sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

One-Shot: "Abraça-me" (+18)

Autora: Anne Santos




Capítulo Único 

“— Você não me ama mais, Michael. Essa é a verdade!” — Eu gritei levada ao desespero, temendo que ele confirmasse o que eu acabara de falar.
— Sabe qual é o seu problema, Emy? — Ele gritou enquanto procurava uma camiseta na cômoda. — Você vai muito pela cabeça das pessoas. — Concluiu.
— Não é verdade! Você não me ama mais, não me quer, não me deseja e isso eu não aguento mais! — Eu chorava muito enquanto olhava-o colocando a camisa como se não se importasse com aquela discussão. 
— Então quer dizer que você não aguenta mais? — Indagou e se virou para mim, com a expressão decepcionada pelo o que proferi. Eu não falei mais nada, apenas continuei chorando. — Tudo bem, Emy. — Balançou a cabeça, ficou me encarando por breves segundos e logo mais se dirigiu até a porta.
— Aonde você vai? — Eu perguntei mais calma e enxugando as lágrimas que insistiam em cair.
— Vou sair! — Respondeu seco.
— Ainda não acabamos nossa conversa, Michael! — Eu voltei a gritar.
— Mas eu sim. — Disse num tom indiferente.
— Se você sair por esta porta, quando voltar não me encontrará mais! — Não sei como, mas consegui falar as tais palavras com receio de que ele não se importasse. Nesse momento tentei parecer dura, mas por dentro eu continuava chorando, e entrei em mais um choro desesperado quando ele virou a maçaneta e sem saiu sem olhar para trás.
Corri na tentativa de impedi-lo, mas minhas pernas não aguentaram e eu caí assim que cheguei perto da porta. Lá mesmo me encolhi e me afoguei em um mar de lágrimas.”

(...)

2 horas depois:

Ainda no chão não consigo tirar da minha mente a cena do Michael indo embora sem dá importância pra mim. Levanto-me lentamente, pois sinto minhas pernas fracas e meus olhos inchados de tanto chorar. Lembro-me de que disse se ele saísse não me encontraria mais aqui quando voltasse, e ele sequer se importou com isso. Está mais do que claro que o Michael, com qual me casei não sente mais nada por mim, não me ama mais e isso eu já desconfiava há muito tempo.
Mas já que ele não se importa mais comigo, irei cumprir com a minha palavra. Pegarei minhas coisas e cairei fora desse casamento que ele mesmo deu a entender que já deu o que tinha que dá.
Passo o dorso das minhas mãos nos meus olhos para enxugar as lágrimas e caminho até o closet, de lá retiro uma mala para pôr minhas coisas dentro. Sei que irei sofrer muito sem ele, pois durante todo esse tempo juntos ele tornou-se o meu chão, minha razão de viver, e daqui pra frente não sei o que será de mim sem ele.
Talvez a minha razão de viver atravessou aquele porta junto com Michael. 
Comecei a colocar meus pertences dentro da mala, mas não quero levar nada que ele tenha me dado. Não quero. Não quero me lembrar de tudo o que aconteceu há poucas horas atrás. Se for pra viver sem ele, que seja sem as lembranças.
Paro de guardar as roupas e passo a passear pelo quarto me lembrando de tudo o que já vivi aqui. Quero pelo menos viver essa última lembrança. Passo a minha mão pela beirada da cômoda e pego um porta retrato com uma foto minha e dele, lembro-me de que estávamos tão felizes quando tiramos a mesma, é a foto do nosso casamento e tínhamos jurados que seria para sempre, mas acho que essas coisas de na riqueza e na pobreza, na saúde ou na doença, até que a morte nos separe não faz mais sentido pra mim, pois a morte nem precisou fazer o esforço para nos separar.
Coloco de volta o porta retrato na cômoda, só que virado, depois abro uma gaveta e dou de cara com a camisa preferida do Michael, pego a mesma com delicadeza e sorrio ao lembrar de como ele fica mais lindo quando está vestido com ela. Sorrio novamente porque fui eu que dei pra ele.
Fecho a gaveta e caminho para a cama com a camisa nas mãos. Sento-me e por puro instinto levo a camisa até meu rosto e começo a cheirá-la, inalando o cheiro do homem que amo e que estou prestes a deixar.
Sei que quando atravessar aquela porta, sentirei um rastro de amor; sonho e desejo dentro de mim, uma vontade de voltar e amá-lo, e isso é o que eu sinto sem ainda ter saído.
Ele cheira muito bem, seu perfume masculino abaunilhado é inebriante, sem falar na sua loção de barbear que me deixava louca quando sentia o cheiro ao me beijar.
Mas e agora? Como fazer para esquecer o beijo, seu cheiro, o jeito de fazer amor? Ah se eu soubesse!
Deito na cama, me encolho agarrando meus joelhos e volto a chorar encharcando a sua camisa sabendo que essa é a última vez que sentirei esse cheiro, e sem perceber adormeço ali mesmo.
(...)
Algumas horas depois acordo sentindo uma mão grande na minha cintura e a outra afagando minha cabeça. O cheiro, esse cheiro familiar, essa respiração quente esquentando a minha pele. É o Michael que está abraçado comigo, mas... Ele saiu deixando tão claro que não me amava mais... bom, ele não proferiu as tais palavras, mas pareceu tão óbvio, e agora está abraçado comigo?
Viro-me e encaro-o. Ele me olha ternamente e com serenidade.
— Michael... — Ele me interrompe colocando o dedo indicador sobre os meus lábios.
— Shiii... — Faz um biquinho doce. — Me perdoa. Hum? — Murmura com doçura e me aperta mais no seu peito.
— Mas... Mas... Eu pensei que você não me amava mais. — Eu Balbucio sem entender.
— De onde você tirou essa loucura, Amy? Eu te amo. — Sussurra rente ao meu ouvido, fazendo efeito sobre a minha pele. — Baby, eu não sei viver sozinho sem você, voltei correndo pra casa quando me dei conta da burrice que fiz quando saí pela aquela porta te deixando sozinha. Eu fui um estúpido por ter brigado com você, eu não queria. Por favor, me perdoa. Hum?
Começo a chorar ao ouvi essas palavras de Michael. Meu Deus como é bom saber que ele me ama e que não quer que eu vá embora. As lágrimas que agora escorrem sobre minha face é de alegria e emoção, esse homem me ama tanto como eu ainda o amo.
Estou calada, mergulhando em suas palavras, mas ele me tira do transe quando volta a perguntar.
— Emy, você me perdoa?
Sorrio e me aconchego mais na calidez do seu peito.
— Me abraça Michael, me abraça.
Ouço sua respiração mais forte quando ele me abraça, e sei que está com um sorriso escancarado em seu rosto.
Estamos em silêncio já por alguns minutos, mas agora sinto-o passear sua mão sobre a minha coxa, fazendo-me arfar com o seu toque. Agora ele passa a apertar com intensidade e logo em seguida me vira, fazendo nossos rostos ficarem a centímetros, misturando nossas respirações. Aproxima-se lentamente, roça seus lábios nos meus e me dá um beijo saudoso, trêmulo com os olhos de ambos cheios de lágrimas.
— Deixe-me amá-la, Emy. — Ele pede ainda com seus lábios encostados nos meus.
— Me ame, Michael, por favor! — Consinto. Rapidamente ele se coloca por cima de mim e se põe entre as minhas pernas sem parar de me beijar.
Ele sorri e continua me beijando, com um beijo calmo e terno. Começo a levantar sua camisa devagar e logo ele me ajuda se livrando dela por completo. Em seguida ele também me ajuda a tirar a minha blusa e depois o meu short, e depois volta a me beijar carinhosamente.
Ele se apoia com um de seus braços e com a outra mão passa a apertar a minha bunda, eu puxo seus cabelos sentindo o cheiro do seu creme gostoso e começo a arranhar levemente as suas costas cada vez que ele me aperta. Agora ele começou a descer seus beijos. Primeiro no meu queixo, depois na minha linha mandibular, e finalmente ele chega até no meu pescoço.
Eu suspiro e ele ri.
Ele coloca suas mãos debaixo de mim, me ergue um pouco e tira o meu sutiã, deixando meus seios expostos pra ele. Logo ele começa a trilhar seus beijos até chegar aos meus seios e passa a chupá-los com força enquanto acaricia minha intimidade por cima da calcinha, que, certamente já está encharcada.
Vendo minha excitação e minha necessidade de tê-lo dentro de mim, ele logo se livra dos seus sapatos, do resto de suas vestes de baixo, tira minha calcinha e começa e me penetrar com lentidão, até estar por completo dentro de mim, subindo e descendo bem gostoso e sussurrando palavras com e sem sentidos no meu ouvido.
Michael sempre foi ótimo na arte do prazer, era muito raro fazermos amor do estio baunilha, mas dessa vez há uma necessidade de apenas sentirmos um ao outro sem pressa, lentamente, apreciando cada momento como se fosse o último.
Depois de um tempo eu sinto que estou quase chegando ao topo do prazer.
— Michael eu... Anw, estou quase lá! — Gemo enquanto passo a puxar os seus cabelos.
Ele também geme em resposta e começa a se contorcer de tanto prazer quando seu gozo começa a escorrer dentro de mim. Eu também gozo chegando ao clímax junto com ele.
Logo ele desaba sobre o meu corpo, fazendo-me senti todo o seu peso.
Alguns segundos, depois ainda exausto, ele levanta o olhar pra mim e me fita.
— Ainda acha que não a quero, que não a desejo depois disso? — Ele pergunta se referindo ao que eu falara durante a discussão que tivemos. — Volto a repeti e se for preciso repetirei milhões de vezes que eu te amo. — Sai de dentro de mim de vagar, deita ao meu lado e se apóia no cotovelo — Sinta o meu coração, — ele pega uma de minhas mãos e leva até o seu peito. — Ele está queimando; eu não quero mais brigas, discussões, desconfianças e nem mesmo compaixão, eu só quero seu amor, sua confiança e te ter comigo para o resto da minha vida. Hum? — Conclui enquanto acaricia meu rosto.
Sinto as lágrimas de alegria e emoção escorrer sobre minha face novamente.
— Michael... — Suspiro e apenas lhe faço um pedido. — Me abrace mais uma vez, por favor!
Ele sorri mais uma vez, me dá mais um beijo apaixonado e me abraça fazendo com o que nossos corpos nus se colem, permitindo ambos senti o cheiro e o calor um do outro.



Fim

8 comentários:

  1. Muito lindo, fofo, emocionante.. muito tudo! AMEI!!

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  2. Owntt ♡♥♡♥♡amei muito lindo e fofo !!!

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  3. Nem nas histórias Michael deixa de ser lindo e romântico

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  4. Ameiiiii... Por mais mini fics assim. ��
    Muito lindo, fofo, romântico ... ������❤

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  5. Anne Santos, amei esse mini fic. Muito linda, romantica, emocionante, fofa...
    Você poderia fazer mais mini fics dentro dessa historia, como se fosse continuação... Do Michael com essa personagem.
    Por mais mini fan fics românticas.

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