

            No dia seguinte, fiquei mais de duas horas falando com Mary ao telefone, era incrível como tínhamos gostos em comum, gostávamos dos mesmos tipos de filmes, de musica, nosso jeito de ver o mundo parecia ser o mesmo, nosso jeito de pensar era praticamente o mesmo... A cada dia que passa eu gosto ainda mais de Mary.

(...)

            Um mês depois...

            Eu e Mary estávamos namorando, definitivamente!

            Quero dizer... Eu nunca falei “quer namorar comigo”, mas, o jeito que agíamos, era como se fossemos namorados, eu já tinha ido na casa dela, já conheci os pais dela, ela já conheceu minha mãe, na escola ficamos sempre juntos no intervalo, ela tem mania de ficar no terraço da escola e eu passei a ficar lá com ela, é ate bom, ate porque na escola a fofoca rola solta e muitas pessoas iriam começar a falar coisas as quais não existem, mas eu já não estava suportando isso, eu tinha que pedi-la em namoro, mas queria fazer isso da maneira que fui ensinado por meu pai e minha mãe, da maneira tradicional!

  - Mary... Querida... – falei acariciando seus cabelos, era uma terça-feira e nós estávamos no intervalo, estávamos no terraço da escola. Eu estava sentado no chão com ela entre minhas pernas.
  - Sim, Mike?
  - Eu posso passar na sua casa hoje depois da aula?
  - Claro que sim – sorriu
  - É que eu preciso falar com seus pais, acha que os dois estarão lá?
  - Papai esta de folga hoje, e mamãe sempre chega cedo, então acredito que sim... O que tem para falar com eles?
  - Chegando lá você vai saber... É uma coisa boa...
  - Okay... – se aconchegou nos meus braços
  - Hey pombinhos, a aula vai começar – Mathias falou chegando ali tacando uma bolinha de papel em nós
  - Não estou nenhum pouco afim de entrar na aula de Rose cara, a aula dela é muito chata! – falei sorrindo
  - Concordo, mas eu, ao contrario de você, preciso de nota!
  - E você querida? Vai ir ou vai ficar aqui matando aula comigo?
  - Vou ficar, tenho aula de ciências agora e eu já peguei media... - Mary
  - A qual é? Eu sou o único que não tem média em historia e em ciências? – Mathias falou fingindo estar bravo.
  - Haha! Mathias aquele favor que eu te pedi... Conseguiu?
  - Sim... No final da aula te entrego
  - Okay, valeu.
  - Okay, ate mais – falou saindo


            Fiquei com Mary no terraço ate o final da aula, e logo íamos juntos para casa dela, peguei o que Mathias tinha que me entregar, e segui para casa de Mary de mãos dadas com ela.

  - O que era aquilo que Mathias te entregou?
  - Que menina curiosa
  - Sou mesmo!
  - Logo saberá querida, tenha um pouquinho de paciência
  - Para que tanto suspense?
  - É uma surpresa... Vai gostar... Espero...
  - Olhe lá o que você esta aprontando hein Mike?
  - Calma, estou fazendo isso por nós dois...

(...)

            Chegamos na casa dela e eu pedi à ela que chamasse seus pais, e logo estávamos reunidos na sala

  - Queria falar com nós rapaz? – Jack falou sempre com aquele jeito serio que me dava medo
  - Sim, queria pedir uma coisa a vocês dois...
  - Pedir? – Elizabeth (mãe de Mary) falou
  - Sim, e é uma coisa muito importante... Bom, vocês já sabem, obviamente, que eu e Mary estamos saindo, e que... Estamos bem próximos
  - Sim... – Jack
  - Mas eu não gosto do rumo disso... Fui ensinado que se tem algo com alguém é melhor que assuma, e por isso quero pedir a vocês que me deixem namorar sua filha, definitivamente.
  - Mike! – Mary falou surpresa eu apensa a olhei sorrindo vendo-a corresponder meu sorriso
  - Então... Esta querendo namorar minha filha, não é rapaz? – Jack falou ainda serio, sempre que ele ficava assim eu ficava com medo, ele já tinha se acostumado comigo e as vezes ate fazia brincadeiras, era uma pessoa legal, e eu realmente o compreendia por estar tão serio, afinal, Mary é a sua única filha e sei que ele não quer a ver chorando e sofrendo, todos pais tem esse medo.
  - Sim senhor, e eu fui ensinado que devo pedir a permissão dos pais primeiro, não adianta nada Mary aceitar meu pedido se, no caso, vocês que são os pais não aceitarem a minha pessoa como namorado de sua filha...
  - Compreendo isso...
  - E eu acho admirável que ainda existam jovens com essa decência! – Elizabeth falou sorrindo
  - Obrigado senhora.
  - Bom, você esta “ficando” com minha filha já têm um mês... Confesso que ganhou um pouco de minha confiança... – Jack
  - Fico feliz por isso senhor...
  - Acho que posso dizer o mesmo de minha mulher...
  - Com certeza! – Elizabeth
  - Bem... Filha... É isto o que você quer? Acha que isso te fará feliz?
  - É tudo o que eu mais quero papai! – Mary falava sorrindo emocionada, eu apenas sorri junto a ela
  - Muito bem, tem nosso consentimento Michael, mas creio que terei que impor regras aqui...
  - Claro senhor, eu compreendo isso, e agradeço a confiança... Mas... De que tipos de regras estamos falando?
  - São poucas, mas se eu souber que as desobedeceu, eu não permitirei mais este namoro!
  -...
  - A 1°: eu não quero saber de você tocando minha filha de modo insunuativo ou desrespeitoso!
  - Sim senhor.
  - A 2°: não é porque estão namorando que não precisam mais de permissão para sair, terá que pedir, ou a minha autorização ao a de minha mulher, e é claro de sua mãe também rapaz
  - Sim senhor, eu entendo.
  - A 3°: não quero que faça minha filha derramar uma lagrima se quer!
  - Jamais farei isso senhor.
  - A 4°: não quero que fique exibindo minha filha como se fosse um troféu, entendeu?
  - Sim senhor...
  - Ótimo... Elizabeth... Esta de acordo?
  - Claro querido, acho muito justas essas regras!
  - Ótimo! Não temos mais que discuti nada... Já tem nossa autorização para o namoro... Eu só te peço mais uma coisa
  - Sim!?
  - Marque um almoço em família, quero conhecer sua mãe e seu pai... Tem irmãos?
  - N-não senhor, não tenho irmãos, e eu posso sim marcar esse almoço, mas a presença de meu pai não será possível... Apenas minha mãe poderá comparecer...
  - Por quê?
  - Bom é que... Meu... Pai já se foi senhor...
  - Oh meu Deus! Desculpe eu não sabia... Nunca disse nada, eu...
  - Tudo bem, não tem problema, não tinha mesmo como você saber... Marcarei o almoço! Se não se importar, gostaria de recebê-los lá em casa.
  - Claro, como quiser...
  - Bom, eu agradeço a permissão de vocês para este namoro, estou realmente muito feliz – falei olhando para Mary –, mas tenho que ir agora. Hoje irei mais cedo para o trabalho, irei cobrir outro funcionário...
  - Claro, ate mais... Cuide bem de nossa filha!
  - Pode deixar! Obrigado senhor Jack, senhora Elizabeth... – falei me levantando, logo Mary me levou ate o portão.

  - Mike! O que foi isso?
  - Gostou da surpresa querida?
  - Meu Deus! É claro que eu gostei...
  - Bom, já tenho a autorização de seus pais... E a sua? Quer namorar comigo Mary?
  - É claro que sim seu bobo! Estou tão feliz!
  - Me da sua mão... – ela logo me deu a mão dela e eu coloquei uma aliança em seu dedo – Pronto, agora ambos temos uma aliança de compromisso.
  - Oh Mike! Como é linda!
  - Linda é você querida! Obrigado por aceitar... – falei a beijando e logo me despedi.

Por Mary:

            Essa surpresa de Michael foi realmente inesperada, mas do mesmo jeito eu amei! Eu estou completamente apaixonada por ele e não nego isso, confesso que, às vezes tenho medo de acabar me magoando ou mesmo acabar magoando ele, mas as coisas entre nós iam tão bem que eu nem me preocupava tanto.

            Agora estávamos nas férias de verão, “férias”, ate porque, são apenas 2 semanas sem aula, eu não chamaria isso de férias e sim de recesso, mas, poderei ficar mais tempo junto a Mike.

  - E onde vai me levar hoje, Mike?
  - Quero te levar a um lugar que é muito especial para mim Mary, é um lugar onde podemos ficar sozinhos, eu às vezes fico lá pensando na vida... É o meu cantinho!
  - Parece gostar mesmo desse lugar
  - Eu amo aquele lugar! – falava sorrindo – Pode parar aqui, senhor. Obrigado – falou com o taxista, pois a mãe dele precisara do carro no dia.
  - Mike, aqui é meio afastado da cidade!
  - Eu sei, não vou te levar a nenhum ponto turístico, a nenhum shopping, a nenhum restaurante ou coisa do tipo, vou te levar a um lugar que, para mim, é o melhor do mundo! Mas, terá que confiar em mim Mary
  - Eu confio em você, amor.
  - Então vem – falou puxando minha mão enquanto sorria, logo nos desviamos da avenida para entrarmos em uma pequena estrada de terra, eu fiquei com medo, confesso, pois ali era puro mato e no meio uma trilha, e eu tinha medo de que bichos como cobras aparecessem ali.

            Logo, Michael e eu chegamos a uma pequena casinha, no topo daquela trilha, era uma casinha pequena e simples, mas tinha lá o seu charme.

  - De quem é esta casa Mike?
  - É minha – riu – meu pai, quando vivo, usava aqui como uma oficina... – fez uma pausa olhando para casa – Diversas vezes, ele me trouxe aqui e naquele mesmo balanço – apontou para o balanço que tinha em uma arvore – ele ficava me balançado... Mary, eu nunca contei sobre este lugar para mais ninguém, você e minha mãe são as únicas pessoas no mundo que tem conhecimento deste lugar... Aqui... É aqui que estão guardadas as minhas melhores lembranças... Por isso, às vezes eu venho aqui, fico pensando na vida, ou durmo ai por uma noite ou duas... Sei lá, eu gosto – sorriu
  - Gosta de dormir aqui? Por Deus! Não tem medo que apareça alguns bichos?
  - De vez enquanto, aparece um rato ou dois, mas nada que eu não possa resolver, mas não se preocupe, eu vim aqui ontem e posso garantir que não tem ratos!
  - Que bom...
  - Bom... Quer conhecer a casa?
  - Claro
  - É uma casa pequena – falou abrindo a porta – mas eu gosto. Fiz uma reforma aqui eu mesmo quando tinha uns quinze anos... Aqui é a sala, ali é a cozinha, do lado é o banheiro e aquele andar ali, foi eu quem fiz, é o quarto. Tem duas tv’s uma aqui na sala e uma lá em cima, mas aparelho de dvd é só lá em cima...
  - Não tem medo que alguém roube?
  - Não, ninguém sabe deste lugar... Só você e minha mãe
  - Entendi.
  - Te trouxe aqui porque quero ficar sozinho com você, não me entenda mal, apenas não gosto muito de ficar nas ruas da cidade...
  - Eu entendo. Também não gosto... Obrigada por compartilhar esse lugar comigo
  - Quer saber? Vamos voltar a ser crianças, aqui, será nossa base secreta... O que acha?
  - Acho perfeito – sorriu
  - Então, o que acha de assistirmos alguns filmes?
  - Têm doces aqui?
  - Eu trouxe alguns ontem. Sei que é igual uma formiga para doces mocinha.
  - kkk obrigada
  - Pode subir lá em cima, fica a vontade, vou pegar os doces.
  - Okay... – eu subi para o andar de cima, que na verdade não era tão em cima assim, coisa de uns dez degraus... Lá em cima tinha uma tv, um aparelho de dvd, alguns filmes em cima da cama, a própria cama e uma cadeira que servia de criado mudo para um abajur.
  - Cheguei, pode escolher os filmes ai, vou colocar esses doces aqui – falou colocando a tigelas com vários doces sobre a cadeira tirando o abajur de lá e o colocando no chão. – Escolheu?
  - Sim – falei o mostrando uma capa de um filme de comedia. Ele apenas sorriu assentindo e foi colocar o filme no aparelho de dvd, eu apenas me sentei na cama. – Pronto, já vai começar – pulou na cama se deitando – deite-se também, Mary. Fique a vontade! A casa é sua querida.
  - Okay... – falei tirando meu tênis e me deitando afastada dele, confesso que meu coração estava a cada vez mais acelerado, eu tinha num pressentimento de que alguma coisa aconteceria e eu tinha um pouco de medo em relação à não estar pronta.

Sim, isso mesmo, eu sou virgem!

  - Vem cá Mary, deita aqui mais perto de mim.
  - O-okay – falei me aproximando dele e ele apenas me envolveu em um abraço passado um de seus braços por meu ombro me fazendo deitar em seu peito, pude ouvir seu coração e notei que esta nas mesmas condições em que eu estava – a mil por hora.
  - O que foi, querida? Esta me parecendo assustada...
  - Estou bem
  - Tem certeza? – falou me fazendo olha-lo
  - Mike... Por que me trouxe aqui?
  - Queria compartilhar este lugar com você, o lugar que eu mais gosto no mundo, queria que o conhecesse.
  - Apenas por isso?
  - O que quer dizer?
  - Nada... – falei voltando a me deitar em seu peito
  - Mary, eu não vou te levar a fazer nada que não queira! Sei que esta com medo de acabar transando comigo aqui...
  -...
  - Eu também tenho este medo...
  - Você tem? – o olhei
  - Tenho! Eu... Eu sou virgem Mary... Tenho medo de que aconteça e eu não saiba lhe satisfazer! – se sentou na cama e eu me sentei de frente para ele
  - Você também é virgem?
  - “Também”?
  - Eu... Eu também numa fiz sexo antes...
  - Não? – sorriu
  - Não... Nunca achei que tivesse chegado o momento ou, nunca achei ter encontrado a pessoa certa...
  - O mesmo é comigo, já tive chance de perder a virgindade, mas não era o que eu queria... Fazer por fazer... Não é o que eu quero para mim
  - Exatamente...
  - Você... Quer?
  - Se eu... Quero?
  - É que... Bom, eu não vou negar Mary, eu tenho sim, muito desejo em você! Mas nunca levaria você a fazer isso, jamais! Se não quiser eu vou entender, eu acho que você é a pessoa em quem eu posso confiar para perder a virgindade, mas se eu não for esse cara para você, não vou te levar nem ficar bravo por isso, cada um tem seu jeito e cada um faz suas escolhas! Sei que você pode não estar pronta, e eu não quero apressar as coisas, temos todo o tempo do mundo para fazermos isso... Se não quiser agora, não há problema nenhum, querida.
  - Não é que eu não ache que você é o cara certo, Mike. Eu acho sim... Confesso que também tenho desejo em você... Mas é que...
  - Que...?
  - Eu não sei o que fazer...
  - Eu também não, querida. Mas, se você quiser, e apenas se você quiser, podemos descobrir isso juntos!
  - Eu quero!
  - Mary você tem certeza disso? Não quero te levar a nada, não quero que faça isso só por que eu disse que quero, você tem que se sentir pronta, apenas quando tiver essa certeza me deitarei com você, então, me diz... Você tem certeza?
  - Não sei... Tenho medo... – abaixei a cabeça
  - Ei, tudo bem, não fique triste! Não tem problema nenhum não ter certeza
  - Não esta magoado?
  - Claro que não! Eu vou esperar o tempo que for preciso minha princesa, quando você tiver certeza de que quer ou não deitar-se comigo, tornar-se mulher comigo, acontecerá!
  - Eu te amo Michael – o abracei
  - Oh querida... – falou sorrindo correspondendo meu abraço me apertando um pouco, como ele sempre costumava fazer, ele adora dar “abraço de urso” nas pessoas. – Tudo bem okay? Quando estiver pronta, me diga.
  - Esta bem
  - Bom, agora vamos ver o filme!
  - Okay – sorri me deitando em seu peito para assistir o filme, ele esticou o braço e trouxe a vasilha com doces para perto de nós dois.
 
Capitulo 5
            Michael e eu assistimos mais dois filmes antes dele me levar para casa novamente, nos despedimos com um beijo e ele foi embora. Eu avisei meus pais que estava de volta e fui para o meu quarto, fechei a porta, coloquei meus fones e me deitei na cama pensando em tudo o que eu e Michael havíamos conversado sobre perder a virgindade.

            É certo que eu o desejava, e que queria muito que ele fosse o primeiro... Mas tinha medo, e se for apenas isso o que ele quer? E se ele quiser apenas me usar? E se eu realmente não estiver pronta? E se eu não conseguir satisfaze-lo? Vai doer muito? Vai ser prazeroso? Vai ser especial?

            Eu não sabia ao certo a quanto tempo estava deitada na minha cama de barriga para cima olhando para o teto com meus pensamentos longes, mas voltei a realidade quando papai tirou meu fones. O vi sentar-se na beirada da cama e apenas me sentei par ouvi-lo

  - Ficara surda ouvindo musica nesses fones tão autos! – falou olhando para os fones, mas eu sabia que não era aquilo que ele queria dizer.
  - Precisa de algo? – falei o olhado, estranhando seu olhar perdido.
  - Precisamos conversar, Mary.
  - Sobre o que, papai?
  - Mary você já tem 16 anos, e agora esta com seu primeiro namorado... Sei que seu corpo pode vir a pedir coisas a quais nunca experimentou antes, e que ficara tentada em aceitar o pedido de seu corpo.
  - Papai não quero falar sobre isso! – ele lê mentes é?
  - Mary, eu sei que é constrangedor falar disso comigo, que sou homem, mas temos que conversar!
  -...
  - Sou seu pai e quero o seu melhor!
  - Michael nunca me tocou!
  - Sei disso, sei que Michael é um bom rapaz... E sei que quando tiver a primeira vez, ira me contar... Não é?
  - Claro...
  - Mary, eu e sua mãe... Bom, eu fui o primeiro namorado de sua mãe e fico feliz por ter sido o único, mas eu já tive outras mulheres, para falar a verdade, tive duas antes de sua mãe
  -...
  - Eu perdi a virgindade quando tinha quinze anos e eu confesso que me arrependi muito! Pois não era a hora... Não era o que eu queria, mas eu o fiz por que na época minha namorada queria e muito, e eu tive muito medo de perdê-la... Acabei me acostumando com a idéia
  - Onde quer chegar?
  - O que eu estou tentando dizer, é que, talvez, Michael queira muito fazer sexo com você, mas eu peço que não se entregue apenas por que ele quer, você tem que se sentir pronta, para não haver arrependimentos depois. Eu sei que você é jovem, e que seu corpo deseja coisas... Eu já fui jovem, sei como é isso!
  -...
  - Eu só não quero que faça algo da qual se arrependa depois
  - Com quantos anos conheceu a mamãe?
  - Eu tinha vinte anos na época, sua mãe tinha dezessete.
  - E demorou quanto tempo para que ela se entregasse a você?
  - Demorou um ano... Eu queria muito que demorasse menos, mas eu tinha que respeita-la! Tinha que esperar que ela ficasse pronta, por que, quando conheci sua mãe, Mary... Meu mundo mudou e eu vi que nunca mais eu iria querer perdê-la! – “- Eu quero!
  - Mary você tem certeza disso? Não quero te levar a nada, não quero que faça isso só por que eu disse que quero, você tem que se sentir pronta, apenas quando tiver essa certeza me deitarei com você” me lembrei de quando estava com Michael
  - Obrigada papai
  - Espero ter ajudado... E, Mary... Se você achar que Michael é realmente o cara certo... Me promete uma coisa?
  - O que?
  - Promete para mim que vão usar proteção?
  - Papai!
  - Por favor, me prometa, ficarei mais seguro!
  - Esta bem... Eu prometo!
  - Obrigado, querida. – me abraçou
  - Papai, por que veio falar isso comigo justamente hoje?
  - Não vou mentir, quando Michael veio trazê-la, ouvi uma parte da conversa... O ouvi dizer “não quero que fique triste por causa disso, não temos que apressar as coisas, tudo há seu tempo”.
  -...
  - Nisso, eu concordo com ele!
  -...
  - Quase aconteceu hoje, não é?
  - Não exatamente... Apenas tocamos no assunto... E... Ele não negou que tem desejo em mim...
  - Ele encostou em você?
  - Não... Ele não me tocou papai, ele foi um perfeito cavaleiro... Ele perguntou se eu queria, e quando eu disse que não tinha certeza ele sorriu e me abraçou... Disse que iria esperar o tempo que fosse preciso, que não iria me apressar e que nunca me lavaria a fazer algo que eu não quisesse.
  - Gosto deste rapaz – riu e eu ri com ele – acha que ele pode ser o cara certo?
  - Acho...
  - Não esta falando isso apenas por que ele quer, não é?
  - Não, eu me sinto segura com ele, e eu confesso que quero descobrir esse mundo junto a ele... E... Também... Ele também é virgem
  - Serio?
  - Sim... Ele me confessou isso hoje, disse que tinha medo de não saber me satisfazer por ser virgem... Acho que ele pensava que eu não era...
  - Bom, creio que este dia esta perto, mas, por favor, não se esqueça da promessa que me fez.
  - Esta bem
  - Bom, vou deixar você com essa sua musica barulhenta.
  - Rock é bom ta?
  - Não sei na onde, mas tudo bem. Ate o jantar querida
  - Ate e papai...
  - Sim? – parou na porta me encarando
  - Quando acontecer, você será o primeiro, a saber. E eu nunca vou deixar de ser a sua menininha
  - Oh Mary! Esse é o meu maior medo! – voltou para me abraçar
  - Não vai acontecer papai, sempre serei a sua menininha
  - A que me pede colo? E que quando fica com medo me abraça forte e diz que me ama? A que me pede para trazer sorvete escondido de sua mãe depois do jantar?
  - Essa mesma papai, nunca vou deixar de ser essa menininha.

  - Obrigado Mary! Obrigado!

Capitulo 6

            Dois dias depois, como de costume, Michael veio me ver antes de ir trabalhar, e eu resolvi contar a ele a minha decisão...

  - Michael... Lembra de dois dias atrás... A conversa que tivemos?
  - Não paro de pensar nisso, Mary. Eu me sinto mal com você, não quero que pense que estou querendo apressar as coisas.
  - Sei que não esta fazendo isso, e agradeço por não ter ficado chateado comigo quando eu disse que não tinha certeza, e também agradeço ter me dado tempo para pensar direito.
  - Não tem que me agradecer por isso! Sei que isso é complicado, ainda mais para uma menina, que geralmente é muito mais insegura que o homem... Não quero apressar as coisas, vou respeitar seu tempo, não importa o quanto demore, eu não quero te perder por causa de uma besteira dessas!
  - Você não vai me perder
  - Não esta magoada comigo não é? Não esta achando que te levei naquela casa apenas para... Tentar algo...?
  - Sei que não.
  - Que bom, fico mais aliviado sabendo disso!
  - Michael, eu pensei muito sobre tudo o que conversamos... E eu decidi uma coisa
  - O que é?
  - Eu quero Michael...
  - Mary... Mary só se passaram dois dias, você tem certeza disso? Pensou direito? Não quero que faça isso apenas por que eu quero, não quero que se arrependa depois! – ele andou conversando com meu pai é? – Não quero te fazer sofrer!
  - Eu pensei sim, Michael. E tomei esta decisão, eu confio em você e eu quero que seja o primeiro! Quero que me faça mulher!
  - Oh meu amor! – me abraçou forte como sempre
  - Eu só quero que me prometa duas coisas Michael
  - Pode falar, querida.
  - Prometa que fará com que seja especial e que não vai me deixar depois que acontecer
  - Eu prometo minha querida, eu nunca faria isso! Eu não vou deixar você depois que acontecer, muito pelo contrario, eu me tornarei ainda mais ciumento hein?
  - kkkk’ não acha que já é muito?
  - Me tornarei ainda mais! E quanto a ser especial, com toda certeza será minha querida, tanto para você, quanto para mim!
  - Obrigada – o abracei.

Logo deu a hora dele e ele foi embora, se despedindo com um beijo, nós estávamos na varanda e assim que ele sumiu de minha vista, falei para o meu pai sair de trás da porta

  - Eu não queria ficar ouvindo, juro!
  - Tudo bem... Sei como o senhor é um pai protetor, fiquei surpresa por não ter saído e gritado com Michael
  - Procurei ouvir tudo o que ELE disse, e percebi que ele tem boas intenções...
  -... – eu apenas sorri
  - Você tem certeza disso, Mary?
  - Tenho papai, eu amo o Michael e quero me tornar mulher com ele!
  - Eu estou te perdendo não é Mary? Você esta crescendo... Daqui a pouco vai me colocar em um asilo... Nem vai ir me visitar... Vai se esquecer de mim, não é?
  - Claro que não seu bobo! Papai eu te amo! Eu já disse que sempre serei a sua menininha
  - Você jura?
  - Eu juro papai
  -... – ele apenas me abraçou
  - Papai você chegou a comentar isso com a mamãe?
  - Eu apenas disse que achava que não iria demorar para você não ser mais a nossa menininha... Acho que ela entendeu...
  - Como ela reagiu?
  - Ela não disse nada, apenas me olhou preocupada, mas eu disse a ela que estava tudo bem e que deveríamos confiar em você, ela me abraçou por um tempo...
  - Vou conversar com ela depois...
  - Okay...
  - Papai... Esta ocupado agora?
  - Tenho que sair, mas apenas daqui a pouco... Irei mais cedo para o trabalho hoje...
  - Será que ainda tem um tempinho para me dar colo?
  - Ainda esta com medo?
  - Não, apenas quero passar um tempo com você, conversar sobre outras coisas, sentir você me fazendo carinho...
  - Pensei que não ai mais me pedir isso – sorriu entrando comigo em casa.

(...)

            À noite, eu conversei com mamãe, para falar a verdade, ela ficou praticamente calada me ouvindo contar tudo... Mas ela entendeu...

(...)

            Era domingo, dia da folga de Michael, e ultimo dia de nossas “férias de verão”, e Michael me levou na nossa “base secreta” novamente.

            Eu estava nervosa, não podia negar, tinha medo de não saber o que fazer, mas sei que para isso eu tenho que ficar relaxada e me soltar... Mas acredite, não é nada fácil fazer isso quando sabe que esta prestes a acontecer.

            Quando entrei na casa, tive uma grande surpresa, tinha velas espalhadas por todo lugar, já que ali era cercado por arvores e outros tipos de plantas, era meio escuro, mas aquelas velas realmente resolveram este “problema”. Havia varias rosas pela casa, nas paredes, fazendo uma espécie de trilha que ia ate a cozinha, onde, Michael gentilmente me guiou.

  - Michael! Aqui esta tão lindo!
  - Fico feliz que esteja gostando, querida. Espero estar cumprindo minha promessa... Prometi a você que seria especial...
  - E esta sendo!
  -... – ele apenas sorriu e puxou a cadeira para que eu me sentasse, logo, ele me serviu um dos doces que ele sabia fazer, era um tipo de bom-bom recheado com um creme com chantilly e era simplesmente delicioso! Logo ele se sentou a minha frente e comemos nossos doces sorrindo um para o outro.

            Eu ficava o olhando diretamente em seus olhos, eles estavam ainda mais brilhantes aquele dia, era tão lindo!

  - Você esta tão linda, Mary...
  - Você também esta, Mike...
  - Eu nem acredito que estamos aqui novamente...
  -...
  - Esta com medo?
  - Não... Estou... Insegura...
  - Se não se sentir pronta, tudo bem.
  - Não é neste sentindo... Eu me sinto pronta, ainda mais se for com você, mas... Tenho medo de não saber lhe dar prazer...
  - Eu também tenho esse medo, mas... Que tal descobrirmos esse mundo juntos?
  - Eu adoraria Mike – ele apenas sorriu para mim, seus olhos brilharam ainda mais, o vi se levantar e tornar a puxar a cadeira para que eu me levantasse.

            Fiquei de frente para ele, ele acariciou me rosto e me beijou suavemente, eu apenas segurei sua mão esquerda enquanto sentia as caricias de sua mão direita.

  - Prometo que vou ir devagar okay? Quero que tudo seja perfeito!
  - Esta bem – sorri

Michael se abaixou um pouco colocando seu braço esquerdo da dobra de meu joelho enquanto o seu braço direito ia para trás de meu pescoço, ele me carregou e sorrindo, me levou para o andar de cima de nossa base secreta.

            Tornei a me surpreender quando chegamos lá em cima, a cama estava arrumada com uma cocha com estampa de flores lindas, um perfume suave estava espalhado pelo ar, e apenas uma vela iluminava o quarto.

            Michael me deitou na cama e com calma e logo se deitou do meu lado, sorrindo o tempo inteiro. Ele acariciou meus cabelos e voltou a me beijar, confesso que eu tremia, estava nervosa, mas mesmo assim correspondia o beijo dele. O senti subir por cima de meu corpo dando mais intensidade ao beijo enquanto ficava entre minhas pernas, voltei a tremer.

            Então, ele parou de me beijar e me olhou nos olhos:

  - Tem certeza de que esta pronta? Esta realmente tensa!
  - Estou pronta... Só não sei o que fazer!
  - Se solte um pouco, relaxe... – falava dando selinhos em meu pescoço
  - E se eu não souber lhe dar prazer?
  - Com certeza vai saber, querida. Imagino que não haja nada mais prazeroso do que se entregar para a pessoa de quem gosta. Assim, como eu estou me entregando a você.

            Eu sorri junto a ele e ele voltou a me beijar e devagar esfregava seu corpo no meu. Aquilo estava começando a me excitar, eu queria muito isso, e ele estava ali, pronto para me satisfazer, ele também estava se entregando a mim!

            Comecei a corresponder seus toques lhe acariciando as costas. O senti sorrir contra minha boca e começar a levantar minha camiseta.

            Após tirar minha camiseta, ele levou sua boca ate meu pescoço me dando chupões e beijos ali enquanto apertava meus seios por cima do tecido do sutiã, fazendo com que eu suspirasse e segurasse firme em seus cabelos cacheados. Senti as mãos grandes de Michael rumar ate minhas costas e desabotoar meu sutiã, logo o tirando por meus braços enquanto ele ainda afundava seu rosto em meu pescoço.

Tampei meus seios quando ele levantou o rosto para olhá-los, fiquei tímida, confesso.

  - Deixe-me velos Mary... – Michael sussurrava com a voz rouca enquanto alisava meus braços que tapavam parte de meus seios.
  -... – aos poucos, fui tirando meu braço de cima de meus seios, os revelando para Michael, que sorriu ao vê-los
  - São lindos! Perfeitos! – Michael falou começando a acariciá-los de leve.

            Vi Michael sorri enquanto olhava meus seios e logo abaixou o rosto novamente, começando a sugar o mamilo de um, variando entre chupões e mordidas, enquanto apertava o outro com a mão me fazendo soltar pequenos gemidos.

            Aquilo estava começando a me perturbar, eu estava ficando cada vez mais tímida, não por que eu não queria, mas por que apenas eu estava sem algumas peças de roupa. Então, tomando coragem, comecei a levantar sua camisa, fazendo ele esticar os braços para tira-la por completo, me mostrando seu peitoral e sua barriga lisa.

            Michael voltou a me beijar com ainda mais desejo, ainda mais urgência. Ele alisava meu corpo enquanto eu alisava o dele, foi questão de segundos para que ele se ajoelhasse na cama e devagar, colocasse as mãos em minha coxa e as escorregando para debaixo da saia.

            Senti sua mão próxima a minha virilha e logo ele arredou a causinha para o lado começando a tocar meu clitóris, o pressionado entre o dedo indicador e polegar, ou fazendo movimentos circulares com o dedo indicador. Eu mexia meu quadril de acordo com o ritmo de seus dedos, eu apenas não conseguia me controlar, e não conseguia mesmo controlar meus gemidos.

            Senti Michael voltar a deitar sobre meu corpo, continuando a estimular meu clitóris, e logo sussurrar em meu ouvido:

  - Tão molhada...
  - É normal quando se excita... – falei com dificuldade e logo o ouvi dar uma risadinha curta
  - Eu sei, mas adorei ouvir você falar isso, me provou que eu excito você.
  - Você ainda tinha duvidas? – falei em um gemido sentindo meu orgasmo próximo.

Senti os dedos de Michael escorregar por minha vagina ate chegar a minha entrada, ele ameaçou me penetrar ali, mas não o fez. Ao invés disso, ele tirou minha saia, levando a calcinha junto, e por alguns segundos, ficou olhando meu corpo nu. Isso me deixou extremamente tímida.

  - Você é linda Mary, cada parte sua é perfeita! Suas curvas, sua pele lisa, seus seios... Sua vagina parece ser tão deliciosa! – sussurrava em meu ouvido me fazendo ficar ainda mais tímida, mas ao mesmo tempo excitada. Eu estava adorando ouvi-lo falar aquela maneira;
  - Não é justo que apenas você possa me ver sabia? – falei acariciando-lhe as costas e logo lhe roubei um beijo, enquanto levava minhas mãos ate sua calça, começando a tirá-la. Após acabar de tirar a peça de roupa, com a ajuda dele, pude ver o quão volumosa estava sua cueca, e novamente, a timidez não me deixou, mas ainda assim, ver o volume contido ali e deixou com ainda mais desejo.

  - Que cicatriz é essa? – perguntava sorrindo acariciando uma cicatriz que eu tinha na coxa, bem próximo a virilha
  - Minha mãe disse que eu, quando pequena, peguei uma faca quando ela se descuidou, e esse foi o resultado...
  - Que perigo menina – brincou, mordendo o lábio.

            Eu o olhava tímida, mas mesmo assim, já estava mais relaxada, o vi levar a mão para sua cueca e começar a tirá-la, e logo pude ver seu membro saltar para fora em minha direção, fiquei ainda mais tímida e desviei o olhar.

  - O que foi querida?
  - N-nada é que...
  - Pode falar – o senti deitar sobre meu corpo novamente distribuindo selinhos por meu pescoço – É que, o que?
  - É... É grande Mike, não vai caber em mim! – falei tímida e o ouvi soltar uma risada curta
  - É claro que vai caber minha princesa, irei devagar e com jeitinho ele entra!
  -...
  - Fique tranqüila okay?
  - Okay – sussurrei tentando relaxar, o senti se posicionar em minha entrada, mas logo o parei.
  - O que foi? Fiz algo errado?
  - Não, não fez nada errado, esta tudo perfeito, mas... Sem camisinha não...
  - Tem razão – falou sorrindo, ele curvou um pouco seu corpo para o lado para poder alcançar a cadeira que ficava ali, onde vi algumas camisinhas, senti seu membro roçar contra minha coxa enquanto ele se esticava para pegar e suspirei. O vi abrir o pacote de camisinha e coloca-lo em seu membro, fiquei tentada a ajudá-lo, mas não o fiz, apenas fiquei o observando.

            Ele voltou a me beijar assim que terminou de colocar a camisinha e logo se posicionou em minha entrada, fez com que eu entrelaçasse minhas pernas em sua cintura e com calma começou a me penetrar. Ao sentir sua glande dentro de mim, arranhei suas costas e remexi o quadril pela dor e pelo incomodo, fechei os olhos com força e mordi os lábios

  - Calma... Relaxe... – Michael sussurrava
  - Dói muito Mike!
  - Precisa relaxar minha princesa, vamos, confie em mim, não vou machucar você! Relaxe – sussurrava enquanto alisava meu corpo e dava selinhos por todo meu rosto – olhe nos meus olhos e ignore esta dor!
  -... – eu apenas abri meus olhos e o olhei, e isso realmente ajudou, fiquei hipnotizada por aquele olhar, estava tão sereno, tão feliz, tão brilhante, mas... Mesmo assim, não pude conter o gemido de dor ao senti-lo ir mais fundo e tornei a fechar os olhos.
  - Shiii... Calma... – sussurrou parando de me penetrar, esperou que eu me acalmasse e relaxasse o corpo um pouco para me penetrar mais um pouco e assim estar todo dentro de mim, o ouvi suspirar e sussurrar: “Oh! Como é apertada querida...”.

            Ele ficou parado por um tempo, mas não demorou para que começasse a se movimentar, tirava quase todo seu membro de dentro de mim e o empurrava para dentro novamente, ardia e doía muito, não nego, mas ele estava sendo carinhoso, cuidadoso, ia devagar ate que eu me acostumasse. Não demorou muito para que a dor fosse passando e se transformando em prazer, eu não conseguia controlar os gemidos que saiam de minha boca e o mesmo era com Michael.

            Michael aumentou um pouco o ritmo, com calma para não me machucar, e logo afundava o rosto em meu pescoço, subindo ate meu ouvido onde eu podia ouvi-lo gemer claramente:

  - Oh Mary! Como é bom princesa! Sente o mesmo que eu? Sente este prazer? – perguntava entre gemidos e eu apenas respondia que sim em um gemido longo e alto.

            Nossos corpos agora se moviam com perfeição, na maior velocidade permitida, eu sentia Michael cada vez mais fundo em mim me .

Com alguns minutos assim, vi Michael gemer alto parando seus movimentos jogando a cabeça para trás.

  - Tenho que trocar isso! – falou sorrindo saindo de dentro de mim – Olhe só o que me fez fazer garota – falou tirando a camisinha sorrindo, logo a amarrando e colocando de volta no pacote. O vi limpar o membro, ainda ereto, com a cueca e logo colocar outra camisinha. – Se quiser descansar... Posso esperar – sussurrou perto a meu pescoço enquanto tocava meu clitóris com o dedo indicador
  - Acho que ainda tenho energia – falei com dificuldade sentindo seus toques cada vez mais frenéticos. O vi sorrir e em um movimento rápido nos girou na cama fazendo com que eu ficasse por cima dele, ele me ajudou a encaixar seu membro em minha entrada e logo me ajudava a subir e a descer com calma.

            Senti ele apertar minha cintura e o vi curvar a cabeça para trás enquanto gemia alto, eu fiquei feliz por aquilo, eu estava conseguindo satisfaze-lo!

            Feliz, eu aumentei a velocidade e comecei a subir e a descer mais rápido, sentindo-o apertar ainda mais mina cintura.

  - Isso mesmo Mary! Continua! Oh! – gemia de olhos fechados, me curvei para beijá-lo enquanto começava a rebolar sobre seu membro o ouvindo suspirar e gemer entre o beijo.

            Nossos corpos já estavam completamente encharcados de suor, meus cabelos grudavam em minha pele por conta disso, mas eu não ligava, estava sentindo muito prazer para me preocupar com isso.

            Apoiei minhas mãos no peito de Michael e passei a rebolar sobre seu membro, o fazendo sentar-se na cama em um impulso, enquanto apertava minha cintura. Senti sua boca quente abocanhar um de meus seios novamente o sugando enquanto eu continuava a rebolar sobre seu membro, eu o ouvia suspirar e gemer igual a mim. Nós havíamos virando um só naquele momento.

            Senti que outro orgasmo estava por vim e voltei a subir e a descer em seu membro o fazendo apertar minhas coxas, de forma que eu tinha certeza de que, por alguns minutos, ficaria a marca de seus dedos ali. Me derramei em mais um orgasmo parando meu movimentos e voltando a relaxar o corpo.

Senti ele me empurrar de leve para trás me fazendo voltar a ficar deitada na cama me posicionando de lado, logo se deitou atrás de mim e levantando uma de minhas pernas, voltou a me penetrar.

Eu me surpreendia com ele, parecia não cansar, ia cada vez mais rápido, mas não nego: eu estava amando isso. Estava amando senti-lo ir cada vez mais fundo enquanto gemia em meu ouvido e alisava minha perna enquanto a mantinha no alto.

Senti Michael ir ainda mais rápido, me fazendo reclamar de dor em um gemido.

  - Mi-Mike... Esta machucando!
  - Confia em mim, Mary, logo vai passar. – ainda doía muito, e eu mordia os lábios com força para não gemer de dor, segurava firme nos lençóis tentando esquecer aquela dor. – Relaxe querida, precisa relaxar!
  - Dói muito!
  - Quer que pare? – eu não respondi, apenas fiz um sinal negativo com a cabeça, eu sabia que podia confiar em Michael, e que, depois de algum tempo, aquela dor iria passar!

E eu não estava errada, depois de alguns minutos assim, a dor parou e eu fui sentindo prazer com os movimentos frenéticos de Michael, o sentindo ir rápido, forte e fundo, me fazendo gemer alto.

  - Viu baby? Eu disse que iria passar – Michael falou com dificuldade por conta de seus gemidos.

Com mais alguns minutos assim, senti Michael me dar uma ultima estocada e parar seus movimentos com um gemido longo. Ele soltou minha perna e eu me virei de barriga para cima vendo ele tirar a camisinha e novamente limpar seu membro com a cueca.

  - Já pensou se isso aqui entra em você? – falou rindo me mostrando a camisinha usada
  - Nem brinca! – falei respirando fundo
  - Cansada? – falou beijando meu pescoço permanecendo do meu lado
  - Um pouco...
  - Ainda tem mais uma ali
  - Você não cansa não menino?
  - Não! Aqui é uma maquina garota – falou rindo
  - To vendo! – ri com ele

            O vi pegar outra camisinha e logo coloca-la em seu membro.

  - Se eu te pedir uma coisa, você faz?
  - Depende... O que é?
  -... – ele apenas olhou meu corpo sorrindo – Deita de costas...
  -... – eu o olhei por um instante e resolvi fazer o que ele pediu – Assim? – falei me deitando de bruços
  - Isso... – se ajoelhou na cama atrás de meu corpo e logo me fazendo segurar na cabeceira da cama ate os cotovelos e me fazendo ficar com os joelhos dobrados – Que visão! – sussurrou em meu ouvido acariciando minha bunda e logo a apertando.

            Seu membro roçou contra minha intimidade quando ele me fez separar as pernas e logo voltou a me penetrar, porem dessa vez, em uma única estocada, gritei pela dor e ao mesmo tempo pelo prazer.

  - Te machuquei? – falou preocupado
  - Não... Foi bom!

            Ao falar isso, ele fez de novo e de novo, cada vez aumentando a força e a velocidade me fazendo gritar de prazer, eu sentia meus seios baterem contra a cabeceira da cama enquanto ele ia forte e rápido e apertava minha cintura, mas logo suas mãos rumaram ate meus seios o apertando enquanto ele continuava com seus movimentos e beijava minhas costas. Eu o ouvia gemer junto a mim e era incrível, era como se fossemos um ali, e talvez... Realmente fossemos.

            Com mais alguns minutos ali, tive outro orgasmo e minutos depois, ele teve o dele, seus movimentos pararam e, suas mãos largaram meus seios e seu corpo caiu ao lado do meu. Eu larguei a cabeceira da cama ainda trêmula e me deitei de bruços tentando recuperar o fôlego.

  - Perfeito... – Mike sussurrou, eu abri os olhos para olhá-lo e vi que ele já tinha retirado à camisinha e limpado seu membro, logo o vi puxar a coberta que já estava praticamente no chão e me cobrir, logo me deu um selinho
  - Perfeito – repeti o olhando após o selinho, ele sorriu e me abraçou. – Quantas horas são agora?
  - Vou ver... – falou pegando o telefone – 14:30
  - Meu Deus!
  - O que foi?
  - Mike, quando tudo começou era umas 12:15 por ai...
  - E o que que tem? – sorriu
  - Estamos assim há umas duas horas!
  - Vai dizer que não gostou hein? – falou me beijando
  - É claro que eu gostei, foi perfeito!
  - Vamos dormir um pouco, okay? – falou apagando a vela com um sopro
  - Okay... – ele me puxou para um abraço e assim dormimos juntos.

Capitulo 7

            Por Michael:

            Mary dormiu primeiro que eu, e eu fiquei alisando seus cabelos por um tempo, sorrindo feito um bobo, lembrando que acabamos de fazer... Oh céus! Ela se entregou a mim, ela fez amor comigo! Eu sou o garoto mais feliz do mundo!

  - Eu vou te fazer muito feliz meu amor, muito mesmo – sussurrei beijando a testa dela que ainda estava um pouco suada, e logo dormi junto a ela.

(...)

            Eu acordei algumas horas depois, com o toque insistente do telefone de Mary, esfreguei os olhos e me sentei na cama, logo atendi o telefone já que ela ainda dormia

  - Alo... – falei ainda sonolento
  - Mary? – era Jack ao telefone, na mesma hora eu dei um pulo da cama fazendo Mary acordar
  - O-oi senhor Jack... Aqui é o Michael...
  - Michael? Onde vocês se meteram garoto? Disse que ia trazer minha filha às sete horas!
  - E eu vou senhor...
  - Michael... Já passa das oito!
  - O que? Oh meu Deus! Perdemos a hora!
  - É o meu pai? – Mary sussurrou e eu assenti – Me passe – eu apenas passei o telefone para ela – Alo, papai? (...) E-eu sei papai... Perdi a hora... (...) Sim senhor, já estou indo para casa, vou apenas... Tomar um banho okay? (...) S-sim... (...) Não fala assim, logo estarei em casa, conversamos ai okay? (...) Não papai, não me forçou a nada, Michael foi um perfeito cavaleiro!

Ele sabia? – fiquei apavorado, vi Mary se despedir e colocar o telefone na cadeira ao lado da cama.

  - Mary... O seu... Pai sabia dos nossos planos?
  - Sabia... Ele e minha mãe também...
  - Oh meu Deus! Ele vai me matar Mary!
  - Não vai não Michael, eu conversei com ele com calma, ele sabe que eu me senti pronta, no maximo o que ele vai fazer é querer conversar com você
  - Tem certeza?
  - Tenho... Não contou a sua mãe?
  - Claro que falei com ela, ela não questionou, mas apenas disse para que eu me cuidasse, que usasse proteção... Esse tipo de coisa... Mas é diferente Mary! Os pais sempre protegem mais as meninas! Seu pai vai me comer vivo!
  - Michael, confia em mim, ele não vai te fazer nada!
  - Eu não sei... Eu já perdi um ponto com ele, dormi de mais e perdi a hora!
  - Michael fica calmo – se levantou e me abraçou – vai ficar tudo bem, ele só vai conversar com você.
  - Promete? Promete que ele não vai te separar de mim?
  - Claro que não meu amor, ele vai entender, na verdade... Ele já entendeu!
  - Eu nunca me apaixonei por ninguém não Mary! Você é a primeira! Não quero te perder!
  - Você não vai me perder, Mike. Agora, vamos tomar um banho e vamos para minha casa, okay?
  - Okay... – assenti indo com ela ate o banheiro, que ficava no andar de baixo, e sim, fomos nus ate lá.

            Tomamos nossos banhos juntos, trocando beijos e caricias, mas não passou disso.

            Logo Mary saiu do banheiro enrolada em uma toalha.

  - Mike – gritou lá de cima
  - Sim, querida?
  - Como vai fazer com sua cueca? Esta toda... Melada...
  - kkkk’ eu tenho outra aqui, pega para mim, por favor, esta na gaveta desta cômoda pequena que a tv fica em cima
  - Okay... Em qual gaveta?
  - A primeira... – falei desligando o chuveiro e secando meu cabelos com a outra toalha que ali tinha e logo a enrolei em minha cintura, vi Mary chegar na porta já vestida e com minhas roupas na mão, mas logo parou ao me ver – O que foi?
  - Nada... Fica lindo molhado... – falou sorrindo e sorri tímido
  - Você também...  Mas... Não quero deixar seu pai nervoso, então... – apontei para minha roupa e ela assentiu me entregando, assim que me vesti, saímos dali e depois de eu trancar a porta, descemos à trilha ate chega ao carro de minha mãe e seguir para casa dela.

(...)

            Depois de meia hora, chegamos a casa dela, eu desci do carro e a ajudei a descer

  - Vai na escola amanhã? - perguntei
  - Vou... E você?
  - Vou sim – ela sorriu
  - Já que é assim, quero que passe aqui depois da aula, rapaz – Jack chegou no portão
  - Se-senhor... Claro... Passo sim... – gaguejava
  - Mary... Esta tarde... Venha...
  - Estou indo papai, ate amanha Mike
  - Ate querida – lhe dei um selinho e fiquei vendo ela entrar em casa com seu pai, logo segui para minha casa.

(...)

  - Chegou tarde hoje, querido... – Mamãe falou quando cheguei em casa
  - Desculpe mamãe, acabei perdendo a hora... Eu estava lá na oficina de papai
  - Pensei que sairia com a Mary...
  - Fomos para lá... – me sentei no sofá ao seu lado
  - E... O que aconteceu...?
  - Bom... Mamãe... Ah cara! Fico sem jeito de falar algo assim com a senhora!
  - Então... Perdeu a virgindade?
  - É... Perdi...
  - Os pais dela estão sabendo?
  - Ela me disse que contou, amanhã, depois da aula passarei lá para conversar com eles...
  - Eu também quero conversar com ela
  - A senhora quer?
  - Quero!
  - Esta bem, depois de amanhã trago-a aqui
  - Esta certo. E como foi?
  - Foi mágico mamãe! Perfeito!
  - E ela realmente queria?
  - Eu não teria feito nada se ela não quisesse mamãe, ela realmente queria! Ela quis se entregar e isso me deixou tão feliz! Por que eu também quis me entregar a ela!
  - Michael, agora que quero conversar com você...
  - Pode falar mamãe...
  - Você deu um passo grande na vida, entrou em um mundo totalmente novo, e eu sei que este mundo é maravilhoso, mas eu não quero que fique repetindo esse ato toda hora, isso tem sua hora e tem seu momento
  - Claro...
  - Também quero que sempre use proteção, e recomendo que ela vá a um ginecologista! Quero que ela faça os exames, que siga as recomendações e você deve ir com ela, caso o medico permita, você pode acompanha-la!
  - Entendo...
  - Por favor meu filho, não deixe se levar pelas emoções e pelo prazer que este mundo lhe da, eu também já fui jovem, já senti essas mesmas emoções que esta sentindo, mas, siga meu conselho, vá com calma, não deixe seu corpo dominar você, tem que ser mais forte que ele, por que, caso não seja, vai acabar acontecendo uma coisa que ninguém aqui quer, você pode magoar a garota, ou pode engravida-la, ou mesmo pegar um doença!
  - Eu entendo mamãe, seguirei sim o seu conselho, obrigado por me falar isso.
  - Vem cá meu menino, sabe que eu te amo não é?
  - Eu também te amo mamãe, sempre vou amar – a abracei forte.

(...)

Depois de conversar mais um pouco com minha mãe, ela foi dormi e eu fui para o meu quarto, fiquei deitado na cama pensando em tudo o que tinha acontecido aquele dia e em tudo o que eu conversara com minha mãe, eu realmente tinha que ir com calma, realmente tinha que manter o controle da situação...

            Fiquei acordado a noite inteira, estava sem sono, acho que dormi muito lá na base secreta, então, de manhã, após o café, segui para a escola, estava louco para ver Mary.

(...)

            Assim que cheguei no portão, vi que ela também estava chegando, foi quando Matheus a cumprimentou e eles começaram a conversar. Sorrindo, me aproximei por trás dela e tampei seus olhos, ignorando a presença de Matheus: eu não me dava bem com ele!

  - Mike?
  - E quem mais seria, amor? – falei sorrindo a virando para mim e a beijando enquanto a rodopiava no alto
  - Mike me coloca no chão! – ria
  - Como foi sua noite, querida? Dormiu bem?
  - Na verdade, fiquei acordada a noite inteira
  - Somos dois – sorri e ela também – Se importa de eu levá-la, Matheus?
  - Não... – falou serio olhando para mim – Ate mais, Mary...
  - Ate Matheus, depois nos falamos!
  - Okay... – falou observando eu entrar na escola de mãos dadas com Mary

            Seguimos ate a janela em que eu costumava ficar

  - Seu pai falou algo Mary? – Falei me sentando na janela e ela preferiu ficar em pé entre minhas pernas
  - Conversei bastante com ele e com minha mãe, eles me aconselharam em alguns aspectos...
  - Minha mãe também...
  - Contou a ela?
  - Claro, falando nisso, será que amanha você pode passar na minha casa depois da aula? Ela também quer falar com você...
  - Okay... O que ela te falou?
  - Apenas para eu ter controle sobre meu corpo, tenho que tomar cuidado e não posso me deixar levar pelas emoções e pelo desejo... E também recomendou que você fosse a um ginecologista... E que se o medico permitisse eu fosse com você para ouvir algumas recomendações que ele lhe dará... Queria muito ouvir isso, pois assim saberei de coisas que você pode ou não fazer...
  - Papai falou a mesma coisa...
  - Então, marcaremos um dia, okay?
  - Okay – sorriu
  - Mary... Você realmente gostou? Quero dizer... É que, quando eu atendi seu telefone, vi uma mancha de sangue no lençol e... Fiquei com medo... Eu te machuquei?
  - Não, é normal sangrar ao perder a virgindade, isso apenas quer dizer que meu hímen foi rompido... E que eu realmente não sou mais virgem... Você foi perfeito, Mike.
  - Desculpe se te machuquei...
  - Não me machucou, foi delicioso! Perfeito!
  -... – eu apenas sorri – E você foi magnífica, Mary. Eu nunca senti tanto prazer em toda minha vida!
  - Olha só, uma maquina que sente prazer, isso é novidade
  - hahahaha – gargalhei e ela também – para você ver não é? Você é capaz de fazer o impossível – rimos
  - Ei, posso saber o motivo dessa felicidade toda? – Mathias chegou do nosso lado
  - Muitas coisas amigo, mas ainda não podemos contar – falei sorrindo
  - Ah! Qual é mano, eu sei guardar segredo!
  - Cara, ainda não é hora, okay?
  - Aff! Ate parecem que transaram!
  -... – eu apenas olhei para Mary e ela também me olhou
  - Não! Serio mesmo?
  - Eu não disse nada, você é quem fica dando palpites.
  - E pelo jeito acertei! Cara! E como foi?
  - Ora Mathias! Ate parece que vou sair contando para as pessoas o que aconteceu e como aconteceu não é? Esqueça isso!
  - Bom, esta bem, eu entendo isso... Espero que tenham ao menos, usado proteção, e que sejam felizes.
  - Seremos! – Mary falou junto a mim, e logo nos beijamos, Mathias juntou as mãos em forma de circulo e ficou disfarçando o olhar
  - O que esta fazendo? – ri olhando para ele e apontando para o gesto de suas mãos
  - Segurando vela, sabe dessas grandes que nunca acabam? Então...
  - hahahaha! – ri com Mary
  - Mas... Mary... Será que você não tem nenhuma amiga para me apresentar?
  - Amiga, Mathias? Poxa, quase todas minhas amigas estão namorando ou estão de rolo com alguém, vou conversar com elas, talvez nas férias alguma ficou disponível
  - Tomara! Bom, vou deixar os pombinhos a sós – falou se retirando
  - Mike, vou ao banheiro e já volto!
  - Okay querida – falei vendo eles se afastarem.

            Foi questão de segundos, ate que Mary sumisse de minha vista, mas Matheus aparecesse:

  - Michael...
  - Matheus... – falei serio, igual a ele
  - Não tem vergonha?
  - Do que esta falando?
  - Esta com uma baita de aliança no dedo e sai beijando a Mary!
  - Por acaso já pensou que a Mary seja minha garota? Já reparou que ela também esta com uma aliança igual a minha?
  - Vocês... Estão juntos?
  - É nós estamos! Agora, por favor, pare de dizer tanta bobagens! Isso já não é novidade para ninguém!
  - Ora! Você sempre foi um galinha, sempre pegou muitas garotas!
  - Não sei do que esta falando! Nunca fui um galinha, sei respeitar as garotas! Pode perguntar qualquer um nessa cidade que não vai achar uma pessoa se quer que diga isso de mim, pergunte a quantas garotas se quer e nenhuma dirá isso de mim, Mary realmente não é a primeira garota que eu beijo, mas é a primeira por quem eu me apaixono e eu nunca a trairia! Pare de dizer besteira!
  - Você pode apostar Michael, Mary ainda vai ser minha!
  - Vai sonhando Matheus, vai sonhando! – falei serio e ele logo se afastou

(...)

  - Voltei – Mary falou chegando perto de mim
  - Oi... – falei ainda perdido
  - O que foi?
  - Mary... Me abraça?
  - O que aconteceu Mike? O que foi? – falou me abraçando
  - Promete para mim que nunca vai me trocar, que nunca vai colocar outro homem em meu lugar, promete!
  - Claro que eu prometo meu amor, eu amo você! Não vou te trocar por ninguém! Por que esta me pedindo isso?
  - Nada... Apenas não quero te perder
  - E você não vai!
  - Obrigado. – a abracei forte.

Capitulo 8

Depois da aula, encontrei Mary na porta da classe dela, ela ainda estava copiando alguma coisa do quadro, mas me senti incomodado por ela esta fazendo dupla com Matheus.

  - Mary...
  - Mike – sorriu me olhando – eu já vou, amor. Só vou copiar essa ultima frase
  - Tudo bem... Te espero – falei indo ate a mesa dela vendo Matheus fechar a cara
  - Então... Mary, me empresta aquele caderno de matemática? O meu esta incompleto!
  - Ele não esta aqui, Matheus, já disse! Anda muito esquecido! - brincou
  - Posso te levar ate sua casa, ai você me empresta.
  - Tudo bem, mas terá que ficar segurando vela – riu e eu ri com ela, adorei isso!
  - Como assim?
  - Michael vai ir lá em casa agora, não é amor? – falou fechando o caderno
  - Vou sim, querida. Tenho que conversar com seu pai...
  - Encrencado com o sogro, Michael? – Matheus riu cínico
  - Muito pelo contrario, Matheus. Eu e o Jack nos damos muito bem, tenho certeza de que, a conversa que tenho que ter com ele me será muito útil, não só a mim, mas a Mary também... Não é? Querida?
  - Com certeza! – Mary falou sorrindo enquanto se levantava. – Bom, podemos ir
  - Quer saber, eu pego o caderno com você outro dia Mary, lembrei que tenho que ir a um outro lugar.
  - Então ta, trago amanha para você.
  - Okay
  - Que pena você não poder ir Matheus... Mas acho que seria realmente chato você ir também... Ninguém gosta de segurar vela – falei sorrindo o provocando, vendo ele ficar de cara fechada, logo passei meu braço em volta de Mary a segurando pela cintura e saímos juntos da sala
  - Por que falou isso para ele?
  - Porque... Hoje cedo... Ele disse que ia tirar você de mim... – falei mais serio
  - O Matheus?
  - Ele mesmo... Por isso fiquei daquele jeito, por isso não parava de pedir você para não me deixar
  - Oh Mike! Não fique assim esta bem? Eu nunca vou deixar você!
  - Obrigado... – a abracei
  - Não fique com ciúmes dele okay?
  - Eu nunca me dei bem com ele... Mas eu sei que você não faria isso comigo
  - Isso mesmo, não faria!
  - Mas, mesmo assim, tenho que te perguntar isso – falei voltando a andar com ela, dessa vez segurando sua mão – a amizade de vocês... Que nível ela é?
  - Ah! Eu conheço ele há dois anos, sempre conversamos, as vezes faço ele de travesseiro, mas nada muito anormal
  - Travesseiro?
  - Tem dias no intervalo que eu deito no ombro dele enquanto conversamos com alguns amigos, ou deito naquele balcão da sala e deito na perna dele, mas não é nada com que precise se preocupar, eu nunca trairia você.
  -...
  - O que foi?
  - Não gosto de ver você nos braços de outro...
  - Mike eu amo você, nunca vou te deixar – parou de andar comigo no meio da faixa me fazendo olhá-la. – não importa quantas vezes eu faça ele de travesseiro é com você que eu vou ficar, é sua boca que eu vou beijar, é você para que me eu me entreguei e me entregarei sempre! É você que eu amo...
  - Droga! Me desculpa, me desculpa, amor! – a abracei – Estou parecendo um idiota inseguro, não é?
  - Não, claro que não, eu entendo você, você sempre esta rodeado de garotas, mas eu sei que posso confiar em você!
  - Me perdoa! – falei tentando conter minhas lagrimas
  - Esta tudo bem, fica calmo! Pare de chorar! Vamos indo, os motoristas já estão nervosos – falou rindo e eu ri com ela, limpei minhas lagrimas e voltamos a andar ate sua casa.

(...)

  - Ue? Trancado? – Mary falou ao ver o portão trancado – Eles devem ter ido ao mercado, vamos esperar por eles.
  - É melhor eu não entrar, não tem ninguém em casa... Vamos esperar eles aqui
  - Tem razão – sorriu
  - Pode ir lá trocar de roupa, guardar essa mochila, eu espero
  - Okay – falou abrindo o portão com sua chave e logo indo ate a casa

(...)

Em alguns minutos, Mary voltou, agora usava um vestido preto, com um decote discreto, seus cabelos soltos e um chinelo.

  - Esta linda com esse vestido!
  - Quase nunca uso vestidos...
  - Por quê?
  - Não acho que combine comigo
  - Você fica linda, querida! – lhe dei um selinho
  - Obrigada
  - Vem cá – me sentei na escada que ali tinha e ela se sentou entre minhas pernas, lhe envolvi em um abraço e deitei minha cabeça em seu ombro e fiquei pensando em tudo o que eu já tinha passado na vida.

(...)

  - Mike!
  - Hum? A desculpe querida, estava viajando, seus pais já chegaram?
  - Não, ainda não, me ligaram para avisar que estão vindo para casa
  - Okay...
  - No que estava pensando?
  - Em tudo...
  - Tudo...?
  - Tudo o que já vivi...
  -...
  - Sabe, Mary... Eu nunca fui assim tão extrovertido, quase nunca tive amigos! Eu sempre fui o solitário, nem sempre eu conversava com meus pais, quando lhe disse que meu pai me levava lá naquela casa, era apenas quando ele me acha meio triste, mas eu sempre fui assim, nunca gostei muito de conversar com ninguém, as vezes, lá em casa, quando vinha meus primos e meus tios, eu estava assistido tv e eles chegavam, eu apenas pegava o controle os entregava e saia de perto... Eu sempre me senti sozinho, as vezes, eu ia para o meu quarto e chorava, chorava, e ninguém ligava, ninguém ia lá e me chamava...
  - Mike...
  - Eu sempre achei que eu era sozinho, eu já tentei me matar...
  - O que?
  - Uma vez eu peguei uma bolinha dessas de chumbo e bebi com... Acho que com água ou suco, mas... Depois eu vomitei e acabei desmaiando. Acordei no hospital com minha mãe ao meu lado... Ela me abraçaram agradecendo a Deus por eu estar bem, e aquela, foi uma das poucas vezes que eu pensei que não estava sozinho...
  -...
  - Mas hoje... Eu não sou mais aquele garoto sozinho, hoje sempre tem alguém me olhando, falando “hey chega ai” “vem cá cara”... E ai você apareceu e mudou meu mundo Mary...
  - Mike não chora – falou se virando para mim limpando minhas lagrimas
  - Eu venci Mary, agora eu tenho um bom emprego, tenho amigos, poucos mais fieis, tenho um bom nome no mercado, sei que sou alguém confiável, por que se eu falo uma coisa eu faço de tudo para cumprir, se eu peço um dinheiro emprestado eu pago no dia que eu disse que iria pagar... Eu estou vencendo...
  - E com certeza você vai vencer! E eu vou te ajudar!
  - Desculpe por esse desabafo okay?
  - Não precisa se desculpar, apenas quero que pare de chorar, não gosto de te ver triste
  - Ta... – falei limpando minha lagrimas
  - Nunca mais chore okay? O que passou, passou! O importante agora é que você sabe que não esta sozinho okay?
  - Okay – sorri a olhando e logo lhe dei um selinho – obrigado por tudo Mary

(...)

Ficamos conversando mais um pouco ate os pais dela chegarem, e logo entramos na casa, e nos reunimos na sala, Mary sentou do meu lado e segurou minha mão tentando me acalmar.

  - Bom... Michael, Mary nos contou o que aconteceu entre vocês... – Jack começou – E me explicou que você não a obrigou a nada e que ela se sentiu pronta...
  -...
  - Sua mãe esta sabendo de tudo?
  - Sim senhor, eu contei a ela!
  - Bom... Tudo o que eu te peço é que respeite minha filha, e não quero saber de agarramento no meio da rua, não quero saber de você entrando aqui em casa quando minha mulher ou eu não estivermos, gostei muito de terem nos esperado do lado de fora hoje!
  - Claro
  - E é claro, não é por que fizeram uma vez que tem que fazer todos os dias!
  - Sei disso senhor, há o momento certo para que aconteça...
  - Exatamente... Quero que me prometa que vai cuidar bem da nossa menina e que... Vão sempre usar proteção
  - Claro que sim, senhor. E é claro que, se me derem permissão, gostaria de eu mesmo marca a consulta com um ginecologista para Mary, eu gostaria de acompanha-la, para ouvir eu mesmo as recomendações que o medico dará a Mary
  - Acho ótimo que pense assim, e não pense que não precisam mais de permissão pra sair
  - Senhor jamais pensaria isso, Mary esta sobre a guarda de vocês, enquanto ela for de menor e morar com vocês sempre terei que pedir a permissão para sair com ela!
  - Que bom que concorda comigo... Quer falar algo Liz?
  - Apenas que espero que tenham juízo e saibam se controlar – Elizabeth
  - Claro que sim senhora. E eu gostaria de pedir a vocês que deixassem Mary ir a minha casa amanhã, minha mãe também quer conversar conosco.
  - Claro, tem nossa autorização! – Jack
  - Bom, obrigado, tenho que ir agora... Tchau senhor, senhora... Mary
  - Te levo ate o portão... – Mary falou me acompanhando – Viu? Eu disse que daria tudo certo!
  - Sim, me sinto mais aliviado agora que eles sabem e que conversei com eles
  - Ate amanhã
  - Ate – lhe dei um beijo e fui embora.

            Eu fui diretamente para minha casa, queria pensar em tudo o que Matheus me disse, é obvio que eu confio em Mary, mas, sei do que aquele cara é capaz para conseguir uma garota... Por isso tenho tanto medo de perder a Mary... Eu não quero perdê-la!

(...)

            No dia seguinte, assim que cheguei na escola fui procurar por ela, imaginei que ela estaria naquele armarinho velho e fui diretamente para lá, mas, não gostei de vê-la ali conversando com Matheus... Pelo menos ela estava a uma certa distancia dele...

  - Bom dia querida – me sentei no meio dos dois e a beijei
  - Bom dia amor – sorriu
  - Bom dia... Matheus – o olhei serio
  - É... Bom dia... – falou olhando para o lado – Bom, obrigado por me emprestar o caderno Mary, vou indo agora, como Michael mesmo disse ontem, ninguém gosta de ficar segurando vela...
  - Okay... Ate mais – Mary falou o olhando
  - Ate... – falou se afastando
  - E ai querida, vai ir lá em casa hoje?
  - Vou sim... Mas... O que será que sua mãe vai falar?
  - Vai apenas nos aconselhar... Fique tranqüila – fiz ela deitar a cabeça em meu peito
  - Esta bem... Bom, e você? Já parou de se preocupar com Matheus?
  - Não...
  - Michael... – me olhou triste
  - Não é que eu não confie em você Mary, você é uma das pessoas em quem eu mais confio, mas eu sei muito bem o que aquele garoto é capaz para ter você ou qualquer outra garota! Tenho medo por você! Aquele garoto é louco!
  - Eu vou ficar bem okay? E vou ficar ao seu lado!
  - Sei que não me trairia Mary... Mas... É uma coisa que esta dentro de mim, eu me sinto inseguro!
  - Pois não fique, eu estou aqui!
  - É, mas... Antes estava aqui com ele! Conversando com ele! Mary se afaste dele, por favor, eu estou te pedindo de todo meu coração, eu não quero te perder!
  - Michael para com isso! Parece que você realmente não confia em mim! Não posso me afastar dos meus amigos só por que não se dão bem!
  - Mas... Mary...
  - Michael você precisa cofiar em mim, eu nunca deixaria que outra pessoa além de você, me beijasse ou me tocasse...
  - Você não vê o jeito que ele te olha? Mary ele esta louco por você! Prece que esta te comendo apenas com o olhar, acha que eu gosto disso? Acha que eu gosto de saber que você conversa “amigavelmente” com alguém que a deseja? Droga Mary! Eu sei que você não tem intenção de me trair, mas ele é louco!
  - Quer saber? Conversamos depois, não quero brigar com você! – falou descendo do armário e logo ia saindo de perto de mim
  - Mary espera! Mary! – fui atrás dela, mas ela apenas saiu correndo e se afastou de mim – Droga!

            O sinal tocou alguns minutos depois e eu apenas segui para minha sala, antes dei uma passada na sala dela e vi que ela não estava lá, provavelmente matando aula no térreo... Achei melhor não ir atrás dela...

            As aulas foram passando e em todas eu ficava olhando para porta, na esperança de vê-la passar para ir para sala, mas ate o intervalo isso não aconteceu...

            Então, no intervalo eu resolvi ir ate o térreo e eu tinha razão, assim que cheguei no ultimo degrau eu ouvi a voz dela, talvez estivesse conversando com uma amiga...

  - Mary... – falei aparecendo, mas logo parei de andar vendo Matheus do seu lado
  - Michael...
  - Esquece, depois nos falamos! – falei dando meia volta
  - Michael! – ouvi ela me gritar, mas continuei andando

(...)

  - Hey cara por que esta assim? Não prestou atenção em nenhuma aula! – Mathias falava no ultimo horário
  - Nada... Só... Não devia ter levantado da cama hoje, só isso.
  - Problemas?
  - Sempre tenho...

            Assim que o sinal tocou e eu fui para o portão e esperei Mary por lá

  - Mike... – ouvi a voz dela e apenas a olhei – Estava chorando?
  - Vamos indo – limpei meus olhos e segui a direção para minha casa
  - Mike espera! Vamos conversar!
  - Esqueça isso Mary! Não quer se afastar dele não se afaste! Não posso fazer nada a respeito... – comecei a andar mais rápido
  -...

(...)

  - Trancado também... Vem, entra, esta arrumando chuva, ficamos lá dentro... Estranho isso de chuva no verão... – falei abrindo a porta e logo deixei que ela entrasse, ela passou por mim de cabeça baixa e logo se sentou no sofá da sala – vou trocar de roupa, já volto
  - Okay... – sussurrou eu segui para o meu quarto, troquei de roupa e voltei para sala, logo liguei para minha mãe, ela me disse que teve que ir a clinica em que trabalha e que chegaria as 13:00 mais ou menos, então logo desligamos.
  - Ela só vai voltar lá para uma hora mais ou menos... Vou preparar o almoço
  - Eu vou pra casa, volto depois
  - Vai começar a chover, trouxe guarda-chuva?
  - Não...
  - E eu não sei onde deixei o meu, se quiser ficar... Não me importo – segui para a cozinha pra preparar o almoço, minha mãe já tinha adiantado bastante coisa, era só acabar de fazer o arroz e o feijão, a carne já estava pronta e ela fez uma salada...
  - Quer ajuda? – Mary falava baixo, chegando na cozinha
  - Não... Obrigado... Minha mãe já adiantou tudo, só tenho que fazer o arroz e o feijão... Logo estará pronto!
  - Vai mesmo ficar me tratando assim?
  - Assim como?
  - Com indiferença... Michael você tem que confiar em mim
  - Eu só pedi para que se afastasse dele, pedi com a maior educação do mundo Mary, mas você é quem se irritou e se afastou de mim, foi você que saiu correndo quando te chamei e depois ficou desabafando com a pessoa que esta causando essa nossa briga! Que droga Mary! O que você faria se fosse comigo? Se uma das meninas que você não gosta lá da escola chegasse para você e falasse que ia nos separar e que iria ficar comigo... O que você iria me pedir? – me virei para ela
  - Que se afastasse dela... – sussurrou
  - E por que me pediria isso?
  - Por que...
  - Por que não iria confiar em mim?
  - Não, claro que não! Eu teria medo! Ficaria insegura!
  - Então por que você acha que eu não confio em você? Será que você não percebe que eu estou com medo? – gritei em desabafo chorando e logo cai sentado na cadeira
  - Mike... – andou ate mim segurando meu rosto – Olha para mim!
  - Esquece Mary, eu já entendi que não vai se afastar dele okay? Esquece!
  - Se coloque no meu lugar também Michael, poxa! Eu conheço o Matheus há dois anos, ele é um dos poucos amigos homens que eu tenho! E você? Iria querer se afastar de uma amiga assim?
  - Acredite... Eu faria qualquer coisa por você, deixaria todas as garotas de lado por você... Nesse um mês que estamos juntos... Quantas vezes me viu conversando com as meninas da escola igual a antes?
  - Nenhuma...
  - Sabe por que eu não converso mais? Por que eu me afastei! Por que sabia que você não iria gostar! Eu também tinha amigas de vários anos ali Mary, mas eu me afastei, me afastei por você! Mas... Então por que... Quando eu te peço para se afastar do Matheus... Você não me ouve?
  -...
  - Vamos esquecer isso, passou, pode continuar conversando com ele, você é minha namorada, não minha propriedade... Não posso mandar em sua vida... – falei voltando a ficar em pé em frente ao fogão para olhar o feijão.
  - Me desculpa...
  - Vamos esquecer isso okay? Já passou... – falava ainda de costas para ela
  - Eu vou me afastar dele okay?
  - Não precisa, se quer que eu prove que confio em você, muito bem, eu provo, não precisa se afastar dele!
  - Michael, por favor, não fica chateado, eu vou me afastar dele!
  -...
  - Vou me afastar por que não quero continuar brigando com você! Eu te amo! Por favor, me desculpa! – me abraçou por trás e eu apenas me virei para ela depois de desligar as panelas
  - Não precisa me pedir desculpas Mary... Eu... Só queria que você entendesse o meu lado, como eu me sinto! Você é linda e pode ter qualquer garoto neste mundo a seus pés... É por isso que tenho tanto medo
  - Eu só quero você! – me beijou – Só você! Vou me afastar dele okay?
  - Obrigado! – a abracei forte e logo a beijei com vontade, céus eu odiei ter essa briga com ela!

            Eu a peguei no colo e logo a levei ate o meu quarto, a deitei na cama e voltei para fechar a porta

  - Mike! É arriscado!
  - Ainda é onze e quarenta amor, minha mãe só vai chegar uma hora!
  - Mas... E se ela chegar antes? – se sentou na cama
  - Não vai... – caminhei ate a cama me sentando de frente para ela – Mas eu vou entender se não quiser, é como eu te disse antes, eu nunca levaria você a fazer isso apenas por que eu quero!
  - É claro que eu quero me entregar novamente Mike
  - Então vamos nos amar querida, minha mãe não vai chegar agora! – falei fazendo ela deitar novamente me deitando por cima dela distribuindo selinhos pó seu pescoço
  - Mas... Você tem camisinha aqui?
  - Hunrum, o bastante para um dia inteirinho!
  - Michael!
  - Haha calma, é brincadeira, querida. Tenho umas duas ali. Sei que não podemos demorar muito hoje – lhe dei um beijo enquanto começava a tirar a camisa escolar dela a deixando de calça e sutiã – Eu já lhe disse que é muito linda?
  - Já!
  - Mas direi de novo! Você é linda!
  -... – ela apenas sorriu e tirou minha blusa, eu mordi o lábio e voltei a beijá-la enquanto apertava seus seios por cima da peça intima a fazendo suspirar. Levei minhas mãos ate as costas dela desabotoando seu sutiã e logo o tirando, levei minha boca ate seus seios começando a sugá-los com gana a fazendo agarrar meus cabelos e me dar leves puxões de cabelo enquanto gemia baixinho. Me ajoelhei na cama sorrindo e logo tirei a calça dela, levado a calcinha junto, logo, ela estava nua em minha frente.

            Admirei todo seu corpo enquanto o alisava, logo, levei minhas mãos ate a parte interna de suas coxas fazendo-a separar as pernas e me dar um visão perfeita de sua vagina, mordi o lábio sorrindo e me abaixei ficando “cara a cara” com sua intimidade. Lambi toda sua extensão ouvindo Mary gemer baixo em resposta, comecei a sugá-la e a estimular seu clitóris fazendo Mary gemer mais alto e segurar meus cabelos novamente, ela contorcia o corpo, em alguns minutos assim, Mary derramou-se em minha boca.

  - Que delicia amor! – sussurrei distribuindo selinhos por seu corpo, ate chegar na boca dela e beija-la

            Mary levou suas mãos ate minha calça começando a desabotoá-la, em questão de segundos, ela já tinha tirado minha calça e cueca e começava a me masturbar me fazendo gemer próximo a seu ouvido

  - Mary, eu tenho que te amar agora! – eu já estava louco para estar dentro dela, queria fazê-la gemer novamente, queria poder satisfazê-la novamente.
  - Onde esta a camisinha? – sussurrou em meu ouvido

            Eu abri a gaveta do criado mudo e peguei a camisinha que ali tinha, Mary a tirou de minha mão e a abriu, logo começou a desenrola-la em meu membro e eu a observei sorrindo. Me posicionei entre suas pernas e com calma a penetrei, ela prendeu as unhas em minha nuca e fechou os olhos

  - Esta machucando?
  - Não. Continua, por favor.

            Eu comecei com o movimento de vai e vem a arrancando gemidos e suspiros, mas em certo momento, ela mexeu os quadris contra meu corpo de forma tão deliciosa que eu não pude conter meu gemido e não pude deixar de aumentar a velocidade e a força.

            Mary era maravilhosa, eu adorava me afundar em seu corpo, ouvir seus gemidos...

            Eu a sentia arranhar minhas costas enquanto gemia alto e eu gemi junto com ela sentindo meu orgasmo vir com força.

            Parei meus movimentos, mas permaneci dentro dela por algum tempo, mas logo deitei ao seu lado tirando a camisinha e limpando meu membro com minha cueca

  - Você só limpa isso com a cueca? – riu
  - Não tem papel aqui sabia? – ri com ela – Ta vendo o que você fez? Matou mais um filho meu!
  - Hahaha! Terá outros!
  - Com você não é?
  - Adoraria... Mas bem lá na frente!
  - Claro que sim, um filho agora nem dá!
  - Não mesmo! – falou respirando fundo
  - Desculpa por tudo okay? Eu agi como um idiota!
  - Não, você estava certo, eu é quem peço desculpas – me abraçou
  - Não quero te perder Mary, é só por isso que agi daquele jeito!
  - Eu entendo, meu amor. Sei disso! Eu também não quero te perder
  - Vem, vamos tomar um banho
  - Okay... 

            Seguimos para o banheiro que eu tinha no quarto e depois desse banho rápido fomos almoçar, e depois ficamos conversando e trocando beijos e caricias na sala, Mary ficava deitada em meu peito enquanto eu alisava seu cabelo.

(...)

  - Michael, esta em casa? – Mamãe falou ao abrir a porta
  - Aqui mamãe, na sala- respondi e Mary se sentou no sofá
  - Oh menina Mary, desculpe faze-la esperar
  - Não se preocupe, Dani, esta tudo bem.
  - Bom... Acho que precisamos conversar
  - Sim...
  - Eu não vou tomar muito de se tempo, não vou dizer nada que já não tenha lhe dito, Michael.
  -... – eu apenas assenti junto a Mary
  - Mary, vocês dois são muito novos, e entraram neste mundo agora, sei que parece tentador, mas eu peço a vocês dois que vão com calma, não apressem as coisas.
  - Claro... – Mary falou assentindo
  - Peço também que vão a um medico e que sempre usem proteção
  - Claro... Sabemos disso, não queremos ter uma gravidez inesperada.
  - Não falo apenas de gravidez, menina, falo também de doenças! Tomem cuidado, é tudo o que eu peço!
  - Sim senhora.

(...)

            Mary foi embora assim que acabamos de conversar com minha mãe, e eu fiquei em meu quarto pensando em tudo o que tinha acontecido neste dia ate dar a hora de eu trabalhar.

            Por Mary:

            Depois de chegar em casa, eu me tranquei em meu quarto pensando em tudo o que eu havia discutido com Michael, ele estava certo, eu realmente tenho que me afastar de Matheus, não apenas por causa das brigas que estou tendo com Michael, mas também por conta de não querer dar a ele esperanças... Eu não quero perder Michael...

            No outro dia, na escola, assim que eu cheguei Matheus veio falar comigo, e eu resolvi falar de uma vez que era para nós nos afastarmos.

  - Aqui, Mary, seu caderno, obrigado.
  - Okay, ehh Matheus... Não é por nada não, mas, eu descobri por que o Michael não gosta de você, sei que já não se davam bem, mas agora ainda menos, sei que disse para ele que iria nos separar para ficar comigo
  - Mary tenta entender... Estou louco por você!
  - E é exatamente por isso, que eu acho melhor nos afastarmos, eu não quero lhe dar esperanças...
  - O Michael te pediu isso? Pediu para você se afastar de mim? Ta vendo? Nem confiar em você ele confia!
  - Olha, o Michael não me pediu nada, apenas disse que não queria me perder e ele não vai! Eu quero me afastar de você e espero que você entenda e que não insista nisso!
  - Mas... Mary! Somos amigos há dois anos, você conhece o Michael há um mês! E há um mês vocês namoram! Não acha que comigo poderia dar mais certo?
  - Não! Não acho!
  - Por que não?
  - Por que não é você quem eu amo!
  -...
  - Desculpa, mas é melhor assim...
  - Mary... Mary eu posso te fazer feliz... Por favor... – segurou meu braço para que eu não saísse
  - Por favor Matheus, me solta
  - Mary...
  - Solte-me!
  -... – ele apenas me soltou
  - Vai ser melhor assim okay?
  -...

            Eu me afastei dele e fui para o armário em que costumava me sentar pra conversar, vi Michael parado na janela

  - Oi Mike – fiquei a seu lado
  - Oi... Estava falando com ele que iria se afastar?
  - É... Estava vendo a gente?
  - Sim... Obrigado Mary... Me sinto mais seguro, talvez assim, ele desista de vez!
  - Tudo bem, me desculpe por ter sido teimosa!
  - Esta tudo bem agora, vem cá – me abraçou.

            Eu não contei a Michael que Matheus ficou tentando se aproximar de mim por mais ou menos uma semana, mas fiquei feliz quando ele parou, e eu só não contei a Michael, por que sabia que ele iria acabar arrumando confusão com Matheus... Mas agora eu não me preocupava mais, Michael voltou a ser alegre como antes, estava mais feliz e eu adorava vê-lo assim. A cada dia que se passava eu o amava mais e mais.

Capitulo 9



Mais um mês se passa, de vez em quando, eu levava Mary para passear, ou íamos na nossa base secreta e nos amávamos, era maravilhoso conhecer este mundo juntos, ela já tinha ido ao medico e eu pude acompanhar a consulta, ela agora tomava anticoncepcionais, mas de todo jeito usávamos a camisinha, achávamos mais seguro.

            Era fantástico quando dizíamos nossas fantasias e as realizávamos depois, Mary se afastou de Matheus e pelo jeito, ele havia desistido de nos perturbar, e a cada dia que se passava, eu gostava ainda mais de Mary...

  - Mary, eu realmente sinto muito!
  - Mike não tem problema, eu entendo que tenha seus compromissos!

            Eu estava me desculpando com ela, pois, tinha combinado de passar o próximo dia com ela, mas terei que cobrir outro funcionaria na doceteria...

  - Me desculpa
  - Esta tudo bem, seu bobo! Olha, Você vai trabalhar amanhã, e eu vou sair com algumas amigas okay? Saímos outro dia
  - Esta bem... Tenho que ir agora... Vou descansar um pouco...
  - Esta bem, bom descanso. Eu te amo – me beijou e eu fui embora.

Por Mary:

            Esses dois meses que estou com Michael, são os melhores meses de toda minha vida, a cada dia que passa eu sou ainda mais feliz! Era tão mágico quando nos amávamos, ou quando apenas ficávamos abraçados, assistíamos aos filmes, conversávamos, riamos, brincávamos... Era realmente surpreendente como Michael me completa.

            No outro dia, após a aula, me despedi de Michael que iria trabalhar ate as seis da tarde e segui para minha casa para me arrumar, iria sair com algumas amigas...

  - Oi – falei animada chegando perto de Luana
  - Oi Mary! Olha alguns garotos vão também, tem problema?
  - Não, peguete novo?
  - Talvez haha! Ah é! A Leide não pode vir, vai sair com o Mathias, disse que hoje talvez seja decisivo para eles, se vão namorar ou não
  - hummm – rimos - Então somos, eu, você, a Paola – que mexia no telefone ao canto - e quem mais?
  - E nós três – Matheus falou chegando por trás de mim junto a Lucas e Tobias
  - Ma-Matheus? Não sabia que era você o novo carinha da Luana
  - Não sou – riu – é o Lucas – apontou para o “casal” que já se beijavam
  - Então é o da Paola?
  - Não, Mary. Estou solteiro ainda...
  - Ah... Claro...  Paola – fui ate ela – não desgruda de mim! Não quero que Matheus tente algo!
  - Esta bem...

(...)

Fomos ate uma sorveteria e ficamos conversando, mas me senti incomodada de ter que sentar ao lado de Matheus, mesmo que Paola estivesse do meu lado...

Ficamos conversando naquela sorveteria ate as cinco e meia, então eu resolvi ir embora

  - Meninas, eu vou indo, eu lembrei que tenho um dever de casa...
  - Esta bem Mary, ate amanhã
  - Ate...
  - Espera Mary, vou com você, meu pai acabou de mandar uma mensagem, tenho que ir ate ele... – Tobias falou se levantando, eu apenas assenti feliz por Matheus não vir junto e logo sai com Tobias da sorveteria.

Depois de andarmos alguns quarteirões, Tobias puxou conversa:

  - Parecia meio tensa hoje Mary
  - É o Matheus... Eu prefiro me afastar dele...
  - Por quê?
  - Porque uma vez ele disse ao Michael que iria me tirar dele
  - Entendi...
  -...
  - Mas se esse é o caso, não é só com ele que deve se preocupar, muitos garotos estão afim de você lá na escola...
  - Mas eu só quero o Michael!
  - Bom... Tem garotos que são como o Matheus, quietos e calculistas, e tem os que são iguais a mim, direto ao ponto – falou parando de andar e me agarrando, eu logo me livrei de seus braços e lhe dei um tapa – hummm... Garota safada, adoraria te provar – riu me agarrando novamente – Vamos Mary, estamos bem na porta de um motel, vamos pegar um quarto sim?
  - Me solta! Seu nojento! Me solta!
  - Solta ela Tobias – ouvi a voz de Matheus e logo vi ele aparecer, Tobias apenas me soltou
  - O que foi Matheus? Se você não consegue, deixe os outros tentarem
  - Saia daqui!
  - Aff, pensei que fosse meu amigo! – Tobias falou saindo
  - Você esta bem?
  - Não! Ele tentou abusar de mim!
  - Eu sei... Fique calma – me abraçou de lado – vamos, vou te levar para casa
  -... – eu apenas comecei a andar com ele de cabeça baixa, mas, depois de darmos uns três passos, ele parou, eu o olhei e o vi olhar serio para frente, virei o rosto para a direção que ele olhava e vi Michael parado com as mãos em punho. – Michael! – corri ate ele chorando e o abraçando forte
  - Me solta! – me afastou dele bruscamente
  - O que foi Michael?
  - Você ainda pergunta? Mary eu estou vendo você andando abraçada com o Matheus saindo de um motel! E ainda me pergunta o que que foi? Esta querendo me zoar?
  - Michael não é nada disso!
  - Não? Então o que é Mary? Me explica, diz na minha cara que esse prédio ai atrás não é um motel, diz para mim que esse cara ai não é o Matheus e diz para mim que não estava andando abraçada com ele!
  - Michael eu... Eu...
  - Você me disse que iria sair com amigas, mas pelo jeito, estava transando com o seu amiguinho não é?
  - Michael não! Matheus! Matheus explica para ele!
  - Explicar o que Mary? Ele já disse tudo, por que não assumimos isso logo? – Matheus falava fazendo gestos com as mãos
  - O que? – falei pasma – Michael não acredita nisso!
  - Você disse que me amava Mary – falava andando de costas – disse que queria ter filhos comigo – continuava a se afastar – por que fez isso então?
  - Michael... Me escuta por favor
  - Eu me entreguei a você! De corpo e alma! Quer saber? Matheus, ela é toda sua, mas não se engane, se ela me traiu, é capaz de te trair também! – falado isso ele se virou para sair andando, mas, do nada, um carro o atropelou



Capitulo 10

  - Michael! – gritei apavora correndo ate ele, que caiu um pouco a frente do carro que parou e o motorista logo desceu – Michael você esta bem? – falava preocupada, ele não sangrava, mas se contorcia de dor segurando a perna
  - Garoto! Olhe por onde anda! Esta vendo? Deve ter quebrado a perna! – o motorista do carro falava olhando a perna de Michael
  - Por que fez isso Mary? Por que me traiu? Por que mentiu pra mim? – Michael falava chorando com as mãos no rosto
  - Michael acredita em mim! Eu não fiz nada disso!
  - Eu me dediquei por inteiro à você, para... Você me trair? Eu estava indo na sua casa agora, queria lhe dar essa droga de colar! – jogou o colar que estava em seu bolso para mim – E pego você saindo de um motel com o Matheus?
  - Michael... – falei surpresa, aquele não era qualquer colar, era um colar da geração da família dele, cada moça que ganhava aquele colar... Significava que o rapaz a pedia em casamento... – Michael eu não te trai...
  - Para de mentir! – gritou furioso
  - Eu tenho que te levar a um hospital! – o motorista falou aproveitando os silencio que ficou após o grito dele, o pegou no colo e o colocou no carro
  - Deixe-me ir junto, por favor! – pedi ao homem
  - Eu... Eu... – gaguejava me olhando e olhando para Michael
  - Não! Não a quero por perto! Por favor senhor, me desculpe esse transtorno, mas por favor, não a leve  junto! – Michael pedia chorando
  - Desculpe garota... – o motorista falou entrando no carro e logo saindo dali
  - Matheus! Por que fez isso? Por que falou para ele aquelas coisas?
  - Por que eu te amo Mary, nunca quis que ele fosse atropelado, mas eu faria de tudo para ficar com você!
  - Não! Eu tenho nojo de você ouviu? Nojo!
  - Pois se você não for minha, Mary, pode ter certeza que eu vou te colocar no fundo do poço! – falou serio e logo saiu dali

Por Michael:

Eu chorava em silêncio dentro daquele carro, como ela foi capaz de fazer tal coisa? Por que ela fez isso?

  - A dor ainda é muita garoto? – James, o homem que me atropelou perguntou
  - Não ligo para essa droga de perna! Eu só queria esquecer aquela cena!
  - Quer... Desabafar?
  - E que conselho você poderia me dar? Por acaso já pegou a mulher que ama saindo de um motel com o cara que mais odeia no mundo?
  - N-não...
  - Eu quero morrer! Devia ter passado por cima da minha cabeça quando eu cai no chão! Eu preferia estar morto!
  - Ca-calma Michael – eu tinha dito meu nome a ele - você é jovem, vai superar!
  - Superar? E como vou fazer isso? Aquela era minha primeira namorada, a garota com quem perdi a virgindade e de quem tirei a virgindade, é aquela garota a quem eu estava prestes a pedir em casamento!
  -...
  - Como vou superar essa droga?
  -...
  - Eu só quero morrer!
  - Chegamos...

Ele me tirou do carro e me levou ate a recepção, eu não conseguia mover a perna esquerda, mas não acho que estava quebrada, logo um medico veio me atender.

  - Não esta quebrada, apenas a destroncou, teve sorte! – disse o medico – Vou ter que puxa-la, vai aquentar ai rapaz?
  - Puxa logo...
  - Okay... – o medico me sentou em uma maca e logo levantou minha perna, e de uma vez a puxou, doeu, claro, mas eu não gritei, não havia dor pior a que eu sentia em meu coração. – Garoto forte – riu – no maximo, em uma semana a dor vai ser totalmente suspensa, já que quase cortou um dos nervos... Seria perigoso de tivesse cortado...
  - Você tem veneno ai?
  - O que disse?
  - Eu só quero morrer! Pelo amor de Deus me dê um veneno!
  - Ahh Doutor, ele não esta muito bem, não fala coisa com coisa, será que... Teria como entrar em contado com a mãe dele? Ele já lhe deu os dados não é? - James
  - Sim... Já ligaram para ela e ela já esta a caminho
  - Ótimo, eu vou indo então. Desculpe-me tê-lo atropelado Michael, boa sorte com... Tudo aquilo

  - Deveria ter me matado!

Capitulo 11

            Em meia-hora minha mãe chegou, preocupada e perguntando o que havia acontecido

  - Só destronquei a perna, já estou bem, já posso andar, ainda dói um pouco, não se preocupe, podemos ir? – respondi a ela antes que ela me fizesse qualquer pergunta

            Minha mãe me conhece e sabe quando eu não estou bem e não quero falar nada então, apenas assentiu e me levou para casa. Assim que chegamos na mesma eu me tranquei em meu quarto e chorei ate não poder mais, chorei ate não aquentar mais e cair no sono.

            O que aconteceu comigo depois disso? Absolutamente nada. Mary? Não veio me procurar, nem me ligou, talvez já estivesse com Matheus, e eu já não tinha disposição para nada, eu contei a mamãe sobre o termino, mas não contei o motivo, se eu comia, era apenas por que minha mãe implorava e eu não gostava de vê-la triste, eu quase não saia do meu quarto, e se saia era apenas para ir trabalhar. Já tinha três semanas assim, quase um mês, o verão já estava acabando, mas ainda assim fazia muito calor... Eu nem tenho ido a escola...

  - Mike... Tem visitas
  - Quem? – falei desanimado, a ultima coisa que eu queria, era ver alguém.
  - O pai da Mary
  - Jack esta ai? – olhei para porta onde minha mãe estava e o vi ao lado dela – Senhor... O que quer?
  - Podemos conversar?
  - Se puder ser rápido, estou prestes a sair...
  - Vai sair meu filho? – minha mãe falou feliz
  - Tenho que ir ao trabalho mais cedo hoje...
  - Não se preocupe rapaz, serei rápido. Daniela, poderia nos deixar sozinho? – perguntou a minha mãe
  - Claro, com licença. – mamãe se retirou e Jack fechou a porta, logo apontei para uma cadeira para ele e ele se sentou.
  - Michael... Mary me contou o que aconteceu... Depois de muito insistir ela contou
  - Não me lembre disso – pedi arrumando a mochila que levo para o trabalho
  - Você procurou ouvir ela?
  - E para que? Senhor Jack me desculpe, mas eu vi sua filha andar abraçada com o cara que eu mais odeio no mundo, e eles estavam saindo de um motel!
  - Eles não entraram no motel...
  - hahaha – gargalhei – então fizeram na rua?
  - Escuta aqui rapaz – se levantou e eu me arrependi do que disse de imediato – minha filha não é nenhuma vagabunda ouviu bem? Ate hoje, você foi o único na vida dela, eu deixei que você entrasse na minha casa, que namorasse minha filha, permiti o desejo de vocês terem relações, e tudo o que pedi em troca, foi você respeita-la e pedi que nunca a fizesse chorar, não a ofenda desta maneira!
  - Se coloque no me lugar, se pegasse sua mulher, com todo respeito falando, saindo de um motel com o cara que você odeia, o que você faria?
  - Eu entendo o seu lado, rapaz, entendo mesmo, mas se fosse comigo, eu iria procurar saber a verdade
  - E qual é a droga da verdade?
  - Deve descobrir sozinho... Sabe onde reencontrar Mary, só não quero que volte a minha casa...
  -...
  - Tchau – se retirou e pela janela, pude vê-lo sair e ir embora alguns segundos depois.
  - Terei que ir a escola... – pensei alto


(...)

No outro dia de manhã, eu acordei praticamente suando, estava morrendo de calor, mal deu 6:00 e já estava claro como meio-dia....

Me arrumei e nem tomei café, apenas segui para escola.

 (...)

  - Calor, suor, pessoas, pessoas, calor, suor, calor, pessoas, suor, calor... – resmungava enquanto chegava no portão da escola. Fui direto para minha sala, mas não havia ninguém, estranhei, pois já havia batido o sinal quando cheguei.
  - Não teve sorte, Michael, sua sala resolveu fazer um “paredão” – falou o vice-diretor
  - Que ótimo – resmunguei
  - Venha, ficara na sala B, já que não posso libera-lo agora.
  -... – Na sala dela... Será que ela veio?

            Segui o vice-diretor ate a sala B e a vi sentada, triste, seu olhar se levantou e quando me viu ela quase chorou, e eu também. Por ironia ou acaso, tive que me sentar na frente dela

  - Você veio... – falou meio tensa
  - Que má sorte a minha ficar aqui... – eu não queria dizer isso, mas não pude evitar, ainda estava furioso.

Com o passar das aulas, eu prestei atenção no que os alunos sussurravam

“Ainda não acredito nisso” “mas é verdade! Para o Tobias foi 100$ e para o Matheus foi 50$” “nunca pensei que ela desceria à esse ponto” “realmente, pedir dinheiro para fazer sexo...” – um grupo de meninas falavam, olhei para o outro lado e ouvi um grupo de garotos comentar – “Eu também pagaria, a Mary é gostosa, mas nunca pensei que ela fosse garota de programa” “Tobias e Matheus são caras de sorte, ela agora só fica negando, e dizendo que não é verdade, uma puta não é mesmo?” e riram, eu olhei para trás para Mary por breves instantes e a vi tremendo e cabeça baixa, ela sussurrou algo que eu não consegui ouvir, olhei para seu caderno e a vi escrever “me ajuda, por favor”

            Estavam chamando ela de puta? Mas... Por quê? Eu tinha que fazer algo!

  - Escutem! – falei me levantando e todos olharam para mim, incluindo o professor – Por que estão falando assim dela? O que diabos deu em vocês? Olhem para mim! Eu sou aquele aluno que não vem na escola praticamente há um mês... Sou aquele aluno que faltou por que quis, sou aquele aluno ridículo que não presta atenção em nada, sou aquele aluno que não perdeu nota por que sei invadir o sistema da escola – eu realmente sabia – então... Por que ficar falando dela? – apontei para Mary – Ela que vocês vêem todo dia, do que falar de mim? Não era para eu ser o assunto do momento? – mais comentários em baixo e o professor me mandou sentar – Eu já namorei a Mary...
  - E foi traído – um garoto falou rindo
  - Eu posso falar varias coisas dela – ignorei o comentário –, mas... Se eu posso afirmar qualquer coisa sobre ela... – a olhei e ela me olhava assustada e ainda tremendo – É que ela nunca se rebaixaria ao ponto de pedir dinheiro em troca de sexo – ainda mais sussurros
  - Você não a pegou saindo do motel com Matheus? – perguntou uma menina
  - Ah é? Matheus, você transou com essa garota?
  - Ela me cobrou 50 pratas – riu
  - É? Então pode dizer que conhece o corpo dela...
  - Sim... – continuava rindo
  - Então, onde a Mary tem uma cicatriz no corpo? Se você a tocou, se transou com ela como diz, deve saber, e você também, Tobias.
  -... – nenhum dos dois disse nada
  - Como não sabem? Pensei que tivessem transado com ela...
  - Procurei me satisfazer e não olha-la! – se defenderam
  - Mas deveriam saber por que a droga da cicatriz é bem na coxa, bem perto da virilha!
  -...
  - Vocês não transaram com ela...  – fiz uma pausa olhando para eles me dando conta da burrice que eu fiz – Não é?
  -...
  - Não é? –gritei
  - Não, não transamos...
  - Ela nunca pediu dinheiro em troca de sexo... Não é?
  - Não... – Matheus falava tremendo de raiva
  - E vocês só fizeram isso... Por que queriam me separar de Mary... E como ela não quis ficar com vocês... Mentiram, colocando-a numa posição de puta... Não é?
  - É...
  - Então, peço a todos vocês imbecis fofoqueiros, que limpem a droga do nome de Mary! – falei nervoso e logo sai da sala ouvindo todo mundo cochichar e logo vaiar Matheus e Tobias.


Capitulo 12

Eu segui para o térreo e fiquei olhando para o nada, pensando em toda burrice que eu fiz, ate sentir alguém me abraçar, eu me virei e vi Mary de cabeça baixa, ela já havia me soltado.

  - Mary...
  - Obrigada por me ajudar...
  - A culpa disso tudo é minha, eu fui um imbecil! Fui o pior de todos...
  - Realmente... Você não quis me ouvir e tirou conclusões precipitadas
  - Desculpa... Por toda merda que eu fiz...
  - Como esta sua perna?
  - Eu só tinha destroncado...
  - Então... Por que faltou todos esses dias? Tem idéia do quanto eu precisei de você?
  - Eu quase não saia do quarto, quase não comia, eu perdi cinco quilos!
  - Realmente esta mais magro...
  - Esse boato... Há quanto tempo ele esta... Rodando?
  - Começou um dia depois do dia que você foi atropelado
  - E tem passado por tudo sozinha?
  - A quem eu iria pedir ajuda? Se eu fosse te procurar, provavelmente iria concordar
  - Jamais faria isso! Eu te conheço e sei que não se rebaixaria assim!
  - Por que não quis me escutar então?
  - Eu não sei! Ver você andando abraçada com ele, em frente aquele motel... Fiquei fora de mim!
  - Eu só estava daquele jeito, por que minutos antes Tobias tentou abusar de mim, tentou me arrastar para aquele motel, mas Matheus me ajudou, ou eu pensei que tinha ajudado, acho que eles já tinham tudo planejado!
  - E as meninas? Suas amigas, como reagiram?
  - Acreditaram em tudo o que eles disseram e nem conversam mais comigo
  - Por Deus!
  - A única que me restou foi a Leide... E o Mathias também, ele ate queria te falar, mas eu implorei para que não o fizesse...
  - Me desculpa
  - Ok...
  - Esta me desculpando mesmo?
  - Para que guardar rancor, não é?
  - Obrigado Mary! – a abracei forte – Obrigado!
  - Michael – ouvimos a voz do vice-diretor e logo olhamos na direção da voz, o vimos ali com o diretor – Mary, vá para sala, ainda não esta no intervalo, e você, Michael, vai nos explicar essa historia de invadir a segurança da escola e mudar suas notas (o professor de Mary é realmente um fofoqueiro ¬¬ )
  - Ok... – concordamos
  - Te espero no final da aula...
  - Seu pai não quer me ver nem pintado de ouro Mary
  - Vai lá em casa hoje, conversaremos lá
  - Ok


Por Mary:

Flashback:

  - Não! Eu tenho nojo de você ouviu? Nojo!
  - Pois se você não for minha, Mary, pode ter certeza que eu vou te colocar no fundo do poço! – falou serio e logo saiu dali

Eu entrei em desespero, em Marybel havia apenas dois hospitais, mas, para qual aquele cara levou Michael?

Eu não acreditava nisso, eu fiquei andando pelas ruas, chorando de cabeça baixa pensando em tudo o que tinha acontecido enquanto segurava com firmeza o colar que Michael jogou para mim

  - Eu teria aceitado Michael! – pensava alto entre o choro, sabendo do significado daquele colar.

Depois de muito andar, eu fui para casa, cheguei totalmente exausta, e eu só queria ficar sozinha!

  - Mary? Querida o que houve?
  - Nada papai, por favor, me deixa sozinha
  - Mary! Querida você não para de chorar, olha para mim, me diz o que aconteceu!
  - Só me deixa! – sai correndo ate o meu quarto e lá me tranquei.

(...)

No outro dia, eu apenas fui a escola para ver se ele estava lá, e continuaria a fazer isso dia após dia, para que Michael pudesse me ouvir e descobrir a verdade, mas , logo que a aula começou, eu descobri que seriam longos dias...

  - Você estragou tudo hein Mary? – Luana
  - Do que esta falando?
  - Do que estou falando? Esta todo mundo falando disso! Nunca pensei que fosse se rebaixar assim, não fala mais comigo okay?
  - Luana do que esta falando?
  - Ela esta falando, querida, que você me cobrou cinqüenta pratas para que eu pudesse transar com você, e cobrou cem do Tobias – Matheus falou sentando em minha mesa
  - O que? – falei pasma
  - Oh não se lembra? Você gemeu tanto em meu ouvido...
  - Isso é mentira!
  - Não é não, ate mesmo o Michael viu a gente saindo do motel
  - Não foi isso o que aconteceu e você sabe disso Matheus!
  - Eu sei? – se curvou e logo sussurrou em meu ouvido: - Tudo o que eu sei é que você não quis ser minha garota, agora, vou te colocar no fundo do poço, a escola inteira já esta sabendo que você serviu de puta para Tobias e para mim, e, querida...! Uau! Adorei ouvir você gemer
  - Por que esta fazendo isso? – falei tremendo, estava apavorada
  - Por que eu lhe ofereci o meu amor, e você o descartou sem nem pensar duas vezes, aquente as conseqüências, pelo que eu sei, Michael nunca vira te ajudar...
  -...
  - Mas tudo isso pode acabar Mary, eu posso facilmente limpar seu nome, mas, terá que ser minha garota
  - Nunca!
  - Então, que se dane! – saiu de cima da minha mesa e se sentou em seu lugar, eu olhei em volta e vi todos aqueles olhares maldosos me olhando, as meninas me desprezavam, os meninos agora me olhavam com malicia, a única que me restou, foi a Leide, que em alguns minutos se sentou ao meu lado me dando consolo.

  - É dupla? Eu pago pelas duas! – um garoto falou rindo passando por nós duas
  - Desculpa Leide, você não tem que passar por isso, talvez seja melhor se afastar também
  - Claro que não, querida, somos amigas ate o fim! Não vou te deixar sozinha
  - Obrigada – me permiti chorar a abraçando.
  - Não chora querida, vai ficar tudo bem... Você vai ver, vai dar tudo certo!

(...)

Três semanas infernais se passaram, eu não me alimentava direito, mas ia todos os dias à escola, mesmo passando por toda aquela humilhação, e agora, ate mesmo parte da nossa pequena cidade Marybel já sabia do boato... Mas nada de Michael aparecer...

  - Mary... Querida, me conte o que esta havendo... – meu pai entrou em meu quarto
  - É tanta coisa papai – voltava a chorar
  - Você brigou com Michael? Ele não tem vindo aqui mais, não vejo você conversando com ele ao telefone...
  - Ele terminou comigo papai
  - Mas... Por que ele faria uma coisa dessas?
  - Papai... Quando você anda na rua... As pessoas olham para você como se estivessem te julgando?
  - Às vezes eu percebo isso, mas é só coisa de minha imaginação, mas... Pensando bem, sua mãe também comentou algo a respeito – chorei ainda mais.
  - Me desculpa papai! Desculpa! Isso é tudo culpa minha! Desculpa!
  - Do que esta falando querida?
  - Aquele dia, que eu sai com umas amigas, quando eu estava voltando, um garoto lá da escola, Tobias, ele tentou me arrastar para um motel a força...
  - O que? – ficou nervoso
  - Mas ai, um garoto chamado Matheus me ajudou... Ele ia me trazer em casa, mas tudo não passava de uma farça! Michael viu tudo e entendeu tudo errado, e agora... O Matheus e o Tobias... Eles estão dizendo para todo mundo que eu cobrei para transar com eles
  - Mas que historia é essa? Mary por que não me contou?
  - Desculpa papai, eu estava apavorada, eu estou apavorada!
  - Por que ainda tem ido a escola?
  - Quero ver Michael papai, sei que se eu vê-lo novamente ele vai me escutar! Vou pode esclarecer tudo!
  - E pensa que eu vou deixar você voltar com esse cretino?
  -...
  - Vem cá minha pequena, meu Deus! Passando por tudo isso sozinha... – me abraçou forte e ficou tentando me acalmar enquanto eu chorava descontroladamente, ate adormecer.

No dia seguinte, antes de ir à escola, papai me contou a decisão dele, e eu não questionei, seria bom recomeçar... E nesse dia... Michael foi na aula... E limpou meu nome por lá... Eu iria esperá-lo depois da aula, ainda tínhamos muito o que conversar!

Flashback off:

  - Oi Mary... – Michael chegou na sala novamente, estava bem triste
  - Oi Mike
  - Mais uma vez me desculpa por toda burrada que eu fiz okay?
  - Vai embora? – falei vendo ele pegar a mochila
  - Fui suspenso, por mudar minha nota...
  -...
  - Não se preocupe, estarei no portão te esperando
  - Ok... – falei vendo ele sair.


(...)

Eu ainda estava no intervalo, Leide estava sentada ao meu lado, feliz da vida por meu nome esta limpo, varias pessoas já tinham me pedido desculpas, principalmente os garotos...

  - Mary... – Luana falou chegando ali com Paola – Nos desculpe pelo o que dissemos... Será que ainda podemos ser amigas?
  - Esta desculpada, Luana... Paola. Mas eu percebi que tipo de pessoa vocês são, e não as quero por perto...
  - Entendemos isso... Obrigada por nos desculpar. – se afastaram de cabeça baixa
  - Haha! As metidas do colégio estão de quatro por você! – Leide
  - Eu só quero distancia!
  - Aquele cretino acabou com tudo em Mary? Toda escola já sabe da verdade, mas isso vai demorar um pouco para ser esclarecido na cidade, minha putinha – Matheus falou rindo passando por mim, eu fiquei com uma vontade de lhe acertar um tapa, mas nada fiz.

(...)

No final da aula, eu encontrei Michael no portão e a ida ate minha casa foi completamente silenciosa, ele estava triste, cabisbaixo, quase chorando, eu resolvi não puxar assunto...

  - Acho melhor eu não entrar, seu pai já deixou bem claro que não me quer mais aqui quando foi lá em casa
  - Ele foi lá?
  - Foi ontem...
  - Foi ontem que eu contei ele sobre tudo... Espera um pouco, vou ver se pode entrar, temos que conversar todos, você, meu pai, minha mãe e eu.
  - Ok... – não demorou para que meu pai deixasse Michael entrar, minha mãe não estava em casa, então, teríamos uma conversa a três.
Capitulo 13
            Estávamos todos reunidos na sala, e meu pai começou falando:

  - Então... Conversaram, não é garoto?
  - Sim senhor... Desculpe por tudo o que fiz sua filha passar...
  - Não fui só eu, Michael... – falei
  - Como assim?
  - O boato se espalhou por toda cidade, Michael... Todos olham a Mary torto, me olham torto, olham minha mulher torto, nos olham com indiferença, estão nos julgando apenas com o olhar! - Jack
  - Oh meu Deus... – Michael falou surpreso
  - Na escola... Michael conseguiu limpar meu nome, papai... – falei fazendo-o se acalmar um pouco
  - Pelo menos isso... – falou respirando fundo passando a mão direita pelos cabelos - Já contou a ele a decisão que tomamos Mary?
  - Não papai
  - Que decisão? – Michael perguntou me olhando, eu apenas tirei do bolso o colar que ele me deu e estendi a mão para ele – O colar...
  - Não posso aceitar Michael
  - Mas... Mary! Por favor querida me desculpe! Por favor! Sei que eu fui um idiota, ciumento, ridículo, imbecil, mereço todos os xingamentos do mundo, mas, por favor, me perdoe, querida. Por favor! Eu preciso que você me perdoe! Aceite esse colar!
  - Não posso – falei segurando o choro, ele ainda estava disposto a se casar comigo, mas eu apenas coloquei o colar nas mãos dele
  - O que significa esse colar? - Jack
  - Na minha família... A moça que ganha esse colar esta sendo pedida em casamento – Michael falava chorando
  -...
  - Aceite-o, por favor, Mary!
  - Eu não posso, Michael! Não posso por que eu vou me mudar!
  - Se... Se mudar?
  - Foi essa decisão que eu e meus pais tomamos, não quero mais ficar morando em Marybel, onde todo mundo fica nos julgando e falando coisas as quais são falsas!
  - Para onde vão?
  - Vamos para Paradise City...
  - Paradise City?  Mary isso fica em outro estado! Do outro lado de país!
  - Eu sei... Temos uma casa lá, esta trancada, mas, nada que não possamos resolver, meu pai vai ir lá ajeitar tudo antes de nos mudarmos... Mas... O mais provável é que nos mudemos na próxima semana
  - Na próxima semana? Mas... Mary!
  - Desculpe Michael, mas eu não posso mais ficar aqui!
  - Senhor Jack, se eu me casar com sua filha, deixaria eu morar com vocês por lá? Ate eu arranjar um emprego lá e poder morar com ela em uma quitinete ou em uma casa alugada?
  - Não... – papai falou serio – Não quero você com minha filha mais, e tenho certeza, de que minha mulher também não aceitaria, e você Mary? É isso o que quer?
  - Me desculpa Michael, mas eu não posso me casar com você, eu te amei tanto, tanto! Mas você não confiou em mim!
  - Mary...

  - Desculpa... Hoje foi meu ultimo dia na escola... Acho que agora... É definitivo... Acabou...



Capitulo 14 - Final


Por Michael:

            Eu estava trancado no meu quarto completamente atordoado, Mary ia se mudar... Iria para o outro lado do país... E eu sou o culpado... Se eu tivesse confiado nela, se eu tivesse procurado ouvi-la! Mas que merda eu fiz?

            Eu fui um completo idiota, um completo imaturo...

Eu não quero perdê-la!

(...)

Hoje era o ultimo dia do verão, o ultimo dia que faria esse calor intenso.

 Durante essa semana que se passou, pedi a Mary que, pelo menos, por aquela semana, ainda fossemos namorados, e ela concordou, dizia que também não queria me perder, eu ficava praticamente o dia inteiro abraçado a ela, me forçando a não chorar, me segurando o maximo para não pedir a ela que fugisse comigo, ate porque, isso não iria adiantar, Mary esta indo por que quer, e não por que esta sendo obrigada.

Nossos beijos agora eram dolorosos, tristes, tinha fogo e paixão, mas ambos sentíamos aquele sentimento de medo, de dor, de desespero...

E hoje... Ela iria embora... Sim, isso mesmo, nada aconteceu para impedir isso, nenhum milagre nos fez ficar juntos, é por isso... Que... É por isso que este conto... É por isso que... Droga!

Lá estava eu, indo ate a casa dela, ela não me disse a que horas iria partir, disse apenas que não queria despedidas, pois sofreria muito, mas tenho certeza de que sofreríamos ainda mais, se não nos despedíssemos.

Assim que cheguei na esquina da rua dela, vi um caminhão de mudanças passar, parei de andar e fiquei o observando, mas, segundos depois, o carro do pai de Mary passou por mim, com ela no banco dos passageiros e sua mãe dirigindo, Jack já estava na nova casa, arrumando tudo.

Pude perceber que Mary me viu, vi suas lagrimas começarem a cair, a mãe dela parou o carro por breves segundos, não sei se para eu e ela nos despedíssemos, ou apenas esperando a oportunidade de entrar no trafego.

  - Não chora, okay? – consegui falar antes que a mãe dela desse partida, Mary assentiu e acenou, e, enquanto o carro se afastava, eu acenava para ela, não permitindo que minhas lagrimas caíssem.

            Mas... Não podia acabar assim! Não! Nunca! Como é que eu vou deixar que ela vá embora assim?

            Eu nunca disse “eu te amo Mary” em toda essa historia triste e dolorosa, eu nunca a disse isso, mas não foi por falta de vontade... Eu tenho um problema serio sobre expressar meus sentimentos... Mas... Era agora... Ou nunca...

Pus-me a correr atrás do carro, gritando seu nome, pedindo a ela que esperasse, mas, apenas depois de cinco quarteirões, ela me notou e pediu a Elizabeth que parasse o carro.

            Assim que Elizabeth estacionou, Mary desceu do carro.

  - Michael... O que esta fazendo?
  - Mary... Eu... Eu não posso... Espera... Deixa eu.... Recuperar o fôlego – falava com dificuldade me curvando para frente, buscando por ar
  - Michael eu tenho que ir!
  - Eu não podia deixar que fosse assim Mary, eu tenho que te falar uma coisa!
  - E o que é?
  - Mary eu te amo!
  -... – ela apenas me olhou surpresa
  - Eu sei, sei que nunca lhe disse isso! Mas não era por falta de vontade, tenho muito medo de abrir meus sentimentos às pessoas, mas eu te amo Mary, te amo como nunca me imaginei amando alguém, te amo com todas as minhas forças, te amo com todo o meu coração, eu faria absolutamente tudo por você! Então, eu te imploro, me perdoe por toda idiotice, canalhice, ou qualquer outra coisa que denomine o que eu fiz com você, me perdoa meu amor, por favor! Por conta daquela... Droga que eu fiz... Eu te perdi... E agora... Para sempre... Mas ao menos, diga que me perdoa... Por favor!
  - Eu já te perdoei Mike, e eu também te amo, te amo muito mesmo!
  - Fica aqui comigo Mary, vamos nos casar!
  - Não posso, não agüento mais esses olhares – falava abraçada ao próprio corpo, olhando em volta, eu via as pessoas nos olharem torto, com desprezo.
  - Me desculpa por isso
  - Tudo bem, passou, agora vou recomeçar.
  - Promete que não vai me esquecer?
  - Nunca Mike, nunca vou esquecer você, eu te amo muito para que isso aconteça... Espero poder voltar a te ver algum dia
  - Eu também meu amor – a abracei – com certeza, vamos nos reencontrar...!
  - Agora eu tenho que ir...
  - Quero que fique com isso – falei lhe entregando uma chave amarrada em uma cordinha vermelha
  - Que chave é esta?
  - É uma copia da chave de nossa base secreta... Espero que, você poça voltar um dia, e possa ir ate lá... Recordar o que vivemos... Eu vou trancar aquela casa, agora é doloroso de mais ir ate lá...
  - Obrigada, com certeza voltarei lá... Algum dia
  - Algum dia... – repeti acariciando seu rosto

            E se estiver se perguntando se nos beijamos ali, a resposta é sim. Nós demos um ultimo beijo, e ali todas nossas emoções se misturaram. Medo, frustração, dor, amor, esperança... E ainda que estivesse ali, juntos, ate então, já havia o sentimento de saudade.

            E lá estava eu, acenando novamente, porem, dessa vez, eu me permitia chorar, acenava enquanto chorava, mas mesmo assim, sorria, tentando faze-la não chorar, estava sendo tão difícil forçar o sorriso nessa hora em que tudo o que eu queria era morrer, vê-la partir assim, era horrível, ainda mais sabendo, que, provavelmente, nunca mais nos veremos.

Uma semana depois, eu recebi uma carta, uma carta dela, e me enchi de esperanças, ela vai voltar? Mas... Não foi bem isso o que ela me dizia na carta:

“Eu nunca vou esquecer as esperanças e sonhos que dividimos no final daquele verão. Eu tenho certeza que nos encontraremos de novo, em outro agosto, daqui a dez anos. Tenho certeza por que, aquelas foram minhas melhores memórias.

Nós nos conhecemos em um momento inesperado, quando você me chamou ao atravessar a rua e disse: Vamos voltar juntos para casa.

Como se eu estivesse envergonhada, eu cobri meu rosto com a minha bolsa, mas na verdade, eu estava muito, muito feliz.

E o tempo passou tão suavemente quanto o vento. Era tão feliz, tão divertido... Tivemos muitas aventuras dentro de nossa base secreta...

Eu sei que você estava gritando ‘obrigado’, com todo seu coração, ate o fim. Foi doloroso segurar as lagrimas e dizer adeus com um sorriso...

As férias de verão acabaram cedo, o sol e a lua estão sendo amigáveis, tão triste, tão sozinho. Nós brigamos bastante, também, juntos em nossa base secreta...

Não tinha nada há fazer sobre minha mudança de escola... Minha mudança de cidade... Minha mudança de estado...

Por favor, não se esqueça de mim, para sempre na nossa base secreta...

Conversávamos e conversávamos no fim do verão, vendo o sol e depois vendo as estrelas. Não esquecerei as lagrimas correndo pelo seu rosto. Ate o fim você acenava para mim e eu sabia que não esqueceria. Então só isto para sempre num sonho.

Ainda te amo, Mike.”

Eu não tive coragem para responder aquela carta, eu apenas chorava, abraçado aquele pedaço de papel....

Então, caros leitores, desde o inicio eu disse que este era um conto de fadas diferente, e eu realmente não menti!

Eu amo a Mary, como nunca amarei ninguém, e espero de todo coração poder reencontrá-la, mesmo que ela já tenha casado e já tenha tido filhos, espero reencontra-la, pedir desculpas mais uma vez, poder conversar com ela mais uma vez, saber como ela esta, e se vai seguir com seu sonho de ser escritora, quem sabe, um dia, ela publique um livro... Eu com certeza serei o primeiro a comprar, por que, não importa quanto tempo passe, Mary, com toda certeza, será a mulher que eu mais amei, amo e que amarei em minha vida inteira...

Eu gostaria mesmo de ficar aqui e falar que isso é uma pegadinha, mas não é, o meu conto de fadas, é diferente por um simples e doloroso motivo...:

Ele não tem... Um final feliz.

Fim.













            

23 comentários:

  1. TOP continua ...
    - #Francisquinha

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    1. vou me organizar aqui e tentarei postar todas as terças e sextas, pois estudo de manha e de tarde.. Espero que entenda

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Qual seu dia de postagem?

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    1. Eu tento postar toda terça e sexta, obrigada por acompanhar *--*

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  4. Meninas, essa semana eu postei o cap 10 e 11...
    Agora tenho que me desculpar por nao ter postado semana passada, mas realmente nao tive tempo!
    Agradeço as meninas que continuam aqui e que comentam, sou-lhes muito grata! De verdade!

    A fic agora esta chegando na reta final, espero todas vocês comigo lá :3

    Me desculpe mais uma vez >.<

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  5. Meninas, peço desculpas por nao estar postando todas as terças e sextas como havia falado, mas andei meio sem tempo!

    Voltarei a postar as terças e sextas na próxima semana!

    Peço que compreendam, e agradeço a quem ainda esta aqui. Me desculpem mais uma vez.

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  6. Meninas Postei o cap 13, e esse foi o penultimo cap. Sexta venho com o final.

    Me desculpem a demora

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  7. Meninas, acabo de postar o final, e estou aqui para agradecer a todas que seguiram e que comentaram na fic. Me desculpem esses atrasos... Obrigado por estarem aqui.

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  8. Perfeito <3 Por Favor Faça a Continuação ....

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  9. Quem é a autora? como não tem ali em cima a dizer.

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  10. Meu deus continua isso pfv ... Ta zoando com a minha cara né

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