terça-feira, 30 de dezembro de 2014

FanFic: "The Queen" (+16)

Autora: Anne Santos




Sinopse

     Desde pequena, eu Cristine Mery, a Rainha da Escócia era desejada pelos países adversários por meu país e minha coroa. Fui mandada à França para me casar com o próximo rei, o Delfim, para salvar a mim mesma e o meu povo. Esse casamento deveria me proteger, mas as coisas não saíram do jeito planejado. As forças se conspiraram, forças do trono e forças do coração. 


Gênero: Crossover 


                           
Capítulo 1

                                                                                                                                                        
Quando o alarme tocava em plena a madrugada, coisa boa não era. Tinha duas opções: Ou algo estava em chamas, ou alguém estava tentando me matar novamente. Sempre foi assim desde os meus 7 anos de idade. Sempre vivi atrás dos conventos com as freiras me protegendo a mando dos meus falecidos pais.

Meu nome é Cristine Mary a rainha da Escócia. O fato de tudo isso acontecer foi à questão do meu noivado com o Príncipe Francis, o futuro rei da França. Nossos pais eram aliados no intuito de manter a paz entre os dois países, e por isso decidiram que nos casar seria a melhor coisa futura para os dois países.

Quando os meus pais morreram, outros países viviam me perseguindo, pois se eu me casasse com o futuro rei da França, eles iriam perder vantagens, inclusive perder várias batalhas já que teriam dois países aliados.

Francis era o meu noivo que eu não o via há muito tempo, eu iria me casar com ele, não só iria se apoderar da Escócia por direito, como também iria reinar na França.

- Vamos Cristine! – Gritou Cate, a freira que era responsável pela minha segurança. – Vamos, temos que sair daqui depressa! – Ela bradou.

- São eles de novo? – Perguntei levantando da cama.

- Sim menina. Vamos você está em perigo! – Ela estava desesperada, pois se algo me acontecesse, seria ela que iria se responsabilizar.

Olhei pela pequena janela que havia naquele quarto e vi uns guardas do lado de fora tentando entrar no convento. Rapidamente senti Cate me puxar porta afora daquele quarto, estava me levando para uma espécie de passagem secreta. O incrível era que eu já estava acostumada a passar tudo isso, já que vivi toda a minha infância e o inicio da minha adolescência fugindo para sobreviver.

- Pra onde está me lavando Cate? – Eu perguntei quando estávamos correndo por aquela passagem secreta.

- Para um lugar seguro! – Ela respondeu.

Nós continuamos correndo até chegar em uma saída onde ela me puxou para dentro de uma carruagem que havia um senhor no comando, e me levou para um lugar longe dali.
Parecia tudo previsível por eles, mas não é pra menos, não foram eles que escolherem proteger a rainha da Escócia, essa tarefa que lhes foram dadas. 

- Pra onde vamos agora Cate? – Eu perguntei quando vi que ela já estava mais aliviada.

- Chegou a hora menina. – Ela disse olhando para o nada pela janela da carruagem.

- A hora de que? – Eu perguntei sem entender do que ela estava falando, até que me dei conta. – O meu Deus, eu já fiz... 18 anos. A idade em que terei que casar com o... Príncipe Francis.  – Eu disse incrédula. Havia se passado tantos anos que eu até tinha esquecido aquele noivado.

- É menina, chegou a hora de se apoderar de tudo o que é seu por direito.

- Mas Cate...

- Suas amigas da Escócia estarão lá, garotas que brincaram com você na infância. Estará mais segura na Corte Francesa. Você é quase uma mulher e Francis quase um homem, logo se casará com ele pela sua fé e pelo o seu povo. Pela Escócia. – Ela segurou o meu rosto com as duas mãos. – Ele vai amar você...

- Não sei se isso importa.

- Importa pra você. Tome. Leve isso com você. Terá que se apresentar diante de todos como a noiva do Príncipe. – Ela me estendeu uma maleta, pelo jeito dela falar, era um vestido apresentável.

Eu sabia que o que ela estava falando era verdade, eu era a verdadeira rainha da Escócia e não podia deixar o meu povo de lado, principalmente agora que ela estava passando por um processo difícil em vários aspectos, e me casando com o Francis, eu teria tudo para ajudar a Escócia.

- Você chegará na França em dois dias.

- Sentirei sua falta. – Eu disse pra Cate, pois sempre foi ela quem me protegeu durante todos esses anos.

- Eu também menina, mas agora é hora de você seguir a sua verdadeira vida, o que foi decretado pra você e o Príncipe Francis. Ah sim... Por falar nele, ele é lindo. – Ela riu de lado e eu ri junto.

- Cate?!

- Mas é verdade menina. Você irá se apaixonar quando vê-lo.

- E se ele não gostar de mim? – Eu perguntei insegura. 
                 
- Ele irá gostar sim, Você é linda. – Ela segurou a minha mão.

- É o que eu espero. – Eu suspirei.


(...)


Capítulo 2


Quando cheguei na França, especificamente no castelo, eu estava bem apresentável, graças a minha protetora Cate que antes de me mandar para a França, me deu uma mala junto com um vestido deslumbrante. 
     
                                                                                                                         


  
 Quando desci da carruagem, estavam todos a minha espera. Estava até as minhas damas de horas que eram as minhas amigas que Cate tivera falado.

- Cristine?! – Gritou uma delas quando me avistou.

- Lola? Mabel? – Eu fiquei feliz por vê-las ali, e também porque agora teria pelo menos duas pessoas que conhecia por perto, assim não me sentiria uma estranha naquele castelo.

Elas seguraram nos seus vestidos e se abaixaram um pouco diante de mim, me cumprimentando, logo depois tomaram a postura.  

- Como você está... Grande. – Disse Lola com os olhos arregalados.

- Claro que ela está grande. Não temos mais 7 anos Lola. – Mabel disse divertida.

- Vocês estão... Diferentes. – Eu disse e abracei as duas de uma só vez, mas quando fiz o ato elas saíram dos meus braços um pouco sem jeito. – O que foi meninas?

Elas olharam uma para a outra como se estivesse com medo de falar.
- Nós não podemos abraçar você Cristine. – Disse Lola sem jeito e olhando para o chão.

- O que? E por que não?

- Você é a rainha da Escócia Cris, noiva do futuro rei da França.

- Eu não estou nem ai pra isso. – Eu bradei. – Vocês não são apenas as minhas damas de honra, são as minhas amigas e eu exijo que quando eu necessitar de um abraço vocês me apertem em seus braços. – Eu disse com um pequeno sorriso nos lábios, não queria passar o tom de autoridade pra elas. Elas sorriram e assentiram.

- Veja, eles estão vindo. – Lola disse quando o Rei Henry II estava se aproximando.

- Aquele é o rei Henry, mas aquela é a Clarissa? – Eu perguntei quando avistei uma mulher que nunca tinha visto antes. Era linda, de pele morena clara, cabelos cacheados logos e... Extremamente linda. Mas certamente não era a Rainha.

- Não, ainda estão esperando por ela. Minha cara rainha, você perdeu muitos acontecimento por aqui. – Mabel disse.

- Então... Quem é ela?

- Aquela é a Diane Jackson, amante do rei. - Mabel dizia enquanto todas nós olhávamos para ela.

Alguns minutos depois se aproximou um homem com passos longos e firmes. Alto, moreno claro, de olhos negros, cabeça erguida, com alguns cachos sobre o seu rosto, lindo, extremamente lindo.

Lola que nunca tivera visto o Francis antes, perguntou:
- Aquele é o Francis? Ele é lindo.

- Não, aquele não é o Francis, eu tenho certeza. – Eu disse sem tirar os olhos do rapaz. O estranho foi que ele parou ao lado do rei como se fosse alguém bem intimo.

- Então aquele deve ser o... O Michael Jackson – Lola disse incrédula. – O filho bastardo do rei. Filho da Diane.

Foi ai que ficou tudo claro. Aquela mulher que estava ao lado do rei era a mãe do tal rapaz que levava o nome de Michael. Se bem que os dois se pareciam, a cor da pele, os cabelos, os olhos. Realmente não negavam que eram mãe e filho.

- Então o Francis tem um irmão mais velho? – Eu perguntei estranho. – Que novidade.

- Ouvir dizer que é o favorito do rei. Também não é pra menos. Ele é um deus grego.

- O Francis também é muito bonito. – Eu disse tentando defender Francis já que ele era o meu noivo. Mas falando sério, eu não fazia ideia de como o Francis estava, sua aparência. Mas aquele filho bastardo do rei realmente era um deus grego, e fiquei hipnotizada porque ele não tirava os olhos de mim.

Sai do meu transe quando a rainha Clarissa foi anunciada. Ela caminhou se postando ao lado da amante do rei, olhou para a mesma e deu um passo pra frente. Todos se ajoelharam diante dela. Ela estava do mesmo jeito como o ultimo dia que a vi, só que um pouco mais velha.

Olhei para o lado e vi outro rapaz vindo em direção a mim. Com certeza esse era o Francis. Aproximou-se mais e agachou-se um pouco diante de mim em forma de cumprimento, eu fiz o mesmo.

- Não acredito. – Eu disse e dei um sorriso para Francis.

- Vossa Majestade.

- Não... Me chame de Cristine, por favor. – Eu disse ainda com o sorriso nos lábios e ele assentiu com outro. - Você está diferente, quase não o reconheci. Está... Maior. – Todos riram com o meu comentário.

- Isso parece surpreendente? – Ele perguntou divertido.

- Não, já que suas pernas sempre foram maiores que as minhas. – Eu respondi e ele riu. – Odiava isso quando éramos crianças, mas agora, elas caem bem em você. – ficamos olhando um para o outro por alguns segundos.

- Venha! – Ele estendeu o braço e eu apoiei o meu no mesmo. Caminhamos por todas aquelas pessoas nos olhando com um semblante feliz, exceto algumas. Percebi que a mãe do Francis não estava gostando nada daquela união, certamente tinha se arrependido de ter feito aquele noivado quando éramos crianças. O porquê disso, eu só iria descobrir ao decorrer do tempo. 


Capítulo 3


Quando a noite caiu, eu já estava bem instalada no meu quarto separada das minhas damas de honra. Era tudo lindo, a decoração era realmente de uma realeza. Até lindos vestidos já havia dentro do closet, e eram todos meus.

Como eu havia passado pouco tempo com o Francis desde que cheguei a corte, eu decidi procurá-lo. Queria conhecê-lo mais já que há poucos dias seriamos marido e mulher.

Saí do meu quarto e caminhei pelo os corredores daquele castelo enorme, a cada cantinho daquele lugar eu me lembrava do tempo em que eu e o Francis brincávamos. 

As lembranças vieram em minha mente e pararam até que cheguei a um quarto meio familiar. Entrei no mesmo e lembrei-me de que aquele quarto foi meu durante o tempo que passei naquela corte. Sorri com as lembranças que tinha daquele lugar, fui até a janela e pude ver que a vista de lá ainda era linda. Fiquei parada na janela paralisada por alguns minutos até ouvir uma voz que ecoou naquele quarto tirando-me do devaneio.

- É lindo não é? – A voz masculina, porém doce e suave me perguntou. Na mesma hora me virei e fiquei paralisada diante daquele homem que estava ali. – O que foi... Você não fala?

- Ah... É... O que você está fazendo aqui? – Foi a única coisa que conseguir falar. 

Realmente a presença dele me deixou sem jeito.

Ele riu.

- Aqui é o meu quarto. – Ele disse me deixando surpresa. – Eu que pergunto: O que você está fazendo aqui?

- Oh meu Deus. Me... Me... Me desculpe. – Gaguejei e ele riu. – Do que você está rindo? Eu não sabia que esse era o seu quarto. – Eu falei nervosa.

- Eu sei. Por isso está aqui. Esse era o seu antigo quarto quando criança. Acredito que veio visitá-lo, só não imaginava que ele já tinha um novo dono.

Eu tentei falar algo, mas aquele homem me deixava sem fala.

- Sou Michael Jackson, Vossa Majestade. – Ele abaixou-se um pouco diante de mim em forma de cumprimento.

- Você é o... – Não consegui completar a pergunta. Achei que perguntando sobre ele ser o filho bastardo do rei seria algo inconveniente da minha parte.

- Sim! Sou o filho bastardo do rei. – Ele respondeu em um tom tranqüilo. – Não se preocupe, eu não ligo.

- Oh... Não era isso que eu iria perguntar. – Mentira, era isso sim. – Você é filho do rei. Nossa isso foi uma novidade pra mim. Não sabia que o Rei tinha um filho mais velho do que o Francis.

- Pois é. Acho que o rei gostava de pular os muros do castelo. – Ele disse brincalhão. – E deu no que deu não é?

Eu não falei nada, apenas ri com o jeito dele de falar. Ele parecia ser um cara legal além de lindo. Mas era o filho bastardo do rei e certamente eu não podia ficar muito perto dele para não atrair maus olhares pelo o castelo.

- Desculpe. Eu tenho que ir. – Eu disse com a voz falha.

Ele assentiu e se abaixou me cumprimentando mais uma vez.

Caminhei rapidamente pelos os corredores daquele castelo com medo de que alguém descobrisse que eu estava a sós em um quarto com o filho bastardo do rei. Mas quando passei em frente a uma porta, algo me chamou atenção. Eram gemidos de um homem e de uma mulher que vinham daquele quarto. Achei estranho, pois a voz era familiar, era a voz do Francis. Foi ai que decidi bater na porta.

- Francis? – Eu o chamei temendo de que ele abrisse aquela porta e eu o visse lá dentro com outra mulher. Isso acabaria comigo. Seria um desastre pra mim ver o meu noivo com outra mulher.

- Cristine? – Francis me perguntou diferente assim quando abriu a porta. – O que faz aqui?

- Eu só... Estava procurando você. – Eu respondi enquanto tentava vê se tinha alguma mulher dentro daquele quarto.

- Pra que? – Ele perguntou.

- Por que... Francis... Você está sozinho? – Eu não agüentei e perguntei quando percebi que ele estava todo desgrenhado.

- O que você acha que está fazendo Cristine? Não pode chegar até o meu quarto sem ser anunciada. – Ele respondeu com uma tamanha ignorância que eu me sentir um coelhinho indefeso.

- Você é o meu noivo e...

- Exatamente. Entenda, se um dia você chegar a ser a rainha da França, precisa saber de uma coisa: Reis não devem satisfações as suas esposas.  – Ele disse e fechou a porta na minha cara. Francis estava tão diferente. Nem parecia aquele homem que eu tinha reencontrado pela manhã.

Minha vontade foi de sair correndo dali, não só de frente da porta do quarto de Francis, mas também do castelo.

Corri para perto de um lago que havia atrás do castelo, peguei algumas pedrinhas que havia no chão e comecei a lançá-las na água.

- Droga! – Bradei. – Stirling...– Gritei mais uma vez quando o cachorro que me acompanhava correu para dentro da floresta. – Não, Volte! Starling! – Era só o que faltava naquele momento.

Corri atrás do cachorro para trazê-lo de volta, mas novamente o filho bastardo do rei apareceu montado em um cavalo gritando o meu nome.

- Cristine?

Eu continuei correndo atrás do cachorro, mas senti meu corpo ser agarrado por duas mãos grandes e delicadas.

Capítulo 4

- Não, não, espere! Cristine! – Michael me segurou, virou-me de frente pra ele, pude sentir suas mãos segurando minha cintura delicadamente, o calor do seu corpo, seu cheiro masculino, seu hálito quente.  Michael era um encanto. Mas naquele momento eu estava voando, estava com raiva, com raiva do Francis que nem me dei conta de que o Michael estava olhando fixamente para os meus lábios, só pude perceber depois.

- Stirling... Ele correu pra floresta e...

- Ninguém pode entrar nessa floresta. Alias... Você nem deveria ter saído do castelo sozinha. – Ele disse ainda com as mãos em minha cintura. Continuava olhando pros meus lábios.

- Mas o cão... – Olhei para a floresta tentando ver se avistava o cachorro.

- Deixe-o ir. – Ele disse fazendo-me olhar pra ele confusa. – Não entre naquela floresta. Está me entendendo? – Dessa vez ele me olhava nos olhos com o semblante sério.

- Por que não? Eu poderia ter pegado o meu cão se não tivesse me impedido. – Bradei. – Agora ele vai se perder.

- Eu o trarei de volta. Eu prometo. Acho até que ele vai voltar antes de eu achá-lo. – Ele desfez o semblante sério e passou a falar com uma voz branda. – Quem não gostaria de estar aqui no castelo? – Ele perguntou e na mesma hora eu abaixei a cabeça com o semblante triste.

- Michael... – Eu tirei suas mãos da minha cintura e me virei para sair dali.

- Exceto, você talvez. – Ele supôs e pegou no meu braço com delicadeza. – Não queria está aqui não era? – Ele perguntou pra mim com o olhar carinhoso. – Preferia está junto com um bando de adolescentes tramando contra o mundo não é? – Ele perguntou divertido e eu ri.

- Pelo menos com elas eu me divertia perturbando as pessoas. – Respondi divertida.

- Quem sabe você possa voltar pra lá. Por mau comportamento.

- Você é atrevido.

- E você está chateada, mas não é só por causa do seu cão. O que foi que o Francis te fez? – Ele foi logo direto com a pergunta.

- Pergunte ao seu irmão. – Eu respondi e me virei para olhar novamente para a floresta. – Qual é o motivo dele ser um mal-humorado.

Percebi que Michael se divertia com a minha cara, tanto que riu quando proferi a palavra “irmão”.

- A propósito, como lhe disse, somos meios-irmãos. Não temos nada em comum, a não ser o pai. – eu ri

- Como posso ter a certeza disso? – Perguntei pra ele.

- Verá com o tempo. Ah sim... Meu irmão é um burro em tratar mal uma mulher tão... Linda como você. – Ele dizia enquanto olhava pra mim com um sorriso encantador. Não pude deixar de notar sua beleza facial. Seus olhos eram lindos ainda mais de perto, sua boca bem delineada, nariz afilado, traços do rosto perfeitos e seu cheiro masculino que insistia em entrar por minhas narinas.

Saí do transe quando o cavalo de Michael começou a rinchar.

- Ficarei grata se puder encontrar o meu cão. – Eu disse olhando para boca de Michael e logo sair de sua frente.

- Encontrarei o seu cachorro, - Ele respondeu enquanto eu saia de sua vista.


(...)


 No dia seguinte houve uma festa na corte para receber algumas visitas. Eu ainda não tinha visto o Francis desde a noite anterior que ele me tratou mal.

Arrumei-me rápido com a ajuda das minhas damas de horas e desci para o salão onde estava havendo a festa. Quando cheguei no mesmo, estava tudo lindo e bem organizado. Todos estavam dançando, estava na maior alegria. Mas eu não, estava só, pois o Francis praticamente havia me chutado da porta do quarto dele.

Encostei-me em uma coluna que havia no canto do salão e passei a observar a festa, até sentir duas pessoas me puxarem pro meio do salão.

- Vamos Cristine. Vamos dançar! – Lola e Mabel me arrastaram pro meio daquele salão e realmente eu pude sentir que não estava sozinha.

Começamos a dançar, parecia que todos os meus problemas e todas as minhas magoas tinham sumido de dentro de mim quando avistei o Michael se aproximando do centro do salão sem tirar os olhos dos meus. Eu parei no meio de todos e a cena era como se o mundo estivesse parado para nós dois. Eu olhando para Michael e ele olhando pra mim.


Capítulo 5


Tirei os olhos de Michael quando percebi que o Francis estava me olhando do outro lado. Com certeza ele tinha percebido como o Michael me olhava e como eu lhe retribuía.

- Cristine! – Francis aproximou-se de mim e me estendeu a mão para que eu o acompanhasse na dança. E assim eu fiz.

Começamos a dançar lentamente, e pude perceber que o Michael não estava mais naquele salão.

- Me desculpe pela forma como a tratei ontem à noite. – Francis disse bem pertinho do meu ouvido enquanto dançávamos. Eu apenas assenti com a cabeça e continuei o acompanhando naquela dança. - Estava com problemas e acabei descontando em você que não tinha nada haver. Mais uma vez me desculpe.

- Tudo bem Francis. – Assenti mais uma vez olhando nos seus olhos.

- Você está linda. – Riu com um sorriso bonito nos lábios.

- Obrigada! Você também está ótimo. – Eu disse. – Me desculpe, mas eu não estou me sentindo muito bem. – Eu disse e sai daquele salão deixando o Francis parado no meio do mesmo. Eu sei que parecia uma forma de me vingar pelo o que ele fez comigo, mas não era. Realmente eu estava me sentindo mal, não estava à vontade.

Fui para fora do castelo atrás de algo para me distrair. Resultado: Encontrei o Michael sentado na beira do lago onde nós tínhamos conversado no dia anterior. Estava com uma garrafa na mão, certamente era vinho pelo rótulo.

Quando ele percebeu que alguém se aproximava, olhou rapidamente e notei uma expressão no seu rosto feliz assim quando me viu.

- O que foi agora Vossa Majestade? – Ele perguntou olhando para o lago e jogando pedrinhas no mesmo.

- Posso?

- Claro que pode. Isso tudo será seu um dia. – Ele respondeu.

Eu me sentei ao lado dele e fiquei o observando por alguns segundos.

- O que? – Ele perguntou se sentindo constrangido por mim.

- O que bebe? – Me referia a garrafa que ele estava nas mãos.

- O que bebo? Vinho francês.

- Posso?

- O que? Você quer beber vinho? – Ele gargalhou. – Me desculpe Vossa Majestade, mas a senhora não pode beber vinho na garrafa de outro homem, a não ser a do seu futuro marido.

- E daí? Isso pra mim é frescuras. – Eu disse e logo em seguida capturei a garrafa da sua mão e tomei um gole do vinho.

Ele me olhou incrédulo com a minha atitude. Eu realmente era louca e isso muitos ainda não sabiam.

- Você é maluca sabia? – Ele me disse rindo. – Eu deveria dizer a você para pegar leve. – Me olhava ainda com um sorriso no canto dos lábios.

- Mas não vai. – Eu respondi e dei de ombros. Continuei bebendo o vinho.


(...)


Algumas horas depois já estávamos bêbados, bom, pelo menos eu estava. Minha vista já estava embaçada e minha boca falando coisa com coisa.

- Todos são livres pra sair, se estivessem infelizes. Mas eu estou aqui presa, sem nenhum recurso. – Eu estava falando coisas sem sentidos enquanto Michael prestava atenção em mim como se estivesse se divertindo com o meu estado. E continuei falando. – Ele é livre pra fazer o que quiser e com quem quiser. – Tomei mais um gole do vinho. – Acha que estou exagerando? – Franzi o cenho quando perguntei pra ele. Percebi que já estava falando demais. – Estou entediando você?

- Não. Só acho que se embriagar não é o seu forte Vossa Majestade. – Michael comentou rindo da minha cara e do eu jeito desengonçada de ser bêbada.

- Olha aqui Michael... Não fique rindo de mim certo? É a primeira vez que eu digiro bebida alcoólica. – Eu dizia divertida erguendo a garrafa. – E ah... Antes que eu esqueça, pare de me chamar de Vossa Majestade, assim eu me sinto uma velha. – Ele gargalhou com o que eu disse.

- Tudo bem Vossa... Quer dizer, Cristine. Assim está bem?

- Está ótimo!

- É incompreensível. – Ele disse mudando totalmente de assunto, agora com os olhos bem fixos nos meus e com o semblante agradável.

- O que?

- Francis ter você. Por que procuraria outra? – Ele falou tão meigo que eu não consegui resisti.

Fiquei o encarando surpresa pelo o que disse, olhei para os lábios dele e em questão de segundos o beijei.

Nos primeiros segundos ele não me correspondeu, também não era pra menos, eu havia tomado os seus lábios de um modo imprevisível.

- Me desculpe! – Eu disse quando larguei os lábios dele. Ele me olhava de um jeito malicioso. – Eu não deveria ter feito isso. – Eu disse com o rosto ruborizado.

- É... Você não deveria ter feito isso. – Falou com os olhos fixos nos meus. – Eu que deveria. – Depois das tais palavras sentir ele me puxar pelo o braço e tomar os meus lábios com um beijo suave, porém gostoso. Aquilo foi inesperado.

Senti as suas mãos sobre a minha face. Depois de alguns segundos nossas línguas duelavam num ritmo rápido que eu não sabia quem ia ganhar.

Nunca passou pela minha cabeça em sentir o gosto da boca do irmão bastardo do Francis, mas aquele era O BEIJO, já que eu nunca tinha beijado ninguém antes.

Quando Michael colocou uma mão na minha cintura, senti o meu corpo estremecer ao toque dele, ofeguei. O ar já tinha ido embora, então infelizmente tive que desfazer aquele beijo gostoso que o Michael tinha me dado. Fiquei com medo de que alguém nos visse ali. O que iriam pensar de mim? O que iria fazer com o Michael? Afinal, ele tinha acabado de beijar a noiva do futuro rei da França. Claro, foi com o meu consentimento, mas quem iria acreditar?

- Não deveríamos ter feito isso. Eu estava com raiva e você... – Em um instante parecia que a minha consciência tinha voltado ao normal. – Sinto muito. Foi um erro.


Corri dali o mais depressa possível, fiquei com medo de alguém ter nos visto. 



                                                  Capítulo 6


Naquela mesma noite, quando voltei para o castelo, descobrir que tinha inimigos por lá também. Quando entrei na banheira, sentir meu corpo amolecer, não tinha forças para me levantar, tinha alguma coisa errada com a água.

- Socorro! – Eu gritei por ajuda. Mas até a minha voz estava fraca. A minha sorte foi que uns dos soldados que estava passado pelo o corredor ouviu minhas suplicas e clamou por ajuda.

E adivinha quem entrou no quarto?

- Cristine?! – Michael correu e me tirou da água, em seguida tirou o seu casaco e colocou sobre o meu corpo nu. – O que houve? – Ele me perguntou enquanto me acolhia em seus braços.

- Estava passando e a ouvi pedi socorro e... – Disse o guarda que me ouviu.

- Fez bem em chamar ajuda Chay. – Disse Michael.

- Onde está o Francis? – Eu perguntei com o corpo tremulo. Pois quem deveria estar ali era ele, o meu noivo.

- Eu não sei. – O Michael respondeu.

Foi ai que eu percebi que o Michael sempre estava por perto, em vez do Francis. Como podia ser? O Francis era o meu noivo e deveria cuidar de mim. Mas parece que essa missão era dada ao irmão bastardo dele que sempre estava por perto.

- O que está acontecendo aqui? – Entrou à rainha Clarissa, a mãe do Francis. E vendo o olhar dela enquanto o Michael me segurava eu sair dos braços dele.

- Alguém tentou me matar. – Eu disse, mas dessa vez com a voz firme. – Me asseguraram de que eu estaria segura aqui na corte francesa. Mas não é o que está parecendo! – Bradei.

- Fique calma querida. – Clarissa se aproximou de mim. – Nos deixe sozinhas, por favor! – Ela pediu aos guardas, Michael olhou pra mim e eu assenti. E assim nos deixaram sozinhas.

- Como você pede pra mim ficar calma se tem alguém tentando me matar? – Eu perguntei ironicamente saindo de perto dela.

- Talvez isso tudo não passa de um mal entendido?

- Claro que não! Alguém quer me matar, e esse alguém é da corte. – Eu disse convicta.

Não pude deixar de notar a sua expressão. Ela estava com medo de que eu descobrisse algo, algo que ele tivesse envolvida.

- Não faça uma tempestade em copo d’água Cristine. – Ela tentou disfarçar. Caminhou até o closet, pegou uma roupara e estendeu-me. – Tome. Se vista! – E saiu me deixando sozinha no quarto.

O problema das pessoas da corte, era que pelo o fato de ser jovem, pensavam que eu era tola. Estavam enganados. Todo o tempo em que vivi de convento em convento, aprendi que não se deve confiar nas pessoas. Mas eu não desconfiava de todos, mas sim de uma, a rainha da França. Sim! Com certeza ela estava por trás dessa tentativa de assassinato contra mim. E como já havia dito antes, o porquê eu iria descobrir depois.


(...)


No dia seguinte, seria o dia em que eu e o Francis teríamos que soltar nossos barquinhos de madeira para oficializar mais uma vez o nosso compromisso.

Os arrependimentos estão por toda a parte. Que maravilha!” - Ouvi a Rainha Clarissa comentar com uma de suas damas de honras. Certamente, estava se referindo ao meu noivado com o seu filho.

Olhei para o Francis, ele nem sequer falou alguma coisa. Ele olhou pra mim, depois desviou o olhar e foi até a moça loira que estava com um sorriso estampado nos lábios. 
Cochicharam algo inaudível para os meus ouvidos, e depois ele a guiou para longe dali com a mão na cintura dela.

Eu fiquei com a cara mais tola vista por alguém antes. Ele tinha feito isso mesmo? Pior que sim. Perante as leis dos Reis e Rainhas, o Rei tem direito de ter uma amante quando desejar. Só que ele ainda não era rei, mas eu não podia questionar, eu não sabia o que aquela moça tinha com ele.

- Você está bem Cristine: - Lola, a minha dama de honra me perguntou quando viu o meu semblante arrasado.

- Não. – Eu disse olhando para o chão. – O arrependimento é um sentimento horrível. – Certamente eu já sabia o motivo do Francis ter feito aquilo comigo. Ou Michael já tivera falado pra ele sobre o beijo que demos, ou... Ele mesmo viu com os próprios 
olhos. Mas a primeira opção era que estava percorrendo em minha mente.

Não pensei duas vezes e fui tirar satisfações e perguntar o porquê do Michael dizer ao Francis sobre aquele beijo.

Entrei no castelo, fui logo direto ao quarto do Michael, nem pedir licença e adentrei o mesmo impulsiva.

- Por que você fez isso? – Perguntei assim que entrei no quarto, mas me surpreendi quando o vi.                                                  


Capítulo 7


Michael estava apenas de calça deixando amostra o seu peitoral, abdômen, seus braços e... Era magro, porém bem definido. Estava com uma veste nas mãos, pelo o que parecia, tinha acabado de sair do banho.

- Ow... Me desculpe! – Eu disse e me virei para não olhá-lo. Pude sentir meu rosto corar.

- Não desculpo! O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou. – Sabe que não pode vir aqui.

- Quero saber o porquê você disse ao Francis sobre o nosso beijo?

- O que? Eu não disse nada a ninguém! – Ele respondeu tranqüilo.

- Ok. Tudo bem. – Respirei fundo e me virei para olhá-lo, mas ele ainda continuava sem as vestes de cima. – Pode pôr uma camisa, por favor? – Eu pedi. Não iria consegui falar sério com aquele homem quase pelado diante de mim. 

Ele assentiu e rapidamente fez o que eu pedi.

- Pronto Vossa Majestade! – Ele esticou o “Vossa Majestade”. Irritei-me com isso, mas continuei.

- Não queria falar sobre isso, mas está claro que precisamos. – Eu disse. – Aquele beijo...

- Sim... Lembro-me dele. – Ironizou.

- Eu não estava sóbria, e você também não estava não é?

- Você quer que eu me arrependa também, não é? – Ele me perguntou em um tom tranqüilo. Sábia que eu tinha me arrependido, mas sinceramente, só me arrependi porque eu estava noiva do meio-irmão dele.  Por que cá pra nós, aquele beijo me deixou com uma ânsia.

- Me responda, por favor!

- Faria você sentir-se melhor?

- Sim! Me faria. – Respondi.

Ele respirou fundo, pegou sua espada que estava em um canto qualquer, virou-se pra mim e disse:

- Desculpe! Mas eu não gosto de mentir. – Foram as únicas palavras que ele proferiu antes de sair do quarto.

Fui atrás dele a procura de respostas. O que ele quis dizer com aquilo? Eu precisava saber.

- Michael! – Bradei quando o encontrei prestes a descer a escada. – O que você quis dizer com aquilo?

- Não! Que eu não me arrependi daquele beijo. Só lamento está comprometida com o meu irmão. – Ele virou-se e desceu a escada.

Fiquei com o cenho franzido por alguns segundos, tentando digeri as palavras que ele havia dito na maior franqueza. Estava percebendo que o Michael era do tipo de homem que não se arrependia por nada.

Sai do transe e desci para o meu quarto ainda com as palavras de Michael ecoando pela minha mente. 


(...)


Minha mente estava em um devaneio quando ouvi umas vozes desesperadas vindo do lado de fora do castelo. Sai pra ver o que estava acontecendo.

- Olha ela lá! É a rainha Cristine Mery! – Gritou um homem assim quando me avistou, e todos que estava com eles correram até a mim, me fazendo ficar assustada e recuar para dentro do castelo.

- Quem são eles? – Perguntei a um dos guardas que correu comigo para dentro do castelo.

- São escoceses Vossa Majestade. Eles vieram aqui suplicar pela a ajuda francesa. – Ele me respondeu.

- Mas por que? – Perguntei desentendida.

- Por que eles estão sendo atacados freqüentemente por outros países.  Por que também suas fontes de alimentos estão se acabando. E quando descobriram que Vossa Majestade estava aqui, vieram pedir a sua ajuda.

Naquele momento eu sentir o meu coração afundar mais ainda dentro do meu peito. O meu povo estava lá fora por mim, e eu tinha esquecido completamente que estava ali para casar com o futuro rei da França para poder salvar o meu povo. Realmente vi que eles estavam desesperados e eu tinha que fazer alguma coisa, tomar alguma providencia, eu era a rainha deles e os devia isso.

- Me leve até eles! – Eu ordenei com a voz firme para aquele guarda que logo fez o que mandei.

- Rainha Cristine Mary, ela voltou. – Gritou mais uma vez o homem quando viu que eu estava voltando. – Vossa Majestade? – Ele e os demais se ajoelharam diante de mim me cumprimentando.

- Levantem-se! – Ordenei e assim eles fizeram. – Soube que estão com problemas.

- Sim Vossa Majestade. Os países vizinhos estão nos atacando, só que isso agora está parecendo que virou rotina. Nossas fontes de alimentos estão acabando. Estamos praticamente passando fome. – Ele disse.

- Prestem a atenção. – Eu chamei a atenção deles. – Vocês irão ficar aqui até que eu consiga ajuda para a Escócia.

- Mas Vossa Majestade, temos que voltar para tentar proteger as nossas famílias. – Um debateu.

- Eu sei. – Bradei. – Mas se vocês voltarem não terá como eu consegui ajuda. Falarei com o Rei Henry e conseguirei tudo o que vocês estão precisando. Inclusive guardas para ajudá-los e comida. Está bem? – Eles assentiram e rapidamente eu fui até o rei pedir a sua ajuda.

- Vossa Majestade! – Cumprimentei o rei quando o encontrei.

- Sim, Cristine!

- Desde o dia em que cheguei no seu castelo, nunca lhe pedi algo. – Ele não estava entendendo nada, mas estava super curioso. – Então é o seguinte: A Escócia está sendo invadida freqüentemente, e estamos com a fonte de alimentos quase vazia.

- Aonde você quer chegar?

- Quero que mande algumas tropas suas para ajudar o meu país e nos ceda 30% de sua fonte. – Eu fui logo direta.

- O que? – Ele levantou-se da cadeira que estava sentado. – Eu não posso fazer isso!

- E por que não? Você é o rei da França, pode tudo.

- Exatamente! Sou o rei da França, mas não posso pôr em risco os meus homens por um país que não é meu.

- Você não pode ajudar os escoceses, mas pode abrigar a rainha deles por um casamento onde a maioria das vantagens irão pra você!

- Do que você ta falando?


Foi ai que eu peguei ele. Havia muita coisa por trás desse casamento além de salvar o meu país. Dias antes de deixar o convento, ouvi uma conversa entre duas freiras que dizia respeito a mim e a minha prima, a Rainha da Inglaterra. Diziam que a minha prima estava doente e que deixaria o trono da Inglaterra para mim, mas com algumas condições. Eu teria que estar casada com o Delfim da França. Isso significava que quando eu estivesse casada com o Francis, Henry ainda como o atual Rei teria a metade do poder da Inglaterra. Era isso o que ele queria. A Inglaterra.


Capítulo 8


- Minha prima Elisabete, a rainha da Inglaterra está doente, eu sei que ela me colocou como herdeira do trono caso ela morrer. – Ele arregalou os olhos. – Então caso isso acontecer, enquanto você estiver vivo, quem dominará uma parte da Inglaterra... É você! – Joguei na cara dele.

- Não sei do que você ta falando. – Ele disse levantando-se da cadeira. – Só sei que não posso ajudá-la.

- Nem se correr o risco de perder o poder da Inglaterra?

- Não insista Cristine, por favor. Eu já disse que não sei do que você está falando! – Ele negou mais uma vez.

- Tudo bem! – Eu assenti, mas não iria deixar isso do jeito que estava. Eu tinha que fazer algo pelo o meu povo, eu nasci pra isso. – Não irei insistir. – Foram as minhas ultimas palavras antes de deixar a sala do rei.

Agora seria comigo e com o Francis, quem sabe com ele, Henry permitiria os guardas e a fonte de alimento.

Mas... Ainda tinha essa, eu nem sabia onde estava o Francis, não o via mais direito... Em fim... Mas eu tinha que achá-lo de qualquer forma.

- Preciso falar com o Francis. – Eu disse a um guarda que estava na porta do quarto de Francis.

- Ele disse para não ser interrompido. – O guarda respondeu.

- Pois lhe diga que a sua futura esposa irá invadi esse quarto se ele não quiser me receber. – Disse indignada. .

O guarda arregalou os olhos depois do que eu disse, depois foi avisar a minha presença ao Francis que logo depois apareceu todo desalinhado.

- Aconteceu alguma coisa Cristine? – Ele perguntou assim quando chegou em minha frente.

- Preciso da sua ajuda com o seu pai.

- Não estou entendendo.

- Vou ser logo direta. O meu país está quase sendo destruído, as fontes de alimentos estão quase se acabando e... Eu preciso da ajuda da França.

- Ou seja. Você que comida?

- Sim! Mas também quero tropas para ajudar o meu país para não serem mais atacados.

- Impossível! – Ele riu sem graça. – Não podemos arriscar a vida dos nossos homens na tentativa de defender um país que não é nosso.

- Claro que pode. Esse país que você se refere, é o meu país, e também será seu um dia.

- Um dia que nem sabemos se irá chegar! – Dizia como se não quisesse casar-se comigo. Vai ver era isso mesmo.

- Você não que casar-se comigo? É isso?

Mais uma vez me senti uma idiota. Eu estava noiva de um homem que nem deseja casar-se comigo. Estava começando a pesar de que aquele casamento não iria resultar em nada na Escócia.

- Não foi isso o que eu quis dizer! – Ele tentou se defender. – Eu...

- Mas foi o que entendi. – Eu o olhei com desprezo, dei as costas.

- Cristine?! – Ele bradou, mas não dei ouvidos. – Espera! – Ele pediu quando comecei a andar.


(...)

Capítulo 9


Na hora do jantar, antes sempre havia festa, na Corte Francesa era sempre assim, só não esperava surpresas naquele momento.

Estava em um cantinho qualquer da sala de janta quando alguém foi falar comigo.

- Ora... Mas que honra conhecer pessoalmente Cristine Mery. – O homem disse no tom sarcástico quando chegou perto de mim.

- Quem é você?

- Lorde Westbrook. - Ele respondeu.

Achei estranho. Alguma coisa me dizia que já ouvira aquele nome antes. Fiquei perturbada com isso.

- Reside a França? – Perguntei para ir mais além, para descobri o motivo daquele homem ter ido falar comigo. 

- Tenho uma casa em Paris, mas ultimamente estou na Corte. – Ele respondeu. – Me chame de Simon, por favor.  Podemos ser amigos e francos um com o outro. – Ele praticamente estava supondo algo que eu teria que decifrar. Mas o que era?

- Desculpe Simon, mas não o conheço o suficiente para sermos amigos. – Eu disse.

- Não gosto dos franceses que dizem tudo o que pensam e...

- Eu não sou francesa, você sabe disso!

Nesse exato momento nós já havíamos entrado em uma discussão meio que discreta, pelo o modo que falávamos. Aquele homem era meu inimigo ardiloso.

- Como está indo o noivado? – Ele perguntou meio que sugerindo algo.

Ergui mais a cabeça e respondi:

- Está indo muito bem, estamos felizes. – Tive que menti é claro. Eu e o Francis tínhamos que dá a impressão para as pessoas que éramos um casal unido.

- Então por que não marcaram a data? – Ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

Eu fiquei calada, não sabia o que responder. Realmente, já éramos para ter marcado a data do casamento, mas as coisas não estavam acontecendo do modo que eram pra acontecer.

- O compromisso da França com a Escócia é falso! – Ele disse convicto da sua revelação. – Se fosse verdadeiro, se você estivesse sendo ameaçada, acha que eles iriam mesmo defender você?

- Acredito que essa seja nossa definição de aliança. – Eu respondi tentando passar firmeza. Olhei para o lado e vi que o Michael estava presente, com uma taça nas mãos e a cada gole ele nos olhava. – Mas com certeza você já sabia disso! – Afirmei voltando a olhar o homem.

- Sei disso olhando pra você. Já tem idade. Deveria está casada e...

- Está me propondo? – Fui irônica quando o interrompi. – Ou está tentando me amedrontar? – Aumentei um pouco a voz.

Ele riu sem graça, aproximou-se de mim e disse bem pertinho do meu ouvido:

- Pegue suas damas de horas, reze por salvação, e volte para a Escócia. – Voltou a olhar fixamente nos meus olhos tentando me passar medo, e estava conseguindo.

- Está me ameaçando? – Perguntei e ele deu um passo para trás com um olhar bem cínico. – Não vou a lugar nenhum.

- Olha só, as freiras criaram uma garota corajosa. – Enquanto ele falava, eu olhava para o lado com um pequeno sorriso no rosto para disfarçar de que aquela pequena conversa na verdade era uma discussão e ameaças indiretamente. – A propósito, até agora não sei como você conseguiu fugir daquele convento naquela noite. Meus homens ficaram insatisfeitos por não terem conseguido pegá-la. Estou curioso para saber como foi que escapou. – Ele dizia na maior tranqüilidade. Sim! Foi ele que tentou me matar no convento pela última vez e estava dizendo cinicamente isso na minha cara. Ele estava me ameaçando, falava como se fosse normal ele ter mandado matar a Rainha da Escócia.

Comecei a cambalear um pouco depois daquele revelação, peguei apoio em uma coluna que havia bem atrás de mim, com o meu corpo tremendo comecei a ficar tonta, mas senti duas mãos me segurarem rapidamente antes que eu pudesse cair. Era Michael.

- Calma, está perdendo o jogo. – Ele disse enquanto ainda me segurava e com um sorriso cúmplice nos lábios.

Eu ainda estava tonta e incrédula com tudo aquilo, tanto que nem conseguia desvendar aquele sorriso que certamente estava me dizendo algo.

- Escute o bastardo Vossa Majestade. Foco no jogo. – Ele disse e riu.

Michael virou-se pra ele ainda com mesmo sorriso e colocou bruscamente a taça de vinho no peito dele fazendo o mesmo ficar com o semblante fechado.


- Vamos! – Michael disse e me tirou dali.


Capítulo 10


Michael me levou para a varanda do andar em que estávamos, não havia ninguém e foi por isso que ele ficou tão perto de mim.

- O que está fazendo – Eu perguntei com a voz baixa quando ele me encostou na parede e ficou na minha frente. Eu tentei empurrá-lo, mas ele me impediu.

- Mão se mexa. Não me empurre. – Ele murmurou e apertou suas mãos na minha cintura me fazendo arfa. Seu rosto estava a centímetros do meu, tanto que pude senti sua respiração quente esquentando a minha face. – Você está tremendo. – Ele voltou a falar voltando ao foco do porquê estávamos ali. – Não pode mostrar para as pessoas que está com medo.^

- Ele me ameaçou aqui, na Corte Francesa. – Falei passando o medo para que ele pudesse ver. – Ele queria enfatizar a tentativa de me matar no convento.

- Certamente ele soube da relutância do Francis em se casar com você.

- Então eles estão cientes de que não tenho a proteção da França.

- Você tem, tem sim. – Ele disse tentando me convencer.

- Michael... Até aqui no castelo alguém tentou me matar. É uma prova de não tenho a proteção da França. – Abaixei a cabeça.

- Hey! – Ele pega no meu queixo e ergue a minha cabeça. – Você tem a minha. – Ele olhou fixo nos meus olhos. – O Francis pode não está nem ai para a sua proteção, mas acredite, eu estou. – Ele pega uma mecha do meu cabelo e coloca por trás da minha orelha. Eu arfo mais uma vez com o toque dele.

Seu hálito quente ainda cobria minha face com a temperatura, ele estava completamente cheiroso, tão lindo como sempre, com aquela roupa de soldado e com aqueles cachos bem penteados, mas sempre com umas mechas desgrenhada para deixá-lo com mais charme.

Minha boca estava entreaberta quando percebi que ele estava a devorando apenas com o olhar. Respirei fundo e fechei os olhos esperando apenas que ele possuísse meus lábios. Em questão de segundos, senti ele apertar mais o meu corpo contra o dele e um roçar nos meus lábios.

- Michael... – Choraminguei por aquilo. Estava com o coração a mil para ter aquele beijo, mas por outro lado estava com medo de que alguém nos visse.

Senti ele colocar a mão na minha nuca levemente puxando mais minha cabeça de encontro a dele, e quando senti que aquela iria ser a hora, fomos interrompidos.

Droga! Minha líbido foi terrivelmente afetada. 

- Ow... – Era a Lola, minha dama de hora. – Desculpe Cristine. – Ela ficou toda por sem jeito e rapidamente se saiu.

Rapidamente empurrei  Michael preocupada com o que Lola iria pensar. O olhei nos olhos intensamente e sai de perto dele.

- Não Lola... Me espere. – Eu gritei e ela parou. – Não é o que você tá pensando.

Ela respirou fundo, pegou no meu braço e me guiou para um canto daquele cômodo e me disse:

- Cristine, você sabe que eu gosto muito de você não é? – Eu assenti e ela continuou. – Então me sinto no dever de te alertar. O que você estava fazendo? Você é noiva do Delfim da França e estava se pegando com o irmão bastardo dele. – Eu esbugalhei bem os meus olhos surpresa com o que disse, tentei retrucar, mas ela me impediu. – Você ouviu? BAS-TAR-DO. – Ela enfatizou o “bastardo”.

- Lola, não fale assim. E além do mais não aconteceu nada.

- E se eu não chegasse?

Revirei os olhos, a Lola era esperta.

- Tá Lola. Talvez... Eu não sei.

- Você ta maluca? Se o rei descobrir irá mandar decapitá-lo.

- Mas não vai, porque você não irá dizer nada! – Eu disse no tom autoritário. – E além do mais o Michael me salvou de uma situação na qual eu não estava conseguindo me camuflar.

- Do que você está falando? – Lola franziu o cenho.

- Me ameaçaram aqui, dentro da Corte e...

- Ai meu Deus! – A Lola gritou pondo a mão na boca.

- Shiii... Lola! Não grite. – Eu disse entre os dentes para que ela não fizesse nenhum tipo de escândalo. – Não aqui. Depois conversamos sobre isso ok? – Eu disse e ela assentiu.

- Mas vou te avisando, tome cuidado com o deus grego.

- Hãm? – Franzi o cenho.

- Sim, tenho que confessar que esse Michael é um deus grego. – Ela disse divertida.
Ri com o seu comentário.

- Lola! – Chamei sua atenção divertida.

- O que é?

Eu balancei a cabeça em reprovação e caímos na gargalhada, mas discretamente.

Naquela mesma noite, depois do jantar, eu e o Michael nos vimos mais uma vez, mas foi apenas uma troca de olhares. Tive que disfarça, pois na hora que o jantar foi servido, o Francis se fez presente e estava com um semblante nada amigável. Será que ele tinha percebido algo?


(...)



Capítulo 11


Quando estava nos meus aposentos, fiquei no máximo a noite toda tentando encontrar uma maneira de me proteger na Corte Francesa. Eu já estava ciente de que tinha pessoas querendo me matar. Pensei em várias coisas, mas apenas uma obstinava na minha cabeça. Legitimar o filho bastardo do Rei da França. Isso mesmo, com o Michael eu sentia que estava segura, não sei se pensei nisso porque me sentia atraída por ele, ou se realmente era só pela minha proteção.

Desde que cheguei na Corte, várias coisas vinham me acontecendo e a maioria delas eram ruins, mas quem estava lá sempre presente era o Michael, e não o Francis. Isso de certo modo me encantava.

Saí do meu quarto e fui direto para a sala do trono do Rei Henry II, estava disposta em colocar minha ideia em ação.

- Cristine?! – O rei disse quando eu adentrei a sua sala sem dá aviso prévio.

- Preciso falar com você. – Eu disse séria.

- Uau, vejo que o assunto é sério. – Eu assenti. – Aproxime-se e me conte o que há.

Assim eu fiz, me aproximei do Rei e fiquei olhando profundamente em seus olhos antes de proferir algo.

- Não quero mais me casar com o Francis. – Pronto, eu disse.

O rei ficou calado por alguns segundo, depois soltou uma grande gargalhada. Acho que ele pensou que eu estava brincando. Ele se enganou, eu estava falando mais sério do que ele pensava.

- Tá... Cristine, essa foi boa, agora pode falar o motivo verdadeiro de você estar aqui. – Ele disse ainda tentando conter o riso.

- Não é uma piada, eu estou falando sério. – O sorriso zombador que ele ainda carregava nos lábios se desfez na hora.

- O que? Mas o que aconteceu? – Ele perguntou incrédulo.

- Não me sinto segura sendo a noiva do Francis.

- Não se sente segura? – Ele tinha o semblante desentendido. – Olhe Cristine, se isso é porque eu recusei em mandar guardas para ajudar o seu país, fique sabendo que isso é...

- Não é por isso. – Eu o interrompi. – Quer saber, é por isso também, mas não me sinto segura.

- E o que você quer? – Ele perguntou.

- Quero me casar com o seu filho bastardo. – Eu disse.

O rei Henry levantou-se de seu trono com uma fúria enorme nos olhos e incrédulo com a minha vontade.

- Você está maluca?

- Não, estou mais sã do que você pensa. – Eu disse em um tom firme e áspera. 
- Não pode se casar com o Michael, ele é bastardo e além do mais ele não está preparado para ser um rei, e sim o Francis que foi educado para governar.

- E pelo o visto, para separar sentimentos também.

- Do que você está falando?

- Nada. Só quero que você faça aquilo que deve ser feito. – Eu disse seca.

- O que? Então você quer que eu o... – Ele virou a cabeça para o lado ainda me olhando.

- Quero que você o reconheça como um legitimo. Essa é a única forma de nós dois sairmos ganhando nesse jogo. – Ele franze o cenho.

- Não sou de joguinhos, Cristine! – Ele dá um de desentendido. 

- Ora Rei Henry, não se faça de besta. Mas não se preocupe que eu faço questão de lhe explicar tudo detalhado mais uma vez. – Eu disse ironicamente. Ele fica atento. – A minha prima, a Rainha da Inglaterra está a beira da morte e deixará o trono pra mim, só que como estarei casada com o futuro Rei da França e o pai dele ainda é vivo, você é claro, quem tomará posse da metade até os seus últimos dias de vida. – Conclui.

O Rei ficou surpreso quando eu demonstrei o que sabia.

- Então case-se com o Francis. – Ele falou.

- Já disse que não me sinto segura ao lado dele. – Revidei. – Reconheça o Michael como o seu filho e o novo Delfim da França, ou então você perderá uma grande oportunidade de ter a Inglaterra em suas mãos. Tem até a hora do jantar para pensar. – Eu disse e sair deixando o rei de boca aberta com o lhe propus. Ele estava em uma encruzilhada dessa vez.

Já estava na hora de agir como uma Rainha, mesmo não sendo a Rainha da França, eu era a Rainha da Escócia e precisava demonstrar a minha autoridade, o meu poder e principalmente mostrar do que eu era capaz.


Capítulo 12


Na hora do jantar o Rei estava muito tenso, pensativo, mal tinha tocado na comida, e quando olhava pra mim parecia sem saída. E ele estava.

O Francis estava sentando em minha frente e o Michael não se fazia presente.

- Preciso da atenção de todos nesse momento. – O Rei disse e todos prestaram a atenção nele. – Devido há alguns acontecimentos aqui na França, a linha de sucessão atual não valerá mais. – concluiu.

- Henry, do que você está falando? – Clarrissa perguntou quando se levantou e colocou as palmas das duas mãos sobre a mesa. Seu semblante não era nada bom.

- O que eu quero dizer é que... O Francis não é mais o Delfim da França.

Todos que eram de suma importância na corte e que também estavam na mesa ficaram incrédulos diante do Rei, inclusive o Francis. Um sorriso de satisfação se formou nos meus lábios quando baixei a cabeça.

A rainha riu.

- Você só pode está de brincadeira. Ele é o seu único filho, é o único que pode ser o Delfim. – Ele gritava. – Espera! A não ser que...

- Irei legitimar o Michael. – Ele disse seco.

E mais uma vez todos ficaram surpresos. Estavam com a boca no formato de um “O”.

- Mas o que? – Dessa vez o Francis tomou a frente. – Você não pode fazer isso. – Bradou.

- Na verdade eu posso sim, o Michael também é meu filho.

- Esse bastardo não é seu filho, ele é um desrespeito ao nosso casamento.

- Não fale assim! – O rei bradou quando ela falou.

- Espera! – Francis chama a atenção de todos. – Então se você mudar a linha de sucessão é com o Michael que a Cristine terá que casar. – Ele presumiu. Eu sorri, não queria casar mais com ele mesmo.

- Até que fim conseguiu entender. – O rei disse. – Vossa Majestade, - olhou para mim – a Senhorita a parti de agora não é mais noiva do Francis. Espero que entenda. – Franzi o cenho. Eu pensava que ele iria falar que foi eu mesma quem fiz essa confusão toda, mas pra minha surpresa ele não disse. O que o desejo pelo o poder não faz, não é mesmo?

Então eu me fiz de surpresa também olhando para todos. Realmente eu estava ficando astuta.

- Mas Henry... – A Rainha iria questionar mais uma vez, só que o Rei a interrompeu.

- Mas nada. Já terminei o meu jantar. – Ele disse e se saiu deixando todos de boca aberta e ainda incrédulos.

- O Céus. – Eu disse quando coloquei minha mão no meu peito com a cara mais de inocente que consegui fazer.

- Você sabia de tudo isso não é mesmo? – A Rainha Clarrisa perguntou quando se virou pra mim com uma fúria nos olhos. – Não é mesmo? – Bradou.

- Eu não sei do que você está falando. – Eu disse, mas dessa vez com a cara mais sínica.

- Isso não vai ficar assim, meu filho não será apenas o irmão do futuro rei, ele é o futuro rei e não um bastardo. – Bateu mais uma vez as mãos sobre a mesa e saiu da sala em passos duros.

Olhei para o Francis que estava olhando com o semblante nada agradável pra mim e fiz a cara mais de inocente. Coisa que eu não era naquele momento.

- Subestimei você. – Ele disse e tomou um gole de vinho. – Está ficando esperta Cristine. – Ele levantou-se da cadeira, colocou a taça sobre a mesa e saiu me deixando com o resto das pessoas de importância da corte.


(...)


Capítulo 13


Naquela mesma noite eu estava tão ansiosa para encontrar o Michael e dizer que praticamente estávamos noivos.

- Viram o Michael? – Eu perguntei a dois soldados que estavam na porta do corte.

- Está alimentando o cavalo Vossa Majestade. – Um deles me respondeu.

- Obrigada! – Agradeci com um sorriso no rosto e fui encontrá-lo.

Fui ansiosíssima a procura dele e o encontrei com uma mochila grande nas costas e com um grande sobretudo. Parecia que estava de saída.

- Michael? – Eu o chamei e rapidamente ele olhou pra mim. – O que você está fazendo?

- O que você acha? – Disse seco. – Estou indo embora.

- O que? Indo embora? – Perguntei sem entender nada. – Você não pode ir embora, você vai...

- Ser o novo Delfim? – Ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas. Como ele sabia?

Eu iria falar só que ele me interrompeu.

- Eu ouvir tudo Cristine, o Henry está disposto a me legitimar para que eu seja o Delfim. Eu não quero ser Rei.

- Mas Michael...

- Agora estou correndo risco de vida por ameaçar a linha de sucessão. – Ele disse me interrompendo. – Certamente a Rainha mandará me matar.

- Mas você não pode ir embora, como o Delfim estará protegido, poxa Michael, eu estava confiando em você quando fiz o pedido ao Rei. – Eu disse.

- Você que pediu para o Henry mudar a linha de secessão? – Franziu o cenho.

- Você disse que... – Eu olhava para os meus dedos – me protegeria. – Concluir e voltei a olhá-lo.

A cara nada amigável que ele estava se desfez na hora.

- Cristine... – Me chamou com serenidade. – Eu tenho que ir. – Rapidamente ele montou em seu cavalo, quando estava pronto para dá partida eu o chamei.

- Michael? – Ele olhou para mim. – Me leve com você.

Ele esbugalhou os olhos surpreso.

- O que? – Ele riu.

- Se for pra fugir, que seja comigo. – Disse séria.

Ele riu e estendeu a mão para que eu pudesse subir em seu cavalo. Quando já estava montada e segurando em sua cintura esperando ele dá a partida, ele me olhou de soslaio e riu balançando a cabeça.

- Você é maluca sabia? – Perguntou quando deu a partida.

- Eu sei. – Respondi.


Segurando o Michael, eu podia senti seu cheiro mais uma vez, o cheiro dos seus cabelos era tão gostoso. Estava com uma satisfação enorme com ele me levando para qualquer lugar que fosse fora dali, mesmo que não fôssemos nada um do outro, ainda.



Capítulo 14


Nós cavalgamos durante horas que nem percebemos que o céu já estava ficando claro. Mas eu estava preocupada com uma coisa, há essa altura as pessoas da Corte já tinham percebido a minha ausência e a do Michael também. Certamente já estavam atrás da gente.

- Acho bom parar um pouco. – Michael disse quando chegamos no topo de uma montanha.

- Aqui? – Perguntei.

- Sim, não gosta da vista? – Ele desceu do cavalo e em seguida me ajudou a fazer o mesmo.

- É lindo. – Eu disse encantada com a vista. Dava pra vê toda a floresta e seus encantos. Fiquei hipnotizada.

- Está com fome? – Ele perguntou me tirando do transe. Neguei com a cabeça. – Está com cede? – Perguntou novamente.

- Por favor! – Respondi e logo ele tirou a bolsa das costas colocando a mesma no chão. Abaixou-se e capturou uma garrafa com água que estava dentro da bolsa e a estendeu para mim. – Obrigada! – Agradeci e logo levei a garrafa até os meus lábios e assim bebendo um pouco da água.

- Você é mais maluca do que eu pensei. – Ele disse e riu. – Nessas horas já devem estar feito loucos atrás de você. – Ele fica calado por um instante. – E de mim também.

- Eu invejo você Michael. – Eu me virei e o olhei. Ele franziu o cenho.

- Por quê? Não vejo nada de invejável em mim. – Ele respondeu e sentou-se no chão. – Sou um bastardo Cristine. – Ele disse tranqüilo e mais uma vez percebi que o Michael não se incomodava com isso. 

- Mas é por isso mesmo. – Me sentei ao lado dele e olhando para o céu continuei. – Você tem sua liberdade, pode sair sem que as pessoas o reconheçam como um rei, pode fazer o que quiser, em fim, é livre.

- Quem mandou você nascer uma Rainha. – Ele disse divertido e eu ri.

- Pois é, quem mandou. – Respondi para entrar no clima.

Ficamos calados por um tempinho até que eu decidi quebrar aquele silencio horrível.

- Michael?

- Sim! – Ele respondeu com a voz suave.

- Me desculpe. – Eu disse em baixa.

- Pelo o que? – Percebi que ele estava olhando pra mim.

- Por ter pedido ao Rei para mudar a linha de sucessão.

Ele respirou fundo.

- Tudo bem Cristine. – Foram as únicas palavras que ele disse antes de ficarmos em silêncio mais uma vez.

- E agora como é que vai ser? – Ele perguntou desfazendo o silêncio.

- O que? – Franzi o cenho.

- Depois que o rei me legitimar.

- Você vai ser o Delfim.

- Não é disso que eu falo. – Ele disse e virou o seu olhar para mim. Era penetrante.

- Então o que é? – Perguntei com a voz baixa.

- A gente. – Ele disse. – Agora estamos sozinhos e não tem como você negar.

- Negar o que? – Perguntei com medo da resposta.

- Que não sentiu nada depois daquele beijo que demos na beira do lago. – Ele respondeu com a voz suave.


Senti meu coração querer pular fora do peito, o meu rosto enrubescido e meu corpo entrar em estado de tremedeira quanto tentei responder.


Capítulo 15


 - Eu... Ah... – Eu olhava pra ele que tinha o semblante curioso. – Eu não sei.

- Não sabe? – Arqueou as sobrancelhas.

- Eu não sei. Eu... Estava bêbada você também e...

Enquanto eu falava, ele aproximou-se de mim e de um modo imprevisível tomou os meus lábios com um beijo que eu não o retribui de tão surpresa que estava.

- Agora estamos sóbrios. – Ele disse quando tirou seus lábios dos meus. – Vamos ver se não sabe mesmo. – Ele disse com a voz rouca e tomou meus lábios mais uma vez. Eu fiquei paralisada quando ele segurou meu rosto com as duas mãos apertando mais aquele beijo suave que aos poucos foi se tornando voraz. Claro que eu não consegui me controlar e deixei que ele explorasse a minha boca assim como eu explorava a dele.

Depois ele decidiu fazer uma coisa que me deixou totalmente indefesa. Me deitou ao poucos no chão e se colocou por cima de mim ainda com os nossos lábios colados. O beijo estava ficando ainda mais quente; sedento e passou a ficar saliente quando ele começou a passear suas mãos em meu corpo e depois os seus beijos embalando em uma sintonia de gemidos e sussurros.

- Michael! – Eu gemi enquanto ele beijava o meu pescoço. Era tão boa aquela sensação que o meu corpo sentia. Era diferente e prazerosa.

- Você é tão cheirosa Cristine. – Ele disse com a voz rouca enquanto me beijava. Eu arfei.

Aqueles beijos já estavam passando do limites, não por que o Michael estava me beijando, mas sim porque o meu corpo estava tendo uma reação que eu nunca sentira antes. Eu sabia o porquê daquilo e já estava ficando assustada quando percebi que algo crescia entre as pernas do Michael. Eu era jovem, nunca tinha beijado um homem, o Michael foi o primeiro e era bom, mas eu não queria que nada além daquilo acontecesse naquele momento, não que não fosse acontecer depois, mas ali não.

Michael passeava sua mão esquerda pelo o meu corpo enquanto o outro braço se mantinha sob a minha cabeça. Aquilo era bom, sim, era bom, mas tive que interromper quando ele levou a sua mão para a minha coxa e começou a subir o meu vestido. Estava quente demais, então o empurrei de cima de mim com a respiração descontrolada e com o rosto coberto pelo o rubor.

- Você está ruborizada. – Ele disse com um sorriso satisfatório e lambendo os próprios lábios.

- Não estou. – Disse tentando disfarçar.

- Então por que parou? – Perguntou aproximando-se de mim mais uma vez.

- Por que... – Não consegui responder por duas razões: Primeiro porque não queria dizer que estava com medo daquilo ir mais além, e segundo porque ouvi cavalos rinchando e se aproximando de nós. – Estão nos procurando Michael. – Eu disse com os olhos apavorados.

- Os soldados da Corte? – Ele perguntou.

- Sim, não consegue ouvir? Eles estão pertos, temos que sair daqui. – Eu estava com medo.

- Droga! – Ele resmunga. – Venha, vamos sair daqui. – Ele levantou-se e me ajudou a fazer o mesmo. Montamos no cavalo e saímos de lá temendo que conseguissem nos alcançar, mas tudo foi em vão. Tentamos fugir, mas só que eram muitos e acabaram nos cercando no meio da floresta.

- Michael, liberte a Rainha Cristine. – Um dele bradou. – O Rei irá decapitá-lo por seqüestro.

- Ele não me seqüestrou soldado. – Bradei para defender Michael. – Vim porque eu quis.

- Vossa Majestade, o Michael é...

- Bastardo? Dane-se!

- Cristine? – O Michael chamou a minha atenção e eu o olhei. – Pode deixar, eu me viro. – Ele disse tranqüilo e eu não entendia como ele conseguia ficar tão calmo e tranqüilo em uma situação daquela.

- Mas Michael...

- Cristine, não discuta, por favor! – Ele disse com um olhar cúmplice.

Ele desceu do cavalo e me ajudou a fazer o mesmo. Dois guardas aproximaram-se dele e prendeu as mãos dele e o levaram brutalmente para outro cavalo.

- O que vocês estão fazendo? – Eu gritei. – Soltem ele.

- Ordens do Rei, Vossa Majestade. – Um deles respondeu. – Agora vamos, o Rei está preocupado. – Eu bufei de tanta raiva que estava e subi em outro cavalo. Olhei para o Michael que estava com o rosto tranqüilo e balancei a cabeça revoltada com aquilo. Eu era a culpada daquilo, sabia que estava pondo ele em problemas.

Droga! – Meu subconsciente gritava. 




Capítulo 16


Horas depois chegamos, e logo o pessoal da Corte foram avisados quando os outros guardas nos avistaram de longe.

- O que você pensou que estava fazendo Michael? – O Rei Henry já veio gritando.

- Estava cavalgando. – Respondeu irônico.

- Cavalgando? Deixe de mentir Michael, você seqüestrou a Cristine. – Gritou Francis com raiva.

- Ele não me seqüestrou. – Bradei. – Eu pedi para ele me levar junto. – Eu disse e todos que estavam presentes ficaram cochichando. – E não adianta ficarem me criticando porque eu não sou obrigada a me casar com o Francis.

- Mas vocês são noivos desde criança. – Disse a maldita Rainha Clarissa.

- Mas ele não será mais o Delfim, então terei que me casar com o novo. Não mesmo Henry? – Perguntei no tom debochador.

O Rei ficou sem saída com a minha pergunta, tanto que ficou por breves minutos calado, parecia pensar em algo.

- Podem me levar. – Disse Michael quebrando o silêncio.

Tanto eu como o próprio Rei ficamos impressionados com ele. Por que ele pediu para ser levado?

- Michael, o que você ta fazendo? – Perguntei ainda incrédula.

- Eles estão me acusando de seqüestro, e até provar minha inocência terei que ficar preso. – Ele respondeu tranqüilo.

- Mas você será o Delfim e...

- Mas ainda continuo sendo o bastardo. – Disse me interrompendo.

- Até que fim falou algo de interessante. – Disse Francis sarcástico. Revirei os meus olhos para mostrar que não ligava para o que ele dizia.

O Rei aproximou-se de Michael e lhe falou algo bem baixinho, mas ainda pude ouvir uma parte: “Eu não sei o que você fez, mas acredito que não seja um criminoso. Você é meu filho bastardo, mas poxa Michael, você sabe que eu gosto muito de você, mas infelizmente terei que fazer isso para mostrar minha autoridade para as pessoas. Sinto muito!” – Michael apenas o olhou tranquilamente e assentiu.

- Levem ele. – Ordenou o Rei e entrou no castelo.

Antes de ser levado, Michael olhou para mim e piscou um olho com um sorriso lascivo nos lábios. Mas mesmo assim eu estava revoltada pelo o que ele disse.

Bufei quando vi os guardas o levando para onde eu saberia depois.

- O que você achou que estava fazendo Cristine? – Francis perguntou enquanto se aproximava de mim junto com a cobra da sua mãe, a Rainha Clarissa.

- Não te interessa. – Respondi sem olhá-los.

- Você é muito ingênua para pensar que sabe de alguma coisa. Ele é um bastardo. – Francis disse.

Nesse momento eu me virei para olhá-lo, estava incrédula com o que disse. Nunca pensei que aquele garotinho com o qual eu brincava quando era criança tinha se tornado tão arrogante. Mas é obvio, com uma mãe daquela.

- Sabe Francis, quando eu cheguei aqui pensei que você ainda era aquele garotinho gentil quando era criança. Mas me enganei. – Enquanto eu falava, ele mantinha as sobrancelhas arqueadas debochando de minhas palavras. – Você deixou o seu ego crescer, e pior, deixou ele te dominar.

- E quem liga pra isso? – Ele perguntou.

- As mulheres ligam, eu ligo. Você acha que as mulheres que você “fica” ou as que já ficou realmente se interessaram por você? Obvio que não. – Jogava as palavras na cara dele. – Elas só se deitaram com você de olho da sua fortuna, na sua coroa ou só para poderem dizer um dia: “EU TRANSEI COM O PRÍNCIPE DA FRANÇA”. Você não é um cavaleiro.

- Não pra você.

- Por isso escolhi o Michael, que apesar de ser um bastardo vale mais do que você e sua mãe juntos. – Eu disse já com muita raiva.

- Como ousa a falar assim de mim garota? – A Rainha toma a frente gritando. – Eu sou a Rainha e...

- Mas não é a minha. – Eu disse entre os dentes a interrompendo. – Você é a Rainha da França e eu a da Escócia, portanto nenhuma manda na outra. – Cuspi as palavras na cara dela e sai andando para dentro do castelo, mas depois de três passos que dei, parei e os olhei novamente. – Vocês são farinhas do mesmo saco. – Eu disse e pude ver que o Francis estava se segurando para não avançar em cima de mim. Dei um sorriso falso e entrei no castelo apenas com um intuito, ir até o Michael



(...)



Capítulo 17


Depois de tanto pedi a um guarda para me dizer onde o Michael estava finalmente consegui convencê-lo.

Assim que cheguei na porta da cela onde o Michael estava preso ouvi uma voz feminina que parecia estar dando sermões ao Michael. Decidi parar para ouvir.

“- O que você estava fazendo meu filho? O que você tinha na cabeça quando decidiu fugir com a Rainha Cristine? - Michael não respondia. – E a propósito, desde quando vocês estão se pegando?

- Mãe! – Ouvir o Michael gritar com a sua mãe, a Diane. – Não estávamos nos pegando, só... Quer dizer, ela apenas pediu para que eu a levasse junto.

- Acha que sou boba Mike? – Mike? – Você está apaixonado por ela, é obvio.

- E o que você tem haver com isso? Muito mal você está aqui, presente comigo.

- Você sabe que eu não posso, eu...

- Claro que não pode, você só tem tempo para vir aqui falar com o seu amado Rei.

- Não fale assim Mike! Sei que está com raiva porque...

- Mãe, não quero falar sobre isso. – Ele disse.

- Tudo bem. A propósito, fiquei sabendo sobre o Henry lhe legitimar, isso é tão bom.

- Pra você não é mesmo. Pra mim pouco me importa. Eu não quero ser Rei.

- Mas Mike, você tem que ter uma garantia aqui nesse castelo. O que acha que acontecerá quando o seu pai morrer, que o Francis sendo o rei permitirá a nossa presença aqui? Sem falar na Clarissa que mandará me decapitar.

- É, mas não vai mais acontecer porque o Rei irá me legitimar assim como a você sempre quis.


(...)


Depois de ouvi aquela conversa, quer dizer, aquela discussão, fiquei paralisada na porta, tanto que nem percebi que a mãe do Michael a abriu e me fez quase cair no chão. Que vergonha fiquei com aquela situação, estava mais parecendo uma fofoqueira espiando a conversa dos outros atrás da porta.

- Vossa Majestade? – A mãe do Michael disse assim quando me viu. Ela tinha o cenho franzido.

- Eu... Ah... Só quero ver o Michael. – Balbuciei. 

Ele arqueou as sobrancelhas como se estivesse querendo supor algo.

- Ta bem. – Ela respondeu a abriu passagem para que eu pudesse entrar, e com a maior vergonha e sem olhá-la eu entrei e fechei a porta.

- Cristine? – Michael disse assim que viu.

- Você está bem? – Perguntei branda.

- Sim, eu não vou ficar muito tempo aqui...

Enquanto Michael falava, eu me aproximava dele com a cara mais fofa que consegui fazer, mas quando cheguei perto soltei os “cachorros”.

- Por que você fez isso? – Lhe dei um tapa no peito e não estava brincando.

- Hei? – Gritou e seus olhos se esbugalharam, mas eu continuei estapeando o seu peitoral.

 - Por que você fez isso? Não era pra ter me dito “sim” quando pedi que me levasse. A culpa é minha – Continuava o estapeando.

- Você ta maluca? Cristine? – Michael gritava e tentava segurar as minhas mãos.

- Não deveria ter se entregado. Seria minha palavra contra a sua, e se eu dissesse que você não me seqüestrou eles não iriam poder fazer nada com você. – Eu gritava e ainda estapeava o peito dele que andava para trás. – Por que você fez isso?

- Por que estou apaixonado por você! – Ele disse assim que conseguiu segurar as minhas mãos. 



Capítulo 18


Fiquei paralisada por alguns segundos enquanto ele me olhava profundamente. Meu Deus, o meu coração parecia ter parado naquele momento, tanto que não consegui articular nada em mente para falar e mesmo se conseguisse minha boca não teria forças para abrir.

Ainda me olhando profundamente, lentamente ele solta as minhas mãos e leva elas até o meu rosto segurando o mesmo.

- Estou apaixonado por você garota. – Ele disse mais uma vez. Continuei calada. – Você não vai falar nada?

- O... O que... Você quer que eu fale? – Perguntei gaguejando e pude senti meu rosto corado.

- Sei lá, um... “Eu também estou apaixonada por você” – Ele disse com um pequeno sorriso de lado nos lábios. O Céus, como ele era lindo. – A não ser que não esteja. Eu vou entender que...

- Eu também estou apaixonada por você! – Eu disse o interrompendo e pude ver a cara de surpreso que ele fez quando disse as tais palavras a ele.

Ele sorriu e logo pude senti ele me puxar mais para perto e me dá um beijo apaixonado.

- Desde a primeira vez que a vi, me apaixonei por você. – Ele disse quando soltou os meus lábios. Estávamos ofegantes.

- Michael, eu quero você. – Eu disse séria, mas com medo do que ele iria falar.

- O que? – Ele perguntou com o cenho franzido. Certamente estava surpreso.

- Isso mesmo que você ouviu. Eu quero você, aqui, agora. – Eu disse e pude sentir as minhas bochechas ruborizarem.

- Cristine, você não precisa fazer isso. – Ele disse me soltando.

- Mas eu quero. – Eu disse convicta e me aproximei dele. – Faça amor comigo Michael, agora! – Eu coloquei as minhas mãos sobre o seu abdômen e depois comecei a pôr as mesmas por dentro de sua veste de cima.

Eu sabia que o Michael não poderia resistir a tanta tentação. Tá, eu ainda era muito jovem, mas o Michael já tinha 27 anos e estávamos apaixonados um pelo o outro.

- Pode entrar alguém aqui e... – Ele dizia enquanto sua respiração era profunda.

- Michael... – Eu comecei a beijar o seu peito, depois que desabotoei sua veste. – Me faça sua. – Concluir sussurrando no ouvido dele.

Realmente, ele estava se segurando, mas durou muito pouco. Finalmente senti ele se rendendo aos meus encantos quando ele colocou suas mãos na minha cintura e começou a me guiar para uma pequena cama que havia no local.

 Assim que chegamos na beira da cama ele me deitou sobre a mesma e se colocou em cima de mim. Era tão bom sentir o peso do corpo de Michael sobre o meu. Ainda continuamos nos beijando, e era tão arrebatador aquele beijo.

Ele começou a se esfregar, deslizar-se por cima do meu corpo e o beijo foi se tornando ainda mais quente quando senti a ereção do Michael crescer cada vez mais.

- Se quiser que eu pare ainda dá tempo. – Ele disse ofegando e com a voz rouca assim que soltou os meus lábios.

- Nunca! – Respondi. Vi o sorriso lascivo se formar nos seus lábios e depois voltou a me beijar.

Aos poucos foi tirando as minhas vestes, logo em seguida a dele e houve todas as preliminares possíveis para que estivéssemos excitados.

- Cristine? – Seu chamado com a voz rouca era um pedido de permissão para se pôr dentro de mim. Eu consenti e não demorou muito para que ele me penetrasse. Ele foi gentil, carinhoso e muito cuidadoso. Seus movimentos de vai e vem no inicio era um incomodo, mas depois foi se tornando bastante prazeroso e o medo de que alguém entrasse ali naquele quarto deixava o clima mais gostoso.  Não demorou muito para que eu tivesse o meu primeiro orgasmo e o Michael se derramar dentro de mim.

Aquela sensação de torna-se mulher era tão boa, principalmente quando você perde a virtude com o homem que você está apaixonada.


(...)


A minha primeira vez tinha sido maravilhosa. Confesso que fiquei nervosa e com medo, mas o Michael foi muito carinhoso, paciente, romântico e gentil. Tudo perfeito.

Eu estava deitada e com a mão no peito do Michael enquanto ele fazia carinho na minha cabeça.

- Eu te machuquei? – Ele perguntou.

Eu levantei minha cabeça para olhá-lo, neguei e depois voltei a deitar. 

- E por que está tão quieta?

- Porque estou me lembrando de como foi bom. – Voltei a olhá-lo e pela primeira vez vi o Michael com o rosto ruborizado. Ele também era tímido.

Ele sorriu e levantou-se da cama.

- O que vai fazer? – Perguntei.

- Vestir a minhas roupas. Deveria fazer o mesmo. – Dizia ele enquanto pegava suas roupas do chão. – Alguém pode chegar. – Concluiu.

Quando estava prestes a me levantar, alguém bateu na porta da cela avisando que vai entrar.


Capítulo 19


- Oh meu Deus, Michael?! – Eu balbucie olhando para ele que esbugalhou os olhos quando olhou pra mim e viu que eu ainda estava nua.

- A cama! – Ele respondeu indicando para eu me esconder embaixo da cama. Não hesitei e me joguei no chão ao lado da cama para que a pessoa não me visse.

- Há um recado pra você. Do Rei! – Ouvi um homem falar para o Michael.

- O meu pai? – Michael perguntou confuso.

- Ele está lhe esperando na sala do trono. – Ouvi Michael respirar profundamente enquanto assentia para o homem que em seguida saiu.

Seguido disso, me levantei do chão e cobri o meu corpo com um lençol branco que havia na cama.

- Quase! – Eu disse e dei uma leve respiração de alivio.

Michael virou-se pra mim e caiu na gargalhada mostrando seus dentes exageradamente brancos.

- Qual é a graça? – Perguntei me sentindo constrangida com ele rindo de mim.

- Hey, calma, eu só achei muito engraçada a sua cara de assustada quando o homem bateu na porta e você pulou no chão. – Ele respondeu e voltou a rir.

- Michael?! – Bradei e joguei a almofada nele. – Não tem graça!

- Tá bem. Desculpe! – Disse ele escondendo um sorriso sádico por trás dos seus lábios contraídos.

Ignorei e mudei de assunto enquanto vestia minha roupa.

- O que será que o rei quer com você? – Perguntei.

- Eu não sei! – Ele respondeu enquanto arrumava o desgrenho de seu cabelo. – Mas estou louco pra saber. – Concluiu.

- Espero que seja boas notícias. – Eu disse.

Ele caminhou até mim e lançou suas duas mãos grandes na minha cintura. Como isso fazia efeito em mim.

- Acha que estamos sendo imprudentes? – Ele perguntou com a voz suave.

- Está arrependido Michael? – Perguntei com medo de ele dizer um “sim” ou “talvez”.

- Não! Não é isso. – Ele logo respondeu apertando mais o meu corpo contra o dele. – É que se o rei não conseguir me legitimar, você sabe o que acontecerá não é mesmo? – Parecia preocupado agora.

Michael tinha razão. Para legitimar um filho bastardo tinha que ter a permissão do Papa, e se por acaso o Papa não permitisse essa legitimação eu teria apenas duas opções: Ou casar-se com o Francis ou voltar para a Escócia sem cumprir o que me foi decretado. Detalhe: A noiva tinha que ser pura, coisa que eu não era mais a parti daquele momento.

Mas eu não queria e nem iria casar-se com o Francis, nem que fosse o último homem da face da terra.

- Você vai ser legitimado sim. Quero você ao meu lado e... – Fui interrompida.

- Você sabe que eu não quero ser rei não é? – Ele perguntou e eu franzi o cenho. Como assim? O que ele quer dizer com isso? – Mas, aceitei isso por você. – Sua voz saiu branda que me fez sorri satisfeita. Michael era tudo o que eu precisava. – Agora vamos que o Rei me espera. – Ele concluiu e saímos da cela. Primeiro eu e depois ele.

Quando passamos pelo os guardas eles ficaram nos olhando desconfiados. Eu e o Michael olhávamos um para o outro de soslaio e estávamos nos prendendo para não rir da cara deles. Quando saímos da vista dos guardas eu dei um leve sorriso enquanto Michael ria exageradamente de uma forma gostosa.

- Ai ai Cristine... Se eles soubessem o que você fez. – Brincou com um sorriso cativante.

- Ah, então a culpa é só minha? – Perguntei quando pus as mãos na minha cintura esperando uma resposta dele.

- O que? Claro que é! – Fuzilei incrédula com o que dizia. – Você atiçou os meus instintos masculinos. – Ele disse quando se aproximou e se inclinou para sussurrar em meu ouvido. – E eu não consegui resistir. – Concluiu.

- É? Mas bem que você gostou dessa tensão. – Murmurei e senti um sorriso se brotar em seus lábios.

- Bem... A conversa está ótima, mas agora tenho que ir ver o que o Rei quer. – Enfatizou a palavra “rei”. – Nos vermos depois? – Eu assenti e ele se foi. Não poderíamos nos beijar, a tentação era grande, mas alguém poderia nos ver.


(...)


Algumas horas depois quando estava em meus aposentos esperando por notícias, à rainha Clarissa invadiu o mesmo possessa pelo ódio.


Me pus de pé e a encarei.




Capítulo 20


- O que faz aqui? – Perguntei séria e com a cara fechada.

- Você conseguiu o que tanto queria. – Seus gritos estridentes eram cruciantes.

- Do que você está falando? – Voltei a perguntar.

- Seu amantezinho bastando foi absorvido da acusação e agora está sentado no trono resolvendo problemas, foi legitimado. – Quando ela proferiu as tais palavra não consegui conter o sorriso de satisfação que insistia em sair. – Então você está feliz? – Ela gritou.

- Mas é claro! Agora com o Michael ficarei mais segura aqui na corte, coisa que eu não era sendo a noiva do seu filho. – Quando terminei de falar senti uma camada quente percorrer no lado esquerdo do meu rosto. Aquela vadia havia me batido.

Pus uma mão sobre o lado que ardia e com gosto retribui o tapa fazendo a mesma ter um impacto ao ponto de quase ir ao chão.

- Você bateu na rainha da França...

- Dane-se você, dane-se o rei, dane-se o Francis, dane-se a sua coroa. Também sou uma Rainha e você me bateu. Nada mais do que merecido esse tapa. – Eu bradei – Quer respeito? Respeite as pessoas primeiro. Ou então cada vez que me dar um tapa, tenha a certeza que lhe retribuirei sempre, mas nos dois lados. – Disse em um tom ameaçador.

- Sua desgraçada! – Ela disse e eu entrouxei a boca debochando da cara dela. – Por sua causa meu filho agora não será mais o Rei.

- Ótimo! Era isso o que eu queria. – Fui franca.

Ela me fuzilou e caminhou em minha direção mais uma vez, ergui a minha cabeça e esperei por alguma reação dela.

- Você vai me pagar Cristine Mery! – Ela disse. Estava me ameaçando.

- Está me ameaçando? – Perguntei, mas não demonstrei medo.

Ela abriu um sorriso ardiloso e me impressionei porque pensei que ela iria me dá outro tapa, que por sinal seria bem retribuído. Mas não, ela não me bateu, só voltou a falar.

- Entenda como quiser! – Disse e logo me deu as costas saindo dos meus aposentos.

Aquela mulher me odiava, e agora mais do que nunca eu teria que tomar cuidado com ela. Tinha quase a certeza de que foi ela quem tentou me matar na corte. Só não tinha como provar. Mas agora o Michael estaria ao meu lado e com certeza iria me proteger.

Sim, antes de tudo quero dizer que fiquei muito feliz do Michael ser legitimado, tanto que minha vontade era de corre, pular em seus braços, beijá-lo e dizer que o amo. Espera! Eu já o amo? Sim, digo com toda a certeza que sou louca por esse homem.

Saí correndo pelo os corredores e os andares daquele castelo apenas para beijar o meu Michael e dizer que foi a melhor coisa que acontecera em minha vida, já tinha até esquecido do ocorrido entre eu e a Rainha. Adentrei a sala do trono e me surpreendi com a cena.

O Michael vestido com a roupa de um verdadeiro Delfim e até já estava sentado em uma das cadeiras do trono enquanto o rei se encontrava na outra.

Fiquei exasperada com aquilo, mas calma que vocês irão entender o porquê.

Aproximei-me mais e vi que o Michael estava sendo o juiz de algumas acusações da corte, era o Regente, e sinceramente? Percebi que ele não estava preparado para aquilo, não naquele momento. Aquilo era pra ser feito pelo o Rei ou pelo o príncipe, tá bem, eu sei que ele já era o príncipe, mas ainda precisava da preparação. Até porque ele não era como o Francis, não nasceu em berço de trono.

Me postei ao lado do rei e perguntei:

- O que você está fazendo?

- Treinando ele. Não é isso o que você tanto queria? – Disse ele sem olhar pra mim.

- Ele não está preparado ainda. – Retruquei e o rei olhou pra mim.

- Olhe aqui, Cristine, não me diga o que devo fazer no meu reino. – Fiquei calada e ele continuou. – Agora ele é um príncipe e deve aprender o quanto antes como reinar. Preciso que ele faça isso logo porque estarei viajando e ele ficará responsável para tomar as decisões enquanto eu estiver ausente.

- Tá bem, mas não precisa ser desse jeito. O que as pessoas vão pensar dele? Olhe só pra ele, mal foi legitimado e você já o colocou como Regente. – Dizia eu enquanto olhava para Michael que estava sentado com uma mão sobre a perna e a outra com o punho fechado sob o seu queixo. Parecia tenso e entediado. Mas não era pra menos, aquilo ainda era muito novo pra ele, o Michael era um homem tranqüilo, decidido, inteligente, mas eu tinha a ciência de que ele não sabia de algumas coisas que os reis e rainhas tinham que fazer.

Ele olhou pra mim de relance quando me aproximei dele enquanto um homem fazia uma queixa.

-...e esse mentiroso roubou as minhas galinhas. – O homem falava apontando para outro homem que estava algemado. – Eu as quero de volta.

Todos ficaram esperando uma resposta de Michael, mas parecia que ele não tinha nada o que dizer. Aquela cena estava ficando engraçada, o Michael estava com a cara de “me tira daqui”.

Soltei um sorriso suave pra ele e mexi meus lábios para que ele fizesse uma leitura labial para saber o que eu estava dizendo. “Fique tranqüilo e tome a sua decisão”

Ele assentiu, mexeu a cabeça para um lado, depois para o outro, respirou fundo e logo tomou uma atitude.

- Pois bem. Isso é uma acusação muito grave, e aqui na Corte temos regras e elas devem ser cumpridas. – Disse com a voz firme e me deixou com muito orgulho. Ele levou sua vista para o acusado e perguntou: - O que você tem pra se defender? – Perguntou e recebeu como resposta o silêncio do acusado que para todos foi como uma confirmação. Até porque quem cala consente. – Foi o que eu pensei. Levem ele! – Ordenou e os guardas levaram o homem para a cela. – Terá suas galinhas de volta. – Agora sim eu via o grande rei que o Michael seria se ele continuasse assim.

Todos estavam satisfeito com a atitude do Michael, inclusive o próprio rei. Apesar dele não querer prejudicar ninguém, mas ele tinha que fazer, era normas da realeza. 


Capítulo 21


Depois que levaram aquele acusado era hora de mais um julgamento. Mas antes eu me aproximei mais, ele se endireitou na cadeira e ficou mais reto.

- Estou feliz por você ter sido legitimado. – Murmurei. Ele riu.

- Se eu morrer de tédio enquanto ouço as reclamações, estou caindo nas mãos da Rainha? – Ele perguntou revirando os olhos.

- O segredo é não ser leviano, Michael. O Rei disse que o quanto antes você aprender as coisas, melhor será no futuro. – Respondi e ele deu um pequeno sorriso. Continuei. – Eles são seu povo agora, eu entendo que isso foi uma surpresa, até pra mim foi, mas eles estão tentando conhecê-lo melhor. Isso é importante.

Ainda olhando pra mim ele assentiu com a cabeça e depois olhou para o rei que logo disse que ele estava se saindo bem.

Seguido disso, me afastei mais um pouco dele quando a outra queixa estava se aproximando. Michael estava atento, estava, até uma mulher ser jogada no centro da sala do trono. Detalhe: ela estava grávida.

Michael quase se levantou da cadeira, mas se controlou, e lógico que eu percebi que estava havendo algo ali, principalmente quando ele esbugalhou os seus olhos. Parecia tenso.

- Milorde, minha casa foi roubada por esta mulher. – Disse o acusador.

Michael não tirava os olhos daquela mulher e ela fazia o mesmo. Seus olhos estavam espantados, apavorados, era como se o Michael entendesse a situação dela, sim, eles se conheciam, tinha a certeza disso.

Michael virou a cabeça para o lado e logo voltou a olhar para a mulher. Parecia indignado.

 Mas por que ele estava assim? O que ele tinha haver com essa mulher? Espero que não seja o que estou pensando!

- Do que se trata? – Michael perguntou com a voz firme.

- Essa mulher entrou em minha casa e levou diversos itens de valor. – Respondeu o acusador apontando para a mulher que logo abaixou a cabeça. – Ela roubou algumas...

Enquanto o homem continuava com a acusação, Michael se remexia na cadeira preocupado com algo e já estava me deixando agoniada de tanta curiosidade que eu tinha em saber sobre aquela mulher.

- Milorde, devo mandar os guardas revistarem a casa desta mulher? – Perguntou um guarda tirando Michael do seu transe.

- Claro. – Michael respondeu seco. – Mantenham-na no castelo até que terminem as buscas. – Completou e todos que estavam presentes saíram deixando apenas eu, Michael, o rei que apenas observava e dois guardas. – Quem é o próximo? – Voltou a falar tenso e logo uma mulher que aparentava ter uns 40 anos entrou na sala toda nervosa.

- Milorde, eu só vim dizer que é uma honra vê-lo. – Ela dizia e as palavras saiam tremulas. – Ouvimos boatos de um bastardo famoso que foi legitimado. – Michael olhou pra mim de cenho franzido e depois voltou a olhá-la – Perdão, eu não quis ofender. – Completou a mulher.

- Não ofendeu. – Michael retrucou com toda aquela franqueza e tranqüilidade que só ele tinha quando se travava do assunto “bastardo”.

- Gostaria de fazer uma benção para o seu bem. – Ela disse e começou a se aproximar dele abrindo os braços.

- Hei Senhora, não pode se aproximar do Milorde. – Um guarda correu para alcançar a mulher que estava cada vez mais próxima de Michael.

- Senhora, é melhor ouvir o guarda! – Disse o Rei Henry quando se levantou da cadeira. Parecia preocupado.

- Eu só queria... – Ele abriu mais os braços e pudemos ver que ela possuía uma faca escondida no punho da mão direita. Certamente era pra matar o Michael.

- Peguem ela! – Bradou um guarda que logo em seguida avançou na mulher fazendo a mesma ir ao chão. Todos se assustaram. Como aquela mulher tinha entrado na sala do trono possuindo uma arma? Ninguém entrava com nenhum tipo de arma naquela sala, só os guardas.

Michael levantou-se rapidamente e estava com os olhos ao ponto de pularem pra fora.

O guarda que tinha avançado na mulher logo levantou-se e mostrou a faca que a mulher estava.

- Isso era para o Milorde Regente. – Disse ele erguendo a faca para que todos pudessem ver. – Foi um atentado à vida dele.


- Tirem essa mulher daqui. Levem-na ela para a cela! – Bradou o Rei. – Venha Michael e Cristine – O Rei nos chamou para sairmos pela outra porta da sala, mas antes ouvimos a mulher gritar: “ELA DISSE QUE O BASTARDO TEM QUE MORRER!"



Capítulo 22


Saímos da sala e começamos a andar pelo o corredor. Antes de nos deixar a sós, o Rei já havia nos falado algumas coisas do tipo...  Que era pra ficarmos atentos e cuidadosos. Pois a vida de Rei e Rainha é muito visada.

- Suspeita de alguém? – Michael perguntou quebrando o silencio que passou a permanecer por alguns minutos.

- Mas é claro! – Respondi seca. – Com certeza a Rainha deve ter alguma coisa haver com isso. Temos que ir até a mulher.

- Certamente ela será morta antes de chegarmos á cela. - Disse Michael. Ele tinha razão, quem estava por trás daquilo com certeza já havia tomado providencia para que aquela mulher não abrisse a boca para proferir o nome do mandante. E foi o que aconteceu alguns minutos depois quando eu e o Michael fomos atrás da mulher, e sim, ela já estava morta.

- Droga! – Bradei.

- Hei, fique calma. – Michael disse brando e com as mãos sobre o meu rosto.

- Como posso ficar calma se você acabou de sofrer um atentado?

- Eu sei me cuidar ok? – Tentou me acalmar.

- A culpa é toda minha. Se eu não tivesse pedido para o rei lhe legitimar, isso não teria acontecido e muito menos...

- Olhe pra mim Cristine. – Ele disse segurando no meu queixo obrigando-me a olhá-lo. – Vai dá tudo certo, ta bem?

Não falei nada, apenas assenti com a cabeça e saímos dali.

-Acho que você gosta desse lugar. – Ele disse quando chegamos na beira do lago onde tínhamos dado o nosso primeiro beijo.

- É eu gosto sim. – Disse um pouco desanimada. Na verdade eu estava com uma coisa na cabeça que estava me deixando muito curiosa e... Com ciúmes. Merda! Falei.

- Vem aqui, e me diz o que você tem? – Ele disse e me puxou segurando na minha cintura. – Por que está com essa cara?

Exatamente quando eu iria responder o Francis apareceu com a cara nada amigável. Seus olhos ardiam em ódio.





- Francis?! – Perguntei assim quando o vi.

Nada ele falou, apenas aproximou-se de nós e de um modo abrupto deu um soco no Michael fazendo o mesmo ir ao chão.

- O meu Deus! – Eu gritei e pus minha duas mãos na boca. Não estava crente na cena que estava presenciando.

- Levante! – Francis gritou rodeando o corpo de Michael.

Michael não ficou pra trás não, rapidamente levantou-se e revidou o golpe em seu irmão que logo caiu no chão com a boca sangrando.

- Olha aqui Francis isso não precisa ser assim. – Michael disse tentando convencer o irmão que aquela briga não precisa acontecer.

- Por que roubou a Cristine e o meu posto? – Disse ele quando já estava de pé.

- Estou tentando ajudá-la. – Respondeu Michael.

- Francis, por favor, vai embora! – Eu gritei quase suplicando para ele sair dali ou as coisas iriam piorar. Não queria ser o pivô de uma tragédia.

- Se aproveitou do medo e da confiança dela assim como fez com a Maridit, até consegui nos afastar. – Francis disse e socou o Michael mais uma vez.

Espera! Mas quem era Maridit?

- Francis pare! Pare! – Eu gritava enquanto meus olhos ardiam de tanto lacrimejar. Os dois rolavam no chão aumentando mais aquela briga. Bem, o Michael não estava mais batendo no Francis, acho que porque ele não queria por algum motivo desconhecido por mim. Já o Francis fazia de tudo para acertar o Michael, e pior é que ninguém estava por perto para separar, eu mesmo não iria conseguir. O que me restava era gritar desesperadamente suplicando para que eles parassem.

- Há quanto tempo me odeia Michael? – Francis perguntou durante a briga.

- Você está maluco, eu nunca te odiei. – Michael disse tentando afastar Francis e eu continuava gritando pedindo pra eles pararem.

- Francis, não é culpa dele, eu que pedi para o seu pai legitimá-lo. – Assim quando eu falei as tais palavras o Francis largou o Michael e olhou diretamente pra mim com a respiração descontrolada. O Michael continuou no chão. – Eu que quis isso! – Concluir.

- Está definindo o futuro das nações. – Ele disse grosseiro. – Pediu ao meu pai para mudar a linha de sucessão, tomando a minha herança e a da minha família. De mim e de minha mãe. – Ele dizia com tanto ódio que pude ver seus olhos se encher de lágrimas. – E eu devo aceitar isso? Está desperdiçando isso porque simplesmente caiu nas garras do meu irmão bastado. Você não sabe de nada Cristine! – Olhei para o Michael que franziu o cenho e voltei a olhá-lo. – Urgh, nem sei porque estou dizendo isso pra você! – Agora me olhava com desdém. Ele olhou para Michael e depois voltou sua vista pra mim. – Se acha que um dia irei perdoá-los, estão muito enganados. – Completou e saiu pisando com tanta força ao ponto de deixar as marcas de suas botas no gramado.

Naquele momento um monte de coisa havia se passando por minha cabeça, tantas que nem conseguiria pôr pra fora.

Saí do meu transe quando ouvi o Michael murmurar. Virei-me para olhá-lo.

-Você está bem? – Perguntei ajudando-o a levantar enquanto ele limpava o sangue que escorria do seu nariz. – Quando planejava me contar? – Perguntei quando ele já estava de pé.

- Do que você está falando? – Franziu o cenho.

- Da Maridit.

Ele abriu a boca, mas não falou nada. Apenas ficou me olhando.

- Estou esperando uma resposta, Michael! – Disse seca.

Ele abaixou um pouco a cabeça e levantou o seu olhar pra mim.

- Maridit é a garota que foi acusada de roubo nesta tarde. – Eu não tinha entendido até ele simplificar. – A grávida. – Esbugalhei os meus olhos quando me lembrei da garota que ele encarava enquanto a julgava. – Com certeza a acusaram de roubo para que nem ela e nem a criança sobreviva no intuito de me atingir.

- Michael Jackson, ela está grávida de você... – Eu gritei levada ao desespero só de pensar que havia uma mulher grávida do Michael.



Capítulo 23


- Não! – Ele retrucou. Ufa! – O filho não é meu. Tenho certeza que a Rainha Clarissa acha que sim, mas nessa questão ela está errada.

- Nessa questão? – Fiquei mais confusa ainda.

Ele pegou minha mão e me levou pra sentar junto com ele no gramado na beira do lago.

- O pai da Maridit era meio-irmão da minha mãe. Ninguém sabe da nossa ligação, por enquanto, mas se soubessem iriam se arrepender pelo resto da vida de tê-la mandado.

- Por quê?

- Porque o filho que a Maridit espera, simplesmente é do Francis. – Abri a minha boca em forma de “O”.

Como assim o Francis iria ser pai? ­

- Mas Michael, o que isso tem haver?

- Porque quando o Francis se envolveu com a Maridit todos pensavam que ela era minha amante, porque eu quem sempre a trazia pra Corte. Daí ela e o Francis se envolveram e deu no que deu.

- Então o Francis sabe que ela é sua prima?

- Sim! Mas nunca se atreveu a contar porque sua mãe sempre lhe manipulou e lhe dominou. Todas as mulheres que o Francis foi pra cama foi com a minha ajuda para que sua mãe não desconfiasse.

- Mas por quê?

- Por que ela tinha medo dele engravidar uma mulher e ela acabar sendo avó de um neto bastardo já que ele era noivo.

Fiquei perplexa com tudo aquilo, o Francis era manipulado pela própria mãe. Por isso estava diferente de quando era criança, digo no jeito de ser.

- E o que você vai fazer em relação a isso Michael?

- Eu não sei. – Passou a mão no cabelo preocupado.

Enquanto o silencio permanecia entre eu e Michael me lembrei de algo que me deixou irritada.

- Espera ai! – Michael me olhou assustado. - O Francis tinha uma mulher sendo meu noivo? – Perguntei brava.

- O que você achava? Que o Francis fosse virgem? Pelo o amor de Deus Cristine, ele já tem 22 anos.

- Mas era comprometido. Desgraçado! – Bradei e bati meus punhos na grama.

- Por que está reagindo assim Cristine, por acaso isso é ciúmes? – Ele perguntou com o semblante sério e nada agradável.

- Deixe de ser bobo Michael, só estou com raiva dele ter ficado com outras mulheres sendo o meu noivo. – Respondi firme. Realmente eu não estava com ciúmes, só me sentindo traída.

Ele respirou fundo e passou a me olhar com doçura.

- Por favor, não fique com raiva. – Disse ele quando aproximou-se do meu corpo, segurou o meu rosto, olhou no fundo dos meus olhos e disse: - Eu te amo!

Quase me derreti com aquele olhar apaixonado dele. Logo sorri satisfeita e lhe dei um beijo suave e gostoso com aquela risadinha no meio.

- Eu também te amo! – Eu disse quando desfiz o beijo. - Michael, eu tenho que ir. – Ele me olhou com olhar de reprovação, mas assentiu.

- Tá bem! – Disse simulando a expressão triste. – Por favor, não comente nada sobre a Maridit com ninguém, nem com as suas damas de honras, até pelo menos eu resolver essa situação. – Ele me pediu e eu assenti.

Seguido disso nos levantamos e nos beijamos mais uma vez. Era tão bom sentir o gosto do Michael, ele era tão bom de beijo como de cama.  – Dizia pra mim mesmo.

- Não esqueça que amanhã você será oficializado na frente de todos na cerimônia. – Eu disse pra ele quando larguei o corpo dele e comecei a se retirar.

- Hey? – Ouvir ele gritar e depois segurar delicadamente no meu braço. – Do que você está falando?

- Ué, você sabe... O rei lhe apresentará pra todos em uma cerimônia amanha a noite. – Eu disse e ele balançou a cabeça reprovando. – Michael, são as regras. Agora você é o príncipe e tem que segui-las também. – Ele respirou fundo e assentiu.

- Ser Delfim não é nada agradável! – Ele balbuciou e eu ri. – Mas o que eu não faço por você heim? – Sorriu e me soltou.

- Obrigada. Tchau Michael, tenho que ir mesmo. E ah, fique atento – Disse e saí o deixando sozinho na beira do lago.




Capítulo 24


Quando me afastei do Michael, fechei meus punhos com o ódio e fui atrás da Clarissa, precisava esclarecer algo. Precisava fazê-la parar de tentar matar a mim e agora o Michael, ou as coisas iriam ficar feias pra ela.

- Onde está a Rainha? – Perguntei a uma de suas damas de honras. Minha voz demonstrava raiva, muita raiva.

- A Rainha está descansando. – Ela disse.

- Estava. Não está mais! – Disse firme e passei por cima da dama de honra assim invadindo o quarto.

A Rainha que estava deitada quando me viu sobressaltou em um pulo só.

- O que faz aqui? – Ela perguntou.

- Você não se cansa? – Perguntei irada.

- Não sei do que você está falando garota. – Deu uma de desentendida.

- Não se faça de tola sua velha enrugada! – Bradei. – Primeiro eu, e agora o Michael? Qual é o seu problema?

Ela riu sarcástica, caminhou e sentou-se na cadeira em frente pra mim, mas eu continuei de pé.

- Amo pensar que você é uma pedra no meu sapato para conseguir tal feito. O Michael se feriu? – Ela perguntou.

- Deixe-o em paz. – Eu disse entre os dentes.

- Você sempre tão valente, corajosa, mas não é astuta como uma rainha deve ser para alcançar seus objetivos.

- Pare de tentar me intimidar, posso ser pior do que você!

- Então você é mais forte?

- Pode ser que sim, talvez não, mas sem dúvida sou mais inteligente.  Está metida nessa conspiração contra o Michael, incluindo o atentado a vida dele. Então se você deixou o menor rastro possível eu irei descobrir. – Disse eu e saí dos aposentos dela antes mesmo de deixá-la retrucar.

Voltei até onde eu e o Michael estava, mas não o encontrei mais. Perguntei a um dos guardas se tinham o visto e ele disse que o Michael estava em seus aposentos. Então pra lá eu fui.

- Michael, acabei de falar com a Clarissa. Agora tenho a certeza que ela está por trás do atentado a sua vida. Mas não posso provar... – Enquanto eu falava o Michael parecia querer me dizer algo, foi ai que o guarda que salvara o Michael quando avançou a mulher que possuía uma faca saiu do esconderijo que tinha no quarto.

- Mas acho que eu posso. – Disse o homem. – Isso foi da lâmina destinada a ele. – Ele aproximou-se de mim e mostrou o ferimento causado pala faca.

- Só uma coisa faria uma ferida assim. – Ele disse.

- Veneno. – Eu presumi. - Você está bem?

- Eu me sinto melhor. Irei ficar bem. Obrigado! – Ele disse e saiu deixando eu e o Michael a sós.

- Por isso Clarissa perguntou se você se feriu. Ela sabia que só precisava de um corte ou até mesmo de um arranhão para o plano funcionar. – Eu disse segurando nos braços dele.

- Sim, mas eu também tenho algo para olhe dizer. – Ele disse sério.

Ele caminhou até o esconderijo e de lá saiu a Maridit. Vi em seus olhos que ela estava muito assustada com tudo aquilo.

- Vossa majestade. – Ela murmurou e abaixou a cabeça.

- O que ela faz aqui? – Eu perguntei para o Michael.

- Alac subordinou outro guarda para libertá-la. E como foi só por roubo, ele não se importou.

- Mas libertá-la, acha que é uma decisão sábia?

- Claro que não é. Mas o que eu podia fazer? Ela é minha prima e o filho que ela espera é do meu irmão. – Michael disse preocupado. – Que por sinal nem sabe disso.

- E se contarmos a ele? – Sugeri.

- Não! A Clarissa mandará matá-la de alguma forma. Uma vez que a tiverem, irão torturá-la até morrer ela e a criança.

Enquanto a gente discutia o que fazer com a Maridit, ela não falava nada, continuava de cabeça baixa.



Capítulo 25


Passei a andar de um lado para o outro dentro do quarto do Michael na tentativa de pesar em outra solução, mas sem sucesso.

- Deve haver outra solução. Você é o Regente da acusação. – Eu disse voltando a olhá-lo.

- O regente ao qual estão trabalhando duro para matar. – Eu me calei.

- Por que acha que aquele guarda a levou perante a mim? Ele queria ver a minha reação. – Passei a pensar sobre isso. – Queriam que toda a Corte visse a minha reação. Vou levá-la para um lugar seguro e o farei agora mesmo.

- Mas onde é seguro?

- Eu avisei aos meus primos em Bernay. Vão nos encontrar e escondê-la até que possam levá-la a Paris. Depois ela ficará com a minha mãe.

- Eu não sei Michael... Eu não sei... – Olhei para a Maridit que estava passando a mão sobre a barriga e senti uma pena dela, tanto que decidi concordar. - Está bem. – Consenti passando a mão na cabeça. – Mas ela não pode sair do castelo vestida do mesmo jeito, não é? – Disse e fui até o meu quarto, peguei um vestido e voltei para o quarto do Michael. Minutos depois ela já estava vestida com o vestido azul marinho que ficou perfeito e confortável nela.

Quando terminei de ajustar o vestido nela, percebi sua expressão cansada. Toquei na sua testa e senti que estava febril.

- Você está quente. – Eu disse preocupada.

- Não, só estou cansada e minha barriga dói de tanto mexer. – Ela respondeu.

Fiquei preocupada com o que ela disse. E se ela estivesse prestes a ter o bebê naquele momento? Não, isso não podia acontecer. Então eu toda preocupada caminhei até o Michael que estava do outro lado do quarto e perguntei:

- Quando ela terá o bebê? – Perguntei baixinho.

- As parteiras disseram que em um mês. – Ele respondeu.

- Pois elas estão erradas. O bebê nascerá em breve.

- Como você sabe?

- Eu vi as freiras trazerem vários bebês ao mundo.

- Droga! Isso não pode ta acontecendo. – Michael começou a passar uma mão na nuca. Estava preocupado. – Vou levá-la em uma parteira.

- Sabe que não pode fazer isso. – Eu disse. Afinal não havia mais tempo pra isso e todas elas viviam no vilarejo e quando a Rainha desse falta dela o primeiro lugar que procurariam seria por lá.

- Então preciso levá-la urgente.

- Leve-me com você. – Disse e o Michael se espantou.

- Cristine... Não! – Negou-se.

- Michael, isso é culpa minha. Se não tivesse pressionado ao trono você não seria um alvo, nem mesmo a Maridit. – Retruquei.

- Mas é um risco que tomarei pela minha família, ela é minha prima. – Ele retribuiu.

- Ela é uma garota que pode dá a luz a qualquer momento e seu guarda-costas pode entrar em colapso por causa da ferida. Você não irá lidar com uma mulher ao ponto de dá a luz sozinho, Michael.

Ele virou um pouco a cabeça para o lado e voltou a me olhar.

- Tem certeza? – Perguntou depois de um belo suspiro.

- É o único jeito dela sair do castelo. Se eu sair em uma carruagem com a Maridit , você pode nos encontrar depois. Ninguém saberá que ela fugiu. Clarissa pensará o que quiser, mas não haverá testemunhas.

- Está bem! – Ele assentiu, contra a sua vontade, mas assentiu. – Então temos que ir logo.

Eu fui até a Maridit e trouxe-a com uma peruca loura para disfarçar.

- Como ela está? – Eu perguntei para ver se o Michael aprovava no disfarce.
Ele franziu o cenho quando a viu.

- Parece... uma baronesa... horrorosa.  – Ele disse querendo rir do disfarce.

- Não estou pior do que você imitando um futuro rei. – Maredit retrucou revirando os olhos. O Michael começou a rir com o jeito dela.

- Deixe de coisa, Michael. Ficou perfeito. – Eu disse. – Vamos querida. – Peguei na mão da Maridit e saímos pela passagem secreta. Minutos depois o Michael nos encontrou.





Capítulo 26


Fomos pela floresta e logo a noite caiu. Certamente já haviam percebido algo de estranho no castelo, ou até já estavam nos procurando.

- Acho melhor deixar os cavalos descascarem. – Michael disse.- Vou verificar se tem alguém atrás nos seguindo.

- Eu vou junto. Dois pares de olhos são melhores que um. – Eu disse e Michael estendeu a mão para me ajudar a descer da carruagem.

- Alac, fique com a minha prima. – Michael disse para o guarda que nos acompanhou. Ele era de confiança e amigo de Michael.

- Não se preocupe Michael, eu fico. – Ele respondeu e em seguida eu e Michael saímos de perto.

Começamos a caminhar pela floresta atrás de ervas para a Maridit. Iria fazer bem para o bebê.

- Estou me sentindo tão culpada por isso, Michael. – Eu disse quando já estávamos bem distantes.

- Cristine... Pare de assumir a culpa. – Michael disse quando segurou delicadamente no meu braço fazendo-me ficar na frente dele.

- Michael, eu sei que se sente preso a mim e...

- Não, eu não me sinto preso por causa de você, eu me sinto preso a essas formalidades, costumes em fim... – Ele respirou fundo e continuou. – O que eu sinto por você é... Amor. 
– Ele concluiu e eu sorri com o seu jeitinho carinhoso de ser comigo em meio a tantos problemas que causei, e ele ainda conseguia ficar tranqüilo.

Me aproximei dele e depositei um beijo suave nos seus lábios, quando fui desfazer ele me impediu segurando no meu rosto e me beijou. Naquele momento era como se tudo aquilo fosse um pesadelo, parecia que o meu corpo tinha entrado em estado de paz, mas que pena que durou pouco quando ouvimos rincho de cavalos se aproximando. Michael esbugalhou os olhos preocupado.

- São os guardas da rainha. – Eu disse apavorada.

- Vamos, por aqui. Eles não irão nos encontrar.

Fomos o mais depressa possível para a carruagem e quando abrimos a porta a Maridit estava passando mal. À criança tinha decidido nascer. Olhei para Michael e entrei na carruagem para fazer o parto. Tirei toda a roupa pesada dela e a apoiei nas minhas pernas.

- Meus músculos doem muito, não consigo me mover. – Ela gemia de dor.

- Você bebeu algo? – Perguntei.

- Sim, um copo de leite ontem de manhã.

- Por isso, os músculos se contraem sem água suficiente o que pode causar uma precoce dor de parto. – Olhei para Michael e fiz uma careta insinuando para ele pegar água.

- Já volto! – Ele disse e saiu da carruagem para pegar a água.

Peguei o vestido dela, rasguei um pedaço e com o mesmo passei a enxugar o seu suor.

- Deve pensar que sou um nada. – Ela disse meio sem jeito. Parecia constrangida comigo enxugando o seu suor.

- Nem um pouco, Michael me contou tudo. Sei que é do Francis. Lamentável como isso aconteceu.

- Você é bem gentil. Mal consigo acreditar. – Ela falava enquanto se mexia por causa do desconforto que a dor lhe causava.

- Que eu seria gentil? – Perguntei divertida enquanto passava o pedaço do pano na testa dela.

- Que eu teria uma rainha enxugando o meu suor, como se eu fosse a rainha, não você. – Eu ri.

- Acha mesmo que a realeza é diferente das pessoas comuns?

- Olhe pra você.

- E o Michael? Ele vai ser um rei em breve. – Disse para lhe mostrar que eu não era como todas as rainhas.

- Ele vai se casar com você, isso é tão surreal. – Ela disse e vi um pequeno sorriso nos seus lábios.

- É tão difícil assim de acreditar? – Perguntei com as sobrancelhas arqueadas. 

- A parte de casados, não. – ela virou-se um pouco e me olhando bem nos meus olhos disse: - Vi o jeito que ele olha pra você. A parte como rei...

- Não consegue imaginar seu primo como rei?

- Não são os reis que tomam as decisões horríveis, às vezes? Traem os amigos para o bem do seu país.

- Sim, ás vezes. – Ela riu.

- Então não, não digo que será um bom rei. – Ela disse se contorcendo de dor.

- E por que não? – Franzi o cenho. Não sabia onde ela queria chegar.

- Porque o Michael é um bom homem, tem sentimentos e sei que reis agem sem sentimentos. Você terá que ver isso, Vossa Majestade. – Eu ri baixinho com o comentário dela. Realmente os sentimentos do Michael eram lindos, mas acho que isso não seria problema. O Michael era esperto e sabia ser duro quando fosse necessário. – E como! – Saí do meu pensamento maldoso quando Maridit gemeu de dor, mas dessa vez parecia está piorando.

- As dores estão começando a vir mais rápido agora. Respire fundo! – Eu disse e ela começo a puxar o ar pela boca.



Capítulo 27



- Aqui está. – Disse Michael quando entrou na carruagem com a água, peguei e dei para ela beber.

- AH! – Ela gritou. – Não agüento mais.

- Michael? Segure-a.

- Ãh?

- Sim, fique aqui que irei fazer o parto agora. – Eu levantei e o Michael sentou-se no meu lugar para apoiar a cabeça dela nas suas pernas.

Fui para frente dela, abrir suas pernas assim ficando entre elas.

Passamos um bom tempo e nada da criança nascer, e quanto mais demorava a Maridit morria mais de dor.

- Vamos Maditid. Só mais um pouco. Apenas empurre. – Estimulei e ela gritou fazendo força. Seu sofrimento era tão grande que eu não via à hora da criança nascer só para não olhar pra aquilo. Já o Michael estava com a cabeça virada com aquela agonia. – Tudo bem, você está quase lá. Vamos! Mais uma vez. – E ela fez mais força ainda e liberou mais um grito de dor e assim finalmente a criança nasceu. – Isso aí, garrota! – Peguei-a no braço e cortei o cordão umbilical com uma navalha do Michael. Seu choro era bom de ouvir, assim soubemos que estava bem.

Maridit respirava fundo e ria enquanto olhava pro seu bebê que estava nos meus braços.

- Ele está bem? – Ela perguntou ainda com a voz exausta.

- É uma menina! – Eu disse e ela riu. Olhei para o Michael e ele também sorriu. – Ela está mais do que bem. Ela é linda.

Michael deitou-a e estendeu os braços para pegar a criança.

- Ela é linda! – Ele disse sem tirar os olhos dela. – Ela parece com o... Francis. – Disse com um sorriso encantado pela criança. – Olhe Maridit, sua filha. – Ele deu para ela segurar e assim ela pegou sua filha pela primeira vez no colo.


(...)


Logo quando amanheceu o dia, abrir meus olhos e vi que o Michael não estava lá. Droga! Eu havia dormido sentada ao lado da Maredit e da menina. Estava com a cabeça doendo.

 Cuidadosamente saí da carruagem, andei um pouco até uma árvore e lá estava ele sentado em uma pedra de cabeça baixa e mexendo na areia com o pé. Quando ele sentiu minha presença, virou-se e me olhou.

- Se sairmos logo, estaremos em casa ao alvorecer. – Ele disse baixinho.

- Michael, eu preciso falar algumas coisas com você. – Eu disse séria. Nada ele falou, apenas ficou atento. – Mais uma vez sinto muito...

- Não! – Ele me interrompeu e levantou-se – Cristine, sinceramente, se você vier com pedido de desculpas por ter me colocado nisso tudo pode esquecer.

- Não posso esquecer. – Respirei fundo e complementei. – E de verdade, nem você pode.

- O quer dizer?

- Quando chegarmos em casa, o seu pai vai querer nos casar o mais depressa possível, e quando dizer “sim” quando nos casarmos, você será o Rei da Escócia e, então, Rei da França. Teremos centenas de novos inimigos, muito mais do que você tem agora. Pessoas procurando suas fraquezas.

Parou de me olhar e encarou a carruagem.

- Minha família. – Ele disse.        

- Sua família é importante pra você. Você faria qualquer coisa por eles, apesar do risco para você ou para a sua coroa, eu vejo isso agora. – Falei isso porque passei a pensar muito no que a Maridit tinha me falado. O Michael se preocupava com as pessoas, e claro que iria fazer de tudo para proteger a família. Só que os reis têm que reinar sem os sentimentos para não misturar as coisas. Não que eu queria que o Michael virasse um homem sem sentimentos, só estou falando em relação a tomar decisões reais.

- E você acha isso irresponsável. – Ele disse voltando seu olhar pra mim.

- Eu acho nobre. Por isso acho que não pode querer isso em seu coração. – Ele respirou fundo enquanto eu falava. – Quero que tenha uma escolha. Se não quer uma coroa...

Fomos interrompidos por Alac gritando.

- Há algo de errado com a Maridit!

Olhei para o Michael e logo fomos ver o que eu estava acontecendo. 
      
Ela estava muito pálida e fraca.

- Maridit... O que foi? – Michael perguntou segurando a mão dela. Levantei o lençol que a cobria e vi que ela estava sangrando muito.

- Essa não. – Murmurei. Michael rapidamente olhou pra mim e parecia preocupado pelo tom que falei.

- O quê? O que foi? – Ele perguntou.

- Ela ainda está sagrando. E não vai parar. – Ele voltou a olhá-la e pousou sua mão na testa dela. – Michael, eu já vi isso acontecer.

- Temos que tirá-la daqui. Achar alguém que possa ajudá-la. – Ele queria muito salvar a prima, mas já era tarde de mais.

- Michael... – Toquei no seu ombro e depois ouvi Maridit murmurar.

- Prometa que vai cuidar do bebê. – Dizia ela para Michael. – Da mesma forma que cuidou de mim. 

- Não fale assim, você mesma irá cuidar dela. – Michael não queria aceitar que a prima estava morrendo.

- Prometa! – Ela exigiu sem força.

- Prometo. Dou minha palavra. Maridit? Maridit? – Michael a chamava, mas infelizmente ela já estava morta. Parecia que ela estava apenas esperando o Michael prometer cuidar do bebê para depois morrer.

Michael me olhou e seus olhos estavam lacrimejando, não hesitei e comecei a chorar também.

- Ela morreu. Temos que voltar. – Fora a única coisa que ele disse antes de sair da carruagem.

Passei para o banco da frente com a criança e fiquei por duas horas com ela até ela dormir. Coloquei-a em um cantinho confortável da carruagem e fui ver o Michael.

- Michael... – O agarrei por trás quando o vi em pé parado olhando pro nada.

- Iremos embora. Não há mais nada a fazer. – Ele disse e eu assenti abraçando ele de frente agora.



Capítulo 28


Voltamos para o castelo e tivemos que dá algumas explicações pelo o fato de temos passado a noite fora. Mentimos dizendo que fomos passear e acabamos nos perdendo, não acreditaram porque sabia que o Michael conhecia tudo aquilo e não tinha como se perder, mas não questionaram muito e finalmente nos deixaram em paz.

O Rei tinha saído para resolver alguns problemas, disse que voltava a noite para a apresentação do Delfim, e isso já significa que quem dava as ordens ali enquanto ele estivesse ausente era o Michael.

- Parece muito com o seu pai. – O Michael falava com a criança que tínhamos levado para a Corte escondida. - Trará muita alegria para este mundo. – Concluiu e entregou-a a uma das empregadas da corte que jurou ficar calada em relação à menina. - Leve a criança para o berçário da Corte, seja bem discreta. Esconda ela entre as crianças que você cuida. – Ele ordenou para a mulher.

- Sim, cuidarei bem dela. – Ela respondeu.

- Se perguntarem de onde ela veio, a encontrou na porta do castelo. É tudo o que você sabe. Entendeu? – Eu disse.

- Claro. Não direi nada. – Disse ela e levou a criança.

Sei que parece loucura, mas trouxemos o corpo da Maridit junto para que não desconfiasse de nada. Inventamos uma história, mas parece que o mesmo guarda que a prendeu ficou desconfiado mesmo assim.

- Estávamos nos perguntando onde estaria, quando desapareceu de repente.  – O mesmo guarda que a propósito era “amiguinho” da Rainha perguntou.

- Saímos para passear e encontramos essa fugitiva. Perguntei por que ela fugiu e ela... Nos ameaçou com uma faca. – Deu uma pausa e depois de segundos voltou a falar. – Então eu...

- O Regente foi forçado a matá-la, senhor. – Alac respondeu. – Ela lutou com ele, mas ele logo acabou com ela.

O “amiguinho” da rainha olhou para mim com um olhar acusador e curioso pela verdade.

- Não é surpresa ela ter lhe ameaçado Milorde. – Ele voltou a falar olhando pra Michael. 
– O pai dela era Jhonatam Surream, um traidor.

- Nunca ouvir falar dele. – Michael respondeu demonstrando firmeza. – Quem quer que ele fosse sua linhagem teve fim. – Concluiu.

- Teve? Lembro que essa garota estava grávida.

Michael demonstrou indiferença e deu de ombros.

- Eu a encontrei assim. Ela deve ter tido o bebê e o deixado pra trás.

- Hum... Acho bom, porque essa criança não pode viver na corte.

Michael irritou-se e deu um passo e assim ficando a centímetros do homem.

- Assim como um conspirador covarde merece não mais que sua marionete. – Disse entre os dentes. – A propósito, como está sua amiga, a Rainha? Já visitou ela hoje em seu quarto? Aproveite que o meu pai não está em casa, assim como você sempre fez. – Ele terminou e saiu deixando todos sem palavras com aquela cena. O Michael estava parecendo um verdadeiro Rei. Tomando atitudes diferentes do que eu pensaria.

Sorri de satisfação ao ver aquela cena e em seguida fui atrás dele.

Estava enterrando o corpo de sua prima por trás do castelo. Esperei que terminasse para poder conversar.

- Deve ter sido muito doloroso pra você ter apresentado ela como uma criminosa na Corte. – Eu disse assim quando cheguei perto dele.

- Cristine, pensei no que disse. Nunca fiz questão por uma coroa, mas se é pra ficar com você, eu aceito tudo. – Ele pegou em minhas mãos. – Saberei usá-la, mas precisa saber de algo. Não sou o Francis e nem o Henry, meu dever nunca será com o país, com a terra ou com o trono. Quando estivermos casados você será minha família. Estarei nessa por você, só por você. E se isso não é o que reis de verdade fazem...

Não deixei ele terminar o que dizia porque simplesmente não consegui resistir e o beijei com ternura. Logo ele me correspondeu e segurou na minha cintura intensificando mais aquele beijo.

Acho que foi por isso que eu me apaixonei pelo o Michael. Ele não pensava como os reis, não se preocupava com dinheiro; benefícios; terras; em fim... Ela se preocupava comigo, me colocava na frente e fazia de tudo para me satisfazer.

Esse sim é o príncipe que toda mulher deseja em sua vida.

Não esperamos mais nenhum segundo e corremos feito loucos para dentro do castelo e sem que ninguém nos visse entramos no quarto do Michael e trancamos a porta.

Estava louca para tê-lo dentro de mim mais uma vez.

Quando entramos no quarto, a primeira coisa que o Michael fez foi tirar a camisa, logo eu envolvi meus braços em volta do seu pescoço e tomei seus lábios em um beijo desesperado.

Ele pôs as mãos no meu rosto, desfez o beijo e encostou sua testa na minha.

- Por que parou? – Perguntei no tom de reprovação. Eu queria muito ele.

- Calma Rainha. – Ele disse com a voz branda e virou-me de costas. – Vamos fazer diferente dessa vez. – Disse sedutor e começou a roçar seu nariz nos meus cabelos. Depois deslizou deus dedos pelas alças do meu vestido e desabotoo o mesmo que logo caiu no chão.

- O que está fazendo? – Perguntei curiosa e percebi um sorriso sapeca nos lábios de Michael.

Isso era tão excitante! Seus dedos deslizando sobre os meus ombros.

- Estou te ajudando a ficar mais... – Deu uma pausa. – Excitada. – Concluiu com a voz rouca.

- Ah, Michael. – Gemi com aquilo.

Ele pegou meus cabelos, os colocou de um lado só e passou a beijar o meu pescoço. 
Fechei os meus olhos sentindo toda a minha pele arrepiar-se.

- Diga-me o que você quer... – Voltou a sussurrar no meu ouvido sedutor. – Especificamente. Não deixe nada faltar.

Meu Deus, que homem era aquele?

- Está bem. Gostei disso. – Virei minha cabeça, segurei na sua nuca e sussurrei todos os meus desejos sexuais pra ele. A cada sacanagem que proferi, pude vê-lo morder o lábio inferior e também formar sorrisos extasiantes e biquinhos. Estava gostando das coisas que lhe falava.

Não demorou muito para que ele me pegasse nos seus braços e me colocasse sobre a cama. Abri minhas pernas e ele ficou entre elas sem parar de me beijar com desejo. O peso do seu corpo era extremamente excitante.

De repente ele parou de beijar e eu o olhei com reprovação. Muita reprovação.

- Espera! Você ainda está com muita roupa. – Disse ele e em questão de segundos rasgou tudo o que ainda cobria o meu corpo e voltou a enterrar sua cabeça no meu pescoço. – Agora você vai esquecer uma coisa. – Voltou a sussurrar.

- Ah... – Gemi.

- Você vai esquecer cada garroto que já sorriu pra você, cada garoto que já flertou com você. – Agora ele encheu uma de suas mãos com um de meus seios e começou a dá beijos pela minha barriga enquanto eu me contorcia e arqueava a cabeça pra trás. – Esqueça todos, menos eu. – Voltou a me beijar nos lábios.

Depois de muitas preliminares, o Michael se despiu e não demorou muito para que estivéssemos entre beijos e gemidos de prazer. Ele deslizando-se sobre o meu corpo, me penetrando com desejo e eu o apertando como nunca.

Logo entramos em estado de prazer total quando o orgasmo de ambos escorreu um sobre o sexo do outro.

E depois disso fizemos amor mais 2 vezes para saciar o nosso prazer felino que parecia nunca ter fim.

Seguido disso, depois de tanto pelejo saí do quarto do Michael para me arrumar, pois a noite teria a festa para apresentar o Michael como o Delfim.

Acreditem. Foi muito difícil sair de lá, pois minha vontade era de ficar o resto do dia na cama com ele e fazendo “o que” não precisa explicar né? Não!





Capítulo 29


Espiava pela cortina que decorava a sala do trono. Todas as pessoas que eram consideradas importantes se faziam presente esperando a entrada do Michael. O difícil era saber quem era do bem e quem era do mal, não dava pra confiar em ninguém.

Decidi saí de trás das cortinas e encarar toda aquela falsidade.

- Olha só quem decidiu trocar o príncipe pelo bastardo. – Ouvi aquela voz familiar ecoar ao meu redor. Virei-me para encarar a pessoa que tão cedo já me irritava.

- Lord Westbrook?! – Perguntei incrédula. Aquele homem que ameaçara a mim em uma noite aqui na Corte e que o Michael me salvou de não demonstrar medo estava mais uma vez na minha frente.

- O que você faz aqui? – Perguntei ríspida.

- Ué, vim ver de perto o nosso futuro Rei. – Respondeu com uma pontada nítida de sarcasmo.

- Olha aqui seu idiota. – Me enfureci. – Não se atreva em chegar perto do Michael! – Disse entre os dentes demonstrando a minha raiva. – Ou então...

- Ou então o que? – Ele perguntou e deu um passo assim ficando bem pertinho de mim.  

Fiquei encarando-o até a maldita rainha se intrometer.

- Lord Westbrook, que bom que veio. – Ela disse chamando a atenção dele. – Vamos, venha me acompanhar em uma bebida. – Dizia em um tom de cumplicidade. Saquei que a presença dele tinha sido planejada. Com certeza eles se conheciam.

- Claro Clari... Vossa Majestade. – Engasgou-se. – Será um prazer! – Completou e saiu de perto de mim.

Minutos depois minhas Damas de horas apareceram.

- Cristine? Onde você estava? – Lola perguntou. – Por que não mandou nos chamar?

- Desculpe meninas, estava precisando ficar sozinha. – Respondi.

- Como assim sozinha? Ontem você passou a noite fora com o Michael e...

- Mas já disse que foi porque nos perdemos. – Respondi rápido. – Por favor, sem mais perguntas. – Respirei fundo.

- Ta bem! – As duas assentiram e ficamos caladas até que o Rei Henry subiu no batente acompanhado por Michael e assim chamando a atenção de todos.

Afastei-me das damas quando o rei começou o discurso.

- ... Senhoras e Senhores, esse é um momento que requer muito a atenção de vocês. – O Rei falava em voz alta e autoritária. Todos estavam atentos. – Como todos já sabem, houve uma extrema mudança na linha de sucessão da França na qual o meu filho Francis foi substituído pelo o meu filho mais velho, Michael Jackson. – Disse ele e apontou para Michael, e pela cara dele parecia desconfortável com tudo aquilo. – Mas essa cerimônia não é pra pedir a opiniões de vocês e muito menos autorização para o Michael ser o novo Delfim, apenas para oficializar perante o nosso povo o novo Delfim. Agora sim podem dá os aplausos ao novo príncipe de vocês. – O Rei optou em ser bem franco com as palavras, tanto que todos aplaudiram o Michael deixando-o mais incomodado e sem graça.

Ele ficou sentado na cadeira do trono para cumprimentar a falsidade das pessoas que se faziam feliz em tê-lo como príncipe.

Eu observava o Michael de longe, por um lado estava feliz por saber que logo estaria casada com ele, mas por outro estava aflita porque sabia que aquilo era ariscado para ele. Mas vê-lo sentado naquela cadeira onde só os soberanos sentam era tão gratificante.

- Olá querida! – A voz feminina tirou-me do meu devaneio chamado “Michael Jackson”. Virei-me para olhar a mulher. Diane Jackson!

- Olá. – Disse quando me virei. – Vo... Você veio.

- Mas é claro querida, não iria perder a melhor parte do meu filho sendo anunciado perante todos como o Delfim. – Ela deu um sorriso simpático.

- Ah sim, entendo. Ele merece. Ele não é como os outros. Tem sentimentos. – Me enchi de orgulho ao falar dele daquela forma.

- É verdade. O Michael é especial. – Ela disse olhando pra ele e depois voltou a olhar pra mim. – Fiquei sabendo sobre a Maridit. – Ela sussurrou. – Lamentável! – Respirou fundo lamentando. – Me dê licença querida, agora vou falar com o rei. – Disse ela e se saiu.

Eu apenas assenti e logo senti uma mão pegar no meu braço bruscamente.  Me virei para olhar e era o Francis.

- Francis?! – Esbugalhei os meus olhos ao ver aquela pessoa deplorável em minha frente. Estava com o cabelo desgrenhado, a roupa toda desalinhada e cheirava a álcool.

- Preciso falar com você! – Ele disse todo desconfiado e baixinho para que ninguém ouvisse.

- Então diga! – Disse seca.

Ele olhou para os quatro cantos da sala e disse:

- Não aqui. É importante. – Olhei com um olhar de que não estava interessada. – É sobre o Michael. – Agora sim fiquei séria e com os olhos bem arregalados.

- O que tem haver com o Michael? – Perguntei preocupada.

- Será que pode vir? – Ele perguntou e eu não pude me negar. Eu estava preocupada demais, pensava que o Francis tinha esquecido todo o rancor e tinha decidido ajudar o irmão.

Saí com o Francis sem que ninguém nos visse ou percebesse a minha ausência. Ele me levou por uma sala que dava entrada pra várias outras. Parecia um labirinto.  Comecei a ficar preocupadíssima com aquilo.

- Francis, pra onde estamos indo? – Perguntei quando parei de andar. Ele virou-se e me olhou. Caminhou até a mim e tirou um pedaço de pano branco do bolso e cobriu o meu nariz fazendo-me desmaiar.



(...)



Capítulo 30


Abri os meus olhos lentamente ainda um pouco tonta. Tentei me mexer mais estava com os punhos presos nas costas de uma cadeira velha de madeira.

Droga! Como eu fui uma idiota em pensar que o Francis estaria preocupado com o Michael? Burra! – Gritava na minha mente comigo mesmo.

- Francis?! – Gritei e logo tomei um susto quando ele respondeu.

- Pra que gritar? Eu não sou surdo! – Estava bem atrás de mim.

- O que você está fazendo? – Perguntei o encarando.

- Me vingando. – Ele disse enquanto brincava com uma faca. Agora sim eu estava com medo.

- Francis, pelo o amor de Deus, me solta. – Eu pedi olhando bem no fundo dos seus olhos. – Você não é assim. – Conclui.

- Sabe Cristine. Minha mãe tinha razão em relação a você. – Ele passou sua mão indelicadamente na minha cabeça alisando o meu cabelo. Parecia estar possuído. – Ela disse que você não seria uma boa esposa. E ela tinha razão, só que você fez pior. ME TROCOU POR UM BASTARDO QUE AGORA ESTÁ SENTADO NO MEU LUGAR! – Ele gritou exasperado e tomado pelo o ódio. Colocou a faça no meu pescoço ameaçando em cortar a minha garganta.

- Você não precisa fazer isso. – Eu murmurei na tentativa de acalmá-lo. – Você não é assim

- E como é que eu sou, Vossa Majestade? – Enfatizou a pergunta.

Antes de responder pensei bem no que falar. Afinal ele havia digerido álcool e qualquer vacilo meu acho seria capaz de me machucar.

- Francis, o que você ganha me machucando?

Ele deu a volta, ajoelhou-se na minha frente e ficou olhando fixamente nos meus olhos. Passou a morder os lábios e virar a cabeça para a direita e para a esquerda. Parecia pensar em algo.

- É verdade. O que eu ganharia matando você? – Perguntou voltando a me encarar. – Bem, o Michael já foi legitimado mesmo e demoraria para se apaixonar por outra mulher. Meu irmão é muito difícil sabe? – Disse sarcástico. Levantou-se e passou a caminhar por trás de mim. – Pelo menos a minha mãe não perderia a coroa tão cedo e... E mais nada.

- Ela está te manipulando Francis. – Balbuciei.

Ele se postou mais uma vez na minha frente.

- Não! – Bradou. – Ela não me manipula. – Irritou-se e chutou o pé da cadeira.

- Francis não, por favor! – Supliquei quando ele levou a faca até a minha garganta novamente. Torrentes de lágrimas escorriam sobre o meu rosto quando percebi que ele estava disposto a fazer aquilo.

Por breves segundos entrei em um devaneio onde as imagens eram fortes e marcantes. Lembrei-me de tudo o que já tinha vivido, todos os riscos que já passei, do meu povo que tinha que ajudar e por fim o Michael. Lembrei-me do dia que o avistei pela primeira vez, não tirava os olhos de mim e eu fazia o mesmo. Depois lembrei que no mesmo dia entrei no quarto dele sem saber e fiquei trêmula quando ele falou comigo pela primeira vez. E na vez que ele me impediu de entrar na floresta, é eu não contei, mas horas depois ele cumpriu a promessa e me trouxe o cão de volta. Fiquei encantada com aquilo. No dia que tentaram me matar na banheira ele também esta lá, me salvando e me consolando. Também veio as melhores lembranças da minha vida. Quando me embriaguei e dei o primeiro beijo nele, ali eu não fazia ideia de que estaria selando o início de tudo, e a outra lembrança foi de quando fugimos e ele foi preso por isso e quando fui visita-lo fizemos amor pela primeira vez. Ah, me senti a mulher mais feliz do mundo, realizada e só precisava está ao lado dele para me sentir assim.

Lembrando-me de tudo isso as lágrimas ficaram mais grossas e a pergunta pairava na minha mente: “E agora? Onde estava o Michael que prometeu me proteger?” ­

Saí dos meus devaneios quando ouvi umas batidas na porta e a voz familiar clamar o meu nome. Era o Michael, finalmente ele tinha aparecido.

Assim quando Francis ouviu a voz do Michael, segurou a minha cabeça e colocou a mão na minha boca para que eu não gritasse, mas no desespero que eu estava, não sei como, mas consegui morder a sua mão e gritar. Logo o Michael começou a chutar a porta até que ela foi ao chão.

- Michael... Cuidado! – Eu gritei. – Ele está com uma faca! – Disse para alertá-lo.

- Francis, me dá essa faca! – Michael pediu tentando acalmá-lo. – Você não precisa fazer isso. – Concluiu.

- Não se preocupe Michael, ela viva ou morta você já é o Delfim da França. – Francis disse e soava odiosa cada palavra que ele proferia.

- Isso não me importa! Eu só quero a Cristine. – Disse Michael se aproximando lentamente dele que estava com a faca na minha garganta.

- Francis, por favor! – Pedi choramingando. Meus olhos só conseguiam enxergar as coisas embasadas por causa das lágrimas que os cobria.

- Cala a boca Cristine! – Francis gritou e eu continuei a chorar mais ainda olhando para o Michael como se estivesse pedindo para que ele me tirasse dali. – E você seu traidor, não chegue mais perto. – Disse percebendo a aproximação do Michael.

- Fica calmo Francis! Eu já disse que você não precisa fazer isso. Podemos nos entender novamente, como nos velhos tempos, mas pra isso você precisa me dá essa faca! – Michael disse concentrado nos olhos dele.

Francis soltou uma risada sarcástica.


- Sabe Michael, eu sempre invejei você. – Francis começou a dizer com a voz calma. Michael franziu o cenho, olhou pra mim que agora soluçava e depois voltou a olhar para o irmão. – Você sempre pôde saí do castelo sem que as pessoas o reconhecessem como o Delfim e ficassem te cobrando coisas que era pro seu pai ter feito. Tinha a sua liberdade, podia sair sem ter que dá satisfações, ficar com as garotas sem ter sua mãe no seu pé te impedindo de fazer aquilo que lhe desse na telha. – Fixou seus olhos nos de Michael. – Agora eu estou pensando que você seja louco irmão por trocar tudo isso, toda essa sua liberdade por uma prisão que é essa vida de realezas. Você é burro. 




Capítulo 31



Francis estava maluco, parecia ter ataque bipolar. Por um tempo ficava manso e depois se exasperava.

Enquanto Francis falava, Michael me fitou por alguns segundos com um olhar cúmplice e começou a se aproximar. O Michael aproveitou que o Francis desencostou a faca de mim e ele chutou a cadeira que eu estava sentada para que eu ficasse longe daquela briga, avançou em Francis e segurou no seu punho.

Eu ainda no chão não podia fazer nada a não ser gritar, estava presa na cadeira presenciando aquela disputa de força que era. Acho que ninguém escutava por conta do barulho do salão.

O Michael vacilou quando olhou pra mim e o Francis se pôs por cima dele tentando lhe ferir.

Eu me desesperei e comecei a gritar mais ainda vendo a hora dele enfiar a faca e acabar com a minha vida enfiando a faca no dono do meu amor, no meu tudo.

- Agora me diz Michael, o que perco com isso? – Francis perguntou enquanto tentava matá-lo.

- Francis não! – Eu gritei vendo aquela cena e uma coisa veio na minha mente. O bebê! – Não faça isso Francis, você tem uma filha pra criar. – Eu gritei esperando ele parar de atacar o Michael.

Falei sobre a criança porque eu sabia que era a única maneira dele parar com aquilo, sabia que ele iria pensar sobre ela e talvez desejá-la, desejá-la como filha. No fundo do meu coração eu sabia que aquele não era o Francis, mas sim um homem dominado e persuadido pela própria mãe.

- Eu não tenho filhos! – Ele gritou.

- Tem sim. Eu sei da Maridit, e ela teve um filho seu! – Ele parou de tentar cravar a faca no Michael e me olhou com os olhos esbugalhados.

Nesse vacilo dele, dois guardas que tinham percebido algo de estranho invadiram o quarto e tiraram o Francis de cima de Michael.

- O que? Você tá mentindo! – Francis disse se esperneando enquanto os guardas seguravam-no. Parecia não ligar pra aquilo e só querer saber dessa criança que tinha falado. – A Maridit nunca engravidou de mim, se isso acontecesse ela teria me contado.

- Não, ela não teria por causa da sua mãe. – Michael disse e Francis o encarou. – Você tem que prestar a atenção no que a sua mãe lhe transformou. – Michael disse enquanto soltava as minhas mãos que estavam pesas e logo eu o abracei com tanta força e comecei a chorar nos seus braços.

- E onde está a Maridit e essa criança? – Francis urrou. – Onde está a criança?

- Levem-no! Vocês estão de prova de que ele estava tentando me matar. – Michael ordenou para os homens que logo obedeceram a sua ordem.

Ele me ajudou a levantar, pois não tinha forças para ficar de pé de tanto medo que eu sentira com aquela faca no meu pescoço. Eu só chorava e soluçava em seus braços. 

- Calma amor, passou. – Me apertou mais em seus braços e começou a afagar minha cabeça. – Shiii, já passou. – Me pegou no colo, passou pelos os corredores vazios, claro as pessoas estavam na cerimônia, e me levou para o meu quarto colocando-me na cama.

- Michael? – Clamei o seu nome quando ele me colocou sobre a cama e caminhou até a porta. Ele me olhou. – Fica, por favor! – Pedi com os olhos ainda cheios de lágrimas.
Ele sorriu pra mim, fechou a porta e caminhou até a cama.  Encostou-se na cabeceira e me puxou para o seu peito.

- Claro que eu não iria sair e deixar a mulher da minha vida sozinha no momento em que ela mais precisa de mim. – Ele disse com carinho. – Eu só iria fechar a porta. – Completou.


(...)


Acho que as pessoas não deram falta da atração principal da festa, o Michael é claro, pois ficamos por muito tempo abraçados nos meus aposentos, e detalhe: Em silêncio.  
Finalmente tinha parado de chorar, estava mais calma. Mas quem não iria se acalmar com um homem daquele colado em você? Sua presença me tranquilizava, seu cheiro inebriante, até a sua quentura fazia-me entrar em estado de paz; alívio e segurança. Ah, eu amo esse príncipe!


(...)


- Michael? – Chamei-o quebrando o silêncio.

- Sim. – Logo respondeu inclinando a cabeça para me olhar.

- O que vai acontecer com o Francis? – Perguntei. Realmente eu estava preocupada com ele, e para minha própria surpresa eu não estava com ódio; rancor do Francis.

Michael encostou a cabeça novamente na cabeceira da cama e respirou fundo.

- Eu não sei. – Disse baixinho. – Ele tentou me matar, pior, tentou te matar e isso eu não perdoo.

Desencostei-me dele um pouco, vamos dizer que, indignada. Eu sabia que aquele não era o verdadeiro Francis e sentia pena dele.

- Michael? Ele é seu irmão e...

- Meu irmão que quase me matou. – Disse ele quando me interrompeu. – E a mulher da minha vida também. – Passou a acariciar meu rosto com seus dedos. – Eu não sei do que seria capaz se ele te ferisse ou sequer te desse o menor dos arranhões. Quando eu senti a sua falta no salão logo tratei de perguntar as pessoas se tinham avistado você, e uma das empregadas disse que você tinha saído com o Francis. Logo desconfiei e fui a sua procura. – Ele dizia e pela sua voz parecia irritado agora. - O que deu em você para ter saído do salão com o Francis?

- O que? Michael eu... 

- Não que eu esteja desconfiando de você, só não entendo como pôde confiar nele assim, de olhos fechados. – Disse me interrompendo mais uma vez. – Ele deve ter te convencido de algo.

- Ele me disse que tinha algo para me falar sobre você. Pensei que ele estava a fim de ajudar. Só isso.

- Eu tendendo amor, mas, por favor, nunca mais faça isso, eu morro se algo acontecer com você. – Ele disse, mas agora com a voz branda.

Eu sorri e ganhei um beijo dele na minha cabeça.

- Quem diria que minha sobrinha iria nos ajudar. – Ele disse.

- Ah, Michael, sim, eu... Tive que falar sobre ela e...

- Calma, eu sei disso amor, e foi bom, pelo menos agora o Francis tem uma razão para se arrepender do que fez, isso se ele ligar para a menina. – Disse preocupado.

- Claro que ele vai ligar para ela. Ele não é daquele jeito, tenho certeza de que a rainha colocou coisas na cabeça dele e o obrigou a fazer aquilo. – Eu disse convicta. Mas a rainha não perdia por esperar. – E falando nisso, não podemos deixar ela chegar perto dessa criança.

- Claro que não! – Ele concordou. – Temos que tomar alguma providência, dizer ao meu pai, sei lá, ele não irá gostar de saber que você sofreu mais uma tentativa de assassinato aqui na corte.

- Claro! Ele tem que saber com quem se casou. – Eu disse e me levantei. – Mas tenho que fazer uma coisa antes.

- O que? – Franziu o cenho ao ver minha expressão vingativa.

- Bater um longo... Paro com a rainha. – Enfatizei com os olhos possessos.

Michael esbugalhou os olhos ao ver minha reação e respirou fundo. Acho que ele nunca vira aquele meu lado e por isso ficou com o semblante surpreso.



(...)




Capítulo 32


- Você não pode fazer nada Cristine, deixe que eu resolvo isso, escutou?

- Mas Michael, aquela velha tenta me matar desde o dia que cheguei nessa Corte. – Retruquei vendo que ele estava falando sério.

- Entenda, eu mesmo farei ela pagar por todo o mal que ela te fez, mas pra isso não faça nada, deixe comigo, entendeu? – Arqueou as sobrancelhas. Eu assenti a contra gosto, mas assenti. – Agora durma meu amor. – Voltou a me puxar para o seu peito e ali mesmo eu adormeci profundamente.


Durante a madrugada:

Alguém caminhava com passos leves às escondidas sem fazer barulho pelos corredores do castelo até chegar na entrada do porão onde estava outra pessoa a sua espera.

- Você não acha que isso é muito perigoso? – Murmurou uma mulher demonstrando medo.

- Escute Mabel. Que é perigoso é, mas é só você fazer como o combinado. – Respondeu a outra pessoa com a voz baixa.

- E se alguém descobrir?

- Não vai. Vamos rever o plano ok? – Mabel assentiu e a pessoa prosseguiu. – Você já o seduziu certo? – Mabel assentiu mais uma vez. – Então está tudo indo bem. Você entrará nos aposentos dele, o seduzirá mais uma vez, pegará esse veneno muito forte... – Tirou um potinho bem pequeno do bolso e colocou nas mãos de Mabel. – Isso é mortal, apenas um pingo e o Rei já era. – Mabel ficou aflita com aquilo tudo, estava com medo de algo dar errado. – Ei, calma vai dá tudo certo, ninguém jamais saberá de algo, fique tranquila. É para o bem de todos. Tá vendo essa adaga? É da Rainha. Ela Será a culpada! Quando ele já estiver morto, pegue esta adaga e faça um pequeno ferimento no seu corpo, especificamente no seu peito. Precisa dá a impressão de que foi ferido e envenenado.  – Concluiu a pessoa.

 - E como vou fazer para entrar lá sem que alguém me veja?

- Eu irei distrair os guardas pra você poder entrar sem ser vista. Engane-o e coloque isso na bebida dele. Isso leva no máximo meia hora para que a vítima fique sufocada ao ponto de perder a voz e por fim, morrer. – Detalhou mais sobre o plano. – Por via das dúvidas, voltarei em 40 minutos depois da sua entrada para distrair os guardas. Aí você sai.

(...)


Trocaram mais algumas palavras e cada um foi pro seu lado.

Tinha alguém tramando contra a vida do Rei Henry, e esse alguém era da corte. Alguém que tinha criado um certo ódio pelo rei após ter descoberto algo muito importante, algo que levou  essa pessoa mandar matá-lo. E mais, sua cúmplice era uma das Damas de honras da Cristine.

Mas quem seria essa pessoa?

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Acordei com os finos raios de sol que transpassavam pelas cortinas e batiam no meu rosto. Virei-me para o outro lado da cama e senti a falta do Michael. Mas onde ele estaria?

Ele não podia me deixar sozinha, e se alguém entrasse no quarto e tentasse me matar? Meu Deus, onde estaria aquele homem?

Levantei-me e corri para abrir a porta para sair à procura dele, mas fui barrada por dois guardas que estavam na porta do meu quarto.

- Desculpe Vossa Majestade, mas o Milorde disse que a Srª deve ficar aqui no quarto até que ele volte. – Um deles disse.

- Mas por quê? O que está acontecendo? – Perguntei aflita, estava sentindo que algo tinha acontecido, só não sabia exatamente o que era.

- É tudo o que podemos falar, Vossa Majestade. – Eles estavam com a cara de que realmente tinha acontecido algo muito sério naquela Corte. – Com licença. – Ele disse e fechou a porta trancando-me no quarto.

Mas o que? O Michael estava me trancando, me mantendo em cárcere privado? Era isso mesmo? Era só o que me faltava. Eu sei que ele fazia isso para o meu próprio bem, mas estava muito estranho. O que estava acontecendo?

Fiquei trancada no quarto por volta de umas 1 hora e meia entediada, até que finalmente as portas se abriram e um Michael muito triste e com um semblante amargurado adentrou no mesmo.

- Michael? – Falei assim que o vi. Seus olhos estavam marejados, tristes e ofuscados. – O que está acontecendo?

Ele caminhou e sentou-se na beirada da minha cama.

- O rei está morto. – Disse com a voz abatida.

Esbugalhei meus olhos consideravelmente e pus minhas mãos na boca demonstrando incredulidade. Como assim o rei estava morto?

- O que? – Eu estava atônita diante daquela notícia.

- Isso mesmo. O meu pai está morto. – Confirmou e abaixou a cabeça.

- Mas... Mas... Como assim o rei está morto? – Perguntei balbuciando.

- Um de seus guardas confidentes o encontrou caído ao lado da cama já sem pulso agora cedo. Parece ter sido vítima de envenenamento. – Disse baixinho ainda de cabeça baixa. – Certamente o Rei foi assassinado.  

A única pessoa que tinha o instinto ruim e que era capaz de fazer uma coisa dessa era a Rainha. Mas porque ela mataria o próprio marido? Ela saberia que perderia a coroa de vez, e pra ela isso estava fora de cogitação. Mas a Clarissa? Não, não pode ser!

- Oh Mike... – Caminhei até ele e sentei-me ao seu lado agarrando seu braço. – Sinto muito!

Ele apenas me olhou demoradamente e em seguida me puxou para um abraço.

- E agora? O que vamos fazer? – Perguntei ainda abraçada com ele. Senti-o resfolegar profundamente antes de desfazer o abraço.

- Meu pai está morto, infelizmente, e a parti de agora meu compromisso passa a ser mais sério com esse país. – Respondeu enxugando a única lágrima que escorreu pelo o seu rosto.

Peguei no seu rosto com as minhas duas mãos e o olhei ternamente.

- Não se preocupe, estamos juntos nessa. – Disse para consolá-lo, pois a parti do momento que o Rei Henry parou de respirar, o Michael já havia deixado de ser o Delfim, e assim tornado-se o novo Rei da França. Tudo ali agora o pertencia, era o supremo; soberano.


Capítulo 33


A notícia havia se espelhado rapidamente, não só pela Corte como por toda à França, e era questão de apenas um dia para chegar até à Escócia. E claro que os escoceses sabendo disso, viriam até a França.

Quando eu e o Michael saímos do quarto e começamos a andar pelos corredores, as pessoas já tinha a noção de que agora aquele ex-bastardo acabara de virar Rei, tanto que cada pessoa começou a se curvar perante nós.

- Vossa Majestade? – O guarda que era confidente do Rei Henry chamou a atenção de Michael e ajoelhou-se para nos cumprimentar. – Tenho algo muito importante para lhe mostrar.

Eu e o Michael nos olhamos curiosos, e logo voltamos a olhar para o guarda.

- O que aconteceu? – Michael perguntou.

- Algo foi encontrado no quarto do Rei. – Michael franziu o cenho. – Depois que Vossa Majestade saiu, percebemos um ferimento no peito do Rei, e logo em seguida encontramos uma adaga com uma lamina diferente, a mesma que aquela mulher que tentou lhe ferir usava. Essa adaga estava envenenada.

Michael arregalou os olhos e colocou as mãos na testa.

- Claro! – Sussurrou. – A Clarissa, foi ela! – Disse em um tom convicto. – Onde está essa adaga? – Perguntou.

- Está aqui, Majestade. – O guarda retirou a adaga da armadura e entregou a Michael que ficou satisfeito ao tocá-la. Estranho!

- O Papa já está ai?

- Sim, ele chegou há pouco tempo. Está na sala do trono esperando por Vossa Majestade.

- Vá até lá e diga que já estou a caminho. Só preciso fazer uma coisa antes. – Michael disse e percebi que ele estava com os punhos cerrados. Estava determinado em fazer algo.

- Sim. Com licença, Vossa Majestade. – Disse o guarda e saiu.

Eu fiquei confusa. A rainha era má, isso é evidente, mas porque ela mataria o próprio marido? Isso não faz sentido! Ela não seria tão burra em fazer isso. Tentar me matar é uma coisa, mas o marido? – Fiquei com uma pulga atrás da orelha em relação a isso.

- Michael, isso está muito estranho. – Murmurei.

Michael olhou pra mim com os olhos cerrados e sobrancelhas baixas.

- Não tem nada de estranho. A Clarissa matou o Rei com esta adaga. – Estendeu a adaga. – E ela irá pagar por isso. – Disse entre dentes e de uma forma tão possessa que fiquei até com medo. Desfez a expressão irritada e respirou fundo ao perceber o quão estava sendo assustador naquele momento. – Desculpe. Eu só quero que ela pague por toda maldade que fez até agora.

- Eu entendo, eu também quero. Você sabe o quanto eu a odeio. Só acho estranho o fato dela ter matado o próprio marido. Não faz sentido! – Insistir com a minha opinião.

- É, mas foi ela sim. – Piscou os olhos longamente e desviou seu olhar por um instante estranhamente e guardou a adaga. – E farei ela pagar por isso. Agora vamos, temos que resolver isso agora mesmo. – Eu fiquei calada, não queria contrariá-lo, não naquele momento, ele estava determinado. – Vocês, venham comigo! – Ordenou para dois soldados que estavam no corredor a nos seguirem. Eles obedeceram e assim fomos até os aposentos de Clarissa, sim, pois era separado dos aposentos do Henry.  

Michael nem sequer bateu na porta, adentrou de supetão e logo em seguida eu e os guardas entramos.

- Onde está você sua desgraçada? – Michael perguntou assim quando entrou e parou quando a viu sentada na frente da penteadeira muito séria olhando pra sim mesma.

- Estou bem aqui, Michael. – Ela respondeu friamente. – Quer dizer, Vossa Majestade. – Enfatizou sarcasticamente e virou-se para nos encarar.  – Está feliz agora? Você agora é o Rei de toda a França.

Michael caminhou tranquilamente próximo a Clarissa com um sorriso sacana.

- Não se faça de tola, Clarissa. – Ela franziu o cenho. – Você matou o Henry!

Ela esbugalhou os olhos e em seguida gargalhou exageradamente. Michael continuou sério.

- Isso é ridículo! – Falou ainda com um pequeno sorriso preso nos lábios. – Pra que eu mataria o meu próprio marido?

- Me diga você? – Michael aproximou-se mais dela. – Manipulou o próprio filho, o persuadiu e o coagiu para matar a Cristine. – O sorriso que ainda continha em seus lábios se desfez na mesma hora.

- Isso não é verdade. Se ele fez foi porque quis. – Ela disse fria. – E por isso está preso. – Meu Deus, como ela poderia falar daquele jeito em relação do filho que estava preso?

- Não sua velha desgraçada, o Francis não faria aquilo se você não tivesse colocado coisa na cabeça dele. – Eu me intrometi, não por causa da morte do rei, mas sim porque o Francis quase me matou a mando dela.

- O Francis sabe muito bem o faz, já é um homem! – Ela disse.

- É? Então vamos ver! – Michael disse. – Você, traga o Francis até aqui, e você vá até o berçário e diga para a babá para trazer o bebê até aqui. Ela saberá do que estou falando. – Ele ordenou para os guardas que logo saíram.

- Espera! Que bebê você está falando? – Perguntou confusa.

- Você verá! E também vamos ver o que o seu filho tem a dizer sobre você, depois que saber que você matou o pai dele. – Michael disse. – Acho que ele não vai gostar.

Ela irritou-se.

- Olha aqui Michael, eu não sei do que você está falando, eu não matei o meu marido e você sabe disso. – Ela disse e pareceu tão sincera naquele momento que eu estava a ponto de acreditar. Droga!

Michael apenas cruzou os braços, arqueou as sobrancelhas em conjunto e ficou a encarando serio, sem proferir nada.

Dois minutos depois, o primeiro guarda adentrou o quarto junto com o Francis quem quando nos avistou franziu o cenho e tratou de ironizar.

- Opa, uma festa particular no quarto da minha mãe. – Riu da própria piada.

- Duvido você sorrir assim depois de saber o que houve com o seu pai. – Michael disse.

Francis sorriu mais uma vez.

- Ora Michael. As notícias correm rápidas aqui na Corte. Eu sei que ele está doente.

- Não meu caro irmão. Ele está morto! – Francis parou de rir e desvencilhou-se do guarda que o segurava.

- O que?

- O Rei foi assassinado, e adivinha quem o matou? Sua mãe. – Michael apontou pra Clarissa.

- Isso é mentira! – Francis disse. Não queria acreditar.

- Claro que isso é mentira! – Afirmou a Clarissa.

- Não é não. O Rei morreu envenenado pelo o corte de uma adaga com uma lamina envenenada. Esta aqui. Ela é da sua mãe. Reconhece? – Disse e tirou a adaga do bolso. A rainha e o Francis arregalaram os olhos.

- Mas o que? Não, Francis, eu não matei o seu pai. – Defendeu-se.

Francis ficou paralisado por alguns instantes olhando para a adaga que estava nas mãos de Michael.

- Matar a Cristine e o Michael era pra não perder sua maldita coroa, - ele começou a dizer entre dentes olhando pra mãe. – mas matar o próprio marido? – Ele abriu a boca demonstrando incredulidade.

Não sei se ele tinha percebido, mas ele acabara de confessar que as tentativas de assassinatos contra eu e o Michael vinham da rainha. Isso já era motivo para decapitá-la.

 - Francis não, eu não matei o seu pai! – Ela gritou.

- Você é pior do que pensava mãe. – Ele caminhou até ela. – Como teve coragem de fazer isso. – Começou a sacudi-la feito um louco, e algumas lágrimas já começavam a escorrer sobre seu rosto. – O meu pai!

- Eu já disse que não matei o seu pai! – Voltou a se defender. – Isso é uma armação.

- Que eu saiba a única que tem sangue para armações aqui é você. – Eu disse irada. Voltando a lembrar, eu me referia às tentativas que eu e o Michael sofremos, porque em relação à morte do Rei, sinceramente, eu estava na dúvida.

Seguido disso, tirando a nossa atenção, o outro guarda entrou no quarto junto com a babá segurando a bebê.

Francis olhou para mim e para o Michael surpreso.

- Um bebê? O que um fedelho faz aqui? – Clarissa perguntou arrogante.

- Não fale assim dela, é uma menina! – Eu gritei me intrometendo. – Essa criança aqui, infelizmente é sua neta.

- O que?! – A rainha gritou incrédula.

Francis largou Clarissa e nos encarou interrogativamente.

- Não, não pode ser. – Francis balançou a cabeça negativamente. – Pensei que estava blefando. – Disse olhando no fundo dos meus olhos.

Eu peguei a menina, dispensei a babá e levei próximo a ele.

- Mas eu não estava. Essa menina é sua filha com a Maridit. – Eu disse acariciando a menina.

- Maridit? Aquela garota que estava grávida? – Clarissa perguntou. – E que foi presa por roubo? Espera! Essa criança é filha do Francis? - Perguntou com desdém. 

- Sim, mas você tramou tudo não foi? Tramou para que a Maridit fosse presa pensando que essa criança era minha. Você é burra. – Michael riu.

- O que? – Francis perguntou quando encarou a mãe. – Você fez isso com a Maridit?

- Não... é...  não... – Clarissa ficou nervosa.

- Vamos rever tudo o que você fez. – Michael disse segurando o queixo e com o dedo indicador sobre os lábios. – Primeiro tentou matar a Cristine, detalhe: várias vezes. Depois a mim, depois tramou contra uma mulher grávida para tentar me atingir, manipulou seu próprio filho e... Vamos ver o que mais... é... – Michael ironizou. – Ah, matou o rei. – Concluiu sério.

- Eu já disse que não matei o meu marido! – Ela gritou tentando mais uma vez se defender, mas sem sucesso.

- E o que me garante isso, mãe? – Francis perguntou e a Clarissa o encarou surpresa, muito surpresa. Não esperava que o filho desconfiasse dela. Pela sua cara não mesmo. – Quer saber Michael, foi ela sim. 

- Francis! – Ela gritou furiosa.

- Chega mãe! – Estourou-se e até eu e o Michael ficamos surpresos. – Eu já estou farto de suas manipulações! Isso já é demais. Matou o meu pai, seu marido. Até tentou fazer mal a uma mulher grávida!  Que draga você tem na cabeça?! – Gritou revoltado.

- Eu não matei o seu pai! Eu já disse!

- Não? E enquanto a Maridit?

- Eu pensei que ela fosse uma das namoradinhas, amantes sei lá, do bastardo!

Michael riu.

- Ta vendo esse bastardo aqui, Clarissa? Agora é o seu Rei. O que te manterá presa pelo o resto da sua vida.

- Você não pode fazer isso. – Disse entre dentes.

- Na verdade ele pode sim. – Francis tomou à frente tomado por um ódio que passou a sentir por sua própria mãe. – Durante todos esses anos sendo treinado para assumir o trono, presenciei muitas coisas, inclusive o que o Rei pode fazer enquanto estiver no poder. E o fato de você ter sido uma rainha, não impede dele decidir qual será o seu destino. – Disse encarando-a. – E até a morte está incluída na lista.

- Está querendo que ele mate a sua mãe? É isso? – Perguntou descrente do que o filho tinha falado.

- Não mãe. Já vivi muitos anos preso as suas artimanhas, não acho justo eu ter que pagar sozinho por uma coisa que não fiz sozinho. Você matou o meu pai e isso eu não vou perdoar! – Disse com muita raiva virando-se para encarar Michael.

- Quando a prender, por favor, não a coloque na mesma cela que eu. – Pediu para Michael.

Michael assentiu e mandou os guardas a trancafiasse na cela.

- Sempre soube que você era fraco Francis. – Ela gritou se esperniando nos braços dos guardas. - Irá se arrepender por isso Michael Jackson e Cristine, e você também Francis. Todos vão lastimar por isso! – Saiu arrastada pelos guardas gritando pelos corredores do castelo.

Assim quando não se ouvia mais os gritos de Clarissa, Francis me encarou e desceu sua vista para a criança em meus braços, e um semblante surpreso e impressionante começou a se formar em seu rosto.

Caminhou lentamente até mim e ficou hipnotizado com a menina que estava com os pequenos olhos entreabertos. 

- Minha filha? – Perguntou mais uma vez incrédulo e com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

- Sim. É sua filha. – Respondi baixinho e afagando os poucos cabelos louros dela.

- Posso... Pegá-la antes de ir? – Balbuciou.

Olhei para Michael que apenas observava com tranquilidade e assentiu. Com cuidado coloquei a criança nos braços dele.

- Eu não sabia que era pai. – Disse encantado com a menina. – Ela é linda!

Era tão incrível vê o Francis daquele jeito. Seus olhos estavam brilhando. Eu tinha certeza de que quando ele soubesse da menina ficaria feliz. E eu percebi, ele estava.

- Está vendo? – Michael disse enquanto se aproximava dele. – Ela tem os seus olhos azuis. – Completou pegando na mãozinha da menina.

Francis olhou pra ele surpreso com aquela aproximação.

- Onde está a Maridit? – Essa pergunta nos pegou de surpresa. Ainda nem sequer tínhamos contado sobre a morte de Maridit.

Eu e o Michael trocamos alguns olhares e o Francis ficou desconfiado.

- O que aconteceu com ela? Me respondam, por favor!

Respirei fundo e decidir falar.

- Ela... Morreu no parto. – Disse com um fio de voz.

Ele abriu a boca para falar, mas ficou tão perplexo com a notícia que as palavras não saíram. Afinal, era a descoberta de duas mortes em um só dia.

- Mas ela deixou esse presente divino pra você, irmão. – Michael disse e Francis voltou a encará-lo surpreso pelo o fato dele chamá-lo de irmão.

Pude ver as lágrimas voltando a preencher os seus olhos enquanto ele olhava para Michael e para a criança.

Caminhou em minha direção e me entregou a criança delicadamente.


- Michael... – Voltou a caminha ficando frente a frente com Michael que não estava entendendo o que seu irmão queria fazer. Acabou nos surpreendendo quando começou a se ajoelhar diante de Michael para cumprimentá-lo como o novo Rei da França. Michael olhou pra mim com um vinco rígido na testa e tratou logo de erguer o seu irmão, e assim quando fez, o abraçou fortemente. 



Capítulo 34 – Penúltimo


Uma semana havia se passado após a morte do Rei Henry. A ex-rainha Clarissa foi considerada 100% culpada pela a morte do Rei, e só não foi decapitada porque o Michael em consideração a Francis, conseguiu convencer o Papa que a deixasse pagar pelo crime em vida.

Michael teve uma longa conversa com o Francis, finalmente conseguiram se entender deixando de lado as intrigas e os acontecimentos ruins. Apesar de tudo o que o Francis fez, Michael optou em dá mais uma chance ao irmão para que ele pudesse reconstruir sua vida e cuidar da sua filha.

Eu entendia um pouco o lado do Francis. Ele estava magoado, afinal, querendo ou não eu arranquei seu trono e dei a outro, e pode ser por isso que ele tenha deixado a sua mãe lhe manipular, lhe induzir, em fim. Mas o mais importante era que tudo tinha se resolvido, Francis finalmente acordou pra vida, redimiu-se e pediu perdão a mim e ao Michael, e nesses últimos dias com a ajuda de Lola, minha dama de honra, decidiu se dedicar para a filha que agora levava o mesmo nome da mãe, Maridit. E digo com convicção que essa criança foi a melhor coisa que acontecera com o Francis.

Já em relação a Escócia, sim, sei que parece que eu tinha esquecido dela, mas não. Eu nunca esqueci do meu povo, e um dos motivos de eu ter passado por tudo isso foi para um dia poder ajudá-la. Logo quando o Henry morreu, o Michael como o Rei ofereceu tudo o que a França pôde para ajudar a Escócia, e digo hoje que eles ficaram felizes e mais seguros contra ataques de outros países.

Nessa mesma semana que havia se passado finalmente eu e o Michael iriamos nos casar, até porque agora teríamos que fazer isso não só porque queríamos muito, mas também por questão de compromisso dos dois países.

Fiquei muito nervosa quando entrei na sala do trono onde haveria a cerimônia, todos estavam lá, todas as pessoas de importância da Corte, alguns conhecidos da Escócia também se faziam presentes, a mãe do Michael e o Francis com a pequena Maridit.

Respirei mundo, ergui minha cabeça e desci os três degraus da escada muito feliz acompanhada pelas minhas damas de honras.





E lá estava ele, meu príncipe, meu Rei. Muito lindo. Virou-se e lançou um olhar que transmitia felicidade; firmeza e entusiasmo.


  
Caminhei em sua direção lentamente percebendo os olhares e os cochichos das pessoas ao meu redor.

- Você está... Linda! – Michael disse brandamente assim quando cheguei perto dele. Sorri tímida.

- Você também está. – Respondi e ele pegou na minha mão para nos ajoelharmos diante do Papa que logo começou com todo aquele discurso de casamento. Assinamos os papéis e finalmente erramos marido e mulher, e Reis dos dois países.

Após isso, as pessoas começaram a aplaudir e junto conosco foram para o salão onde era a festa do casamento.

Eu e o Michael demos às mãos, corremos entre as pessoas feito duas crianças e paramos no centro do salão frente a frente olhando um nos olhos do outro.

- Eu estou muito feliz. – Eu murmurei quando ele encostou sua testa na minha e segurou minha nunca e minha mão.

- Eu estou mais. – Respondeu de olhos fechados e com um sorriso extasiante nos lábios.

Afastou-se de mim, mas permaneceu segurando a minha mão e ambos se inclinamos para dá início a dança real. Logo depois todos entraram na mesma sintonia na música que ecoava pelo o salão.


(...)


Depois de passarmos algum tempo na festa, eu e o Michael após ter cumprimentado todos, fugimos para nossos aposentos que agora era um só. Estávamos loucos para fazer amor a noite inteira até não aguentarmos mais.

Assim que atravessei a porta do nosso quarto, Michael me prendeu contra a parede e segurou o meu rosto com as duas mãos. Seus olhos faiscavam de desejo, como se estivesse famintos. Ele acariciou minha bochecha e sorriu.

- Então, finalmente vamos fazer amor? – Ele perguntou sedutor e ao mesmo tempo brincalhão. Eu ri.

- Aos olhos de todos, sim. Por que só você e eu sabemos que esta noite não é a primeira vez. – Respondi com lascívia. Ele riu.

Ele rocou seus lábios nos meus e sugou uma única vez e com força o meu lábio inferior.

- Eu pretendo amá-la a noite inteira, você sabe não é? - Disse com a voz rouca fazendo meu corpo estremecer.
  
- Hurum... E eu pretendo cooperar. Faça o que quiser comigo esta noite meu amor, sou toda sua. – Respondi seduzindo-o. Ele fechou os olhos e encostou sua boca na minha.

Nos beijamos desesperadamente enquanto ele apertava um dos meus seios. Logo me desencostou da parede e não demorou para que ambos estivéssemos pelados com a ajuda um do outro.

Lentamente ele me empurrou de costas para nos deitar na nossa nova e enorme cama, e cobriu o meu corpo com o seu, beijando-me de forma lasciva quando minhas mãos se colocaram na região do seu pescoço, agarrando e puxando o seu cabelo com os meus dedos. Ele posicionou a ponta do seu membro na minha entrada e em seguida se enterrou por inteiro dentro de mim fazendo-me gemer, alto e gostoso aos ouvidos dele.
 
Suas carícias e seus movimentos de vai e vem sobre mim eram tão gostosos que com a mesma delicadeza que começamos chegamos ao ápice de olhos fechados e imersos no abstrato do prazer. 

Fizemos amor mais duas vezes nessa mesma noite até que ficamos sobre a superfície da paz plena e silenciosa até deixar o sono nos atingir. 





Capítulo 35 - Ultimo

Acordei com uma preguiça tremenda e lembrando-me da noite passada. Sorri e virei-me passando a mão no outro lado cama, e o que senti apenas foi o colchão.

Ué, cadê o Michael?!  

Levantei-me, me enrolei com o lençol e quando iria procurá-lo no banheiro, avistei através das cortinas ele na sacada do quarto de costas para mim.

Estava com uma calça branca e fina caída nos seus quadris, sem camisa e descalço. Caminhei próximo e ele que logo virou-se quando sentiu a minha presença.

- Oi amor. – Ele disse quando me viu.

- Oi, o que está fazendo aqui tão cedo? – Franzi o cenho. Acho que nem era 6 horas da manhã ainda.

Ele desviou seu olhar de mim voltando a apreciar o jardim do castelo.

- Pensando! - Respirou fundo, parecia que o ar estava pesado para ele.

Ajeitei o lençol que cobria o meu corpo para que não caísse e o abracei por trás.

O Michael estava um pouco estranho, não muito, mas o suficiente para que eu notasse em seus olhos uma pontada de peso. Era como se ele precisasse compartilhar algo com alguém; comigo, não sei.

- Pensando em que? – Perguntei enquanto afagava seus cabelos que estavam úmidos, percebendo que ele já tomara um banho.

Ele tirou minhas mãos da sua cintura delicadamente e virou-se para me encarar mais uma vez.

- Preciso contar uma coisa pra você. – Disse com o tom convicto e certo do que iria fazer.

Eu apenas assenti e ele me guiou até a cama me fazendo sentar na mesma, enquanto ele continuou de pé.

Eu estava na curiosidade e ao mesmo tempo com medo do que ele queria me contar. Mas me obriguei a ficar tranquila para não demonstrar o quão eu estava assustada só pelo o jeito que soou a frase que ele falou.

Fiquei sentada esperando ele proferir algo, mas em vez disso, ele começou a andar de um lado para o outro com as duas mão na nuca. Desse jeito estava me deixando mais assustada ainda. Realmente era algo muito importante.

- Michael, estou esperando! – Disse já sem paciência e com uma agonia de tanto vê-lo andar de um lado para o outro.  

Ele parou de andar e ficou me olhando tensamente.

- Eu sou o Rei da França.

- Sim, você é. – Confirmei.

- Você confia em mim?

Franzi o cenho.

- Sim.

- Então acredita que eu faria tudo para protegê-la?

- Sim, Michael, sim. Eu confio em você. – Respondi impaciente. – Mas... Eu não estou entendendo! – Completei confusa.

Sentou-se ao meu lado e decidiu falar logo o que estava acontecendo.

- Ah três semanas atrás, eu estava indo falar com o meu pai a respeito de ajudar a Escócia, até mesmo antes do nosso casamento. Fui até os seus aposentos, e como já era o príncipe da Corte não precisei ser anunciado, e os guardas me deixaram entrar. Quando entrei ouvi mais uma pessoa com uma voz familiar conversando algo que parecia de importância e perigoso. Por um momento pensei em sair dali e voltar depois, mas como eles não haviam me visto por causa da parede separadora, decidir ficar e escutar a conversa. – Deu uma pausa e respirou fundo mais uma vez. – Meu pai e o Lorde Westbrook estavam tramando contra a nossa vida depois que você reivindicasse a Inglaterra e ...

- O que?! – O interrompi. – Co... Como assim? – Não estava entendendo nada. – Por que o rei mandaria nos matar?

- Por que ele era egocêntrico. Ele não estava satisfeito em receber só uma parte da Inglaterra quando a sua prima morresse, ele queria tudo. E caso só você morresse, eu ficaria com a sua parte.

- Isso não faz sentido! – Olhei pra ele de cenho franzido e balançando a cabeça. – A minha prima está até melhor.

Ele olhou pra mim com aquela cara de “sinto muito”.

- Sua prima morreu dois dias antes de eu descobrir isso. Mandaram te avisar, tinha até chegado uma carta pra você, mas o rei pegou e a queimou para que você não soubesse.

Levantei-me perplexa com aquela revelação e já imaginando aonde o Michael queria chegar com isso.

- Michael, o que você fez? – Perguntei com medo da resposta.

- Eu nunca quis que isso acontecesse assim. – Ele respondeu em um fio de voz e apertando os olhos por uns segundos. – Eu, temeroso do meu próprio pai e com ódio dele no fim.

Esbugalhei meu olhos e pus minhas mãos na boca. Eu estava certa, a Clarissa não havia matado o seu marido, só não fazia ideia que o Michael tivesse coragem para fazer aquilo.

- Oh meu Deus... Michael! Vo... Você matou o... Seu pai! – Disse atônita.

Ele levantou-se rápido e segurou nos meus braços delicadamente. Seus olhos passavam medo, tormento e ao mesmo tempo libertação por estar contando para mim.

- Não! Ele me obrigou a fazer isso. – Defendeu-se. – Ele iria matar a nós dois.

- Mas... E a Clarissa... O Lorde Westbrook?

- Bem, o Lorde Westbrook também teve o seu fim bem longe da Corte Francesa, enquanto a Clarissa, eu decidi fazê-la pagar pelas inúmeras vezes que tentou nos matar.  
- Mas... Mas isso não é certo! – Desvencilhei-me de seus braços e voltei a sentar na cama ainda incrédula.

- Não, eu sei que não, mas foi preciso. – Aproximou-se e ajoelhou-se na minha frente segurando minhas mãos. – Eu disse que iria te proteger.

- Sim, mas...

- Mas nada, Cristine, entenda. Ele iria nos matar porque ele era um ambicioso egocêntrico, e eu não tive outra escolha a não ser fazer o que fiz. – Disse segurando no meu queixo obrigando-me a encará-lo. – Eu te amo e disse que te protegeria de qualquer forma. – Levantou-se, sentou-se ao meu lado e me abraçou. – Estou te contando porque não quero que haja segredos entre nós dois. E eu confio em você. – Concluiu e deu um beijo na minha cabeça.

Droga! Estava me amaldiçoando por isso, mas passei a pensar que aquilo tudo fazia sentido, se minha prima realmente já estava morta, sem dúvidas eu já era a Rainha da Inglaterra e o Michael o Rei. Realmente era um bom motivo para alguém querer nos ver mortos.

- Michael, - desfiz o abraço e lhe encarei. – eu não queria dizer isso, mas... Obrigada!

Ele sorriu e me deu um beijo terno e apaixonado nos lábios.

- Só me diga uma coisa. – Ele franziu o cenho. – Você mesmo o matou? – Perguntei.

Ele mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça em negação.

- Não. Tive uma ajuda.

- Quem? – Pergunte curiosíssima para saber quem era o cúmplice do Michael naquele crime.

- Quando eu disse que não queria segredos entre nós dois, eu disse sério, mas por favor, vamos acabar com esse assunto. Eu disse a pessoa que me ajudou que não contaria nada sobre isso. Isso também é promessa, amor. – Disse e acariciou meu lábio inferior com o polegar.

- Está bem, Michael. Não perguntarei e nem falarei mais sobre esse assunto. É melhor esquecer.

- É, eu também acho. – Ele assentiu, deitou-se na cama e me puxou para deitar também.


(...)


Os dias se passaram e eu e o Michael não tínhamos mais tocado no assunto da morte do Rei. A Clarissa continuava presa e passaria o resto da vida por lá.

Já que reinávamos na França, na Escócia e agora na Inglaterra, eu e o Michael decidimos colocar o France como substituto e dá toda a liberdade para ele ficar no trono enquanto nós estivéssemos fora. Acho que foi uma decisão bem sensata já que o Francis sabia de todas as leis e costumes da França, ele estava se saindo muito bem governando o país, sem falar que ele e a Lola tinham se dado muito bem e se casaram 2 meses depois. E a pequena Maridit, a cada dia que se passava ficava cada vez mais linda enquanto crescia.

6 meses depois, eu e o Michael nos mudamos para a Escócia depois que reivindiquei a Inglaterra. Já tinha passado muito tempo na França e agora o meu povo precisava de mim e de seu novo Rei. Graças a Deus o país estava indo bem, claro que com alguns probleminhas aqui, outros ali, mas nada que não pudéssemos revolver em questão de um dia.

Não pensava que a nossa felicidade poderia ficar melhor, até que descobri que estava grávida de dois meses. Michael ficou muito feliz tanto quanto eu, acho que até mais só de pensar que iria ser pai de um príncipe ou princesa linda.

Pois é, nunca pensei que isso tudo aconteceria comigo, minha missão era salvar a Escócia casando-me com o Francis, mas tudo teve que acontecer diferente, as forças do trono e do coração se conspiraram, e no final deu tudo certo. Não digo que valeu a pena porque sangue teve que ser derramado, mas posso dizer que dentre disso tudo encontrei um homem maravilhoso, meu Rei e ganhei um presente divino que agora carregava no meu ventre. A parti dali era só manter as coisas nos seus devidos lugares e ser feliz nas realezas das nossas raízes.





Fim

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Notas da autora:

Olá my babies. Vocês estão bem? Espero que sim.
É, parece que o Michael não teve escolha. Também esse Henry era muito ambicioso, tanto que mataria o próprio filho para conseguir o que queria.
Mas em fim, chegamos ao final dessa fic e eu agradeço muito a vocês que acompanharam, que comentaram e até aquelas que acompanharam, mas não comentaram. 
Eu gostei muito de escrever essa fic no gênero Crossover, pois digo que ela foi um grande desafio pra mim porque finalmente escrevi uma fic sem ser com a classificação +18.  Confesso que fiquei com os meus dedos coçando nas cenas de amor do casal, mas me lembrava que era +16 e me obrigava a moderar nas palavras. :D rsrsrsrs
Mas fim, de novo, agradeço mais uma vez por tudo e espero que não me abandonem nas próximas, pois meu incentivo dependem de vocês.
Beijos e até mais. :* 

77 comentários:

  1. Amei a sinopse já...
    Ansiosa essa vai ser boa *-*

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    1. Obrigada Larissa por está aqui flor. Espero que goste. Bjs :*

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  2. Amanhã é o grande dia estou muito ansiosa bjs

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    1. Obrigada vc tbm flor. Espero que goste. Bjs :*

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  3. Olá meninas... Cheguei com o 1º e o 2º capítulo. Bjs e até mais. :*

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  4. Ameeeiii ... Continuaaa por favor <3 essa também vou acompanhar até o The end kk *--*

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  5. Atualizada! Agradeço a quem está acompanhando. Bjs e até mais

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  6. Capítulo 4 e o 5 já postado amores. Espero que gostem!
    Bjs e até mais.

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  7. Agradeço a todas que estão aqui. Amo seus comentários.
    E sobre esse gênero novo que adaptei nessa Fic "Crossover" o que estão achando? Peguem leve ta amores, é a primeira vez que escrevo um Crossover. <3
    Bjs :*

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  8. Atualizada! Capítulo 6 e o 7 já postado. Boa leitura.

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  9. Nossa... chocada ! amei continua please!!!!!

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  10. Anne, cheguei pra acompanhar aqui nesse blog também viu!! Tou amando !! :)

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  11. Oii amores... Cheguei com mais. Cap 8 e o 9 já postado. U.u
    Espero que gostem. Bjs e até mais! :*

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  12. mds Michael sempre perto u-u fofo , adorei , ela tem que ganhar esse '' jogo '' continua ansiosa

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  13. Nao, o Mike tem que ficar com ela!! :'(
    Tou amando!!

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  14. Cara,ñ gosto desse Francis .-. E to curiosa para saber dos mistérios que rondão o castelo *----* continuaaaa

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  15. Atualizada meninas. Capítulo 10 e o 11 já postados.
    Obrigada pelo os comentários.
    Bjs :*

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  16. Que perfeito, ela vai ser casar com o Mike que fofo *-* tomara que de certo

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  17. *-----------* agr sim,quero vê sangue nessa fic', hueheue

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  18. Capítulo 12 e o 13 já postado meninas. U.u
    Estou muito feliz de vocês estarem aqui comigo. Bjs e boa leitura. :*

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  19. Olá meninas... Cheguei com os capítulos 14 e o 15 viu.
    Espero que gostem e boa leitura.
    Bjs ;*

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  20. Leitora nova aaaaaaaahhh continua essa fic é perfeita

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    1. Seja bem-vinda flor. Espero que goste!
      Bjs :*

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  21. Olá meninas... Cheguei com os capítulos 16 e o 17 viu.
    Obrigada pelos comentários, isso me ajuda muito e espero que continuem. rsrsrs
    Mas em fim... Boa leitura e até mais.
    Bjs*

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  22. Que fofo !! Esse Michael é um fofo mesmo!! *-* Anne, estou arrancando meus cabelos aqui porque voce ainda nao postou a 2° temporada de Chicago!

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    1. Oii flor... é que é assim: Eu gosto de postar as minhas fics quando elas já estão finalizadas para eu não me atrapalhar. rsrsrs Ou pelo menos quando elas estiverem bem avançadas, sabe? Então... Ela já está em produção e digo que em fevereiro eu volto com a segunda temporada ok amore. :* Mas eu fiquei muito feliz agora só de saber que tem gente a espera da 2ª temporada sabia? Agora me deu mais inspiração. :D rsrsr
      Bjs flor e obrigada!

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    2. O h m y g o o d ele disse que ama ela aaaaaaah que lindoooo *---* continuaaa <3

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  23. Certo Anne , bju !! Estou bastante ansiosa!! :*

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  24. Olá maninhas. U.u Cheguei com mais viu. :D
    Capítulos 18 e o 19 já postados. A partir dos próximos capítulos revelações começarão a surgir.
    Bjs e obrigada pelos comentários. :*

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  25. OOOOOOOOOOOMG que fofo esse capítulo *----*

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  26. Awww que lindos *--*
    Sabia que Michael não ia resistir rsrs
    Continua amore (:

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  27. Olá maninhas. Tudo bem com vocês? Espero que sim!
    Em fim, cheguei com mais viu meninas. Capítulos 20 e o 21 já postados. Agradeço pelos comentários de cada uma e espero que continuem gostando!
    Bjs ;*

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  28. Continuaaaaaa está perfeitaaaaaaa♡♡♥♥♡♡♡♥♡♥

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  29. Caramba querem matar o Mike duvido se não foi a bruxa daquela rainha que enviou aquela mulher.. quenga ... Continua to amando essa fic *♡*

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  30. Bom meninas, hoje não é meu dia de postar, mas como não poderei postar amanhã decidir adiantar mais 2 capítulos pra vocês. Olha como eu sou boazinha. rsrsrs
    Em fim... Capítulos 22 e o 23 já postados. Espero que gostem e continuem comentando (é muito importante e gratificante pra mim).
    Bjs e até mais amores. U.u

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  31. Mana não entendi muito a parte da Maridit vc pode me explicar ...
    Continua please
    *-*

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    1. Claro flor. Bom, Maridit é uma prima do Michael que todos pensam que ela era amante dele só pq era ele quem a levava para a Corte . Só o Francis sabe disso pq era ele quem ficava com ela, tanto q ela engravidou. Por isso a Rainha pensa q o filho é do Michael e quer atingi-lo com isso. Entendesse? Desculpa n explicar direito, é pq eu to pelo o celular. Mas qualquer duvida é só perguntar viu flor.
      Bjs

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    2. Aaah agora entendi :D obrigada amore ♡.♡

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  32. Atualizada meninas. Qualquer dúvida é só perguntar.
    Bjs

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  33. Olá maninhas... Tudo bem com vocês? Espero que sim.
    Mas em fim... Passando aqui pra atualizar tá. :D
    Capítulos 26 e o 27 já postados. Espero que gostem e obrigada pelos comentários. <3
    Bjs :*

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  34. Nossa chorei :'( cap muito triste ... Ñ queria que ela morresse mas igual vc disse "As vezes coisas ruins tem que acontecer para que as boas venham" ... Continua to amando essa fic *♡**♡**♡*

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  35. Atualizado meninas. Capítulo 28 postado. U.u
    Obrigada pelos comentários. EU AMO!
    Bjs :*

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  36. Voce é demais Anne!! Continua logo!! E olha nao tem como começar a postar Chicago logo nao ? É que eu tou miuto ansiosa u.u
    Bjus!! <3

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  37. Pode ter certeza que eu imaginei e vivi essa cena muie kkk :3 imaginei ate a carinha do Mike enquanto ela falava os desejos sexuais dela :3
    Continua a cada dia amo mais essa fic *_* 💓❤

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  38. Olá my babies, vcs estão bem? Espero que sim!
    Mas em fim, já atualizei viu babies, espero que gostem e obrigada
    pelos comentários. EU AMO!
    E Manu, calma baby, eu tbm estou muito ansiosa para postar, mas vamos primeiro
    finalizar a The Queen para eu não me complicar. kkkkk's
    E obrigada por sempre está em minhas fics.
    Bjs e até mais. :*

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  39. Ok! Mas sai e que estou bastante ansiosa pra começar chicago e amando essa fic eternamente !! <3

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  40. OMG continuaaa *♡* ... Esse Francis é louco

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  41. Olá babies, atualizada viu amores. U.u
    Manu, obrigada por está aqui florzinha. Eu amo tu. <3
    Stefany coração, te agradeço tbm por estar comentando sempre, e tbm amo tu. <3
    Fiquem sabendo que é muito importante pra mim seus comentários. Muito muito muito.
    Bjs :* e até mais.

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  42. Também amo tu! Você é uma das minhas escritoras favoritas! *-* E tou amando essa fic *-*

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  43. Own também amooo vc <3 e amoo suas fics ... Já virei sua fã *-* continua porque essa fic tá boa por demais *---* Armaria tu escreve muito bem muie <3 <3

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  44. Ta muito foda :*
    Continua

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  45. Olá my babies... Atualizada. <3
    Capítulos 32 e o 33 já postado.

    Bjs e boa leitura.

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  46. A pergunta agora é: Quem matou o rei Henry? :o #Curiosíssima
    Continuaaa flor \♡/

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  47. Amores... Atualizada e finalizada.
    Espero que gostem desse final.
    Agradeço por tudo e amo vocês.

    Bjs :*

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  48. Simplesmente perfeita Anne!! Esperando ansiosamente Chicago começar :) <3

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  49. Meeeuuu Deus *----* eu amei ... Ameeiiii muiiitooo essa fic <3 ela é tão perfeita que deveria ter uma continuação rsrs <3
    Agora que venha a fic Chicago *♡**♡*

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  50. Obrigada meninas. Vocês que são demais. <3

    Agora vamos pra CHICAGO :D

    Bjs:*

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