terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mini-FanFic: "Chicago - 2° temporada" (+18)

Autora: Anne Santos





Sinopse

Olhava-me no espelho e via um cara satisfeito com a vida. Estava com tudo em ordem, minha empresa estava bem, minha família que morava longe estava bem, até meu relacionamento andava bem. Depois de ter me envolvido com uma mulher casada no passado, fiquei por um tempo sozinho, mas depois decidi que tinha que segui adiante, e assim eu estava fazendo até ela aparecer novamente em minha vida e tudo sair do seu devido lugar. E mais, para a minha surpresa ela não voltou sozinha.



Para ler a 1ª temporada completa CLICK AQUI





Capítulo 1

3 anos e 5 meses depois:

Michael:

O despertador toca às 6:00 da manhã, essa é a hora que eu sempre me levanto para começar a minha rotina. Agora resido em Chicago de vez. Aqui conheci uma bela mulher, a Paty que se encontra dormindo ao meu lado como um anjo. Ela é maravilhosa, e essa sim, eu tenho certeza de que não é casada e que não tem filhos.

A Paty é loira, cabelos na altura dos ombros, pele clara, olhos verdes e muito doce. Nos conhecemos já há algum tempo e chegamos a conclusão que já é a hora de trocarmos as alianças.

Olho para ela que dorme como um anjo e lhe dou um beijo na testa. Ela acorda.

- Bom dia amor. – Digo pra ela quando ela abre os olhos e me olha.

- Bom dia. – Ela diz ainda sonolenta. – Já vai sair? – Pergunta bocejando.

- Sim, vou para a empresa.

- Pensei que iríamos passar o dia juntos. – Ela diz choramingando.

- Mas amor, hoje é segunda, tenho muitos assuntos pendentes para resolver. – Respondo.

- Hum... Ta bem. – Ela diz manhosa. – Então na hora do almoço passarei lá pra te ver pode ser?

- Estarei esperando. – Dou mais um beijo em sua testa e me sento na cama pronto para me levantar.

- Michael? – Paty segura meu braço e eu a olho. – Eu te amo. – Ela diz com a voz afável.

Fico sem uma resposta para lhe dá. Tudo bem que ela é uma bela mulher, me faz sentir bem, eu a adoro, tenho um grande carinho por ela, mas tanto eu como ela sabemos que não a amo, e mesmo assim ela aceitou casar-se comigo no intuito de me fazer amá-la futuramente, até porque ela sabe sobre o caso de Alicia, a mulher que me envolvi no passado e que me enganou, disse-me que iria me fazer esquecê-la.

- Tenho que ir. – Eu digo em voz baixa e olhando para o lençol. Não tenho coragem de dizer que a amo se não a amo. Sem olhá-la ainda posso ver de lado que o pequeno sorriso que havia em seu rosto se desfez transformando-se em um semblante triste. – Te esperarei no horário do almoço.

- Claro! – Ela sorriu, mas ainda com uma pontada nítida de tristeza.

Antes de me levantar de vez, volto a deitar para lhe dar mais um beijo e ela gentilmente me retribui.

Vou para o banheiro, tomo um belo banho e saio para a empresa.

(...)

Aqui está como sempre, uma correria danada. Mas graças a Deus está tudo certinho, como eu sempre desejei.

Já são 13:10 PM e a Paty ainda não chegou como o prometido. Será que aconteceu algo? Que estranho.

O telefone toca.

- Sr. Jackson, a Senhorita Paty está aqui. – A minha secretária diz quando atendo.

- E o que está esperando Bel? Mande ela entrar, por favor!

- Sim senhor. – Ela responde e ambos desligamos o telefone.

No máximo depois de 1 minuto a Paty entra na sala com o semblante muito sério e ao mesmo tempo preocupado.

- Oi amor, - eu digo assim quando ela entra na sala. – O que houve?

- Michael tenho uma coisa pra lhe contar, e não é coisa boa. – Ela diz, e isso soou muito tenso.

- Então conte.

Ela tira a sua bolsa e a coloca em cima da poltrona que há em frente a minha mesa de mármore. Fica em silêncio por alguns segundos que por sinal já estava me deixando agoniado.

- Estou esperando Paty, o que há? – Pergunto quebrando o insuportável silêncio.

- Sabe aquele meu casamento com o Willian? – Ela diz. Willian é o ex-marido dela. Sim, ela já foi casada e desde sempre deixou bem claro que era divorciada do cara. Até vimos ele com outras por ai.

- Sim, o que é que tem? – Pergunto curioso.

- Hoje decidi ir até ao cartório ver se estava tudo ok e descobri que o divorcio... – Ela baixa a cabeça. – foi anulado. – Diz em tom baixo.

Olho para ela sem acreditar no que me diz. Porra, de novo não. Maldito destino.

- Como assim foi anulado? – Pergunto quase berrando.

- Eu não sei direito. A moça lá deu uma olhada e disse que o advogado do Willian anulou o divorcio depois de um mês do pedido feito. – Ela responde gaguejando por conta do nervosismo. – E os papéis que assinei não valiam mais.

- Porra Paty, ai é foda! – Grito irado e bato os punhos sobre a mesa.


Capítulo 2


- Mas Michael, eu pensei que estava livre quando assinei aqueles papéis. – Ela diz e levanta-se, rodeia a mesa e chega até mim. Agora ela senta-se no meu colo e envolve os braços em volta do meu pescoço. Eu viro a cara feia que estou. – Olha amor, me desculpa, eu não sabia mesmo. – Ela pega no meu queixo e vira o meu rosto para eu olhá-la. – Olha pra mim, eu já estou resolvendo isso certo?

- E como está resolvendo isso? – Pergunto.

- Fui até uma advogada, expliquei a situação para ela e a mesma me mandou encontrá-la em seu escritório mais tarde.

- E quem é essa advogada? – Pergunto ainda com a cara feia.

- Ah, o nome dela é... – Ela coça a cabeça, parece que não lembra. – Eu não lembro, mas parece que é Ali... Aline, eu não lembro.

- Hum...

- Vai amor é sério. Me desculpa vai. – Ela diz manhosa. – Vamos lá comigo para explicar a situação em detalhes para a advogada. Me acompanha? – Ela faz cara de cachorrinho sem dono.

- Mas só com uma condição. – Eu lhe digo e ela arregala os olhos como se estivesse perguntando “O que?”. - Que esta noite você irá para o meu apartamento para que eu possa lhe castigar por este erro. – Eu digo com sacanagem colocando a minha mão por dentro da blusa dela. Ela ofega.

- Hum... Será um prazer Sr. Jackson. – Ela responde e toma meus lábios com um beijo carinhoso que aos poucos vai se tornando quente. Logo paramos quando alguém bate na porta e em seguida abre a mesma. Paramos de nos beijar rapidamente quando a pessoa entra e nos olha envergonhada por ter nos interrompido.

- Desculpe Sr. Jackson. – Balbuciou a Bel, minha secretária. Está ruborizada. – É que aqueles empresários já chegaram para a reunião que acontecerá daqui há 3 minutos. – Ela diz gaguejando, está segurando os próprios dedos e olhando para eles. Eu ri com a timidez dela.

- Obrigado por me lembrar Bel. Pode ir. – Eu respondo enquanto a Paty apenas observa.

- Sim senhor. – Ela assente e sai da sala.

Eu gargalho bem alto quando a Bel fecha a porta e sinto um tapa sobre o meu peito.

- Michael?! – Paty chama a minha atenção com a cara de reprovação.

- O que? – Pergunto ainda querendo rir.

- Desse jeito você intimida mais a Bel. – Ela diz.

- Não preciso, ela já é assim de vida. – rio mais uma vez. – Mas falando sério amor, agora tenho que ir para essa reunião. Mais tarde nos encontramos para ir até essa advogada e resolver a situação do seu divorcio ok?

- Ok amor. – Ela me dá um beijo e sai de cima do meu colo.

Pego minha agenda, dou mais um beijo na Paty e saio da sala deixando ela sozinha. Certamente quando voltar ela já terá ido embora.

(...)


Capítulo 3

Já são 17:10 PM e eu e a Paty já estamos a caminho do escritório da advogada que ela encontrou.

- Vai dá tudo certo amor. – Ela diz e passa a mão na minha nuca enquanto eu dirijo. – É aqui. – Ela diz quando chegamos em frente a um pequeno prédio muito luxuoso de 3 andares.

Já estamos dentro do elevador subindo para o último andar, logo as portas se abrem e caminhamos até uma recepcionista que logo nos dá atenção.

- Olá, temos hora marcada. – Paty diz para a moça que logo pega o telefone e digita 4 números. Certamente é o da advogada.

- Senhora, há clientes aqui esperando pela Sr. – Ela diz e fica calada ouvindo a advogada lhe falar algo. – Sim senhora. – Desliga o telefone.

- Pode entrar. – A moça nos responde e nos indica a porta.

- Obrigada! – Paty agradece.

Paty bate na porta e ouve um “entre” bem distante. E assim entramos.

Estamos dentro da sala. A primeira coisa que observo é que a advogada não está sentada na cadeira e nem em outro local. Há uma porta entreaberta no fundo da sala, certamente deve ser um banheiro.

- Olá? – Paty diz, e logo a advogada responde em tom baixo.

- Só um minuto, por favor. – A voz vem de trás da porta no fundo da sala.

Enquanto isso fico observando o espaço. Há uma mesa toda de madeira com um aparelho notebook sobre ela, vários papéis ao lado e um retrato de um garotinho de cabelos longos que aparenta ter 3 anos. Por trás dela há uma cadeira de couro negro com braços, já na frente há duas cadeiras sem braços para os clientes sentarem. Levo minha vista para o lado e vejo que tem uma estante cheia de livros e pastas, e ao lado há uma pequena mesa com uma impressora sobre a mesma. O ambiente é bem agradável e o ar é fresco. 

Tirando a minha atenção, ouço passos vindo da outra porta, e a mulher sai com a cabeça baixa e com um pedaço de papel molhado passando em sua saia. Arregalo os meus olhos incrédulos com o que... Ou melhor, com quem estou vendo. Mas essa é a... Alicia, Alicia Montgomery. Dou dois passos mais para frente para poder visualizar mais de perto o seu rosto.

- Me desculpem a demora. – Ela diz enxugando sua saia molhada por café. – É que eu acabei de manchar a minha saia com café. – Ela conclui e ergue a cabeça deixando eu de boca aberta. Sim, agora eu tenho certeza que é a Alicia Montgomery.

Nem sequer ela presta a atenção em mim que estou a fitando descrente.

- Não pode ser. - murmuro. 

- Eu sou uma desastrada mesmo não é? – Alicia diz com um sorriso brincalhão no rosto.

- Acontece Senhorita...

- Alicia Montgomery – Ela diz quando a Paty demora em dizer o seu nome.

- Eu sou a Paty Maliever, falei com você sobre o meu divorcio e você me mandou vir aqui. – Paty diz.

- Ah sim Claro. – Alicia assente.

- Olhe, esse é o meu futuro noivo, o Michael. – Paty me apresenta.

Alicia leva sua vista pra mim e na mesma hora paralisa. Parece mais incrédula do que eu que já estou a olhando desde o momento que saiu do banheiro.

- Esse... – Ela gagueja ainda olhando pra mim. – É o seu futuro noivo?

- Sim. Ele se chama Michael Jackson. – Paty responde sem perceber o que está acontecendo.

- Prazer Senhorita Montgomery. – Eu digo olhando profundamente nos olhos dela que fica por alguns segundos incapacitada.

- O Prazer... – Gagueja, mas tenta ser circunspecta. – é meu Senhor Jackson. – Ela responde e se desloca do local com a cabeça baixa indo em passos rápidos para trás da sua mesa. Está nervosa tanto quanto eu.


Capítulo 4


- Então Senhorita Maliever, qual é o seu caso mesmo? – Alicia pergunta ainda com a cabeça baixa. Está tão nervosa que nem consegue arrumar os papéis que há sobre a mesa.

É doloroso vê-la ali e lembrar de tudo o que aconteceu, mas ao mesmo tempo é incrível. Ela está diferente, apesar do medo que há em seu olhar, ele ainda continua brilhoso, parece mais madura do que antes e está... Linda.

Mas que porra é essa Michael? Pare de pensar nela seu idiota! – Minha mente grita e eu chacoalho minha cabeça para espantar os meus pensamentos.

- Bem, eu e o Michael pretendemos nos casar, - Paty começa a explicar. – Mas o meu ex-marido pediu a anulação do divorcio um mês depois do pedido feito, e por isso estamos aqui. – Ela conclui.

Alicia senta-se em sua cadeira e olha apenas para a Paty. Parece estar com medo de olhar pra mim. Ela segura o seu queixo com o dedo polegar abaixo dele e com o indicador sobre os seus lábios. Parece estar sendo amedrontada com a minha presença.

- Então vocês pretendem se casar? – Alicia pergunta e Paty assente. – E estão aqui porque querem que eu adiante o seu divorcio? – Concluiu com as palavras tremulas.

- Sim, eu e o Michael queremos fazer isso o quanto antes, não é amor? – Paty vira-se e olha pra mim.

Minha mente está tão em Alicia que eu nem entendo, e muito menos dou atenção a pergunta.

- Michael? – Paty chama a minha atenção e eu a olho com os olhos bem abertos. – Não é amor, pretendemos nos casar o quanto antes.

- É... – Eu digo vago, mas dessa vez olhando bem no fundo dos olhos de Alicia que agora olha pra mim.

- Parabéns! – Alicia diz indiferente. – Farei o possível para que você esteja livre para se casar com o Sr. Jackson. – Ela concluiu em voz baixa.

A verdade é que não demonstramos que já nos conhecemos porque a Paty está presente, se não fosse isso, iria colocá-la contra a parede e perguntar por que voltou. Mas é melhor assim, cada um na sua vida e se fazer de conta que nunca nos virmos.

- Só preciso de mais algumas informações. – Alicia diz e pega uma agenda e uma caneta. – Pode ser?

- Claro! – Paty responde.

Já faz no máximo 5 minutos que elas conversam, já estou com tanta agonia. Agora estou caminhando de um lado para outro no escritório da Alicia, sem tirar os olhos dela que por sinal tenho certeza que sabe que a observo, tanto que a caneta que está em suas mãos não para de tremer. 

Eu dava tudo para saber porque voltou, porque está mais uma vez em minha vida. E droga, assim quando a vi saindo daquele banheiro, meu coração só faltou sair do lugar. Será possível que essa mulher ainda mexe comigo?

- Michael? – Paty me chama e quando viro minha vista para ela, já está de pé. – Vamos?

Eu arregalo meus olhos pra ela. Acabaram que eu nem percebi. Eu assinto e a vejo apertar a mão de Alicia.

- Logo darei noticias. Até mais. – Alicia diz cordialmente para Paty que lhe retribui com um sorriso. 

Alicia me olha com um olhar intenso como se estivesse temendo algo.

Olho para Paty que segura em meu braço e a acompanho até a porta, mas antes de fechá-la, volto a olhar para dentro da sala e vejo a Alicia ainda olhando pra mim com o semblante surpreso, incrédulo, em fim... Tanto quanto eu. Fechei a porta e sair daquele pequeno prédio.

(...)

Já estamos dentro do carro e até agora não paro de pensar na Alicia, as lembranças vem em minha mente como uma carga elétrica que percorre dentro do meu eu.

- Droga! – Brado e bato com as duas mãos no volante. Eu estou exasperado comigo mesmo.

Olho para o lado e a Paty me olha assustada, desentendida com a minha atitude.

- O que foi Michael? – Ela pergunta e coloca a sua mão em minha nuca.

- Desculpa. Problemas com a empresa. – Menti. Pego sua mão que estava em minha nunca beijo o dorso dela e coloco-a sobre a sua perna.

Merda de subconsciente e inconsciente esse meu.

- Ainda bem, pensei que fosse problema com o divorcio. – Paty diz. Eu olho pra ela e balanço a cabeça negativamente com um pequeno sorriso falso e volto a minha vista para a pista. – Relaxa Michael. – Ela diz olhando pra mim e apertando o meu joelho. – Vamos pro meu apartamento que lá você ficará melhor. – Ela fala com lasciva e mesmo sem desejo eu assinto.

(...)

Capítulo 5

 Alicia:

- Droga! – Murmuro e jogo a caneta no chão com raiva do destino.

Faz 5 minutos que o Michael saiu daqui e eu continuo pensando nele. Sim, o Michael Jackson, o próprio. Quando levantei a minha cabeça e a mulher o apresentou como o seu noivo eu fiquei perplexa. O homem que eu amei e com o qual eu fiz uma tremenda burrada estava ali, na minha frente. A minha vontade foi de abrir um buraco no chão e me enterrar nele.

Mas a verdade é que o meu coração ardeu em chamas quando o vi, foi como se a minha paixão por Michael tivesse acendido de novo. Se antes eu sabia que ainda o amava, agora eu tenho a certeza. Aquele homem ainda mexe comigo, e quando a loira disse que era o seu futuro noivo, pronto, senti meu mundo desabar, era como se as placas tectônicas estivessem se movimentando freneticamente sob meus pés. Se eu soubesse que o Michael estava aqui em Chicago, jamais teria vindo residir aqui, já para evitar esse tipo de situação.

Ele está diferente, parece mais sério. O estilo da roupa é o mesmo, mas os cabelos estão mais curtos e isso o deixou mais lindo. Seus olhos estão mais penetrantes do que nunca e seu tom ao falar me levou a um devaneio no qual não pude durar por muito tempo. Não posso pensar nele assim, eu o ferir no passado e ele soube retribuir bem isso. – Fecho meus punhos – Eu sei que disse que ainda o amo, mas também o odeio por não ter conseguido esquecê-lo.

Sorte que não me deu a crise de choro que eu tive há um tempo, acho que o que eu já tive de chorar eu já chorei, e por isso meu subconsciente não me permitiu sequer sentir a vontade.

Ando de um lado para o outro pensando no que aconteceu há poucos minutos atrás. O destino é cruel, e parece que veio cobrar hoje o meu sofrimento. Mas o que realmente ele quer? Allan! –Meu consciente palpita.

Corro para a minha mesa, pego a foto do Allan e fico olhando. Será? Não, não tem como ele saber... E se essa Paty for cúmplice dele? E se essa história de divorcio for mentira? – Acho que estou ficando louca. Está vendo? Esse é o efeito de Michael sobre mim. É melhor eu fazer o meu trabalho.

Se ele for se casar com aquela loira, desejo que seja muito feliz, e pra isso acontecer o mais rápido possível, irei correr logo atrás desse divorcio e acabar tudo de uma vez, mas de uma coisa ele não pode saber, é da existência do Allan. Não sei do que seria capaz.

Acho melhor eu ir embora ficar com o meu filho, ele é uma das pessoas que me faz esquecer os problemas da vida. Pego minha bolsa, saio do meu escritório e vou para o meu apartamento.


(...)


- Mamãe olha quem está aqui. – O Allan diz assim que pula nos meus braços com o sorriso mais lindo do mundo. Ele aponta e Aline e Alison saem do quarto correndo para me abraçar.

Sim, deixa eu explicar. Assim quando voltei para Chicago, vim com o intuito de recuperar os meus filhos. Sim, eu sentei com eles e contei a existência do Allan, disse que ele foi fruto de um namorado que tive durante o tempo que passei sem visitá-los. Claro que eles ficaram confusos, mas depois aceitaram tranquilamente o caçulinha. E quanto ao Zack, ele ficou com uma pulga atrás da orelha em relação ao pai do Allan, sei que ele suspeita do Michael, mas não pôde questionar, até porque ele casou-se novamente e não tem mais nada haver com a minha vida. Eu e ele chegamos a um acordo de que as crianças viveriam com ele e eu poderia visitá-los na hora que me desse vontade, eu recusei de imediato, mas depois pensei bem e achei melhor deixar Aline e Alisson com ele, por enquanto, ele não sabe que ainda desejo a guarda dos meus filhos comigo. Em fim... Resumindo... Eu sou a única que se fudeu nessa história. Nada mais justo.


(...)


Hoje estou bem mais tranquila graças a Deus, a imagem do Michael não se obstina tanto quanto ontem em ficar na minha mente. Por isso estou se organizando para poder entrar com o pedido de divorcio da futura noiva do Michael, e espero que depois disso eu não volte a vê-lo, e assim vice-versa.

Sento-me na minha cadeira confortável, abro o meu notebook e ligo o mesmo. Estou olhando para a foto do Desktop, é o Allan.





                                                                                      



O Allan é tão lindo, fofo, carinhoso e muito esperto, até por demais para uma criança de três anos. Teve um dia que ele me perguntou do pai dele, e eu tive que trocar de assunto para não mentir para ele.

Sempre percebi que o Allan é parecido com o Michael, mas agora que vi o Michael de novo é como se o Allan fosse a cópia dele quando criança. A cor da pele, os olhos, os cabelos e pelo o que estou vendo, terá o mesmo gênio do pai quando crescer. Forte.

Tirando-me do meu devaneio, “Allan e Michael”, o telefone toca.

- Oi Bleh. – Bleh é a minha secretária.

- Tem um homem que deseja falar com a senhora. – Ela diz. Que estranho, não me lembro de ter marcado nada hoje. Mas tudo bem. Dou de ombros.

- Mande-o entrar, por favor. – Disse e desliguei o telefone. Volto a olhar para o Desktop e me assusto com a entrada abruptamente de um Michael exasperado que ao passar pela a porta bate a mesma.

Fecho o notebook e me levanto em um sobressalto tão rápido que quase caio na cadeira. Meu Deus me diga que isso é uma ilusão, por favor!

- Mi...Michael?! – Gaguejo ao pronunciar o seu nome. Mas não é pra menos, estou nervosa, mas também com medo.  O que ele quer?

- Por que você voltou? – Seus olhos estão profundos, apavorantes e ao mesmo tempo curiosos. – RESPONDA! – Ele grita. – POR QUE VOLTOU?


Capítulo 6


Michael:

Faz horas que estou tentando entender uma planilha para apresentar em uma reunião daqui há dois dias, ela não quer entrar em minha mente, parece que só tem espaço para Alicia Montgomery. Droga!

Joguei os malditos papéis em cima da mesa e passei a andar de um lado para o outro dentro da minha sala.

- Essa porra! – Gritei quando chutei a cadeira.

- Michael?! – Paty chamou minha atenção. Ela entrou na sala que eu nem percebi.

- Paty...

- Você está bem? – Perguntou-me com o cenho franzido.

- Estou! – Respondi rápido e seco.

Ela balançou a cabeça em reprovação e caminhou a até mim e assim envolvendo os braços em volta do meu pescoço.

- Tá legal Michael. Se você estiver assim por causa do divorcio... – A interrompo.

- Não é isso, é que... – Tiro suas mãos do meu pescoço e caminho até a sacada da minha sala. – São problemas da empresa, não se preocupe. – Menti.

- Vai ficar tudo bem meu amor. – Ela me agarra pelas costas e faz carinho nos meus cabelos.

- Paty? – Chamei sua atenção depois de alguns minutos em silêncio.

- Sim Michael?

- Como você conheceu a senhorita Montgomery? – Perguntei com receio de que ela desconfiasse de algo.

Ela para de fazer o cafuné e vira-se ficando de frente comigo.

- A advogada Alicia Montgomery? – Franze o cenho. Espero que não desconfie de nada.

- Sim.

- Eu não a conheço. Foi à moça do cartório que me indicou ela. Disse que era ágil e competente. – Respondeu.

- Hum...

- Por que essa pergunta Michael? – Merda, será que ela desconfiou?

- Por nada, é que... Só estranhei o fato de você ter encontrado tão rápido uma advogada. Só isso. – Disse e a agarrei por trás.

- Jura que é só isso? – Ela pergunta e eu fico sem jeito para mentir. Então eu a viro e lhe dou um beijo demorado em seus lábios.

- Uau Michael! – Paty diz assim que interrompemos o beijo. Ela ficou sem ar. – O que você tem? – Demonstrava satisfeita e também surpresa.

- Só quero esquecer os problemas. – O problema chamado Alicia Montgomery que obstina em ficar em minha cabeça.

- Eu te ajudo mas tarde. – Ela disse com malícia. – Preciso ir, tenho hora marcada com o ginecologista. – Ela completa. – Mas tarde nos vermos. – Ela me dá um selinho e vai 
embora.


(...)


Mais duas horas se passaram e eu ainda não consigo pensar em nada que não seja “Alicia Montgomery”, preciso saber porque ela voltou depois de tudo o que me fez, e o porquê disso está me deixando tão alvoroçado.  

Não será possível que depois de tudo o que aconteceu eu ainda esteja apaixonado por ela. Não, não pode ser, ela me enganou, me usou para usufruir seus desejos de mulher e nada mais.

Tenho que acabar com isso de uma vez, e só a própria Alicia poderá me responder o que preciso saber.

Peguei meu paletó que estava nas costas da cadeira, vesti, em seguida peguei as chaves do meu carro e saí da empresa rumo ao escritório da Alicia.

Assim quando chego, a secretária dela fala que posso entrar, eu não me agüento e invado a sala feito um louco descontrolado.


Alicia que estava sentada entretida em algo, fechou o notebook e sobressaltou da cadeira assim quando me viu.



Capítulo 7


- Mi...Michael?! – Ela Gaguejou. Estava surpresa.

- Por que você voltou? – Perguntei. – RESPONDA! – Bradei. – POR QUE VOLTOU?

Ela ficou me olhando ainda com os olhos esbugalhados. 

- O que você está fazendo aqui? – Pergunto mais uma vez e a vejo formar um rosto frio antes de me responder.

- Não é da sua conta. Você não tem o direito de entrar assim no meu escritório fazendo uma pergunta que não lhe diz respeito. Não mais. – Seu tom é frio. – Tenho muito trabalho para fazer, inclusive o divorcio da sua futura noiva. – Completa sarcástica.

- Você só pode está de brincadeira. Voltar depois de tudo que fez e...

- Olha aqui Michael. Primeiro eu não sabia que a loira era a sua namorada ou sei lá o que, ela quem me procurou. – Disse ela quando me interrompeu. – Se você está aqui para falar sobre o passado pode dá o fora, não estou nem um pouco a fim de ser xingada mais uma vez. – Ela caminha em direção a porta e abre a mesma indicando para eu sair.

Respiro fundo e caminho até a porta dando a impressão de que vou sair, ela abre mais o espaço e eu a surpreendo fechando a porta, trancando com a chave e guardando no meu bolso.

- O que você está fazendo? – Ela pergunta com os olhos esbugalhados. Parece incrédula com o que fiz. 

- Agora vamos conversar! – Respondo friamente.

- Não temos mais o que conversar. Não ficou satisfeito em me ferrar? Só pode. – Ela diz caminhando até o centro do escritório.

- Por que voltou?

- Porque precisei refazer a minha vida. Está satisfeito? Agora me dê a porra dessas chaves. – Ela estende uma mão.

- Por que você mentiu? – Estou me aproximando dela. – Por quê? – Agora estou a centímetros dela e posso sentir sua respiração descompassada.

Vejo em seus olhos que não fui eu quem apenas fiquei com mágoas do passado, querendo ou não, sei que a feri de certa forma quando lhe desmascarei para o seu marido. Está bem, reconheço que exagerei, mas o ódio tinha me possuído e eu não pude me conter.

- Não quero falar sobre isso. – Ela gagueja e dá alguns passos para trás. – Eu já disse que não tenho mais nada pra falar.

- E por que não? Eu preciso saber por que fez aquilo!

- Não quero falar sobre isso! – Ela grita. Vejo as lágrimas se formarem em seus olhos prontas para a qualquer momento cair. – Vá embora, por favor. – Sua voz é chorosa e finalmente as lágrimas começam a escorrer sobre seu rosto.

- Não, eu não vou embora e ficar nessa dúvida miserável que tenho até hoje. – Eu digo entre os dentes enquanto me aproximo cada vez mais dela.

- Que dúvida? Do que você está falando? – Ela pergunta com a voz fina.

Dou mais alguns passos para frente sem tirar os olhos dos seus enquanto ela faz o mesmo, só que tentando evitar a minha aproximação.

Agora estou novamente a centímetros dela e ela para de se mover quando não encontra mais saída ao senti encostar-se na mesa.

- Se você realmente me amou? – Estamos parados olhando intensamente um para o outro. – O que foi aquilo Alicia? Por que fez aquilo?

- O que?! – Ela pergunta irritada e tenta sair da minha frente, mas eu a seguro pelos seus braços e assim deixando nossos corpos colados. – Me solte! – Ela grita.

- Me responda! Eu passei três anos com isso martelando na minha cabeça.

- Michael, por favor, vai embora. O que eu tinha pra falar eu já falei e você não acreditou. – Ela chora. – Por que está fazendo isso comigo? Por que quer mexer com o passado?

- Por que preciso saber...

- Pelo o amor de Deus, o que precisa saber?

- Se ainda me ama. – Digo com a voz baixa. Vejo os seus olhos se arderem, e o silencio se faz presente por alguns instantes.

- Me solta. – Ela consegue soltar um de seus braços e com o mesmo começa a estapear o meu peito. – Me solta. – Sei que ela está fazendo isso porque está com medo de responder a pergunta que acabei de fazer.

- Não vai responder? – Ela nega com a cabeça ainda me estapeando. – Então tirarei minha própria dúvida.

Seguro sua mão com força a impedindo de me bater, aperto mais o meu corpo contra o seu e lhe dou um beijo possessivo e não correspondido. Solto suas mãos e seguro na sua cintura e na sua cabeça para impedi-la de recuar.

- O que você está fazendo? – Ela diz embolado enquanto eu forço o beijo. – Me solta seu... Seu... – Agora sinto que ela não está mais conseguindo resistir ao meu beijo, tanto que começa a se intensificar.

Ela parou de me bater e levou uma mão para o meu cabelo e a outra para a minha nuca apertando mais o beijo voraz cheio de saudades e desejos, porém carregado de mágoas.

Agora passeio as minhas mãos pelas suas costas descendo até as suas nádegas, ela arfa e desfaz o beijo.

- Michael...

- Não Alicia! – Tomo seus lábios mais uma vez com sofreguidão, em seguida levanto-a e ela enlaça minha cintura com as pernas, jogo no chão algumas coisas que há sobre a beirada da mesa, coloco-a em cima da mesma e abro suas pernas para ficar entre elas. Começo a apertar suas cochas e o beijo passa a ficar mais envolvente. Agora sim, ela está se deixando levar, por inteira.

Tenho certeza, essa mulher não me esqueceu assim como eu também não a esqueci.


Capítulo 8


Uma de minhas mãos explora sua coxa e vagarosamente começo a subir sua saia enquanto ela geme em meu ouvido. Enquanto isso começo a desabotoar sua blusa e logo vejo o seu sutiã de renda vermelho, e sem pensar duas vezes, arranco o mesmo e abocanho um de seus seios fardos e deliciosos e passo a massagear o outro. Como eu estava com saudade desse corpo gostoso.

Eu desejo mais do que nunca arrancar o resto da sua roupa e penetrá-la como nunca. Não posso mais suportar, preciso sentir o seu calor, sua umidade, sentir Alicia mais uma vez. Então eu puxo a renda lateral de sua calcinha enquanto passo suavemente meu indicador sobre o seu sexo molhado, em meio ao seu clitóris inchado e pulsante, posso senti-la tremendo de desejo tanto quanto eu.

Por Deus, essa mulher me deseja, agora, dentro dela.

Praticamente eu já passei dos limites em excitação, tanto que meu membro chega até a doer.

Então para acabar logo com isso, eu tiro o meu cinto rapidamente e abaixo a minha calca ficando apenas com a box, minha ereção já está exagerada.

Porém Alicia desfaz todo o sarro e tenta me afastar dela, olho interrogativamente para ela que sussurra com a respiração falha:

- Não podemos fazer isso. Você tem namorada. – O medo em sua voz é perceptível, mas excitante como um vulcão.

- Shiii. Alicia, viva o agora. – Retruquei voltando a beijá-la nos lábios sem desespero. – Se entregue a mim, deixe-me amá-la de novo. – Completo, e recebo como resposta o envolvimento de seus braços em meu pescoço.

Puxo suas pernas para trazê-la a beira da mesa, rapidamente ela me abraçou com elas novamente, e meu membro roça lentamente a entrada de sua intimidade encharcada, esperando apenas que eu a invada. Eu não quero provocá-la, mas preciso, então dou algumas pinceladas por sua entrada e vejo sua cara de reprovação com o meu ato.

Seguido disso, comecei a enfiar a ponta do meu membro no seu sexo e ela me olha mais uma vez em reprovação, eu ainda me lembro do que ela gostava quando estávamos fazendo amor.

Então rio malicioso e a penetro pondo todo o meu membro dentro dela, fazendo a mesma liberar um grito que eu não sei se é de prazer ou de dor. Mas é excitante.

Continuo empurrando o quadril com imensa destreza para frente e para trás. Nossos corpos estão em um movimento único, tanto como eu a penetro, ela rebola e ainda geme falando palavras desconexas no meu ouvido, assim me estimulando mais a meter fundo. 

- Você gosta disso não é? – Pergunto com a voz rouca e ela assente com a cabeça. – Geme o meu nome, Alicia. – Ordenei continuando com os movimentos de entra e sai do sexo dela.

- Michael...  Ah... – Ela gemeu jogando a cabeça pra trás.

Enterro minha cabeça no pescoço dela e começo a chupá-la enquanto ele geme bem gostoso. Suas mãos não param de se mover das minhas costas para meus cabelos apertando-os.

Levo uma de minhas mãos para a sua nuca, lhe dou um beijo avassalador como se fosse o último e vou subindo mais para tirar o prendedor que prendia os seus cabelos fazendo os mesmos caírem sobre o seu rosto suado.

Agora seguro em seus cabelos ainda a penetrando com todo aquele impacto sobre a mesa, e em seguida dou mais algumas investidas e sinto seu líquido de mulher escorrer sobre meu membro. Sentido o seu gozo quente escorrer sobre “mim” a sensação de querer gozar chega mais rápido e antes disso acontecer dentro dela, eu tiro meu membro e gozo nas suas pernas sentindo aquela sensação de alívio sair de dentro do meu corpo.

Isso foi tão bom!

Olho para ela e vejo que ainda está tremendo pela sua libertação, está exausta e muito suada.

Ela que estava com a cabeça arqueada pra trás, agora olhou pra mim com um olhar indecifrável.

- Você continua tão linda Alicia. – Eu digo com a voz ainda roca. – E se... - Ela fechou as pernas e me interrompeu.

- Vai embora Michael! – Disse fria.

Mas o que? Que porra ela tem? Acabei de fazer amor com ela depois de 3 anos, e agora ela me manda ir embora?

- O que? – Pergunto incrédulo.

- Não foi você quem disse que eu fui uma vadia quando traí o meu marido não foi?! – Ela grita e seus olhos fervem de raiva. – Pois está aí um motivo pra você ser pior do que eu!

- Do que você está falando. Acabamos de fazer amor Alicia!

- Não! – Ela exclamou, me empurrou, desceu da mesa e começou a ajeitar as suas vestes. – Você acabou de traí sua futura noiva. – concluiu.

Não posso acreditar que ela agora vai querer fazer o que eu fiz com ela no passado! Seria quase justo, já que o traidor agora sou eu.

- Está querendo se vingar?

- Seria uma boa ideia, mas não é do meu feitio. Michael, você acabou comigo por um erro que eu não nego que foi gravíssimo, mas eu me apaixonei de verdade por você. Poderia ter me escutado e até me entendido, e hoje estaríamos felizes. Eu tinha até esperanças de você ir até a mim e dizer que me perdoava, mas isso não aconteceu. – Ela demonstra lástima.

- Alicia...

- VAI EMBORA! Vai embora daqui! Eu não quero te ver mais – Ela diz sem olhar nos meus olhos.


- Tudo bem! – É a única coisa que digo. Ajeito minhas roupas e caminho até a porta pronto para sair, mas antes volto a olhá-la, e está de costas pra mim. Tiro a chave do meu bolso, abro a porta e saio de seu escritório puto da vida.


Capítulo 9


Alicia tá certa. Como eu posso senti que tive razão quando contei para seu marido, se eu acabei de fazer o mesmo? Realmente eu não tenho a moral nem de sequer ter orgulho do que fiz.


(...)


Já faz quase uma semana que eu não vejo a Alicia, a única coisa que sei foi que 3 dias depois que transamos ela ligou para a Paty e disse que o divorcio já estava a caminho. Paty ficou super feliz, tanto que nem percebeu a minha diferença nesses últimos dias.

Que merda, eu não consigo esquecer aquela foda! Está me tirando a concentração, está me deixando insano.

- Michael? – Paul, um dos meus sócios entrou na minha sala tirando-me do meu devaneio.

- Paul? Você não estaria viajando hoje? – Perguntei.

- Era, mas houve um imprevisto e por isso não pude ir, só amanhã. Mas não é isso que quero falar.

- Então o que é?

- Vim pra falar que está havendo mais uma reunião dos filantropos em prol as crianças carentes no Millennium Park. Você vem?

- Ah cara, eu não sei. – Eu disse sem animo.

- Michael, qual é? Você sempre vai e agora vem com esse desânimo. É a Paty?

- O que? Não, nada haver. – Digo tentando disfarçar.

- Então?

Porra, se eu não for esse cara vai ficar me enchendo mesmo o saco perguntando o que há? Hurgh!­

- Tudo bem, vamos! – Me levanto, pego as chaves do meu carro e vou com ele rumo ao Millennium Park.  


(...)             


Chegamos ao Park que está todo organizado, pena que cheguei na metade da reunião e por isso acho melhor ficar apenas observando.

- Ué, vai ficar ai mesmo? – Paul pergunta quando encosto-me em uma árvore.

- Sim! Cheguei atrasado e não quero meter a cara assim.

- Mas você é o maior humanitário entre todos dali.

- Tá ta ta... Mas hoje eu estou sem cabeça. – Paul tenta falar, mas eu interrompo. – Vai lá cara, vou ficar por aqui mesmo.

- Então ta. – Ele assente e vai se juntar aos outros.

Sério, hoje eu não estou pra nada, quer dizer... Faz dias que estou assim e não sei o que fazer.
Mas que porra! Era pra eu estar com raiva dela e não pensando nela. O que está havendo? – Chacoalho minha cabeça para espantar os tais pensamentos.

Decido sentar em um banco e passo a olhar as crianças que estão brincando no Park, e de repente uma bola vem em minha direção e bate na minha cabeça.

- Mas o que... – Digo enquanto pego a bola que estava no chão e quando me viro vejo três crianças na minha frente.

- Moço, me desculpe! – Um dos meninos falou quando os olhei. - Foi o nosso irmãozinho que jogou sem querer. – Concluiu.

- Tudo bem campeão. – Sorri pra ele e levo minha vista para as outras duas crianças.

- Ei? – Franzi o cenho. – Acho que já vi você em algum lugar. – Eu disse para o menino pequeno de cabelos longos e com o sorriso sapeca.

- O senhor conhece o nosso irmão? – A menina perguntou.

- Acho que já o vi em algum lugar e tenho a impressão de que já vi vocês dois também.

- Sério?

- Sim, e ah... Não me chamem de senhor, por favor. Eu ainda sou muito jovem pra ser chamado assim. – Eles riram e assentiram.

- Mas vem cá. Vocês estão sozinhos? – Perguntei, pois estranhei o fato deles estarem ali comigo e ainda conversando. – Sua mãe não disse a vocês que não se deve falar com estranhos?

- Sim, mas você é legal! – Exclamou o menino maior.

Eu ri.

Cara, eu tenho certeza de que vi esse menino menor em algum lugar, minha mente está se esforçando tanto, mas não consigo me lembrar.

- E você campeão, não fala? – Perguntei olhando pra ele que rapidamente balançou a cabeça em negação. Eu ri. – Então ta bem. Ai, eu nem perguntei o nome de vocês.

- O meu nome é Alison, o dela é Aline e o dele é Allan. – O menino maior respondeu.

- Espera! – Esbugalho os meus olhos ao ouvir esses nomes. Não, não pode ser, eles se parecem muito, exceto o menor que tem cabelos longos e negros, mas... – Vocês são gêmeos?

- Sim! Como você adivinhou? – A menina pergunta divertida.

Agora sim me lembro dessas crianças. Os maiores da foto que vi na casa da Alicia, claro que estão maiores, mas ainda dá pra reconhecer. São os filhos dela. Mas o de cabelos longos, sim, me lembro de ter o visto na foto que há no escritório da Alicia.

“Foi o nosso irmãozinho que jogou sem querer.” – Me lembro do que a menina disse.

Irmão? Então Alicia também mentiu quando disse que tinha 2 filhos.

- Qual é a sua idade campeão? – Me abaixei para ficar na altura do menino.

- Três. – Ele responde com a sua voz doce e mostra os três dedos.

- Três? – Estou cético em relação a idade dessa criança.

Continuo olhando para ele e... Nossa! Os traços do seu rosto são tão... Familiar.

Ele está me olhando espantado com o meu olhar pra ele e logo corre quando ouve uma voz chamá-lo.

- Olha, aquela é a nossa mãe. – O menino diz.

Olho e vejo Alicia correr e pegar o menino no colo abraçando-o bem forte como se estivesse protegendo-o de mim.


Capítulo 10


Ela caminha rispidamente ainda com o pequeno nos braços, e pega nos braços do casal de gêmeos para afastá-los de mim.

- Mãe! – A menina reclama.

- Disse que não era pra falar com estranhos! – Alicia diz entre os dentes e olhando profundamente nos meus olhos.

- Acho que é do seu feitio mentir feio. – Eu disse seco para ela que me fuzila.

- Ai mãe! – A menina reclama mais uma vez.

- Está machucando as crianças. – Digo entre dentes irado com ela. Não suporto ver crianças sendo tratadas assim, apesar de saber que sua intenção não é essa.

- Vão para o carro. – Ela coloca o pequeno no chão. – Agora! – Ela ordena e as crianças obedecem.

- O que você pensa que está fazendo? – Ela pergunta com a voz trêmula.

- Aquela criança... Aquela criança tem... Três anos! – Eu gritei. –TRÊS!
Seus olhos estão esbugalhados.

- E daí? Não se meta com os meus filhos! – Ela retruca e tenta se sair, mas eu seguro o seu braço a impedindo.

- Aquela criança também é minha, não é? – Pergunto para matar essa miserável dúvida que agora tomou conta da minha cabeça.

- Já disse. Fique longe dos meus filhos! – Ela gritou e puxou seu braço. – Qual é a sua hein? 
Você já acabou comigo, o que quer mais? – Ela pergunta e recebe como resposta o meu silêncio. – Foi o que eu pensei! – Conclui e sai quase correndo para o outro lado do Park. Certamente vai para o seu carro e arrastar o mesmo com as crianças dentro.

Mas não vai mesmo!

Corro atrás dela, mas já é tarde demais. Seu carro já está em movimento e ficando cada vez mais longe. Droga!

Ando de um lado para o outro com as mãos na cabeça pensando na possibilidade daquela garoto ser meu filho, até porque sou louco por crianças e meu sonho é ser pai.

Eu vou investigar isso, e se esse garotinho realmente for meu filho eu não sei do que serei capaz de fazer. Mas eu sinto que tenho um ligação com esse garoto e a Alicia não tem o direito de esconder isso de mim, não pode me privar dessa criança.

- Michael?! – Paul gritou quando me viu andando de um lado para o outro feito um maluco.

- O que há Paul? – Ok, eu sei que pareci rude, mas não estou com paciência para ficar respondendo perguntas. O Paul é muito curioso.

- Nossa! Que humor. – Disse Paul se aproximando de mim. Mas antes que chegasse mais perto eu cai fora.

- Não estou me sentindo bem. Estou indo embora! – Disse enquanto caminhava em direção ao meu carro.

- Mas Michael...

- Mas nada. Depois conversamos! – Eu gritei, sai do Park e fui para o meu apartamento. 

Chegando no mesmo encontro a Paty na minha cozinha vestida com uma camiseta minha na beira do fogão. Cozinhava algo e virou-se quando sentiu a minha presença.

- Oi amor. – Ela disse com um sorriso de orelha a orelha. Parece contente.

- O que você está fazendo aqui? – Perguntei seco pra ela.

Mas que porra! O que eu estou fazendo? Estou tratando todo mundo mal e isso não é do meu costume. Alicia insiste em ficar na minha cabeça e isso está me matando. Droga!

O sorriso que estava nos lábios da Paty se desfez na hora e sua expressão de alegre passou a ser triste.

- Você me deu uma chave, Michael, e disse que eu poderia vir quando quisesse. – Ela respondeu e largou uma colher que estava segurando. – Tudo bem Michael, acho que não foi uma boa ideia eu aparecer aqui sem lhe avisar. Me desculpe! – Ela disse sem olhar nos meus olhos e foi para o quarto, certamente pegar suas coisas. Eu realmente tinha a tratado mal.

A Paty é uma ótima pessoa e não merece o que estou fazendo com ela. Estou mentindo, acabei de falar com uma tamanha ignorância, e mais, transei com outra mulher, a qual eu julguei por traição e no final acabei fazendo o mesmo. 


Capítulo 11


Respiro fundo ao perceber o quão eu estou sendo grosso, e tentando recuperar meu bom senso tento me desculpar.

- Paty... Não Paty. – Eu vou atrás dela arrependido e a encontro guardando seus pertences dentro da sua bolsa que se encontra em cima da minha cama.

- Olha Michael, eu não sei o que está havendo com você. Ultimamente você está muito estranho, distante e... Está tentando me afastar de você. – Ela diz assim que eu seguro em seu braço com delicadeza.

- Não é isso, é que eu estou com problemas e... Desculpa! – Eu disse com o olhar carinhoso pra ela. – Fica.

- Tudo bem Michael. – Ela diz ainda um pouco desanimada e triste.

Abro um pequeno sorriso sem mostrar os dentes e em seguida lhe dou um beijo na testa e lhe abraço sentindo ela arfar.

- Não faz mais isso. – Ela começa a alisar minha barriga. – Você sabe que eu te amo, não é? – Eu nada falo, apenas assinto com a cabeça, fecho os meus olhos e lhe dou um beijo tão demorado que sinto a vontade de jogá-la na cama e transar com ela. E porque não fazer isso?

Jogo ela na cama, me deito sobre o seu corpo e ainda de olhos fechados continuo beijando seus lábios intensivamente. Ela começa a tirar a minha gravata e depois me ajuda a tirar o paletó. 

Seguido disso eu arranco a camiseta que cobria o seu corpo e começo a deslizar-me por cima do dela.

- Michael. – Ela geme e eu abro os olhos para olhá-la. Merda! Isso não pode está acontecendo. Sacudo minha cabeça para desfazer a imagem da Alicia que se formou no rosto da Paty. Estou ficando maluco.

Fecho os meus olhos e continuo a beijando no intuito de esquecer Alicia por um momento, mas parece que todo esse esfrega de corpos não está adiantando em nada.

- Alicia. – Clamo o tal nome sem perceber a tamanha burrice que acabei de fazer.

Paty me empurra de cima dela.

- O que?! Alicia?! – Pergunta incrédula.

Me fodi. Burro, burro, burro. Como eu clamo o nome de outra mulher quando estou prestes a transar com a minha futura noiva? Burro!

- O que foi? – Pergunto tentando dá um de desentendido.

- Você me chamou de Alicia, Michael! ALICIA! – Ela grita enquanto se levanta da cama e vestindo suas roupas.

- Paty... Você ouviu errado. – Tento me defender, mas sem sucesso.

- Tá pensando que eu sou idiota Michael?

- Não Paty... – Me levanto para trazê-la pra cama, mas ela recua.

- Não toque em mim. – Ela grita e posso vê a mágoa nos seus olhos até o ponto das lágrimas começarem a cair. – Você ainda ama essa mulher, essa é a verdade.

- Paty, me desculpe.

- Não se desculpe, a culpada sou eu. Fui eu quem quis entrar nessa sabendo que você estava apaixonado por outra mulher. – Ela fala com a voz chorosa. Abro minha boca para falar, mas a razão dentro do meu ser não se faz presente. Ela continua. – Sabe o que mais me dói Michael? – Fico calado com a cabeça baixa ouvindo e lamentando o ocorrido. – É ter que disputar com uma pessoa que não conheço e nem sequer nunca ter visto. – Ela completa.

- Ela não é tão desconhecida assim. – Murmuro e me sento na beira da cama.

- Então eu a conheço? – Ela pergunta.

- Não foi isso que eu disse. – Retruquei.

- Michael, você está estranho desde o dia que voltamos do escritório da Alicia Montgomery. – Ela disse abaixada e calçando os seus sapatos. – Espera! – Ela se põe de pé e mantém o dedo indicador no ar como se estivesse martelando alguma coisa. – Claro... É... É ela! – Ela diz com convicção.

Levanto-me da cama e caminho até ela para tentar lhe acalmar. Acho que não foi uma boa ideia.

- Não se aproxime! – Ela grita. – Por isso você me fez perguntas... É ela não é Michael, a Alicia Montgomery, a advogada? – rugiu.

Fico calado, ponderando por alguns instantes, e acho que isso soou como uma resposta, na verdade como um “sim”.

- Eu não sabia que ela estava de volta a Chicago, se não teria evitado um reencontro. – Tento me defender mais uma vez.

- Então você encontrou-a depois que fomos em seu escritório? – Ela pergunta.

- Sim, mas... Que dizer... Não... É... – Passo minhas mãos pelo o meu cabelo. Droga! Entrei em contradição.

- Vocês transaram? – Ela pergunta interrompendo e me deixando sem resposta. – Foi o que eu pensei! – Ela diz e sai do quarto.

Vou atrás dela.

- Não vai assim Paty. – Eu digo quando a vejo tocar na maçaneta. Ela vira-se e me olha.

- Eu te amo Michael, mas não posso suportar isso. Preciso de um tempo. – Ela diz e sai do meu apartamento me deixando irado comigo mesmo.

- DROGA! – Grito e jogo um porta retrato com minha própria foto na parede fazendo o mesmo se despedaçar no chão.

Estou enfurecido comigo mesmo. Mas que idiota cara. Parece que Alicia voltou pra minha vida apenas para me infernizar, como se fosse um tipo de vingança por tê-la desmascarado. E o menino, a dúvida está me obstinando a ir à procura da verdade, para só assim eu ter paz.


Capítulo 12


Dois dias se passaram e a até agora a Paty não retornou as minhas ligações. Sei que deveria ir atrás dela e pedir desculpas, mas não consigo, é como se algo estivesse me prendendo pra não fazer isso. A única coisa que fiz nesses dois dias foram trabalhar e depois voltar pra casa com muitas coisas povoando pela minha cabeça.

Paty é uma boa mulher e não merece sofrer por um idiota como eu que caiu na tentação a traiu, mas sabe de uma coisa? O pior disso tudo é que eu não consigo me arrepender de ter transado com a Alicia e estou me amaldiçoando por conta disso.  Merda!

- Paty... Sou eu... De novo. – Respiro fundo enquanto gravo a mensagem de voz. – Olha, eu sei que errei, mas você precisa me ouvir. Será que poderia retornar a ligação, por favor? – Fiquei em silêncio por um instante. – Eu... sinto muito. – Conclui, desliguei o celular e joguei sobre a mesa do meu escritório.

- Acho que chegou mais uma mensagem sua no meu celular. – Ouvi Paty dizer. Olhei para a porta entreaberta e lá estava ela, me olhando com seriedade.  

- Paty? – Fiquei descrente por ela está ali. Fazia dois dias que tentava falar com ela e de repente lá está ela.

Me levantei rápido e comecei a ir em sua direção, mas antes que chegasse perto demais, ela me repreendeu.

- Michael, não! – Esticou as mãos. – Precisamos conversar. Serei bastante sucinta.

Suspirei e assenti.

Ela fecha a porta e encosta-se na mesma.  

- Então? Por que não me entendeu? – Falei quebrando o silencio.

- Ora Michael, nós dois sabemos a resposta dessa pergunta. – Ela retruca.

Respiro fundo, sentindo as tais palavras.

- Sabe Michael? Quando você me falou sobre essa mulher pensei que com o tempo faria você esquecê-la, mas acho que não deu muito certo. Olha só pra você, ainda a ama.

- Paty, para...

- Me deixa falar, Michael. – Interrompeu-me. – Você nunca deixou de amá-la, isso está nítido no seu rosto. – fechou os olhos, voltou a abri-los, só que dessa vez fitando o chão. – Era só você me dizer que estava com ela e...

- Paty, eu não estou com ela! – Ressaltei.

- Porque ela não quer, não é? – Perguntou e pude perceber sua voz melancólica.

Abrir minha boca pra falar, mas ponderei e continuei calado.

Pior que é verdade. Alicia não me quer mais, agora eu que a quero como nunca e isso está me deixando maluco.

Paty caminha até a mim, retira o anel que eu dera a ela no início do nosso relacionamento e estende pra mim.

- O que você está fazendo? – Murmurei.

- Isso não cabe ficar comigo?

- Você está me deixando? – Franzi o cenho. – Olha, eu sei que eu errei, mas...

- Não. Eu estou te libertando para correr atrás de quem você realmente gosta, e essa pessoa não sou eu. – Disse triste. Pegou minha mão e fez-me segurar o anel.

- Me desculpa. – Respiro fundo de cabeça baixa.

- Tudo bem. Não peça desculpas, eu não estou com raiva de você.

Dei um sorriso de lado.

Ficamos em silêncio mais uma vez por alguns instantes.

- Michael? – Chamou minha atenção e eu lhe olhei nos olhos. – O que você está fazendo aqui ainda?

- Hãm?

- O que está esperando para ir atrás dela? Vai! – Gritou. Me surpreendi com a atitude da Paty, eu sei que ela é uma ótima pessoa, mas nunca pensei que ela faria algo do tipo, mesmo me amando.

Sorri pra ela, peguei na sua mão e coloquei o anel de volta.

- Michael...

- O fato de você ter acabado comigo não significa que esse anel não lhe pertence mais. – Disse e beijei o dorso de sua mão. Ela sorri.

- Anda Michael, está perdendo tempo aqui. – Ela disse.

Assenti, peguei as chaves do carro e antes de sair, voltei até a Paty, dei um beijo casto na testa dela e saí atrás da mulher que amo.

Sei que não vai ser nada fácil, ela ainda está magoada por eu ter feito aquilo com ela, mas como eu já disse, ela também me magoou; me enganou e eu estava com muita raiva na época e não consegui me conter. Mas eu ainda a amo e percebi que não sei viver em paz sem ela ao meu lado, principalmente agora que descobri a existência dessa criança que sinto que é meu filho. Meu Deus, se eu confirmar minhas suspeitas esse será o meu maior presente, um presente divino.


Capítulo 13


Estou no elevador que dará no andar do escritório de Alicia. Não vejo a hora de falar com ela, de dizer que estou disposto a esquecer tudo o que aconteceu. Meu coração se acelera quando às postas do elevador se abrem, eu saio e começo a andar com passos firmes em direção à secretária.

— Quero falar com Alicia. — Eu digo e ela me olha de cenho franzido.

— Desculpe senhor, mas ela não se encontra.

— E onde posso encontrá-la?

— Não sei exatamente. Desde ontem que ela não aparece aqui.

— Qual é o endereço da residência dela?

— Sinto muito, mas eu não tenho permissão para isso. – A secretária lamenta.

— Olha só... — olho para o seu crachá e vejo o nome dela. — Bleh, eu preciso muito falar com ela. É importante.         

— Eu entendo senhor, mas infelizmente eu não posso ajudá-lo.

— E por porque não? – Estou irritado.

— Porque não posso passar o endereço dela para ninguém. São ordens da própria Sr. Montgomery.

— Que se danem as ordens! — rosno — Você não vê que eu preciso, que eu necessito falar com ela? Agora!

A secretária está calada, olhando-me com uma feição hesitante. 

— Tudo bem! — Digo e me direciono à uma poltrona, sentando-me. —Eu tenho paciência! — Cruzo as pernas demonstrando que não sairei sem o endereço da Alicia.


(...)


Passou-se meia hora e eu ainda estou sentado esperando pelo seu endereço. De uma coisa eu tenho a certeza, não sairei daqui sem ele.

Vejo Bleh sair de trás do balcão e caminhar até a mim.

— O senhor vai ficar aí mesmo? —arqueou uma sobrancelhas.

— Sim. Não saio daqui sem o endereço dela. – Digo firme.

Ela olha para um lado e respira pesadamente voltando a me olhar.

— Olha, Bleh — me levanto — Alicia não irá saber que você me deu o endereço dela.

— E quem me garante isso?

— Eu. Eu garanto. Te dou a minha palavra. — digo olhando bem nos seus olhos. — E tem mais, é muito importante.

— Está bem. — ela assente e vai até o balcão, pega um cartão com o número e o endereço da Alicia e me entrega. — Meu Deus, se ela descobrir eu estou ferrada.

— Já te dei a minha palavra. Ela não vai descobrir. Certo?

— Tá bem. — Ela assente e eu saio imediatamente rumo ao apartamento de Alicia.

Meu Deus, estou tão ansioso para chegar lá. Não vejo a hora de propor uma nova chance para nós dois, de ver aquela criança, e escutar da boca de Alicia que eu sou o pai. Eu sinto que sou.


(...)


Sigo exatamente o endereço que há no cartão, e assim que chego em frente ao prédio onde fica o apartamento de Alicia, vejo-a saindo de uma BMW segurando algumas sacolas e indo em direção à entrada do edifício.    

Assim que ela atravessa as portas duplas, eu saio do meu carro e a sigo, subindo as escadas enquanto ela vai pelo o elevador. Quero que ela chegue primeiro.

Caminho pelo o corredor e paro em frente ao número que está escrito no cartão.

— É esse... É agora. — Toco a campainha, e em poucos instantes vejo maçaneta ser virada, e quando finalmente a porta é aberta, o garotinho de cabelos cumprimos me olha assustado.

— Vo... Você? — ele pergunta gaguejando com sua voz suave e doce de criança. Eu sorrio feito um bobo olhando pra ele, não era bem ele quem eu esperava que abrisse a porta, mas foi uma surpresa maravilhosa.

— É... Sou eu. – Murmuro sem parar de analisá-lo.

— Allan? Allan? Quem é? — ouço a voz da Alicia vindo em minha direção — Já disse para não abrir a porta assim... Michael? — Parou quando atravessou uma porta. Seus olhos estão esbugalhados e atônitos.  — O que você está fazendo aqui? — Ela está nervosa.

— Quero conversar! — Digo amigável.

Ela caminha em direção a porta e se abaixa ficando na altura do menino.

— Olha meu amor. Vai lá e diga a Nani para ficar no quarto com você. — ela diz carinhosamente para o menino que apenas assente e sai correndo clamando pelo o tal nome proferido pela Alicia.

Eu ainda estou do lado de fora, olhando-a intensamente.

— O que você está fazendo aqui? — Ela rosna.

— Já disse, quero conversar com você.

— Não temos mais nada para conversar. — ela retruca e tenta fechar a porta, mas eu coloco o meu pé impedindo-a. — Sai Michael... Vá embora, por favor. — pede forçando a porta na tentativa de eu desistir, mas sem sucesso. Eu não cheguei até aqui para desisti agora.

Eu empurro a porta e entro fechando a mesma.

— Por que você insiste em me infernizar heim? O que você quer? — Ela pergunta furiosa.

— Eu estou aqui para conversar.

— Engraçado. Ah três anos atrás você não estava a fim de conversar, mas que coincidência, eu também não estou. — ela diz sarcástica.

— Droga Alicia... Eu só quero conversar, pode ser? — Pergunto já irritado. Ela ergue a cabeça, cruza os braço e passa a me olhar esperando eu falar.


Capítulo 14


— Como descobriu o meu endereço? — ela pergunta já mais calma.

— Isso não importa. — digo — O que importa é que eu estou aqui, disposto a esquecer tudo o que aconteceu e...

— O que? — ela me interrompe. 

— Isso mesmo. A minha vida está um inferno, Alicia. Desde o dia que você voltou eu não vivo mais em paz... Sua imagem não sai da minha cabeça, não consigo esquecer do dia que fizemos amor no seu escritório, não...

— Pode parando por aí, Michael! — ela me interrompe erguendo as mãos — Com que razão você vem até o meu apartamento me dizendo que está disposto a esquecer tudo?

— Com a mesma de que eu quero você pra mim. — Ela sorri sem humor e caminha para o centro da sala.

— Você só pode está de brincadeira, não é mesmo?

— Não... Eu não estou. — me aproximo.

— Eu passei por um inferno pelo um bom tempo por sua culpa. — Bradou.

— Não... A culpa foi sua, somente sua. Droga Alicia, o que você queria? Você mentiu, me enganou, eu me magoei e acabei revidando.

— Poderia ter me escutado.

— É... Poderia, mas eu estava com muita raiva para isso.

— Pois só lamento, Michael. Certas coisas não podem voltar a trás.

Respiro pesado.

— Tem razão. Mas as consequências e os frutos sempre irão permanecer. — Frisei o que acabei de dizer, olhando-a intensamente esperando que ela retruque.

— Sua noiva? Sabe que você está aqui? — pergunta se desvencilhando dos meus olhos.

— Eu estou aqui por causa dela. — ela franze o cenho — Não estamos mais juntos.

— Não? — Está confusa. Balaço a cabeça negando.

— Ela já sabe sobre nós dois, inclusive o que aconteceu depois que voltou.

Alicia arregala os olhos.

— Merda! Ela... Ela esteve comigo ontem e...

—Esteve?

— Sim... E inclusive assinou os papeis do divórcio dela. Mas... Mas ela nem tocou no assunto. Por quê?

— Simples: Por que ela sabe que eu sempre amei você. — ela fica séria e ruborizada. — Mas já chega Alicia, eu quero saber de uma coisa que está martelando na minha cabeça! — ela me olha assustada.

— Não há nada que você precise saber! — retruca.

— Esse menino é meu filho não é?

— Já disse pra ficar longe do meu filho. SÓ MEU. — Enfatizou com os olhos raivosos.

— Por favor, Alicia, fale a verdade pelo menos dessa vez no momento certo. — Me aproximo dela, vendo-a tomar uma lufada de ar. Ela está nervosa.

— Não se aproxime mais, por favor. — seu tom é suplicante.

— Por que? Está com medo de mim? Eu quero você, eu sei que você também me quer. Isso está escrito no seu rosto. Então pra quer negar isso?

— Eu... Michael não... Por favor pare de falar essas coisas. — murmura manhosa, enquanto eu me aproximo mais dela.

— Eu continuo pensando em você e nos momentos que tivemos. — ela cai sentada no sofá ainda me olhando e com a respiração descompassada. Eu me sento ao seu lado e logo levo uma de minhas mãos até o seu rosto, acariciando sua bochecha.

— Michael... — Ela tenta se afastar, mas parece não ter forças o suficiente pra isso. É muito bom saber que ainda causo efeito nessa mulher.

— Você continua linda. — ela fecha os olhos aproveitando o meu toque — Por Deus, Alicia, vamos esquecer tudo isso. Eu estou desesperado você.

Antes mesmo dela ter a oportunidade de proferir algo, eu tomo os seus lábios com sofreguidão, forçando o beijo que ela insiste em desfazer. Até que consegue. Ela me empurra e se levanta desesperada.

— Michael, vai embora. — brada, tocando nos seus lábios inchados.

— Qual foi a parte que você não entendeu que eu vim aqui para recomeçar, Alicia?

— A parte que você só quer tomar o meu filho! – brada mais uma vez e percebo que arrependeu-se do que disse. Isso era tudo o que eu precisava para tirar as minha dúvidas.

— Então é verdade. — murmurei — Ele é meu filho.

— Não! — desesperou-se — O Allan é só meu. Não ouse a chegar perto do meu filho. — aproximou-se de mim apontando o dedo no meu rosto. Algumas lágrimas caem sobre o sua face.

— Santo Deus, Alicia. Por que você omite isso? — pergunto descrente. A mulher está tremendo, está com medo.

Dou dois passos pata trás e ando de um lado para o outro pensando.


— Quando engravidei fiquei desesperada. — ela começa a falar do nada, quebrando o silêncio. Volto a olhá-la com bastante atenção. Tenho certeza que ela agora vai se abrir comigo 



Capítulo 15


— Por quê? — Pergunto murmurando

— Ora Michael. Como você mesmo disse: Eu menti; te enganei. 

— Mas você deveria ter me dito que estava grávida. — Digo bravo. Droga! Como ela pôde ter escondido isso de mim? 

— Para que Michael? Foi você mesmo quem disse que só faltava eu aparecer grávida, assim como uma vadia. Você não iria creditar, e mesmo que acreditasse iria tirá-lo de mim. 

— Você não tinha esse direito. — Falo estendo o dedo indicador na altura dos meus lábios. — Vo... Você me privou dessa criança. Mas que droga, Alicia. — Brado exasperado. 

— Você iria querer tomá-lo de mim assim que ele nascesse como uma forma de vingança. — Retrucou.

Olho indignado para ela. Como ela pôde pensar que eu seria capaz de fazer isso? Está bem, eu estava com muita raiva na época, mas não sou capaz de arrancar um filho de uma mãe. Isso é crueldade.

— Você e sua mania de pensar errado. Ao contrário do seu marido, Alicia, eu nunca tiraria o Allan de você.

— Ex... Ex-marido.

— Que seja! — respiro fundo — Meu Deus, eu só queria participar da vida dele, vê-lo crescer... 

— Mas não pôde.

— Por que você me privou! — retruquei entre dentes. — Mas agora eu quero recuperar o tempo perdido. Eu quero participar da vida do meu filho. — Digo e em dois segundos corro desesperadamente pelo o apartamento procurando o quarto onde está o garoto, enquanto Alicia corre atrás de mim, tentando me impedi. 

— Michael... Não faça isso! — Ouço ela gritando várias vezes atrás de mim.

Encontro um quarto com uma porta azul e ouço um barulho de desenhos animados na TV. Deduzo logo que seja o dele. Abro a porta e adentro bruscamente procurando o garoto. Ele desvencilha seus olhinhos da TV e olha pra mim.

— Moço... — o menino diz fitando-me com a carinha assustada. Está acompanhado por uma senhora que também tem o semblante assustado.

— Filho... — digo com um sorriso enorme nos meus lábios.

Em seguida Alicia entra no quarto.

— Michael pare com isso. — Suplicou segurando meu braço com força.

— Senhorita, está tudo bem? — A senhora pergunta quando se levanta da cama. 

— Não, Nani. Não está. Esse homem é um louco. — Alicia responde enquanto tenta me puxar para fora do quarto.

— Eu não sou louco. Eu sou o pai desse garoto. — Me desvencilho dela e corro até a beirada da cama, sentando-me na mesma. Allan está assustado, muito assustado, me olhando de olhos esbugalhados e apertando um urso de pelúcia conta si. — Oi Allan...

— Michael não... Não conte desse jeito pra ele! — Alicia grita desesperada. Mas eu estou tão maravilhado; tão alegre de saber que sou o pai dele que nem me dou conta do que estou fazendo, ou que isso pode causar nele.

— O que faz aqui, moço? 

— Eu sou o seu pai. — Tento tocá-lo, mas ele se afasta.

— Não... Você não é o meu pai. Mamãe, porque esse moço está dizendo isso? — Ele diz descendo da cama e correndo em direção de Alicia. — Mamãe... Ele não é o meu, não é? — Ele murmura, e algumas lágrimas já descem sobre o rostinho dele.

Alicia que agora chora, se abaixa ficando na mesma altura dele e segura no seu rosto.

— Olha querido, depois a mamãe conversa com você está bem? — ele assente ainda muito assustado — Nani tira ele daqui, por favor. Leve-o para a cobertura. — fala com a senhora que assente e pega o menino no colo.

— Não, ele tem que ficar! É meu filho! — corro em direção à porta exasperado, mas Alicia passa na minha frente me segurando enquanto a senhora sai com o meu filho. — Aonde ela vai escondê-lo?

— Deixe o meu filho em paz, Michael. Você o assustou. — Grita e me empurra.

— Ele é meu filho!

— Ele tem apenas três anos, Michael. TRÊS! — Frisou. — Você foi um bruto! Meu Deus... — Diz com as mãos na cabeça e ainda chorando.

Finalmente eu paro para pensar no que acabei de fazer. Eu... Eu assustei o garoto, mas é porque estou feliz, um feliz descontrolado. Meu Deus, como eu posso senti isso? Eu já amo tanto esse garoto... Ele... Ele é meu filho. — Um sorriso se desponta em meus lábios. 

— Ainda não acredito que você o escondeu de mim. — Murmuro.

— E eu não acredito que você agora vai querer tomá-lo de mim. — irrito-me com o que ela diz.

— Não! — repreendo-a — Eu só quero ele pra mim, assim como eu também quero você! — Digo agora em um tom afável.

Sua expressão demonstra moleza. 

— Michael... Entenda... As coisas não são mais como antes. — Murmura e tenta se afastar de mim, mas eu seguro sua mão trazendo-a para mim. Ela suspira forte com a puxada abrupta.

— Eu sei... Eu sei, mas se nos dermos uma chance conseguiremos. 

— Mas as más lembranças sempre irão nos infernizar. Eu menti, perdi os meus filhos como punição, perdi você... Nada seria como antes. Estamos magoados um com o outro. Por favor, esqueça isso. 

Olho no mais profundo dos seus olhos, e num lampejo de compreensão, entendo como deve ter sido sua vida depois de tudo. Mas não vou desistir. 

— Eu sinto muito você ter perdido a guarda dos seus filhos, de verdade, essa não era a minha intenção. Mas o passado não significa mais nada para mim desde a hora que entrei nesse quarto e vi... O meu filho. Alicia, pelo o amor de Deus, não me deixe sair por aquela porta sem você me dizer um sim.


Capítulo 16


Puxo-a mais para mim colocando minha mão na sua cintura. Ela arfa.

— Assim não vale. Isso é golpe baixo. Está me deixando sem vigor. — Ela murmura e tenta desgrudar-se de mim, mas eu aperto-a mais ainda contra o meu corpo. Posso senti sua respiração desregulada e quente esquentando o meu rosto. 

— Esse garoto é a nossa chance, Alicia. Você não vê? Ele tinha que vir para que isso acontecesse. — Digo enquanto acaricio o seu rosto.

— Eu tenho medo. — Murmura, e agora suas lágrimas se tornaram em uma torrente de tristeza, insegurança e temor. 

— Medo de que? 

— Medo da vida... Do passado e de suas lembranças... De você.

— E porque tem medo de mim? — Pergunto com a voz amena.

— Por que o que eu fiz sempre estará guardado em sua mente, você sempre se lembrará da mentira toda vez que olhar para mim. 

— Alicia, isso é um fato, mas eu estou aqui para mudar tudo, basta você querer. Vamos tentar! — Murmuro, e antes mesmo de deixá-la responder, tomo seus lábios violentamente para um beijo acolhedor. Minha nossa, ela está correspondendo, abrindo passagem para eu explorar sua boca.
Sem desfazer o beijo, começo a guiá-la até ela encostar-se na parede do quarto. O beijo se intensifica e nossos corpos se esquentam mais ainda, principalmente quando paro de beijá-la nos lábios e vou descendo dando leves beijos pelo seu pescoço, sentindo o seu cheiro doce e inebriante. Ponho uma de minhas mãos em sua coxa, levantando o vestido de tecido fino que ela usa e apertando-a fortemente. 

— Eu quero possuí-la. — sussurro com a voz grave e rouca pelo o tesão que essa mulher me causa. 

Ela agarra nos meus cabelos, puxando-me para beijá-la desesperadamente. Agora começo a enfiar uma de minhas mãos — a mesma que estava na sua nuca — por dentro do seu busto, apertando um de seus seios grandes.

— Michael... — Ela me afasta um pouco. Está ofegante. — Olha onde estamos. — Murmura com o rosto corado.
Franzo o cenho e viro a minha cabeça para olhar e... Caramba... Estamos no quarto do Allan. Mas isso não é problema. 

— Certo! Entendi. — balanço a cabeça. — Vamos sair daqui. — Digo e a pego no braço, carregando-a pelo o corredor do apartamento à procura do seu quarto. Ela me diz qual é e eu entro com ela ainda nos meus braços. Ponho-a no chão e entre os beijos começamos a nos despir urgentemente. Eu preciso foder, transar, fazer amor bem gostoso com essa mulher para lembrá-la que ela me pertence. 

Agora estou sentado na beira da cama com ela no meu colo, afagando os meus cabelos enquanto eu chupo os seus peitos durinhos, os quais me deixam maluco. 

— Agora irei te mostrar... — Digo enquanto faço uma trilha de beijos pelo seu pescoço até chegar nos seus lábios — Que você é minha e que não pode mais fugir de mim assim.

— Que bom que disse isso. Por que eu também quero te mostrar uma coisa. — Sussurra no meu ouvido remexendo-se encima de mim, fazendo nossos sexos se tocarem. 

Alicia sai de cima do meu colo e senta-se ao meu lado sem desgrudar seus lábios dos meus. Sinto sua mão passar pela minha barriga, depois pelo o meu abdômen até chegar no meu membro, onde passa a fazer movimentos de vai e vem em torno dele. Cacete, ela está me masturbando. Jogo minha cabeça para trás, gemendo. Agora ela desfaz o beijo e abaixa sua cabeça de encontro ao meu membro, colocando-o todo na sua boca. Porra, isso é mais do que eu esperava. 
Faço um rabo de cavalo nela intensificando os movimentos, empurrando meu quadril com uma imensa destreza, sentindo meu orgasmo se aproximar. 

— Alicia, eu vou... — digo entre dentes tentando tirá-la do meu membro, mas ela se mantém firme me chupando, até que eu não aguento mais e acabo gozando na sua boca, sentindo meu corpo entrar em um estado de plenitude. 

Ainda de olhos fechados, e de boca aberta puxando o ar, sinto Alicia largar o meu membro. Abro os olhos lentamente e vejo-a me olhando. 

— Você estava muito excitado. — diz com o tom malicioso e me beija — Agora eu quero recompensa. — Sorrio com sua ousadia.

Levo uma de minhas mãos para dentro de suas pernas e ela arfa com o meu ato.

— Anda Michael. — Ordena ela, com uma autoridade que me deixa mais excitado.

— Fala o que você quer que eu faça, amor. — Levo minha mão até a sua intimidade e começo a acariciá-la de leve enquanto suas pernas se acocham. Quero provocá-la. 

— Por favor. — Implora.

Seguro firme sua cintura e a deito totalmente na cama, abrindo suas pernas. Porra, minha excitação está aumentando, ao ponto de querer me enfiar dentro dela logo de uma vez, mas agora não. Quero devolver o que ela fez pra mim. 
Pressiono meu polegar em seu clitóris e ela geme. – alto – Continuo a masturbando um pouco com um único dedo, e logo em seguida, introduzo outro, e mais outro e outro, vendo seus olhos revirando-se de tanto prazer.

Ah, mas eu também tenho que beijá-la, lá em baixo. 

Substituo meus dedos pela minha boca e começo a chupar seu clitóris, vendo-a se contorcer sobre a cama e sentindo minha cabeça sendo apertada com suas pernas.

— Isso Michael... Ahr... — Seus gemidos passam a ficar mais alto quando abro mais sua intimidade e começo a lamber lá dentro, bem fundo. Ela coloca suas pernas em cima dos meus ombros e se estica toda na cama, enquanto suas mãos puxam meus cabeços, empurrando minha cabeça ao encontro de sua intimidade. 

— Vou gozar... Vou gozar... Oh céus... — Ela grita sem parar, até que se derramou toda na minha boca. 

Ainda muito ofegante e de olhos fechados, ela envolve suas pernas na minha cintura e me puxa para cima de si.

— Não espere mais, Michael. – Diz entre dentes. Eu assinto e começo a penetrá-la de modo devagar, sentindo meu membro sendo acolhido por seu sexo encharcado pelo o gozo.

— Ah, Alicia. — Gemo.

— Ain... Michael? — Chama minha atenção — Mete fundo, e com força! — Ela grita ensandecida. — Agora! — Obedeço e aumento a velocidade das estocadas. 

Ela consegue me deixar louco, cada palavra que ela diz me enlouquece. Estoco-a com toda a força, fazendo a cama ranger alto, - essa hora agradeço pela senhora ter levado o Allan para aonde a Alicia pediu.

— Mais forte Michael! — Ordena mais uma vez e eu aumento em dobro as investidas sentindo a sensação chegar e tomar conta do meu corpo. 

— Oh, Mi... Michael. — Ela morde minha orelha.

— Goza pra mim, Alicia. — Sussurro no seu ouvido sentindo ela gozar e seu sexo apertar o meu que agora derrama jatos dentro dela. E assim chegamos ao ápice juntos, e eu desabo por cima dela.

Nunca tinha sentido tanto prazer como agora. Olho para Alicia e ela está como eu, tentando recuperar a respiração. Dou um selinho e caio para o lado, puxando-a para o meu peito. 

— Michael, isso realmente foi muito bom, mas... — Viro sua cabeça e interrompo-a com um beijo. 

— Shiiii... Não permitirei que você abra essa boca e me mande dá o fora. — ela franze o cenho — Como fez no seu escritório. — Ela ri.

— Mas... Eu só iria dizer que iria me levantar para tomar um banho.

— Só isso? — Fito seus olhos.

— Hurum... Vou buscar o meu filho. — Diz, e um silêncio insuportável se faz presente por alguns instantes. 

— Posso ir junto? — Pergunto.

Percebo que ela hesita um pouco antes de falar.

— Bem, na verdade eu iria buscá-lo para esclarecer algumas coisas a ele, a cabecinha dele deve está muito confusa, mas se você quiser vir tudo bem. 

Não acredito que ela está dizendo isso! Então quer dizer que... Que estamos juntos? 

— Irá me apresentar a ele como...

— Pai. — Diz e se levanta da cama.

— E nada mais? 

— Olha Michael, o que aconteceu aqui foi bom; foi maravilhoso, mas eu não sei... Eu não sei se irá dar certo.

Levanto-me da cama e a abraço por traz, sentindo a quentura do seu corpo nu. Ela arfa. 

— Se você não tentar, nunca irá descobrir. — Sussurro no seu ouvido e vejo que ela está se arrepiando.

— Michael... Não... — Murmura.

— Deixe de ser teimosa, Alicia, esse filho, ele é o segundo ingrediente que o destino está usando para nos unir mais uma vez.

Ela se vira e me fita.

— E qual é o primeiro? 

— O amor. — Digo convicto. Eu sei que ela também me ama. 

Ela abre a boca para falar, mas não consegue. Seus olhos começam a ficar lacrimejados e ela levanta mais a cabeça obrigando as lágrimas sumirem.

— Vamos embora. — ela me olha de cenho franzido — Vamos sair de Chicago, vamos recomeçar.

Ela ri sem humor.

— Eu não posso. Eu não posso sair de Chicago.

— E porque não? — Desvencilhou-se dos meus braços e pegou uma toalha, enrolando-se na mesma. 

— Por causa de Alison e Aline. Não abrirei mão deles. — Droga, ela tem razão, esqueci completamente disso. Claro que ela não irá deixar os filhos dela de lado.

— Você luta por eles?

— Não mais. 

— O que quer dizer com isso? — Franzo o cenho. 

— Você verá. — Diz despreocupadamente, até por demais. — Vou tomar banho, depois você toma e iremos até o Allan. — Diz e entra no banheiro, me deixando muito pensativo sobre o último assunto. 




Capítulo 17

Quando as portas do elevador se abrem, meu coração fica a um passo para sair do lugar só de saber que agora estarei frente a frente com o meu filho. 

Há algumas crianças brincando na beira da piscina, mas o Allan não está junto com elas. Olho para o outro lado onde há algumas mesas e o vejo sentado; isolado, abraçando as pernas e olhando para o nada com uma carinha triste. 

— Olha ele ali. — Murmuro e começo a andar em sua direção, mas Alicia passa na minha frente.

— O que você pensa que está fazendo? — Mirrou seus olhos nos meus.

— Ué, vou falar com ele. 

— Não!

— Como não? Você disse que...

— Eu sei muito bem o que eu disse, mas você não pode chegar nele novamente e dizer que é o pai dele simplesmente! — Ressalta ela. — Deixe-me prepará-lo dessa vez, por favor. — Diz calma e eu assinto. 

Alicia vai até o garoto e o mesmo lhe abraça fortemente quando ela a pega no colo, senta-se na cadeira e começa a conversar com ele.  Ele está bastante atento com o que mãe está dizendo. Por um momento Alicia aponta para mim e ele me olha com um semblante surpreso. Será que ele não foi com a minha cara? Quero nem pensar nisso.
Agora o vejo perguntar algo para a mãe que olha para mim e que pondera um pouco antes de assenti.  

Depois de mais alguns minutos que pareciam mais uma eternidade, Alicia se levanta, coloca o menino na cadeira, afaga e dá um beijo na cabeça dele e vem até a mim.

— É, parece que consegui desfazer a confusão que você causou na cabeça dele. — Diz assim que para ao meu lado.

— E o que você disse a ele?

— O que ele precisava saber. — Olho para ela e vejo que não dirá mais nada, além disso. Respiro fundo e começo a me aproximar do menino que nem sequer olha para mim. 

— Oi jogador. — Digo brandamente quando paro ao seu lado e me sento. Finalmente ele olha para mim e franze o cenho.

— Eu não jogo bola, moço. — Murmura tímido. Eu rio.

— Mas creio que seria um bom jogador. — Digo e o silêncio toma a nossa conversa.

— É verdade o que minha mãe disse? — Ele volta a falar. Sua voz soa tão inocente. Mordo o meu lábio inferior e assinto com a cabeça. 

— É... Eu sou o seu pai. — Ele volta a franzir o cenho.

— Mi... Minha mãe nunca falou sobre você. — Pigarreia. 

— É complicado, Allan. — Meneio minha cabeça para o lado e falo serenamente. 

— Como assim? 

— É que... Sua mãe e eu tivemos alguns problemas.

— Eu não entendo! — Sua expressão ainda é desentendida.

— Olha, eu sei que sua cabecinha deve está muito confusa, mas eu queria que você pelo menos soubesse que... Eu sou o seu pai. 

— Minha mãe já me disse! — Novamente o silêncio se faz presente por alguns instantes.

— Então... Eu posso te chamar... De filho? — Seus olhos negros denunciam sua dúvida.

— Eu vou ter que te chamar de pai? 

— Be... Bem, você é meu filho e eu iria adorar. — Sorrio pra ele. — Mas só se você quiser. 

Ele balança a cabeça e nada fala.

— Allan... — Ele me olha. — Será que... Eu posso te dar um... Abraço? — Ele arregala os olhos e fica estático. Eu sorrio mais uma vez. — Aí, só um abraço de pai e filho. Posso? — Arqueio as sobrancelhas e ele consente balançando a cabeça freneticamente. 

Levanto-me da cadeira, ajoelho-me em sua frente e pego em suas mãos, trazendo-o para um abraço gostoso, o qual eu não queria nunca mais desfazer. 

O abraço dele ainda é muito tímido, então eu começo a apertar-lo mais um pouco até senti meu pescoço ser enlaçado pelos seus braços. Levo uma de minhas mãos para seus cabelos negros e cumpridos e começo a afagá-los. Isso é um sonho, se eu não tivesse sentindo o seu perfume infantil e a quentura do seu corpo, eu jamais iria acreditar que esse momento está realmente acontecendo.  

Fecho os meus olhos para aproveitar o momento, e quando voltou a abri-los, vejo Alicia e a senhora chamada Nani olhando pra gente, murmurando algo uma para a outra e com um pequeno sorriso dançando nos lábios de ambas.

— Vai se legal ter um pai agora. — Allan murmura ainda nos meus braços. 

— É... Vai ser sim. — Digo olhando para Alicia. — Prometo nunca mais ficar longe de você ou de sua mãe.

— Onde foi que você estava heim? 

— Eu não sei filho, eu não sei. Mas de agora em diante nunca mais sairei de perto de você. Está bem? — Ele assente e eu desfaço o abraço. — Mas eu vou precisar da sua ajuda com a mamãe. — Ele franze o cenho.

— Da minha ajuda?

— Hurum... É que... Aconteceram algumas coisas aí, e parece que a mamãe ainda está com raiva do papai. — Fiz biquinho e cara triste.

— E o que eu tenho que fazer? — Lanço um sorriso cúmplice pra ele.

— Nada demais. É só pedir pra mamãe para que eu fique essa noite. Assim podemos aproveitar mais um ao outro. Pode ser? — Ele hesita um pouco, mas consigo convencê-lo.

— Vou tentar.

— Você é meu filho. Eu sei que vai consegui. — Ele sorri e eu o puxo para mais um abraço.



Capítulo 18


Alicia dispensa a senhora Nani e se aproxima da gente. 

— E aí? — Eu e o Allan olhamos pra ela. — Acho que vocês dois se deram muito bem. 

— Mamãe, — Allan corre até Alicia que logo o pega nos braços. — Por que a senhora não disse antes que ele era o meu pai? — Alicia e eu rimos.

— É complicado filho. —Alicia responde.

— Hum... Ele também disse que era complicado. — Resmungou. — Ele é tão legal. Ele pode ficar pro jantar e pra dormir aqui hoje? — Perguntou sem fazer rodeios. Alicia olha muito hesitante pra mim e depois pra ele. Caramba, o menino é esperto, apesar de ser tão pequeno. 
— Allan filho... Ele não pode porque...

— Na verdade eu posso sim. — A interrompi e ela me lança um olhar fuzilador.

— Tá vendo, ele pode sim. Vai mãe, só hoje? — Ela pondera bastante, depois revira o os olhos e consente.

— Tá bem, só essa noite. — Sorrio maliciosamente tentando disfarçar minha alegria.


(...)


Já na hora do jantar, eu e o Allan trocamos olhares cúmplices e maliciosos enquanto Alicia nos observa, com muita desconfiança.

— Allan querido, já está na hora de dormir. — Alicia diz depois que Allan termina de jantar.

— Já? — Faz carinha triste.

— Sim. A mamãe precisa resolver algumas coisas. — Ele encolhe os ombros. — Michael, já que você está aqui, por que não o leva para escovar os dentes e fica com ele no quarto até ele dormir? 

— Tudo bem. — Assinto e me levanto. — Vamos jogador. 

— Eu já disse que sou jogo bola. — Allan murmura enquanto caminhamos para o seu quarto, deixando Alicia sozinha.

Depois de escova os dentes, ele deita na cama e eu me sento na mesma.

— Acho que consegui não foi? — Ele pergunta baixinho.

— Você é meu filho, eu disse que iria consegui. — Inclino-me e beijo sua testa. — Agora durma, preciso domar a sua mãe. — Ele assente e depois de 25 minutos já está dormindo feito um anjo. 

Levanto-me da cama, mas antes de sair olho para ele e fico contemplando sua exagerada semelhança comigo. Seus cabelos, nariz, lábios, olhos, em fim, tudo, esse menino é meu eu quando criança.

Sorrio, lhe dou mais um beijo, em seguida apago a luz do quarto e saio do mesmo indo para a sala onde encontro Alicia em pé, de costas para mim e falando com alguém no telefone. Pelo o tom de sua voz ela está eufórica.

— Nossa Dr. Bener, eu não sei como posso lhe agradecer. — Diz. — Sim, claro. Amanhã passarei aí para resolver as últimas coisas, hoje não pude, tive um imprevisto. — Está esperando a outra pessoa falar. — Eu que agradeço. Tenha uma ótima noite. — Desligou e colocou as mãos nos joelhos, se apoiando. — Não acredito... Meu Deus. 

— Está tudo bem? — Pergunto e ela se assusta.

— Mi... Michael, que susto. — Coloca uma mão no peito. — O Allan dormiu? — Pergunta tentando disfarçar sua alegria que é bastante nítida na sua expressão. Mas por que ela está tão feliz?
— Sim. — Respondo olhando pra ela de cenho franzido. Por um instante penso em perguntar o porquê dela está tão eufórica, mas desisto. 

— Ótimo. Agora você precisa ir. — Diz tranquilamente caminhando até o seu quarto. 

— O que? Está me expulsando? — Pergunto incrédulo e seguindo-a.

— Claro que não. 

— Então? 

— Você tem que ir.

— Me dê um motivo. 

— Eu conheço o Allan. Você o induziu para ele fazer o tal pedido. — Merda. — E além do mais, eu tenho uma coisa para fazer amanhã, então, por favor, vá embora. — Pede cordialmente.

— Você está mentindo. — Retruco. — Primeiro: você não tem provas de que eu o convenci, e segundo: você quer afastá-lo de mim. — Ela solta uns papéis que estava em suas mãos, jogando-os sobre a cama.

— Eu acabei de contar a verdade para o meu filho e você me diz que quero afastá-lo? Pelo o amor de Deus, Michael. — Responde e volta a pegar um dos papeis, ficando de costas para mim. Pior que ela tem razão. 

Me aproximo dela e a surpreendo quando envolvo sua cintura com os braços, fazendo-a suspirar e largar novamente o papel.

— O que pensa que está fazendo. — Ela segura minhas mãos e tenta tirá-las da sua cintura, mas eu as mantenho firmes. Encosto meu nariz nos seus cabelos, perto da orelha e sussurro:

— Estou segurando o que é meu. — Ela respira fundo e arqueia a cabeça para trás.

— Michael, não começa, por favor. — Choraminga. — Eu tenho que resolver algumas coisas. 

— Já se decidiu, definitivamente? — Pergunto com a voz sedutora.

— Sobre o que? — Pigarreia.

— Nós dois. — A viro de frente pra mim. — Agora que o Allan sabe que sou o pai dele, poderemos ser felizes. Eu te amo tanto, Alicia.

— Sabe Michael? — Ela estreita seus olhos nos meus. — A verdade é que durante esses três anos eu sempre tive esperança de um dia voltar a ficar com você. — Meneio a cabeça e fico surpreso com o que ela diz. — E cá está você, dizendo que quer ficar comigo mesmo depois de tudo o que fiz. — Uma lágrima escorre sobre seu rosto.

— Ei, eu te amo. Sim, eu quero ficar com você, e para sempre. Só quero que você diga sim pra mim. — Digo enquanto passo o polegar no seu rosto enxugando a lágrima que escorrera. 

— Tem certeza disso Michael? — Murmura.

— Mais do que isso. Quantas vezes eu vou ter que repetir que te quero? 

— Nunca mais, porque você sempre me teve. — Diz e sorrio satisfeito com a resposta. Seguro no seu queixo e olho bem no fundo dos seus olhos.

— Sério? — Pergunto e ela assente com a cabeça. Muito feliz com sua resposta, não me agüento e aproximo nossos lábios e a beijo lentamente de um jeito bem gostoso enquanto exploro a sua boca. Seguro firme sua cintura e deito na cama fazendo ela ficar em cima de mim sem interromper o beijo carinhoso e apaixonado que estamos. Começo a acariciar a sua nuca e afagar seus cabelos, e logo em seguida antes de interromper o beijo, sussurro um “eu te amo” na sua boca e dou uma mordida de leve no seu lábio inferior, fazendo ela gemer baixinho. 

— Ainda quer ficar sozinha. — Pergunto com a voz branda enquanto coloco algumas mechas dos seus cabelos atrás da sua orelha.

— Eu preciso. — Murmura e eu assinto amigavelmente. Sei que ela agora precisa ficar um pouco só, já que aconteceram muitas coisas por hoje. 

Ela sai de cima de mim ficando de pé, e logo eu me levanto. Ela segura na minha mão e me puxa até a porta do seu apartamento. 

— Não fuja de mim, certo? — Digo, segurando seu queixo obrigando ela me encarar. Ela sorri.

— Não irei fugir. — Lhe dou um selinho demorado.

— Quando acordar, diga ao Allan que voltarei amanhã pela tarde. — Ela assente e abre a porta. — Tchau.

— Tchau. — Ela fecha a porta quando saio e eu vou embora muito feliz por ter conseguido de volta a mulher que eu amo.

Mas quer saber? Nada de pela tarde. Amanhã bem cedo voltarei para vê-la e ver o meu filho. 





Capítulo 19 - Último


Caminho graciosamente pelo o corredor até chegar em frente a porta do apartamento de Alicia. Sei que disse a ela que viria pela tarde, mas já passei muito tempo fora da vida dela e do Allan, quero compensá-los.

Toco á campainha e fico esperando ansioso, mas a demora de alguém abrir é tão grande que eu pego na maçaneta, viro-a e percebo que a porta está destrancada.

— Alicia? — Chamo-a, mas ela e nem ninguém respondem, e então decido entrar.

Começo a andar lentamente procurando por algum sinal dela ou do Allan, mas quando chego mais perto do sofá, vejo umas malas enormes e estufadas no chão. Não, não pode ser! Ela planeja ir embora e levar o meu filho? Fico inerte e muito, mais muito irado. 

— ALICIA! — Brado por seu nome e ouço uns passos vindos do fundo do corredor. Então Alicia aparece, e franze o cenho quando me vê.

— Michael?! 

— O que pensa que está fazendo Alicia?! — Bramo. Ela se assusta com o meu tom de voz. — Claro! Como foi que eu não percebi isso ontem? — Sorrio irônico. — É esse o seu plano? Ir embora? Fugir com o meu filho? 

— Do que você está falando, Michael Jackson? — Ela olha para mim muito confusa. — Por que está gritando?

— Ah, não sabe? — Pergunto levando minha vista para as malas, e ela faz o mesmo.

— O que?! Você acha que eu iria embora? — Ela pergunta.

— Então me explique essas malas! — Ordenei entre dentes. 

— Você é um idiota! — Ela me olha com decepção. A porta do apartamento é aberta e o Allan entra acompanhado pelos seus irmãos, Alison e Aline, todos eufóricos. Olho para Alicia já deduzindo o que está acontecendo. 

— Papai! — Allan grita quando me vê e corre para me abraçar. Espera! Ele me chamou de papai? Ainda sem acreditar no que ouvi me abaixei para recebê-lo em meus braços enquanto Alicia olha furiosa para mim. 

Alison e Aline vão até a mãe, e ambos dão um beijo nas bochechas dela. 

— Esse é o pai do Allan, mamãe? — Alison pergunta.

— É sim. — Alicia responde seca ainda me fuzilando. 

— Eu conheço ele. — Diz sorrindo. — Lembra que o Allan jogou a bola em você e...

— É, eu lembro sim. — Respondi brando para o menino. Soltei Allan e segurei no seu rosto. — Ei garotão, o papai veio te ver. — Toquei no seu nariz.

— Sério? — Assenti. — Olha mamãe, o papai veio me ver! — Grita eufórico.

— É, ele veio sim. — Alicia responde com desdém. — Olha só meus amores, por que vocês não vão conhecer o novo quarto de vocês? 

— Mas mãe, a gente acabou de chegar e... — Alison protestava até ser interferido. 

— Vão! — Disse tocando delicadamente no rosto dos dois que estavam perto dela. — Você também Allan. — Os meninos assentem com a cara de reprovação, mas obedecem á mãe.

Estamos sozinhos na sala, o silêncio está um incomodo. Sim, eu estou com vergonha por ter chegado assim e falado coisas absurdas sem saber o que estava acontecendo. Ela conseguiu os filhos de volta e eu entendi mal. Merda! Por isso que ela estava tão feliz ontem. Como foi que não percebi?

— Alicia, me desculpe! Eu...

— Tá vendo Michael? — Me interrompe. — Isso é uma prova de que você não confia mais em mim! 

— Não! — Repreendo-a e caminho até ela segurando nos seus braços. — Eu estou com medo. Pensei que tinha se arrependido ao ponto de ir embora e levar o Allan junto.

— Michael... Mais triste que uma mentira, é não conseguir voltar a confiar em quem mentiu. E você não confia em mim. — Desvencilha-se de mim.

— Eu confio em você. — Respiro fundo procurando algum argumento para justificar minha desconfiança. — Eu não imaginei que seus filhos estavam de volta. Por que não me contou? 

— Porque só queria compartilhar minha vitória quando eles estivessem aqui, definitivamente. Fazia muito tempo que lutava ás escondidas por eles. Finalmente consegui. — Aperto os lábios e abaixo a cabeça. 

— Me desculpe! — Murmuro.

— Olha Michael, se quisermos que isso dê certo, temos que esquecer o passado e confiar um no outro. — Levanto a minha cabeça e vou até ela, seguro no seu rosto e beijo a sua testa.

— Eu já disse que confio em você. — Ela ri sem humor e balança a cabeça em negação.

— Vamos ser francos, Michael. 

— Eu estou sendo franco. — Olho pra ela com ternura. — Isso é o medo que tenho de perder você e o meu filho.
— Falo e solto um meio sorriso pra ela.

— Não me venha com esse sorriso torto. Está bem? — Levanto minhas mãos em rendição.

— Não tá mais aqui quem sorriu. — Brinco e puxo-a abruptamente colando nossos corpos. 

— Michael! — Ela suspira com o impacto e nós dois caímos na gargalhada.

Seguro seu rosto obrigando-a me fitar.

— Me desculpe. — Sussurro e ela assente com a cabeça. Inclino-me e colo nossos lábios. — Eu te amo!

— Eu também te amo. — Ela responde e me abraça. Começo a alisar seus cabelos com uma pergunta rondando na minha cabeça.

— Alicia? — Ela me solta e olha pra mim. — Como é que vai ser agora? — Ela olha para mim de cenho franzido.

— Como assim?

— Alison e Aline. Vai dizer a eles que estamos juntos de novo? — Alicia sorri demonstrando total despreocupação.

— Não precisa se preocupar. Eles já sabem!

— Sabem? 

— Hurum. Michael, eles escolheram morar comigo perante o juiz. Só que antes conversei com eles e falei sobre você. 

— E o que eles disseram? 

— Nada demais. — Deu de ombros. — Eles acham você legal e é isso. — Suspiro aliviado. Pelo menos não tinham nada contra mim.

— Menos mal. 

— É sim. — Alicia olha para o lado preparando-se para me falar algo. — Michael, temos que pôr uma regra na nossa relação.

— É? — Arquei as sobrancelhas.

— É! — Afirma e eu fico atento. — Já que estamos juntos, quero ir devagar.

— Entendo! E como quer que seja?

— Ah... Devagar... Você na sua casa... Eu na minha... Sabe? 

— Como você quiser meu amor. — Assinto. — Só espero que esse devagar não exclua algumas atividades que penso em fazer com você. — Digo com malícia e ela morde o lábio inferior.

— Bem... — Envolve seus braços em volta do meu pescoço. — Nesse requisito não precisamos ir de vagar. — Ela começa a beijar a linha do meu maxilar, e isso me deixa muito excitado.

— Alicia... As crianças podem aparecer. — Digo rouco tentando me controlar, mas ela não para de beijar o meu pescoço agora.

— Não estamos fazendo nada demais. — Ela agora cola seus lábios nos meus e começamos um beijo sensual e cheio de luxuria. 

— Eeeeeca! — Ouvimos a voz das crianças ecoarem pelo o ambiente. Rapidamente desfazemos o beijo e quando olhamos para o lado, lá estão eles, nos olhando com o semblante enojado.

— Crianças?! — Pigarreio sem ter o que dizer. Olho para Alicia e sorrio quando a vejo ruborizada e com os lábios inchados. 

— É... Somos nós. — Aline diz nos olhando. Eles estão nos deixando sem jeito. Fomos pegos no flagra.

— Vamos lá para a cobertura, mamãe. — Alison diz e Alicia assente.

— Ok! Vão. — Murmura ainda com vergonha. 

— Tchau pra vocês. — Digo e eles me retribuem com um “tchau” e saem porta afora. 

— Eu disse que eles iriam aparecer! 

— A é? E mesmo assim continuou me beijando! — Retruca e joga uma almoçada contra mim que estava no sofá. 

— Porque você me seduziu! — Digo e puxo-a para o sofá, fazendo-a sentar no meu colo. — Tem mais alguém aí?
— Ela nega com a cabeça. — E a Nani?

— Ela não vem hoje! — Sorrio malicioso e passo minha mão em uma de suas cochas.

— Michael... Não. — Me repreende pondo uma de suas mãos sobre a minha. — As crianças podem voltar e você já sabe! — Droga, ela tem razão. 

— Tudo bem. — Assinto a contra gosto e lhe dou um beijo castro. — Como você quiser.

— Muito bem. 

— Mas não vamos ficar olhando para o teto e muito menos para as paredes.

— Tem alguma sugestão? — Ela se remexe no meu colo, e acho que está fazendo isso de propósito – estou ficando excitado mais uma vez. 

— Vamos ficar namorando aqui, agarradinho. — Sugiro enquanto alisa meus cabelos, fazendo-me arquear a cabeça para trás.

— Ótima ideia! — Dá um beijo no meu pescoço e sai de cima do meu colo, me agarrando enquanto eu a acolho no meu peito.

— Alicia? — Chamo sua atenção e ela levanta a cabeça para me olhar. — Eu te amo!

— Eu também te amo muito meu amor. — Diz e ajeita para me beijar. Dessa vez com um beijo castro e apaixonado. 

Em todos os momentos, temos uma opção de escolha. Podemos nos agarrar ao passado ou aceitar a inevitabilidade da mudança. Assim permitindo que um futuro melhor se desenrole diante de nós. Um futuro incerto que pode atrair o amor. E essa é a minha escolha. Esquecer o passado, ficar com a mulher que amo, com o meu filho e seus filhos. 


Fim


83 comentários:

  1. Aahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh to sutando
    Xx Vic

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  2. OMG ansiosíssima aqui ... Dia 15 chegue logo chegue !!! *---------------*

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  3. Aaiiin estreia hoje *---------------* ❤❤

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  4. Olá my babies, cheguei com os primeiros capítulos. U.u
    Anônimo, Stefany e Gaby, obrigada por estarem aqui viu. Espero que gostem.

    Bjs:*

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  5. OMG que perfeitooooooo ... Continue muie *-----* <3

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  6. Super!!!!! quero ver no que vai dar esse divórcio da Paty! Esperando mais querida!!

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  7. Por favor não demora já demorou de+ por favor

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  8. Olá my babies... Passando aqui pra atualizar viu.
    Stefany, Gaby, Luciana, Daniele e Anônimo, muito obrigada pelos comentários viu.

    Bjs e até mais. :*

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  9. Annezinha muié ! nem me avisa das fic ! ótimo saber, tô mega ansiosa pra saber mais.. prepare-se pois vou te encher muuuuito o saco kkkk Continuaaa !!!!
    #IannaJackson

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  10. Continuaaaa muie ... Ain to ansiosa pelo próximo capitulo <3

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  11. Continua Por Favor <3 Bjs

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  12. Olá babies, atualizada viu. :D
    Ianna sua doida, que bom que estás aqui maninha, já que tu chamou minha atenção, irei sempre avisar. rsrsrsrrs
    Stefany e as três anonimas rsrsrsrsr Obg pelos comentários, sinceramente, espero que estejam gostando, é muito importante saber. :D

    Bjs e até mais amores. ;*

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  13. MEU DEUS TÁ PERFEITO NÃO DEMORA POR FAVOR

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  14. Eba hot no próximo capitulo #Gostei *--*
    Continuuuuaaa ❤

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  15. MORTA GENTEN *---*
    AMANDO ♥

    POR FAVOR QUERIDA AUTORA (ANNE) NÃO DEMORE A POSTAR, SE NÃO TOMAREI A LIBERDADE DE IR AI PUXAR SUA ORELHA U.U KKK
    RECADO ESTÁ DADO.

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    1. Manda quem pode e obedece quem tem juízo, não é mesmo? Não quero perder a minha orelha. rsrsrsrsrs
      Mas em fim, obrigada por está aqui flor, e obrigada mais ainda por comentar. :D <3

      Bjs ;*

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  16. Olá my babies... Cheguei com os capítulos 7 e o 8 ok? Espero que gostem!

    Dani, Anônima, Stefany e Lene muito obrigada pelos comentários , eles são muito importantes pra mim, acreditem! :D

    Bjs e até mais. ;*

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  17. MORTA COM O HOT MORTA COM O SAMBA DA ALICIA NO MAIKÃO MORTA

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  18. ESSA ANONIMA É MT ENGRAÇADA KAKAKA ADOROOOOOOOO, CONTINUA ANNE SUA GOSTOSA ALICIA SUA GOSTOSA MICHAEL SEU GOSTOSO ME COME UII ADOROOOOO KAKAKAKA

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    1. Hui kkkkkk's Que isso anônima? rsrsrsrsrsr Não provoque o Michael, pelo o amor de Deus. kkkkk's

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  19. Demorei mas cheguei amore (;
    Omg *o* que hot foi esse ?Peraí deixa eu recuperar o fôlego aqui !
    Tá muito perfeita *-*
    Continua logo honey ❤
    Bjs

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    1. MDS O QUE FOI ISSO e.e
      AMANDO A FIC U.U

      ESPERANDO POR MAIS CAPÍTULOS :V HEHE

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    2. Ah... Que bom te vê aqui florzinha. é um grande privilégio, sabes né?

      Espero que continue comigo. ;* Bjs

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  20. Oii babies, atualizada viu. U.u
    Agora é a vez da Alicia bolar um pouquinho né? Mas será que ela está exagerando? Sei não heim. :D

    Em fim... Agora vamos aos agradecimentos. rsrsr Stefany, Anônima 1 e Anônima 2 (rsrsrs), Larissa e Lene. Obrigada pelos comentários viu amores, são muito importantes pra mim, acreditem! Amo vcs <3

    Bjs e até mais. ;*

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  21. Cara eu acho que ela tá exagerando sim mas não julgo talvez se estivesse no lugar dela agiria da mesma forma haha
    Awwww eu amo essa fic,ainda bem que está tendo segunda temporada dessa perfeição ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤
    Continua logo linda...
    Beijokas :3

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    1. Pois é... Ela o enganou e ele se sentiu muito magoado para fazer o que fez com ela. Mas vamos torcer para que eles acabem com essas frescuras. rsrrs

      Bjs florzinha ;*

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  22. anne delicia acalma essa alicia porque ela tá muito furiosa,eu amei o encontro do mike com as crianças principalmente com o Allan né e sim ela está exagerando

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    1. Calma delícia, o Michael sabe como acalmar a Alicia. rsrsrsrs (acho que rimou rsrs)
      Bjs florzinha ;*

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  23. Tbm acho que ela esteja exagerando um pouquinho mas tbm não a julgo ... Até pq o passado dela não foi muito bom ne?!
    Continuaaa Anne sá linda, diva ❤

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    1. Pois é amore... Obrigada flor por sempre comentar. <3
      Bjs ;*

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  24. TORCENDO PARA QUE O MICHAEL E A ALICIA TENHAM OUTRA RECAÍDA (͡° ͜ʖ ͡°) kkk
    #SAFADEZAON

    ACHO QUE NÃO E EXAGERO... E MEDO. ELA TEM MEDO DE SOFRER, MEDO DELE TIRAR O ALLAN DELA.

    NEM QUERO IMAGINAR O QUANTO O MICHAEL VAI FICAR BRAVO AO SABER QUE ELA ESCONDEU DELE O ALLAN T-T
    #ANSIOSA

    ANNE SUA LINDA ESTOU AMANDO A FIC :3
    CONTINUAAA LOGO.
    SE NÃO JÁ SABE NÉ e.e kkk

    Beijos ( ˘ ³˘)

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    1. Safadenhahh neh Lene? Hum rsrsrrsrsr Michael gosta assim. kk's
      Acho que o Michael ficará puto da vida vlh, pow, ele é louco por criança e tal, e esconder um filho dele é fogo. U.u
      Mas vamos lá... Obrigada pelo o elogio florzinha. E não se preocupe, prometo nunca demorar. Longe de mim demorar. não quero perder a minha orelha, já disse. kkkk's

      Bjs amore ;*

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  25. Olá meus amores... Cheguei com os capítulos 11 e o 12 ok? :D Espero que gostem. U.u

    Mas... E aí? Será que vai ser tão fácil assim? A Alicia o magoou, ele revidou e agora estão nessas frescuras. Sei não viu. rsrsr

    Agora vamos aos agradecimentos: Larissa, Anônima, Stefany e Lene, muito obrigada pelos comentários. Acreditem, cada vez que vejo um comentário de vocês um sorriso desponta nos meus lábios. São muito importantes pra mim. Em fim... É isso queridas, espero que gostem.

    Bjs e até mais ;*

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  26. O QUE? Para tuudooo .. Serio que a Paty fez isso.. Se eu fosse ela não conseguiria .. Serio!
    Continuuuuaaaa Anne sá diva ❤

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  27. Estou amando diva <3
    Paty me surpreendeu *o*
    Continua logo estou muito curiosa !
    Beijokas ❤💕💖

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  28. será que a paty vai seguir em frente ou vai querer se vingar? kkkk de qualquer forma amei a atitude dela

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  29. Olá meus amores... Vocês estão bem? Espero que sim. <3
    Cheguei com mais viu......... U.u Cap 13 e o 14 já postados. :D

    Stefany, Larissa, Anônima e Lary, muito obrigada pelos comentários de vocês. Fico muito feliz de vê que estão gostando da história. :D Muito obrigada mesmo.
    Mas em fim, é isso meninas e até mais.
    Bjs ;*

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  30. OMG ansiosa pela continuação. Alicia se faz de dificil mesmo mulher, pro Michael ficar louco e querer transar toda hora... huehue :v Genti imagina ter esse delicioso implorando pra voltar contigo? Até fica quente aqui hahah 3:)

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    1. Nem me fala menina. rsrsr - Arfei aqui. :D

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  31. Gostei de Alicia isso mesmo deixa o gostoso Jackson louco ^^
    Como eu amo essa fic ❤❤❤
    Anne sua perfeita,continuaaaaaa......
    Bjs

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  32. SCRR OLHA ONDE TU PARA MENINA É PRA ME DEIXAR CURIOSA MESMO

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    1. kkk's Calma maninha, o delícia Jackson já entrou em ação. :D

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  33. Prontinho amores... Atualizada ok? U.u
    Lembrando que ela está quase no final - JÁ QUE ELA É UMA MINI -

    Lari, Maria, Ana, Larissa, Stefany, Anônima (rsrsrs) e Natali, muito obrigada por seus comentários. Fico muito feliz quando leio cada um, acreditem!

    Mas em fim meninas, é isso. Bjs e até mais.

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  34. Ah /:
    Já vai acabar ????
    Deus eu amo essa fic ❤❤❤❤
    Vê se não demora para atualizar Anne sua diva

    Bjs

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    1. Ain florzinha. Fico feliz de saber que tu ama essa fic. ♥

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  35. Que pena ,ela e maravilhosa continua.

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    1. Pois é amore. :/ Mas ela já me prendeu muito e eu estou louca para vir com novas histórias. :D ♥

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  36. não acaba nada não dona anne pois entrarei em depressão se acabar

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    1. Awnf florzinha, sorry. :/ Mas como eu disse para a Ana, ela já me prendeu muito, mas voltarei com novas histórias. ♥

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  37. Respostas
    1. Atualizada amore. Obg por está aqui. ♥

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  38. Respostas
    1. É pra já florzinha. Aprecio muito você por aqui. ♥

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  39. Olá my babies... Cheguei com os capítulos 17 e o 18. U.u \o/
    Logo voltarei com o último capítulo. Michael terá uma surpresa. \o/

    Obrigada pelos comentários meninas.

    Bjs e até mais. ;*

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  40. Continua logo por favor :) ♥

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  41. Que pena que já vai acabar /: esperando ansiosa o final Anne sua linda <3
    Continua *-*
    Beijinhos

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    1. Pois é flor. Ela me prendeu muito. rsrsrss

      Obg por está aqui sua linda. Bjs ;*

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  42. continua anne meu amor

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    1. Pronto meu amor, cheguei. :D

      Obg por está aqui. Bjs ;*

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  43. Bom meninas... É isso. Chegamos ao final dessa fic que me prendeu bastante. kkk's
    Tá bem... Eu sei que essa segunda temporada não foi lá essas coisas não, mas espero que tenham gostado. :D

    Agradeço a todas que sempre esteve comentando, isso foi muito importante pra mim, acreditem!

    Em fim... É isso my babies, espero vocês nas outras que logo estarei postando. Bjs e até mais. ;*

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  44. Ai meu emocional :') essa fic foi perfeita demais eu amei cada capitulo e parabéns Anne sua diva ❤ e olha to aguardando outra fic sua ok ... Bjos ^^

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  45. Amei Anne ;* Parabéns. Bjs :)

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  46. Nem preciso dizer que essa fic ganhou meu coração Anne <3
    E o final ficou lindo...Parabéns !

    Beijinhos diva

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  47. Stefany , Anônina e Larissa estou muito grata pelos comentários de vocês.
    Muito obrigada mesmo, sem seus coments eu não seria nada minhas flores. ♥

    Bjs ;*

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  48. LINDOOO vou sentir saudades

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  49. Amei! demorei para terminar a leitura porque você escreveu a historia muito extensa as linhas e o meu tablet é pequeno e tive que terminar no not, e eu odeio ler no not , gosto de ler no tablet.

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  50. Amei! demorei para terminar a leitura porque você escreveu a historia muito extensa as linhas e o meu tablet é pequeno e tive que terminar no not, e eu odeio ler no not , gosto de ler no tablet.

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