quinta-feira, 25 de setembro de 2014

FanFic: "Passion" (+18)

Autora: Tay Jackson





E ela me aparaceu quando eu menos imaginei, quando eu menos esperei.
Quem imaginaria que aquela pequena menina se transformaria em uma linda mulher?
E diante de tanta beleza e sedução, com tantos segredos revelados e provados. Eu definitivamente
não poderia ficar imune.

Ela é sedutora, sabe mostrar pra que veio, mas apenas uma pessoa pode acabar com sua felicidade
de uma vez por todas e ela temia muito que isso acontecesse.


Estreia  29/09







Capítulo 1


Coquetéis de trabalho. Confesso que odiava participar desse tipo de evento, odiava ter que cumprimentar todos em volta e forçar um sorriso no canto dos lábios. Eu detestava esse tipo de exposição ao qual eu sempre seria o centro das atenções como presidente da empresa. 

Acontece que fingir que gosto de todos sendo que o que queria é somente fazer negócios não era bom para mim. Tinha Derick que era o vice presidente ele poderia muito bem ir a esse tipo de coquetel e representar a empresa. Eu acho que fazer negociação em salas fechadas sem precisar fazer disso um grande evento valia mais para mim. Mas o que eu poderia fazer se fui arrastado para lá? 

-Você poderia muito bem vim em meu lugar Derick, não tem tanta necessidade assim de ter vindo. 
-Ah Mike qual é? Acha mesmo que somente eu aguentaria as pontas aqui quando todos, cada um que eu fosse cumprimentar perguntaria sobre você? Eles fazem questão que venha, o brilho aqui é você. _Bufei.
-Bobagem! Eles querem o meu dinheiro isso sim. _Sorri de lado.
-E sua atenção também. Eles se matam pra ter um minuto se quer dela. _Balancei a cabeça Derick sempre foi exagerado quando o assunto era sobre mim.

Acho que ele não se dava conta das bobagens que falava, tudo pra ele era que alguém estava lá puxando o meu saco. E que sempre me alertava que todo puxa saco é capaz de puxar tudo, até o seu tapete. Acho que ele tinha razão.

O salão estava repleto de gente, de empresários a fornecedores. Todos conversando entre eles e bebericando coquetel. Aproveitei que um garçom caminhou por ali e me servi de uma bebida também. Foi quando me deparei com Albert Richards logo em minha direção.

-Albert? Albert Richards? _Corri para cumprimenta-lo.
-Mike, oh  Mike! _Apertamos as mãos e nos abraçamos com um entusiasmo enorme de nos ver mais uma vez.

Albert Richards era uma parte da minha família nos anos 80, sempre estava la em minha casa sendo o meu advogado e um pai para mim. Sempre o amei e vê-lo de novo assim fiquei muito feliz.

-Quando tempo!
-Uns 16 anos mais ou menos. _Puxou da memória e eu ri.
-Derick esse aqui é Albert Richards o meu herói. _Falei exatamente o que sentia no fundo do coração.
-Prazer senhor. _Apertaram as mãos.
-Mike é muito gentil eu não sou isso tudo que ele pensa. _Falou tentando desconversar, meio sem jeito exatamente como ele sempre fazia quando eu o elogiava.
-É claro que é Albert você fez tanto por mim. Um dos melhores momentos da minha vida que passei só lembro de você e a sua filha a Ana. Vocês dois alegravam o meu dia.
-Você também foi muito importante para nós pode ter certeza.
-Depois que foram embora para a Suíça ficou tudo tão mais difícil. _Falei com certo pesar.

Eu odiava ficar sozinho me sentir solitário e foi exatamente assim como me senti depois de ter me divorciado duas vezes e  não tê-los por perto.

-Agora estamos de volta e tudo que precisar é só contar comigo, como sempre. Acho que nada mudou._ Abri um sorriso largo. 
-É tudo que quero Albert. _Dei um tapinha em seu ombro. -E Ana? Como ela está? A ultima vez que a vi tinha apenas dez anos de idade, era uma menina alegre cheia de energia. -Sorri.
-Mas agora é uma mulher. Ela também está aqui sabia? _Me surpreendi com aquela notícia maravilhosa e comecei a olhar o lugar para ver se a percebo.
-Onde?
-Bem ali. _Apontou para frente. -Viemos prestigia-lo nesse dia. Também sentimos sua falta e resolvemos revê-lo. _Procurei seu dedo apontado.

É claro que eu sabia que Ana já era uma mulher, depois de 16 anos depois ela estaria com 26. Eu não fazia ideia de como ela estava agora, mas com certeza me surpreendi no bom sentido quando olhei para frente e a vi.



Meu Deus, ela estava deslumbrantemente linda! Estava completamente diferente daquele menininha pelo qual eu peguei no colo, ao qual eu corria pelo rancho, e que ria das minhas caretas bobas que eu fazia só para fazer rir um pouco quando tinha medo de escuros. Como o tempo passava rápido e eu nem me dei conta.




Capítulo 2



-Ana, mas que surpresa! _Me aproximei a cumprimentando amigavelmente. Demos o habitual dois beijos no rosto. -Está tão.... _Eu não tinha palavras para me expressar naquele momento.
-Crescida? -Completou.
-Ah... é, é..._Eu estava sem palavras. - Meu Deus! Ou o tempo passa rápido ou eu dormi demais. _Rimos.
-O seu humor continua o mesmo.

Ela sentou na bancada do bar e eu fiz o mesmo, eu queria conversar com ela, saber tudo sobre ela. Albert e Derick nos deixou a sós e eu me senti a vontade com isso. 

-Ana Richards a Aninha que estar uma mulher agora. Nunca imaginei que mudaria tanto. _Eu a encarava admirado e ela sorriu com aquele ar seguro de si que era fascinante. Ela estava tão sexy.
-Porque, eu fiquei mais bonita? _Seu tom era divertido.
-Com certeza. _Falei convicto esperando um sorriso de seus lábios.
-E você um galante. Acho que os anos não o mudaram Sr Jackson.

Foi ai que me dei conta de que Ana era a uma menina de dez anos no nosso último encontro ao qual eu considerava como minha irmãzinha.

-Desculpe. _Sorri sem jeito. -Acho que me empolguei demais.
-Eu estou brincando Michael. _Seu tom me tranquilizou e eu sorri. -Mas você não está diferente, está lindo também. 40 anos não é?
-Exatamente. E você 26.
-Olhando assim não há  tanta diferença de idades, agora que estamos todos adultos. _Seu tom insinuativo fez meu corpo tremer.
-Sim exatamente.
-Achei que estaria casado, mas quando voltei para os EUA descobri que  já havia se separado duas vezes. Duas Sr Jackson? _Gargalhei.
-Pois é, não deu muito certo.
-Achei que você e a Sara nunca passariam por esse de "não deu certo." Pareciam tão apaixonados... Pelo menos para mim que era uma criança e via vocês dois juntos.
-É verdade eu também achei que fosse assim, mas depois tudo mudou. Quando você e seu pai mudaram de lá aconteceu uma bagunça na minha vida. _Suspirei. -Sara e eu só sabíamos brigar e acabou não dando certo. Depois me casei de novo ficando apenas dois anos com  ela. Acho que não dou certo no amor. _Ri.
-Quem sabe? Ainda é jovem e bonito, pode ser que agora dê. _Ela era muito enfática e insinuativa e eu  conseguia ficar ainda mais deslumbrado.
-Quem sabe? _Também fiz seu jogo, colocando uma mão no queixo. Ela bebericou mais de seu drink me olhando com um misto de malicia e mistério ao qual me fez babar. -E então, o que anda fazendo da vida? _Terminou de bebericar seu drink e começou a dizer.
-Bom depois que papai e eu mudamos para Suíça eu resolvi seguir os seus passos me tornando uma grande advogada.
-Aposto que é a melhor, ainda mais sabendo de quem é filha.
-Sim papai me ensinou muito. Tudo que sou aprendi com ele.
-Vai exercer aqui? Quanto tempo irão ficar?
-Acho que ficaremos definitivamente. Comprei um apartamento aos arredores e acho que voltar pra minha cidade natal seria uma ótima forma de começar. _Aquela notícia me deixou realmente muito animado e cheio de expectativas.
-Ótimo. _Isso foi quase um grito. -Quer dizer... acho legal recomeçar em um lugar que já conhece, voltar as raízes é muito importante.
-Sim é. E você? Sr Presidente como vão os negócios? Soube que vão muito bem, por isso viemos te prestigiar. Papai achou que seria uma boa aparecer aqui nessa noite eu concordei.
-Vocês deveria ter me avisado, eu quase não vinha.
-Ora porque não?
-Sabe como é essas coisas de coquetéis com os fornecedores. Um bando de interesseiros que se matam para que eu gaste milhões em produtos que nem estou a fim. Mas Derick que é o vice insistiu, por isso vim.
-Então devo agradecer ao Derick. _Rimos.
-E sua vida pessoal? Namorado, ficante, rolo, marido? O que? _Ela riu.
-Solteiríssima. _Levantei uma de minhas sobrancelhas bastante interessado nisso.
-Hum isso temos algo em comum. _Rimos. -Já que é solteira então não terá problema nenhum se eu convida-la para um jantar.
-Uau, rápido! _Me dei conta de que estava mesmo sendo rápido e me envergonhei com isso.
-Nã.. não, é só um jantar pra colocar o assunto em dia podemos até chamar seu pai, nada demais. _Tentei concertar o que eu fiz.
-Tudo bem Michael, só estava brincando. _Ela riu e eu ri nervoso de novo. -Podemos sim jantar e sem o meu pai. _Enfatizou.
-Tudo bem. _Ergui os braços.

Aquele jantar prometia, e eu estava ansioso pra descobrir o  que poderia acontecer. Certo que Ana era como se fosse uma irmãzinha para mim há 16 anos atrás, mas hoje ela virou uma linda mulher, uma mulher deslumbrante ao qual fiquei completamente interessado. E interessado de todas as formas possíveis.










Capítulo 3




"Sentido a vida" era isso que eu estava pensando depois de ter ganhado aquela noite incrível. Reencontrar Ana foi maravilhoso para mim e saber que estava tão linda assim me motivou ainda mais. O sorriso de idiota que fiz assim que fui embora junto com Derick me entregava.

-Parece que fiz um bem danado a você hein? Pra quem não queria nem vim até que está bem animado.
-Estou impressionado Derick isso sim. _Sentei em meu sofá apoiando meus cotovelos nos joelhos. -Como aquela garotinha de dez anos se tornou uma mulher perfeita daquelas?
-Isso se chama hormônios meu querido. Eles fazem maravilhas com as mulheres pode apostar.
-Fizeram maravilhas com ela. _Disse pensativo.
-Já está interessado não é?
-Pode ser, mas não do jeito que pensa. Quero ir com calma, só amizade que quero. Ana foi como uma irmã para mim e acho que me sentiria mal se levasse para o outro lado agora. Vamos ver no que da, como esse jantar vai se sair e dependendo eu vejo que faço. Se continuo com a amizade ou invisto.
-Não sei cara, pelo estado que você ficou quando a viu acho que a amizade está fora de cogitação. _Dei uma risada.

Talvez Derick esteja percebendo o que ainda não percebi. Confesso que rever Ana foi uma surpresa maravilhosa para mim, confesso que senti muito atraído por sua beleza e tentado. Mas eu precisava ver as coisas como elas eram e não enfiar os pés pelas mãos. Até porque ela também devia me ver como um irmão, aquele herói mais velho que sempre a protegeu. Achar que poderia rolar algo entre a gente era presunção demais da minha parte.

(...)

Reservei uma mesa no restaurante mais bem elegante da cidade, um que ficava bem no centro movimentado. Onde servia as melhores comidas o vinho de ótima qualidade. Me arrumei devidamente para aquela noite eu queria está bem arrumado.





Eu estava do jeito que sempre gostei de me vestir, mas como eu me sentia por dentro era desconhecido por mim. Era um misto de nervoso e ansiedade incomum.

(...)

Já estava na hora de buscar Ana em casa e no horário marcado eu estava lá a sua espera. Ela estava ainda mais linda do que naquele coquetel o que me fez pensar como aquilo poderia ser possível. Ana estava me desconcertando.






Ela era extremante sexy e isso mexia com os meus instintos masculinos, mesmo que eu lutasse não sentir certas coisas era o que eu mais conseguia sentir.

-Está maravilhosa! _Sussurrei em seu ouvido assim que nos cumprimentamos com dois beijos em cada lado do rosto. Eu queria mostrar a ela que me agradava mesmo sabendo que poderia ser ousado demais.
-E você está deslumbrantemente lindo! _Aquele tom que ela fazia...

Quando chegamos ao restaurante Ana elogiou o lugar me fazendo saber que eu acertei em minha escolha, sentamos a mesa de frente um para o outro. Havia um enfeite de flores que enfeitava a mesa. Logo o garçom nos ofereceu um vinho branco, era o que ela preferiu e eu a acompanhei.

-Esse vinho é realmente gostoso. Seu sabor levemente adocicado com um toque não tão forte de álcool é que da a essência  a mais. _Disse pra mim.
-Uau! Não sabia que apreciava vinhos dessa forma e nem que é seu tipo de sabor favorito. _Ela riu.
-Aprendi muito sobre vinhos na Suíça, um amigo do meu pai tinha um vinhedo pelas redondezas e ele me ensinou muito. Acho que cresci aprendendo muito dos gênios.
-Obrigado pela parte que me toca. _Riu.
-Estou falando sério, devo tudo a vocês. A você principalmente.
-A mim? Por que a mim? 

Eu estava confuso, pois não acho que ensinei muitas coisas a Ana, o que fazíamos era bagunçar juntos o tempo todo, correr pela casa e ver filmes infantis. Eu era um adulto criança que sempre queria fazer festa.

-Me ensinou a amar. _A profundidade de suas palavras e o jeito que me olhava era tão envolvente. 

Ela havia me deixado sem fala, eu não sabia o que dizer naquele momento e nem como reagir. Fiquei ali com uma cara de idiota até ela ferrar com o meu dia no sentido de conseguir me surpreender ainda mais.

-Eu sempre fui apaixonada por você sabia? _Eu que estava bebendo minha taça de vinho para me recuperar do seu último comentário quase que lanço o líquido fora de novo.
-O que? _Ela riu mordendo o lábio e passando um dos dedos delicadamente na taça.
-É sério. _Riu. -Um amor platônico sabe? Aqueles amores que você dorme pensando e acorda com suspiros?
-Você sentia isso por mim?
-Sim. Você era o meu mundo o homem mais lindo que havia visto com um coração tão bom e que estava ali sempre por mim e meu pai que eu acabei despertando isso sem querer.
-Mas você tinha apenas dez anos Ana. Como é possível? _Eu realmente estava admirado.
-E quem disse que existe idade para se apaixonar? _Ela tinha razão. 
-Eu não sabia.
-E não era pra saber mesmo. Você acha que ia te contar isso aos dez anos de idade nunca. _Rimos. -Mas ai quando a Sara apareceu na sua vida tudo mudou, me senti arrasada. Acho que foi quando eu senti na pele o que era coração partido. _Ela contava essas coisas tão natural e eu ali me sentindo um idiota.
-Não acredito que machuquei você, que fiz esse tipo de coisa Ana. Se eu soubesse eu... -Eu estava ali desesperado, tentando me desculpar e ela simplesmente ria.
-Ei isso já passou Michael, calma. Não precisa ficar tão nervoso. Somos adultos agora eu era uma criança.
-Eu sei, mas..._Respirei fundo. -Se eu soubesse....
-Se você soubesse você faria o que? Me pediria em namoro com dez anos de idade sendo que você tinha 24? _E como sempre ela estava certa. -Relaxa, só contei isso porque não acho problema algum em contar isso pra você a essa altura. Faz parte da minha história e eu sinto orgulho disso. Amar um homem tão honrado como você.
-Oh Ana obrigado! Me sinto lisonjeado com isso, sério mesmo.

Suas mãos seguraram as minhas de um jeito delicado e eu confesso que tremi. Conversar com ela estava sendo maravilhoso para mim, eu perdia a noção do tempo era como se não existisse horas ou obrigações. Estava sendo perfeito.



Capítulo 4




Quando o nosso jantar chegou não paramos a nossa conversa. Mas porque parar se tudo estava tão agradável? Continuávamos a falar sobre nossas vidas, sobre nossas conquistas e sobre o passado.

-Eu adorava assistir aquele filme com você. Até hoje quando eu vejo só lembro de você.
-Star Wars é mesmo incrível, assisto até hoje com o mesmo entusiasmo dúvida? _Ela gargalhou.
-Não, eu não duvido. Você sempre foi fissurado por esse filme. Até tinha pijamas com desenho dos personagens. _Sorri envergonhado.
-Sim eu sempre fui muito bobo.
-E eu adorava isso sabia? _Ana tinha um olhar insinuativo para mim que me envolvia, e meu corpo todo reagia. -Seu jeito tão meigo e inocente de ser. Foi o primeiro adulto que conheci que agia feito uma criança e eu amava isso. Sei lá me sentia a vontade.
-Eu acho que quando estava com você eu poderia ser o que quiser, acho que você sempre me despertou esse lado. Você era uma criança que me despertava sentimentos infantis. Agora você é uma mulher que me desperta sentimentos de homem. _Sim eu queria provoca-la, queria ver suas reações com os meu comentário. 

Ana pôs seu cotovelo apoiado a mesa e aproximou seu rosto de mim, bem perto de mim e sussurrou.

-E esses sentimentos de homem eu vou adorar aflora-lo ao máximo que eu puder. _Invés de fazê-la ter reações ao meu comentário foi eu que fiquei completamente rendido. De queixo caído e completamente excitado.

Ana estava mexendo comigo de um jeito que eu não conseguia mais controlar. Sorri de lado completamente sem saber o que fazer e levei minha taça de vinho a boca para aquele líquido cortar a minha garganta e fazer descer aquela saliva que estava presa.

-Cuidado Ana, esse jogo pode ser perigoso. -Alertei-a sorrindo com malícia.
-Eu sei jogar muito bem e de todas as formas. _Senti meu pênis pulsar dentro da calça.
Pelo visto quem estava em um jogo perigoso era nada menos que eu mesmo.
-Eu também sei jogar e muito bem. 
-Então seremos uma ótima dupla juntos.

Eu já não sabia mais que tipo de conversa era aquela, se era sobre sexo ou formas de agir, só sei que estava ficando louco e não parava de pensar na primeira possibilidade. Poderia sim ser a primeira possibilidade, eu estava louco para que fosse.








Capítulo 5




Uma música começou a tocar no salão, uma música lenta, romântica, gostosa de se ouvir. Me deu uma vontade tão grande de chamar Ana para dançar comigo que fiz isso imediatamente.

-Quer dançar? _Estendi minhas mãos para ela.

Havíamos acabado de jantar e estávamos bebendo o nosso vinho.

-Mas é claro. _Ana segurou em minha mão e seguimos para o centro da pista.

Envolvi uma de minhas mãos em seu cintura e ela ao redor do meu pescoço, começamos a dar os primeiros passos lentamente. Foi quando Ana encostou seu cabeça bem próximo do meu peito inalando o cheiro do meu pescoço. E mais uma vez meu corpo reagiu com esse ato.

-Eu conheço esse cheiro. _Comentou. -Ainda usa esse perfume?
-Sim, sempre foi o meu favorito.
-Ball á Versailles. Esse cheiro sempre esteve em minha memória sabia? Desde sempre, eu fechava os meus olhos e o sentia tão próximo de mim. _As palavras dela me deixava tão confuso... -Cheiro maravilhoso.

Inclinei meu corpo em Ana, aproximei meu rosto em seu pescoço, acariciando levemente o meu nariz ali cheirando o seu pescoço. Percebi que sua pele se arrepiou.

-Você também tem um cheiro maravilhoso Ana. _Ela deu um sorriso de leve apoiando sua cabeça mais uma vez em meu peito ouvindo as batidas do meu coração.

Me senti em paz tendo-a ali comigo, em meus braços tão conectados.

(...)

O nosso encontro já havia acabado e estávamos e meu carro seguimos para o seu apartamento, eu a levaria em casa e depois voltaria para a minha, e pensar em tudo que aconteceu. Provavelmente enlouquecer com isso. Minha vida estava completamente empolgante agora e eu não sabia lidar com isso.

-É aqui que você mora? _Era um prédio de quase 20 andares, muito bem localizado na cidade e muito luxuoso também.
-É sim, estou morando ai agora.
-Albert também está?
-Ah não, eu moro sozinha. Papai nem sabe direto se vai ficar ou não, ele está tão confuso.
-Mas você sim, não é? _Eu precisava confirmar.
-Sim é claro, eu ficarei. _Sorri.
-Bom...Está entregue.
-Não quer subir? Conhecer o meu apartamento e beber alguma coisa. _Eu ri.
-A gente já bebeu demais hoje, quer que eu beba mais?
-E qual é o problema nisso? Anda Michael vamos subir? _Eu queria sim subir, mas depois que isso acontecesse eu realmente não tinha mais certeza sobre os meus atos e não queria fazer nenhum tipo de besteira.
-Ok. _Tirei o meu cinto de segurança acompanhando Ana até o seu apartamento.

Entremos o saguão e eu percebi o luxo daquele lugar. É parecia que Ana estava muito bem na sua vida financeira. Era uma mulher crescida e independente.

-Olá Carlos como vai? _Ana acabava de cumprimentar o zelador do prédio simpática como era.
-Olá Ana eu vou bem e você? _Dava pra ver que com eles não tinha formalidades e eu sinceramente me senti orgulhoso de Ana, mesmo estando no patamar que estava era sempre humilde e isso eu sempre prezo.
-Eu vou muito bem Carlos, e queria apresenta-lo o meu novo namorado. _Ela segurou em minha mão me apresentando mesmo como o seu namorado e eu como sempre fiquei sem jeito. -Estou brincando é só o meu amigo de longas datas. Mas é lindo não é? 
-Sim ele é muito simpático. _Tanto eu como o Carlos ficamos sem jeito.
-Até mais Carlos e saiba que está fazendo um ótimo trabalho.
-Muito obrigado Ana. _Apertamos nossas mãos e ele se foi.
-Por que disse aquilo? _A questionei já no elevador.
-Só quis fazer uma brincadeira só isso. Não gostou? _Não, não era isso eu apenas queria saber quais são as intenções dela em relação a nós dois.
Não sabia ao certo se Ana ainda gostava de mim como antes.
-Claro que não, não é isso. Só fiquei surpreso.
-Relaxa porque foi um prazer dizer a alguém que somos namorados mesmo não sendo. _Riu com malicia e eu acompanhei o seu riso. Também gostei da sensação

Tive uma visão privilegiada de seu apartamento assim que ela abriu a porta, tudo era bem arrumado e a decoração era de muito bom gosto.

-Sua casa é linda. Amei essa decoração.
-É uma decoração rústica assim como algumas localidades do seu rancho, eu sempre gostei de como era tranquilo de se viver e quis fazer o mesmo aqui. Queria ter a mesma paz que eu sempre tive lá.

Ana ainda fazia as coisas que eu fazia, aprendeu a amar as coisas que eu amava e eu senti um misto de surpresa e orgulho. Eu nunca achei que uma pessoa pudesse me conhecer assim tão bem.

-Aceita um vinho? _Assenti.

Me sentei na sofá enquanto ela preparava a bebida no bar.

-É muito confortável esse lugar, realmente adorei.
-Obrigada, fico feliz por isso. _Ela voltou com  as bebidas me estendendo e sentou ao meu lado.
-Fico imaginando o que aconteceria se você e seu pai não tivesse ido embora. Se continuássemos convivendo até então. _Ela riu.
-Provavelmente eu mataria a Sara por causa do meu ciúmes e ficaria com você. _Ela gargalhou e eu também. _Estou brincando, mas... foi bom ter ido, eu pude pensar em muitas coisas refazer a minha vida me tornar quem eu sou agora. Eu sempre fui muito envolvida por você Michael sabe?... Eu estava me tornando dependente.
-Porque eu nunca soube disso? _Seria tão mais fácil se eu soubesse sobre os sentimentos dela, tudo seria diferente.
-Foi bom assim, teria sido tudo muito confuso e estranho se você soubesse não acha? _Ela poderia está certa, talvez teria mudado o jeito como eu agiria com ela e isso não seria legal.
-Você tem razão, eu não saberia lidar com isso. No mínimo eu me afastaria para não faze-la sofrer, eu não seria o mesmo e nem me sentiria a vontade.
-E eu me sentiria péssima e frustrada com o alto estima lá em baixo.
-Talvez saber agora é muito melhor.
-Com certeza, somos adultos, solteiros e desimpedidos. _Sorri de canto imaginando as vantagens disso tudo em um futuro próximo.




Capítulo 6




Ana caminhou até um pequeno estéreo e tocou uma música que eu conhecia muito bem. Era Let's stay together do Al Green era a minha favorita dele e eu abri um largo sorriso.

-I'm, i'm so in love with you whatever you want to do is alright with you. Cause you make me feel so brand new i want to spend my life with you. The same things, baby,since we've been together. Ohh loving me forever is all i need.

-I'm, i'm so in love with you whatever you want to do is alright with you. Cause you make me feel so brand new i want to spend my life with you. The same things, baby,since we've been together. Ohh loving me forever is all i need.

Cantamos juntos as primeiras palavras daquela música rindo um para o outro.

-Eu adoro essa música. _Comentei mordendo o meu lábio.
-Eu sei e também adoro, me faz sentir tão bem. _Sorri balançando meu pescoço de lado e outro... aquela dor voltava a me perturbar.
-Aquela dor ainda? _Ela conhecia muito bem do que se tratava, eu sempre reclamava disso e ela sempre esteve presente quando isso me atacava.
-Sim. _Balancei a cabeça em lamentação.
-Sabe que eu conheci uma técnica na Suíça, um tipo de massagem relaxante que vai acabar com as suas dores rapidamente.
-Sério? _Fiquei bastante interessado. -Então me fale como é essa técnica porque estou realmente precisando.
-Ah é bem simples. _Ana colocou sua taça de vinho em cima da mesa de centro e se aproximou de mim. -Tire seu paletó, vou ver o que eu faço. _Eu achei que seria alguma terapia medicinal qual teria algumas sessões, mas quando Ana me mandou tirar o paletó eu realmente me surpreendi por ela mesmo fazer essa massagem.
-Você que vai fazer?
-Claro. _Tirou a taça das minhas mãos e a colocou no centro da mesa ao lado da sua. -Calma Michael eu não mordo. _Riu.

Eu sabia que não, o que acontece é que eu não tinha certeza do que iria sentir sentindo as mãos dela sobre a minha pele me envolvendo sensualmente. Era difícil demais pensar em outra coisa que não fosse sexy quando aquela mulher estava perto de mim. Eu não conseguia e controlar por nada mesmo se tentasse.

Sorri obedecendo suas palavras. Tirei o paletó com sua ajuda e larguei por qualquer canto. Fiquei sem fazer nada apenas esperando seu próximo passo.

-A camiseta também, é necessário ter contado com a sua pele para a ação penetrar diretamente a sua dor. _Ri sem graça e ela mesmo desabotoou os botões de minha camiseta afrouxando minha gravata.

Os olhos de Ana coo penetrados em cada movimento lento dela, aquelas olhos azuis e sua boca tão convidativa sorrindo para mim. Tudo nela parecia sexy demais. 

Minha camisa já estava desabotoada e ela ficou ali olhando para o meu peitoral do umbigo até o meu pescoço com desejo.

-Anda malhando muito Sr Jackson? _Comentou tentando tirar o foco do meu corpo, percebi o quanto estava se controlando ao máximo assim como eu e claro que gostei de perceber isso, fez bem pro ego.
-Eu não tenho muito tempo pra isso.
-Hum então é natural? Gostei de ver, está em forma. _Sorri.

Ana passou da minha frente se posicionando por trás, respirei bem fundo porque eu sabia o que iria sentir logo depois.

As mãos dela encostaram entre os meus ombros e meu pescoço fazendo pequenos movimentos lentamente, porém firmes. Seus dedos polegares impulsionava os movimentos com firmeza e eu já estava em transe com aquela massagem relaxante que eu sentia. Ana era muito boa nisso.

Movi meu pescoço para o lado fechando os meus olhos apreciando tudo que ela estava me proporcionando.

-Isso, relaxe! Concentra toda a sua calma nos meus dedos. _Foi o que eu fiz, me entreguei aos movimentos de suas mãos.

Senti sua respiração arrepiar a minha nuca e eu senti meu membro pulsar dentro da calça. Aquela mulher mexia comigo de uma tal maneira que eu não sabia explicar.

-Está melhor? _Perguntou parando a massagem e eu dei graças a Deus, pois se ela continuasse assim eu não responderia por mim.
-Sim ohh! Está muito melhor. Aprendeu muito bem na Suíça. _Levantou o ombro se sentindo lisonjeada.
-Eu faço o que eu posso, e claro tive inspiração. _As insinuações dela eram adoráveis.

Olhei em meu relógio e já eram quase uma hora da manhã.

-Preciso ir embora está tarde, acho que você precisa descansar. _Recolhi minha camiseta e meu paletó já me vestindo.
-Tudo bem. _Aceitou sem se opor.
-Podemos marcar algo depois, tudo bem pra você?
-Mas claro, eu faço questão de encontrar com você mais vezes Michael.
-Eu vou adorar. Podemos marcar no rancho, todos sentem sua falta.
-Eu também sinto muita falta de todos. Queria tanto saber como está minha vó linda Mary.
-Ela continua lá sentindo sua falta.
-Diz pra ela que mandei um beijo enorme e estou louca pra revê-la.
-Falo sim, pode deixar. _Pisquei pra ela.

Ana me acompanhou até a porta e antes que eu saísse me deu um beijo um tanto longo em minha bochecha que eu tinha certeza que ficaria a marca depois. Quando ela fechou a porta eu dei graças a Deus que consegui sair dali vivo e ileso, sabendo me controlar. 

Não é que eu esteja fugindo de Ana, só tenho receio de está precipitando as coisas e depois estragar tudo. Ir com calma era a melhor forma agora.












Capítulo 7



Eu não conseguia pregar o olho na noite, eu estava lá na minha cama olhando para o teto e minha mente reproduzia só aquele jantar maravilhoso que tive com Ana. Todas as surpresas maravilhosas e todos os tipos de perspectiva que eu tinha para o futuro.

Eu era um cara de 40 anos solteiro cheio de amor pra dar, me vejo frente a frente com uma pessoa ao qual conviveu comigo, era uma criança que adorava se divertir comigo, mas que agora está super gostosa. Eu não sabia mais como agir. 

Sorri maliciosamente por lembrar o quanto ela também se insinuava a mim e as coisas que me confessou. Deus eu estava tendo uma puta sorte!

Levantei cedo da cama pra ir para o trabalho, logo Derick queria saber como foi meu encontro com Ana e eu estava tão empolgado pra comentar com alguém 
que não me fiz de rogado.

-Foi a melhor noite da minha vida. _Disse com um sorriso largo no rosto. -Não, sério, eu adorei.
-Hum pelo visto rolou algo a mais. _Balancei a cabeça.
-Nada disso. Apenas foi uma conversa maravilhosa, ao qual descobri muitas coisas que eu não sabia e que adorei saber... Você acredita que a Ana sempre foi apaixonada por mim desde criança?
-Isso é..._Ficou surpreso tanto quanto eu fiquei. -Sério?
-Também fiz essa cara. _Mordi o lábio. -Ela me confessou assim, na lata, sem medo e sem nada e eu fiquei muito feliz em saber.
-Sei que ficou. Está louquinho pra ficar com ela não é? Eu te conheço.
-Ai é que tá. Não sei quais são as intenções dela hoje em dia, não tenho certeza se ainda gosta de mim como antes. Se bem que ela insinuou por diversas vezes, mas ainda tenho medo de precipitar as coisas e fazer besteira.
-Então experimente Michael, não custa nada. Se é isso que quer...
-É isso que eu quero. Quero testar as possibilidades, quero ver o que possa acontecer, quero fazer isso dar certo. _Eu andava de um lado e outro com muitos planos rondando em minha mente.
-Então vá fundo. O pior que possa acontecer é ela não aceitar, mas é apenas isso. 
-Você tem razão. Vou fazer isso hoje.
-Boa sorte Mike, e se tudo der certo quero ser padrinho do casamento. _Comentou divertido e eu ri.

Esperei  o dia acabar com muita ansiedade, eu estava trabalho durante o dia e não podia nem se quer sair da empresa. Precisavam de mim e eu tinha que ficar. Mas quando a noite caiu fui direto ao  apartamento de Ana. Toquei a campainha e logo ela atendeu.

-Olá. _Disse com um sorriso satisfeito nos lábios me olhava com ternura, olhos iluminados.
-Posso entrar?
-Com certeza.

Deu espaço pra que eu pudesse entrar e logo fechou a porta.

-Sabe Ana, estive pensando muito em tudo que me falou sobre os seus sentimentos por mim. _Estávamos frente a frente um do outro olhando nos olhos. -E eu...
-Quer saber se é assim até hoje não é? _Ela sempre tinha aquele sorriso misterioso nos lábios e como sempre sabia do que eu falava.
-Si.. sim, é. 
-Sim Michael. _Disse convicta. -Eu sempre estive. -Soltei um riso incrédulo e ao mesmo tempo muito, mas muito contente em saber. 
-Você..._Eu não tinha palavras para continuar.
-Você sente o mesmo e é por isso que veio até aqui me perguntar. Tem medo de fazer algum tipo de besteira e estragar tudo. _Uau! Ela lia pensamentos eu estava quase certo disso.
-Como sabe? 
-Os seus olhos me dizem, aprendi a lê-lo a muito tempo... Ora Michael por que acha que voltei? 
-Foi por minha causa? _Deus eu estava tão surpreso.
-Sim foi por sua causa. Eu soube que havia se separado da sua segunda esposa e não pensei em outra coisa a não ser vim te ver, quem sabe tentar algo a mais. Quem sabe ter a minha chance? _Ri mais uma vez incrédulo.
-Você não faz ideia de como estou surpreso.
-Sim eu sei. _Caminhou até mim bem próximo e acariciou o meu rosto, fechei os meus olhos. -Quando percebi que consigo mexer com você eu...Vi a minha oportunidade.
-Dei tanto na cara assim é? _Ela assentiu mordendo os lábios.
-Eu vim pra ficar, e ficar com você.

Aqueles olhos tão sinceros e apaixonados olhando pra mim me deixaram realmente com água na boca, com vontade de beija-la. Foi isso que fiz. 

Segurei a nuca de Ana com firmeza trazendo para perto de mim, tomando sua boca em um beijo forte e intenso. Logo nossas línguas estavam se envolvendo e o barulho ecoava no lugar. Segurei firme sua cintura agora trazendo seu corpo mais próximo do meu. Suas carícias em minhas costas estavam tão sensuais e também acariciei seus ombros, apertando sua pele. O beijo ficou mais rápido e mais excitante, o sabor doce de sua saliva fazia o tesão tomar conta de mim. Eu estava extremamente excitado apenas em beija-la, apenas em tê-la em meus braços. Ana me enlouquecia e disso eu não poderia mais fugir.




Capítulo 8




Nos fitamos por longos minutos, e eu podia ler aquele olhar, pude sabe o quanto Ana estava apaixonada, e eu tinha certeza que ela também percebeu isso em mim. 

-Faça amor comigo? _Mordi o lábio diante dessa pergunta, realmente me senti tentado demais com essa proposta até mais do que eu deveria.

Nada respondi só o que fiz foi enlaçar o corpo de Ana ao meu e toma-la em mais um beijo pressionando nossos lábios com força. Suas mãos foram aos botões de minha camiseta no instante em  que paramos o beijo para tomar fôlego.

Eu a observava fazer esse trabalho lentamente rindo um para o outro e quando estava toda aberta seus dedos deslizaram em meu peitoral fazendo meu corpo inteiro reagir. 

Ana inclinou-se aproximando seus lábios do meu peito depositando beijos desde meu pescoço até o meu umbigo. Eu já estava completamente duro.

-Me leve até o seu quarto. _Ela sorriu e eu a acompanhei.

Eu não parava de olhar o seu bumbum que rebolava conforme o seu andado, eu não parava de imaginar o que eu faria quando estivéssemos juntos na cama se amando e eu estava tão ansioso pra isso.

O quarto dela era consideravelmente grande e tinha uma cama de casal no centro, cortinas brancas e um abajur ligado no criado mudo. Quando ficamos ao lado da cama Ana me empurrou um pouco para que eu me sentasse. Posicionou entre minhas pernas se ajoelhando.

Eu estava entendendo tudo que faria de agora em diante e eu estava cheio de expectativas.

Meu cinto da calça foi aberto lentamente e o zíper foi descido, não parávamos de nos fitar. Levantei minimamente para ajudar Ana tirar minha calça por completo e eu ficar apenas de cueca branca. 

-Você não faz ideia do quanto eu esperei por isso. _Murmurou.
- Eu estou aqui pra você. _Levantei os braços. -Faça o que quiser.

Ana voltou a beijar o meu peito na mesma posição em que se encontrava descendo cada vez mais. Quando chegou próximo ao meu membro seus dedos entraram em minha cueca tirando do meu corpo. Meu pênis já ereto saiu para fora.

-Uau! É incrivelmente lindo. _Apenas sorri. 

Eu a agravada e isso me fez completamente seguro, eu estava pronto só esperando ela fazer o que queria.

Observei Ana afastar a pele do meu pênis e começar os beijinhos na glande. Ato simples que me deixou completamente fora de órbita.

-Molhado, rosado, você é lindo meu amor.
-Tenho certeza que irá me achar delicioso após me abocanhar inteiro. _Circulou seus lábios com a língua a umedecendo.

Abaixou mais uma vez ficando cara a cara com ele e finalmente o abocanhou. Meu corpo inclinou-se para trás voluntariamente. Sua língua macia em contato comigo me fazia contorcer com aquele imenso prazer que eu estava tendo. Os movimentos aumentavam e Ana passava a chupar, sugar toda a minha essência para si. Ela tinha uma fome impressionante, me senti como um picolé  em um clima mais quente do ano, desejado e satisfatório. Isso me levou a crer que nenhum homem jamais conseguiu satisfaze-la dessa forma e eu estava conseguindo.

Embrenhei meus dedos nos cabelos dela a ajudando descer e subir rapidamente em meu pênis. Senti o meu corpo todo tremer e um prazer intenso começando da base do meu pênis correndo rapidamente para o fim e logo explodindo como uma bomba. Gemi audivelmente e ofegante sentindo aquele orgasmo que a muito não sentia.

-Você é maravilhosa Ana, maravilhosa. Onde está aquela menina inocente ao qual eu sempre convivi?
-Ela está aqui, pra realizar todos os seus desejos e os dela também serem realizados.
-Acho que está na hora dela realizar os dela.

Tomei sua boca em mais um beijo, levando minhas mãos para os seus seios, subindo e descendo. Já dava pra perceber que eram seios fartos e eu já estava louco para abocanha-los. Desfiz o nó de sua blusa no pescoço acariciando sua pele. Depositei beijos ali e a virei para mim.

Ana desceu sua blusa pelo corpo e seus seios já foram revelados a mim. Mordi meu lábio com desejo a envolvi em meus braços beijando seu rosto com delicadeza, esfregando meu dedo polegar no bico do peito. Foi quando a deitei na cama, e quando estava acomodada  terminei de tirar minha camisa e minha cueca. Já era hora de fazer o mesmo com Ana e apreciar de vez o meu objeto de desejo.

Fui tirando sua saia com a ajuda dela que passava uma perna e a outra. Aquela calcinha minúscula foi revelada a mim. Peguei uma de suas pernas e comecei a beijar, passando a minha língua até chegar a virilha. Comecei a tirar sua calcinha e lá estava ela, pequena e inchada para mim.

Continuei beijar sua virilha até chegar em sua intimidade,  abocanhei de vez vendo-a se encolher e gemer para mim. Prendi seu clitóris entre meus lábios os estimulando. Depois voltei a abocanhar toda a sua extensão enfiando minha língua em sua entrada.

-Michael... _Seu corpo dançava na cama acompanhando os meus ritmos.

Circundei seu clitóris e logo minha boca foi preenchida com o seu gozo, aos som dos seus gemidos constantes. 

Fiz o caminhou de volta com os meus lábios por seu corpo, deixando rastros de saliva desde seu ventre até entre seus seios, depois abocanhei um chupando-o com maestria envolvendo minha língua em seu mamilo. Fiz o mesmo com o outro. Depois a olhei de novo.

Seus olhos tão brilhantes e satisfeitos olhando para mim, beijei sua boca intensamente enquanto ela me abrigava em seu corpo.

Levei minha mão em sua perna colocando em cima do meu corpo, eu já estava pronto para penetra-la e assim gozar junto com ela. A cabeça foi entrando devagar por dentro dela, fui mexendo meu corpo para conseguir entrar mais um pouco, tentei empurrar, mas algo estava estranho. Eu não conseguia entrar normalmente eu estava impedido.

-O que? _Parei na exata hora. -Você é virgem?
-Algum problema com isso?
-Não, claro que não, mas você deveria ter me avisado, eu faria algo diferente algo mais especial ou sei lá. _Eu estava me sentindo a pior pessoa do mundo.

Como se eu tivesse interferido e a violado de uma forma cruel por simplesmente ter me satisfeito como nunca e não ter dado a ela o seu momento único que precisava nesses casos.

-Ah qual é Michael? Eu não estava esperando rosas e nem uma canção romântica ao fundo e muito menos palavras bonitas. Se estou virgem até agora isso prova que é por você que estive esperando por todo esse tempo. E que é você o especial em tudo isso e não o momento, você. _Engoli a seco.

É claro que eu estava lisonjeado com essas declarações e que eu me sentia muito bem em saber que significo tanto para ela. Eu só não conseguia processar as ideias direito.

-Não me quer mais por isso?
-É claro que eu quero, quero muito. 
-Então vem me fazer sua estou te esperando. Aliás eu esperei demais. _Eu sorri.

Ana era segura de si, queria tanto quanto eu, não vi o porque te ficar de frescura logo agora. Eu me senti atraído por ela, me sentia bem, estava apaixonado, queria ela para mim, então não vi nada de mal fazer mulher pela primeira vez. 

O tesão havia me dominado tanto que até esqueci de proteção. Peguei a camisinha que estava no bolso da minha calça me vestindo.

-Eu te amo Michael. _Falou.

Deitei por cima dela beijando sua boca, entrelaçando seus pernas e meu corpo e me enterrei nela. Pressionei um pouco para tirar sua virgindade, ouvindo-a gemer alto em agonia. Beijei seu rosto tentando tranquiliza-la e logo sentir algo se rasgando e eu entrar livremente dentro dela. Fui me acomodando até me caber perfeitamente e já comecei as investidas.

Suas mãos apertavam minhas costas e seu rosto denunciava seu prazer descomunal. Os movimentos foram mais rápidos a estocando com força, eu já não conseguia controlar o meu prazer para fazer de uma forma mais calma. Tudo que eu queria era me enterrar nela e gozar até a ultima gota. E pelo visto ela também queria o mesmo me pedindo que fosse mais rápido e com mais força. 

A cada estocada um gemido de prazer tanto meu quanto o dela preenchia o lugar, foram umas cinco dessa forma até ouvi-la gritar mais alto e me apertar com força cravando suas unhas enormes em minha pele. Continuei estocando até eu sentir de novo meu prazer correr da base do meu sexo até a ponto e explodindo de uma vez só.

Meu corpo relaxou me sentei na cama descartando a camisinha usada. E quando deitei ao lado dela, Ana veio pra cima de mim beijando o meu peito.

-Eu sou a mulher mais realizada desse mundo. _Comentou.

A olhei com ternura beijando a sua testa.










Capítulo 9
"Ana"


Abri os olhos lentamente naquela manhã tentando recobrar as lembranças e o significado daquela noite. Eu era a mulher mais realizada do mundo.
Eu era uma mulher adulta, muito bem sucedida, independente. Tudo que faltava era Michael comigo e essa noite eu acabei de realizar isso, o que eu mais queria.

Amar Michael sempre foi fácil pra mim, eu sempre o admirei como pessoa e como homem. A verdade é que eu sempre tive inveja de Sara por ter o seu amor, o que era tudo que eu queria. Agora ele era meu, definitivamente meu e eu estava explodindo de alegria por isso.

Olhei para os lados e Michael não estava deitado. Mas lá da cozinha dava pra ouvir o barulho de louças e um cheiro bom adentrava as minhas narinas. Sentei na cama e me despreguicei com uma sensação ótima na minha alma. Olhei para o lado e observei o lugar em que Michael dormiu amarrotado. Dei um sorriso satisfeito pegando o seu travesseiro e aspirando o seu cheiro. 

Aquele cheiro doce, suave, masculino, cheiro de homem, do meu homem.
Me levantei colocando os chinelos em meus pés, depois procurei uma camisola para cobrir o meu corpo. Fiz a higiene matinal e depois fui a procura do meu amor.

E lá estava ele, lindo vestido apenas de sua calça preparando o café da manhã. Caminhei de vagar até ele o abraçando por trás, já cheirando e beijando a suas costas.

-Bom dia. _Sussurrou assim que se virou para mim.
-Maravilhoso dia! _Respondi convicta.

E lá estávamos nós nos beijando com carinho. Suas mãos já me acariciavam e eu já enlouquecia. Ele me excitava tão rápido...

-Está com fome?
-Faminta.
-Ótimo. Fiz algo para nós e espero que goste.
-Você sempre cozinhando.
-Sabe que adoro fazer isso não é?
-Sim eu sei e você sabe que adoro. _Riu.
-Sei sim. _Me sentei a mesa esperando me servir.

Daqui um pouco Michael se aproxima com uma frigideira de ovos mexidos com bacon.

-Não sei se ainda gosta dos ovos mexidos um pouco mole e o bacon bem frito, mas está ai. _Ele colocou no meu prato e o cheiro estava ótimo.
-Uau! É exatamente assim que eu gosto.
-Olha ai acertei. _Comemorou.
-Sim você acertou, como sempre. _Rimos.

Tomamos nosso café da manhã sorrindo e conversando amenidades e eu não fazia outra coisa  a não ser admira-lo. O jeito como ele mastigava, seu maxilar travando e fazendo um leve vinco nas bochechas. Parecia louco, mas até isso  me excitava.

Foi quando depois de arrumamos a cozinha Michael me manteve entre a mesa e o seu corpo, minha perna estava suspensa em cima da cadeira enquanto ele acariciava gostosamente minhas coxas.

-Sabe quando eu descobri que você era virgem naquele momento eu fiquei completamente sem saber como agir. _Me confessava.
-Deu pra perceber. _Sorri. -O que uma mulher tão madura e independente fazia virgem? _Tentei imitar o jeito que ele provavelmente pensou. Gargalhou.
-Tipo isso. Uma mulher tão linda e tão...gostosa. _Essa última palavra foi incrivelmente rouca e sensual. 
-Você me acha gostosa é isso? _Michael passou a acariciar seu rosto no meu e algumas vezes me dava selinhos no rosto.
-Gostosa, linda, perfeita, apaixonante. Consegui perceber tudo isso naquele coquetel. Obrigada por vir. _Me olhou agora.
-Eu iria vir, eu vim por você, por nós dois. Eu não conseguiria continuar na Suíça louca pra te ver, louca para está aqui em seus braços, pra te amar.
-Nunca nenhuma mulher fez isso por mim Ana. Eu estou tão...tão impressionado e admirada por tudo isso. _Eu sabia como Michael se sentia.
-Pois então meu amor, eu estou aqui pra você, sou sua e você é meu.
-Só se essas curvas maravilhosas forem minhas também. _Ele brincou e eu ri me escondendo em seu peito.
-É claro que é sua. E e esse peito cheiroso tem que ser meu. _Sussurrei beijando aquele peito másculo e delicioso que ele tem. Eu já estava viciada. -Esse pescoço gostoso também não é? _Chupei de leve seu pescoço já subindo pra boca dando leve chupadas na boca um do outro.
-Claro completamente seu. _Desci minhas mãos por seu corpo chegando no começo de sua calça já enfiando minha mão ali dentro.
-E ele? Também é meu? _Comecei a massageá-lo e vi que Michael foi perdendo o ar.
-Cuidado Ana, está entrando em uma área perigosa. _Sussurrou entre minha boca.
-Adoro correr riscos. _ Continuei massageando sentindo o crescer cada vez mais.

Foi quando Michael me pegou de vez me colocando sentada em cima da mesa com as minhas pernas abertas. Suspirei alto.

-Então se prepara, porque esse risco até eu quero correr. _Uma de sua mão entrou por dentro da minha camisola e eu gemi por sentir sua mão tocando minha intimidade.
-Hum sem calcinha!
-Queria adiantar o seu lado.
-Boa menina.

Seus dedos hábeis massageavam o meu clitóris deliciosamente. Como era bom sentir aquelas sensações com esse homem. Era como ir ao paraíso e voltar em questão de segundos. 

-Cada vez mais molhada.. _E como eu não estaria se eu estava completamente excitada? 

Os movimentos de seus dedos iam rápido e fortes e eu já estava fora de órbita, entregue aos seus estímulos. Foi quando ele parou, abri os meus olhos para ver o que faria e então ele tirou suas calças até a metade da coxa abriu minhas pernas mais, prendendo-a em sua cintura e me penetrou de uma vez só. Gemi alto pelo contado.

O corpo de Michael balançava de encontro a mim freneticamente, tudo dentro de mim clamava por um orgasmo agora. Sua boca começou a chupar os meus seios assim que ele os pôs para fora. As estocadas ficaram mais forte junto com os nossos gritos de agonia. Foi quando o orgasmo nos atingiu de uma forma tão violenta que eu não tinha mais forças sobre mim e amoleci no corpo de Michael.

-Oh meu amor como você é bom nisso. _E estava completamente sem voz e ele riu. -Eu te amo Michael.

Ele segurou meu rosto me fazendo olha-lo.

-Eu também te amo Ana, entendeu? E eu quero sim que isso dê certo, quero você na minha vida de agora em diante como minha. Não apenas um caso, eu a quero de vez. _Sorri largamente vendo o meu maior sonho se concretizando bem ali diante dos meus olhos.
-Isso é sério?
-Isso é mais que sério. Você é minha namorada agora e é assim que somos um para o outro. _Me joguei nos braços de Michael e assim nos beijamos selando de vez aquele relacionamento que eu tanto quis.




Capítulo 10
Michael




Sabe quando um homem se sente completo e de bem com a vida? Era assim que eu me sentia depois de ter aceito Ana na minha vida de uma vez por todas, mas essa vez como minha mulher.

Eu estava no meu escritório revendo algumas coisas no meu computador e meus pensamentos continuavam nela. Até ouvir a porta bater e depois de um sonoro "entre" a porta se abriu. Era Albert.

-Albert que surpresa boa. _Bradei animado. 

Levantei da minha cadeira para o cumprimentar.

-Olá meu genro. _Foi isso que ele disse sorrindo. -Não é assim que devo lhe chamar de agora em diante?
-Ana te contou?
-Claro, ela me conta tudo.
-Está certo, era pra contar mesmo. _Indiquei o sofá do lado para  sentarmos e conversar.
-Ela adora você, sempre foi assim.
-Sim eu fiquei sabendo, Ana me contou. Confesso que fiquei surpreso no começo, mas agora, agora eu também estou apaixonado. _E estava mesmo.
-Você não faz ideia do que tive que fazer pra traze-la de volta. _Rimos. -Faça minha filha feliz Michael. _Avisou. -Sei que tem muitos anos que não convivemos e sei que as pessoas mudam, mas eu confio em você e sempre confiei. _Assenti.
-Pode confiar Albert eu nunca seria capaz de magoar Ana. Você sabe que eu nunca magoo ninguém intencionalmente.
-Sim eu sei Michael e é por isso que permiti Ana voltar, que permiti ficar aqui ao seu lado. Não ficarei nos Estados Unidos por muito tempo já estou voltando e vim lhe pedir que cuide da minha Ana.
-Vou cuidar Albert, cuidar como se fosse uma joia preciosa, é isso que ela é para mim. _Assentiu.
-Obrigado, obrigado mesmo.
-Você não precisa agradecer, e sim eu. Eu por ter posto Ana na minha vida. _Assentiu mais uma vez.
-Bom preciso ir, estou voltando para a Suíça hoje a noite.
-Já?
-Sim, meu lugar não é mais aqui.
-Ana adora esse lugar.
-Ela adora você, sendo assim qualquer lugar que você esteja é o dela também. _Sorri por saber disso.
Isso tudo me deixava tão feliz.
-Até logo Michael.
-Até Albert.

Nos despedimos e Albert foi embora, me deixando com a maravilhosa missão de cuidar de Ana. Eu tinha tantos planos para nós dois, tantas coisas que eu queria fazer com ela. Queria entrar nesse relacionamento de cabeça, sem medo algum.

(...)

Cheguei em casa avisando a Mary que Ana iria passar o final de semana ali. Ana estava ansiosa para rever tudo e eu nem se fale, queria te-la onde ela sempre esteve.

-Oh eu estava com tanta saudade de Ana.
-Pois ela virá.... arrume tudo Mary, prepare a comida que ela mais gosta, avisa Orlando que Ana virá para ele preparar o jardim e a piscina porque nós sabemos que ela adora tudo isso.
-Sim eu avisarei, tudo ficará pronto não se preocupe. O quarto de hóspedes é o mesmo de sempre?
-Não.... sem quarto de hóspedes. _Ficou confusa.
-Mas como não?
-Ana dormirá comigo Mary na minha cama. _Deixei Mary de boca aberta, sem entender nada e subi para o meu quarto para tomar um banho.

Eu queria tudo perfeito pra chegada de Ana.














Capítulo 11
"Ana"


Sexta-feira no final da noite eu já estava quase pronta para ir pra casa do meu príncipe e de malas prontas. É que como sou muito vaidosa sempre quero ter algo melhor a cada dia para vestir para ele. E isso vai de lingeries a roupas mais casuais. Sem contar com maquiagens e cremes.

Ri olhando para aquela mala lotada de coisas sendo que iria passar apenas um final de semana. Mas era tudo que eu precisava, se não é assim sempre iria faltar algo a mais, e não queria por nada ter que incomodar Michael voltando até em casa pra pegar.

Bom tudo estava pronto e Philipe o motorista de Michael já estava a minha espera. Michael disse que não podia me buscar porque estava organizando tudo para a minha chegada. Aceitei, fazer o que?

Mas assim que chegamos, lá estava ele parado na varanda a minha espera tão lindo com aquele sorriso apontado no rosto um perfeito príncipe.






Desci do carro caminhando até ele e dando um beijo longo e saudoso. Foi quando percebi Mary, ela olhava surpresa e admirada.

-Mary! _Corri até ela a abraçando forte.
-Meu Deus como você cresceu Ana! _Segurou firme em minhas mãos.
-Eu disse que estava linda. _Comentou Michael sorrindo.
-Pelo visto andaram falando muito de mim.
-Com certeza meu amor. _Recebi mais um selinho dele.
-Quando Michael me contou que estavam juntos nem acreditei. _Ri meio sem jeito.

Eu sabia que deveria ter sido estranho para Mary saber que uma menina que vivia na casa vivendo com uma criança sendo que Michael já era um adulto agora que cresce começa um romance com ele. Eu a entendia muito bem e não a culpava.

-Eu sei que parece estranho Mary, mas eu...
-Estranho? Que isso Ana eu estou tão feliz por vocês. Michael merece ser feliz e quem melhor que você pra isso? _Sorri mais aliviada. -Michael passou por duas decepções nessa vida só o que tenho que desejar é felicidades a ele. _Toquei em seu rosto gentilmente.
-Oh Mary, muito obrigada. Fico feliz por todo esse carinho. _Nos abraçamos de novo.
-Onde coloco isso Sr Jackson. _Perguntou Philipe referindo a minha mala.
-Pode colocar no meu quarto Philipe. _Ele assentiu.

(...)

Aquele quarto, aquela cama enorme era tão familiar e desejada por mim que eu não me contive. Pulei sobre ela deitando de braços abertos me esfregando, sentindo a maciez.

-Tão macia. _Michael riu com o meu feito.
-Será sua. _Mordi o lábio olhando para ele e logo peguei um travesseiro aspirando o seu cheiro.
-O cheiro melhor do mundo.
-É seu também. _Engatinhei pela cama até chegar bem próximo dele.

Suas mãos prenderam o meu corpo e nos beijamos brincando com a língua um do outro.

(...)

Arrumei minhas coisas no devido lugar no closet de Michael sem deixar de vislumbrar aquele mundo de peças elegantes que tinha. Era um closet masculino com as coisas pessoais dele. Me senti parte de sua vida de novo.
Depois desci para jantar. Mary havia preparado o melhor jantar para as boas vindas e eu já estava com água na boca, morrendo de saudade de seus dotes culinários. Lembro-me que o sabor era divino.

-Hum.._ Murmurei já experimentando. -Que delícia! Está maravilhoso Mary muito obrigada.
-Mary caprichou muito hoje hein Mary! Isso tudo foi saudade da Ana? _Michael brincou e rimos. -Estou brincando querida, igual a você não há, adoro tudo que faz. 
-Só fala assim porque não vive sem mim. _Desdenhou divertida.
-E não mesmo. _Michael apertou as bochechas dela e tudo parecia tão igual para mim.
-Que saudade que tive disso. Ainda bem que voltei a tempo.
-Ainda bem mesmo. _Mary disse. -E aproposito como foi lá? Como é a Suíça. _Perguntou curiosa.
-Ah a Suíça é linda. _Elevei os meus pensamentos nas lembranças que tinha. - Logicamente que é bem diferente daqui. Eu vivia em um pequeno vilarejo com o meu pai, tinha um vinhedo, uma fazendinha, sem contar com aqueles alpes maravilhosos... Era um gelo terrível. _Contorci minha face lembrando do quão frio passei naquele lugar. Rimos. -Mas eu amava, Los Angeles por outro lado é o sol o tempo inteiro, senti falta desse clima ameno, desse senso de lar que sempre vivi aqui. 
-Você era feliz não era? _Perguntou Michael curioso.
-Sim eu era, eu sempre fui feliz. Minha vida sempre foi cheia de emoções e eu sou grata a Deus por sempre me ajudar. Eu e papai sempre fomos grudados, ele sempre esteve ao meu lado em todos os momentos. Depois que mamãe morreu ele se desdobrou para me criar e deu conta.
-Albert sempre foi um grande homem, eu sempre o admirei.
-E eu também o admiro, meu pai é tudo pra mim. 

Falar do meu pai era um privilégio, eu tinha orgulho dele. Eu sempre fui... digamos uma filha coruja. Aquele homem era um exemplo.

Continuamos a jantar conversando diversas coisas. Mary queria saber tudo e era um prazer contar, assim como eu perguntava tudo também. Eu estava em família.





Capítulo 12
Ana



Já era por volta da meia noite e Michael e eu decidimos beber vinho junto na sala de estar. Estava um clima agradável e um música tocava ao fundo, minhas pernas estavam por cima de se corpo enquanto ele acariciava minhas coxas.

Me inclinei encostando meu tronco no seu. Como eu adorava sentir o cheiro daquele pescoço!

-Já está de noite e acho que não vai dar pra rever tudo, mas amanhã bem cedo podemos caminhar um pouco se você quiser. _Sugeriu ele.
-Acho uma boa ideia. Estou ansiosa pra rever aquela gruta atrás da casa, aquele pequeno lago que você tem aqui. Nossa eu adorava aquilo! _Relembrei cheia de saudade e ansiedade.
-E veremos... Fiz algumas mudanças, coloquei um pequeno quiosque para os meus convidados fazer algum tipo de refeição enquanto contemplam aquela natureza.
-Uau! Deve estar lindo.
-E estar, acho que você vai adorar.
-Sabe  o que eu quero ver agora que não vai dar pra esperar amanhã? _Michael fez um vinco em sua testa tentando adivinhar o que seria.
-O que?
-A biblioteca. Lembro daquele mundaréu de livros de todos os jeitos, aqueles DVDs inacabáveis das instantes. Eu nunca fui chegada e leitura, mas eu amava observar. _Ele riu.
-Eu sei, já peguei você muitas vezes lá trancada com os pensamentos tão longes. Lembro que me perguntava o que você estaria pensando.
-Sempre pensava o quanto você ficava maravilhoso lendo tão coo penetrado aquelas folhas. Como suas têmporas mexiam por conta da emoção do que lia. _Ele riu com ternura.

Depois arrumou uma mexa do meu cabelo por trás da orelha e beijou os meus lábios com doçura.

Depois fomos até a biblioteca, e aquilo estava ainda mais lotado de livros. Uma coisa tão espetacular que eu tive que ficar de boca aberta. Ele havia reformado tudo e feito um segundo andar. A escada até em cima era decorada de livros em um estilo arredondado.

-Uau! Foram muito tempo que se passou.
-Gostou?
-Michael isso é espetacular! _Eu estava realmente impressionada. -Você fez algo incrível nesse lugar.
-Os livros estão todos em ordem alfabética, desde romance a... erótico.
-Erótico? _Ri maliciosa, Michael deu uma risadinha.
-Sim, é sempre bom aprender mais não é? _Caminhei sensualmente até ele e envolvi meus braços em seu pescoço chegando bem próximos meus lábios do dele.
-Acho que não precisa se esforçar tanto, você já é muito bom nisso. E muuuuito bom nisso.
-Hum senti uma certa satisfação em seu tom de voz.
-Hum eu acho que não. Só comecei a me excitar agora. _Sussurrei entre sua boca e Michael gostar do que eu falei.
-Eu preciso ver isso então. 

Bastou ele terminar de falar pra me pegar e seu colo bruscamente me sentando em uma mesa que estava por ali, achei esse movimento tão excitante que me sentir contrair. E quando estava sentada Michael abriu minhas pernas enfiando sua mão enorme dentro da minha calcinha.

-É, parece que é verdade. _Gemi alto quando ele pressionou seu polegar e o indicador em meu clitóris.
-Michael...
-O que foi, hum? Tá gostando?
-Isso é bom pra cacete! _Murmurei entre sua boca.

Michael continuava me estimulando ao ponto de ficar tão molhada que a sensação era de escorrer pelas minhas pernas. Encostei minha cabeça no peito dele enquanto beijava minha testa e continuava a me estimular mais.

-Você é gostosa demais assim tomada pelo tesão. _Minha cabeça tombou para frente e então fiquei cara a cara com ele. -Tão gostosa que fico louco.

Os dedos dele começou a me estocar e eu senti meu corpo todo tremer por aquele orgasmo quase vindo. Tomei a boca dele com vontade  sugando de si, envolvida, completamente entregue e a mercê dele.

Mais dois dedos adentraram em mim no ponto certo fazendo o orgasmo explodir de uma vez só violentamente. 
Sorri  assim que me recuperei, pelo impacto daquele orgasmo e Michael fez o mesmo.

-Me leva para o quarto?_ Pedi.

Michael nem contestou, me montou de novo em seu colo me levando para o quarto e lá começamos o nosso amor com mais intensidade.
Nossos corpos estavam cobertos por suor, completamente pelados e conectados. 

Segura em seu ombro eu descia e subia por seu corpo precisamente, seu pênis ia tão fundo que eu senti meu corpo inteiro tremer já tomada de prazer.
Suas mãos não cessavam de acariciar o meu corpo e seios. Senti os lábios de Michael em meu pescoço e eu acarinhava o seus cabelos tentando beijar a sua testa. 

As investidas dele me fazia sugar o ar entre os dentes, seu pênis bem no núcleo do ponto certo me fazendo gemer alto. Eu tremia, eu me agarrava a ele faltando bem pouco para o orgasmo me atingir em cheio. Nossos rostos se esfregavam nos beijando, nos sentindo, nos amando. Os movimentos agora eram frenéticos e nós sucumbimos em um orgasmo agoniante e ao mesmo tempo devastador.


Me aconcheguei no peito de Michael  o abraçando e o beijando. Eu me sentia tão cansada e satisfeita que aquele lugar era o melhor do mundo para mim. E estava certa, realmente era.












Capítulo 13
"Michael"



Ana estava me deixando cada vez mais louco por ela. Era uma mulher que me fascinava de um jeito incrível. E isso me fez saber que Ana era quem eu queria na minha vida, ela me amava estava disposta a fazer tudo por mim assim como já provou várias vezes. Eu também estava a amando eu tinha seu carinho e sua companhia. Conversas agradáveis e sexo maravilhoso, estava tudo perfeito.

-Você fica melhor a cada dia mais é incrível. _Sussurrou ela beijando o meu peito, ali aconchegados naquela cama.
-Também com a parceira que eu tenho. _Beijei sua testa e ela riu.
-Posso te confessar mais uma coisa e você me promete que não vai fazer alarde com isso? _Logo fiquei curioso.

Então Ana tinha mais coisas para me confessar? Eu queria muito saber  o que seria.
-Bom depende. É algo que eu possa me alarmar? 
-Hum. _ Pensou com a mão no queixo. -Acho que sim. _Assentiu fazendo uma cara de lamento e eu ri.
-Ai meu Deus, já estou com medo. Mas pode falar, eu quero saber.
-Então lá vai. _Pigarreou  se ajeitando na cama para olhar para mim. -Eu já vi você e a Sara transando. _Foi instantâneo os meus olhos arregalaram e eu senti o meu sangue sumir do corpo.
-O que? _Isso foi quase um grito. -Como? Quando?  E onde? Ai meu Deus.
-Eu disse pra você não se alarmar Michael. _Me deu uma leve bronca.
-Desculpa Ana, mas foi inevitável... você, ai meu Deus e como foi isso? _Eu não conseguia nem raciocinar com tamanha vergonha.
-Eu queria te contar uma coisa, uma coisa que eu fiz no dia e nem me lembro o que era, mas que não poderia deixar pro dia seguinte. Eu nunca imaginei o que você estariam fazendo. Só imaginei que poderiam está dormindo e só... A porta do quarto estava minimamente aberta e eu olhei na fresta. Foi ai que vi. _Ela segurou as mãos nos cabelos e balançou um pouco o corpo. -Vocês dois completamente nus e a Sara subindo e descendo em seu corpo. _Soltou uma risada. -Agora entendo porque ela gritava tanto, você é maravilhoso.
-Meu Deus Ana. _Eu estava chocado. -Não consigo acreditar.
-Tudo bem, não se preocupe com isso.

Levantei rapidamente da cama e corri até a porta queria me certificar que ninguém estava olhando ou estava aberta. Ana gargalhou.

-Michael para com isso, não tem ninguém ai.
-É bom me certificar não é? Vai que...

Voltei pra cama e Ana voltou a se aconchegar em mim.

-Eu adorei vê-lo daquele jeito. _Comentou com ternura nos olhos. -Pode parecer loucura da minha parte, mas foi de ali em diante que entendi o significado do sexo. Sei que fiquei morta de ciúmes, mas... -Deu de ombros.
-Pelo visto eu despertei muitas coisas em você.
-Não quero que se sinta culpado, ou sem jeito por isso Michael por favor. Não estou de contando essas coisas pra isso. Eu sou adulta agora e muito bem resolvida comigo mesma. 
-Eu sei meu amor, é que...Saber o quanto você me amava e sofria me deixa mal.
-Bom eu não sofro agora. Estamos juntos e eu amo tudo isso. _Falou divertida e eu ri.

Acho que Ana estava certa as coisas já passaram, tudo passou, tínhamos que olhar o futuro agora e eu vejo ela nele. Ana só queria que eu ficasse a par de tudo e me mostrar a importância que tinha em sua vida. Isso me deixava extasiado. Eu realmente me sentia feliz  por ser escolhido por ela.

(...)

Mais tarde Ana vestiu uma de minhas camisas e eu reparava tudo completamente excitado era incrível como ela me excitava tanto. Era uma mulher que inspirava sensualidade nos mínimos detalhes.

Ana virou de costas para catar suas roupas ao chão e seu traseiro ficou completamente exposto pra mim. Mordi meus lábios minimamente me inclinando ao máximo para ver o quanto eu podia. Meu pênis cresceu na exata hora.

Tirei o cobertor de cima de mim me levantando e caminhei até ela. Tudo que eu queria agora era pega-la por trás, foi o que fiz.

Segurei sua cintura e comecei  beijar Ana em sua nuca tentando tirar as cabelos do meu rosto, ela gemeu um pouco pelo meu toque eu sabia que estava gostando. Levei minha mão até o seu traseiro começando acariciar suas nádegas.

Ana gemia mais e então levantei minha camisa um pouco só para continuar olhando aquela bunda linda para mim. Inclinei seu corpo para frente.

-Empina pra mim meu amor. _Sussurrei em seu ouvido e ela obedeceu.

Foi minha hora de me encaixar em si e a penetrar de vez.

-Oh! _Ela gemia.

Me senti entrando cada vez mais e os meus movimentos já eram frenéticos, pela tamanha excitação que eu estava. Comecei a estoca-la com rapidez. 

O barulho do nosso corpo se chocando era audível e eu cada vez chegava bem lá no fundo a sentindo tão apertada que eu não aguentava mais. Os espasmos do orgasmo me atingiu em cheio me fazendo gozar dolorosamente e ao mesmo tempo deliciosamente. Ana continuava gemendo alto e se balançando até gozar também. 

Sai de dentro de si a virando para mim e acabamos nos abraçando recuperando o nosso fôlego.






Capítulo 14
"Ana"



Essa estava sendo a melhor fase da minha vida, tudo estava exatamente conforme eu sempre desejei. Michael era o homem que eu sempre amei, mas que agora que estamos juntos eu conseguir ama-lo ainda mais. Suspirei longamente com esse pensamento. 

Estava uma manhã linda, o sol estava tão gostoso e aquele jardim extremamente verde era a coisa mais linda de se ver. E claro aquele príncipe lindo de 1,80 de altura com aqueles cabelos cumpridos lisos e brilhosos, trajado de uma calça moletom preta e uma camisa de manga curta branca. Eu simplesmente não conseguia parar de olha-lo e cobiça-lo. Michael era meu e eu era dele.

Começamos a correr feitos uns doidos naquele vasto quintal, era uma brincadeira de pega-pega que eu sempre adorei fazer quando criança, mas que agora era uma brincadeira de dois namorados. Eu nunca me senti tão feliz correndo livremente com Michael na minha cola. Ríamos como se problema algum pudesse nos atingir, eu estava feliz.

Em um descuido meu, com Michael faltando pouco para me alcançar tropecei e cai ao chão levando-o comigo que caiu por cima de mim. Não cessamos as gargalhadas.

Mas logo parei pra observar aquele sorriso lindo, aqueles dentes branquinhos e muito bem cuidados sorrindo divinamente para mim. Aquele maxilar másculo que dava o toque a mais em sua sensualidade. Olhei agora para seus braços me prendendo ao chão um de cada lado. Braços fortes, veias visíveis e fortes, masculino. 

-Te peguei. _Ele não havia percebido a minha contemplação devota até eu me virar para um de seu braço e começar a acaricia-lo esfregando meu rosto ali sentindo sua proteção.
-Eu amo você. _Foi o que consegui dizer olhando para aquele mar de mistério e profundidade que era aqueles olhos negros dele.

Michael se inclinou a mim tomando os meus lábios para ele, como um domínio próprio. Sua língua tão macia acariciava a minha com uma firmeza única. Nossos lábios pressionando entre si em um ritmo envolvente. Minhas mãos foram por dentro de sua camisa perpassando em seu peitoral com prazer. 

Uma de sua mão dava carinho aos meus cabelos me fazendo sentir a melhor das sensações, tudo em mim gritava por ele, tudo em mim necessitava um pouco mais de si. Como eu amava esse homem, como eu era louca por ele!
Nos olhamos com ternura depois do beijo e seus olhos me mostravam o que ele estava sentindo. E pelo que li era o mesmo sentimento que os meus, de amor.

-Eu também te amo. _Sua voz rouca e baixa confirmava a minha suspeita e eu ri, ri de felicidade, de satisfação.

Voltei a beijar seu braço acariciando o meu rosto.

(...)

E lá estava nós naquela gruta que eu sempre amei, aquilo estava ainda mais maravilhoso do que eu imaginava tudo estava tão lindo que deu vontade de chorar.

-Esse lugar estar  incrível! _Murmurei com a mão na boca.
-Se quiser nadar um pouco... _Adorei aquela sugestão já tirando os meus sapatos e a roupa para entrar.

Me inclinei e pulei dentro da água em um mergulho satisfatória e logo voltando para a superfície.

-Você não vem? _Michael estava parado me olhando parecia que não estava nesse planeta.
-É claro que eu vou. Só estava olhando pra você.
-Pra que olhar se você pode me pegar? _Pisquei para ele vendo um riso despontar em seu rosto.

Michael tirou sua camisa, depois sua calça e seus sapatos e pulou na água ao meu encontro.
Nadei até ele o abraçando.

-Fico me perguntando..._Michael começou a dizer meio pensativo. - O que fiz pra merecer uma mulher tão perfeita e maravilhosa assim na minha vida depois de ter amadurecido.
-Você foi feito para mim, nós estivemos por todo esse tempo a espera um do outro.
-Acho que você tem razão. 

Segurei firme em sua nuca o beijando com maestria nus ali dentro daquela água com todo amor que sentíamos.

Aquela gruta era linda, a caverna parecia um abrigo feito pela natureza, Michael e eu entramos e sentamos uma espécie de rocha que ficava submersa na água. Sentei entre suas pernas já recebendo os primeiros carinhos, beijos nos ombros e nuca. Estava tudo tão gostoso, tudo tão perfeito.

O membro de Michael já começava a cutucar minhas costas e eu ri com isso já me virando para ele pra sentar precisamente em seu colo.

-Já está animadinho é isso Sr Jackson?
-A culpa é sua. Quem manda ser tão gostosa e excitante assim? Meu nível de excitação vai lá no alto, não há como controlar.
-E não precisar controlar mesmo, sou sua. E posso te dizer que também não posso controlar tudo que estou sentindo agora e quero fazer com você.
-Eu também quero fazer muitas coisas com você aqui nessa gruta. _Olhou para toda extensão daquele lugar.
-Um desejo erótico? _Ele pensou e logo respondeu com um sussurro.
-Com certeza. 

Já tomamos os lábios um do outro em beijo sensual e intenso, me encaixei em seu membro já sentindo-o escorregar para dentro de mim lá no fundo. Meu corpo estremeceu aos ritmos dos movimentos e as caricias em meu corpo.
Nos afastamos um pouco e eu pude ver apenas nossos sexos conectados enquanto pulávamos, era lindo de se ver.

Michael era um amante insaciável e eu estava adorando tudo. Me levantei minimamente me desconectando dele para sentar virada para o outro lado. Senti o membro dele adentrar por trás de mim e gemi alto com isso.

Comecei a pular sobre ele enquanto sentia sua boca morder e beijar as minhas costas ao mesmo tempo, a água chacoalhava por causa de nossos movimentos. As estocadas dele e a pressão foram tão intensa que não precisou de mais nada e eu já gozei, o apertando dentro de mim o fazendo gozar também.

Inclinei meu corpo para trás me deitando em seu corpo recuperando o fôlego e ele me protegia como ninguém.

(...)

E o meu final de semana na casa de Michael foi maravilhoso para mim, nos divertimos, assistimos filmes diversos, rimos com as comédias eu me assustava com os de terror e ele ria de mim. Me derretia com os romances sentindo-o me beijar me fazendo ter certeza que eu estava vivendo um sonho maravilhoso.

Durante o dia íamos para a piscina ou apenas relaxávamos no jardim. E nisso foi embora o final de semana.

E agora era noite, a minha última noite, pois eu iria trabalhar no dia seguinte e ele também, mas não deixamos de aproveitar nem um só minuto e depois de nos amar entramos em um sono profundo.

Eu me encontrava deitada no peito de Michael abraçada a ele dormindo gostosamente quando ouço o telefone tocar, era o celular dele.

Abri os meus olhos na espera de Michael acordar também e atender, mas isso não aconteceu. 

-Michael. _Dei dois toques em seu peito vendo-o se mexer minimamente. -Seu celular está tocando. _Sussurrei.
-Hum. _Gemeu.
-Anda amor vá atende, pode ser importante.

Fui me levantando para pegar o celular para ele na mesinha ao meu lado, eu iria fazer Michael atender. Mas quando o celular estava em minha mão foi que eu percebi olhando no visor de quem se tratava.

O nome "Sara" piscava o tempo todo e eu senti um súbito tremor no corpo inteiro.

-Quem é? _Murmurou ele.

Eu nada disse apenas o entreguei e quando ele percebeu ficou visivelmente incomodado, mas atendeu.

Me levantei da cama vestindo o meu hobby caminhando até a janela. Aquele telefonema me incomodou profundamente.













Capítulo 15
"Michael"



Olhei o celular em minhas mãos assim que Ana me entregou e então percebi o seu incomodo. Eu não conseguia entender porque de Sara voltar a me ligar, o porque depois de tanto tempo eu voltar a ver o seu número piscando no mobile.
Ana caminhou até a janela estava calada e distante, percebi que estava um pouco chateada, mas eu precisava atender e fiz isso logo.

-Alô. _Passei a mão em meu rosto contendo o nervosismo já deixando o quarto pra poder conversar melhor.
-Olá. Quanto tempo. _Aquela voz firme e suavemente rouca disse a mim.
-Sara? Pois é faz muito tempo. _Forcei um riso.
-Oh desculpe Michael você devia estar dormindo. É que estou no Japão e não tenho noção da hora onde estar. Pra mim todo lugar é mesmo horário. _Riu.
-Não, tudo bem, pode falar. Aconteceu alguma coisa?
-Só liguei pra dizer que estou morrendo de saudades e... _Fez uma pausa.
-E?
-Estou voltando pra Los Angeles Michael, minha vida não deu muito certo aqui, preciso voltar as raízes. Se você pudesse me ajudar.

Fiquei preocupado com Sara, como assim a vida dela não deu certo? Soube que estava tudo indo muito bem, estava empolgada quando foi e feliz também.

-Claro que posso ajudar. _Eu não negaria ajuda a ela não é mesmo?
-Obrigada, sabia que eu podia contar com você. Preciso que me pegue no aeroporto na minha chegada. Estou sem carro e não tem como pegar um táxi.
-Meu Deus Sara o que houve com você? _Aquilo estava mesmo muito confuso.
-Ah você sabe Michael, algumas dívidas e em fim...Posso contar com você?
-Claro que pode sabe disso.
-Quando eu estiver em solo americano voltou a ligar, e Michael... Muito obrigada mesmo.
-Não se preocupe com isso Sara volte logo.

Desligamos o telefone e eu estava mais confuso que nunca. Claro que não daria pra ela me contar tudo pelo telefone, mas eu queria saber tudo. Sara não estava bem e pelo pouco que ouvi estava na ruína, nem dinheiro para o táxi tinha. Só queria entender o porque daquilo e bem... eu não ia desamparar Sara só porque somos ex casados e nossa vida foi um pouco difícil.

Mas quando voltei Ana ainda permanecia olhando a janela parecia triste e envolvi meus braços em seu corpo.

-Tudo bem amor? _Perguntei dando em selinho em seu pescoço.
-O que ela queria? _Perguntou de vez olhando para mim.
-Disse que está voltando, pediu pra busca-la no aeroporto e... Parece que a vida dela não está nada bem. _Deu de ombros.
-É alguma coisa de saúde?
-Não, acho que é financeiro. _Deu de ombros de novo.
-E ela tinha que pedir isso logo pra você, o ex marido dela? _Notei o ciúmes em seu tom de voz.
-Oh amor não faz isso. _A abracei. -Eu juro que depois que Sara e eu nos divorciamos eu nunca mais a vi e nem falei com ela nem mesmo por telefone. Mas agora ela precisa da minha ajuda. _Ana respirou fundo e começou a andar pelo quarto.
-Logo agora Michael? Logo agora que estava tudo tão perfeito entre a gente.
-Ana eu vou ajudar a Sara e não voltar com ela. Além do mais eu nem tenho interesse nisso. Eu estou com você _Disse firme lhe passando tranquilidade. -E é com você que quero ficar, será que você ainda não entendeu isso?
-Eu sei Michael é que..._Pausou um pouco e voltou a falar. -A Sara de novo na sua vida sabe? Isso me causa tantas lembranças.
-Eu sou seu agora e isso não vai mudar. _Ela me abraçou forte e eu pude ver sua insegurança.
-Desculpa por isso, eu sei que não deveria entrar em neura, mas é que Sara é a única mulher do mundo que tenho medo perto de você. _Suas palavras foram fortes e eu percebi o medo que Ana tinha em relação a Sara.

Eu sabia que ela não tinha que se preocupar com isso, até porque minha intensão estava longe de magoa-la ainda mais com Sara a quem não tenho interesse nenhum mais. Mas eu não podia desamparar quem precisa e nem magoar Ana, eu estava em uma corda bamba.





Capítulo 16
Ana


Aquela notícia de Sara está voltando não me agradava em nada, mas como Michael disse ele estava comigo, então eu não tinha que temer e foi isso que eu tentei fazer. A presença de Sara sempre me dava um ciúme intenso por ele, mas agora eram outros tempos e eu não tinha mais que me preocupar.

Estava trabalhando em meu escritório alguns dias depois dali e recebi uma ligação do meu pai, ele queria saber como as coisas estavam e eu estava orgulhosa em lhe contar.

-Está tudo maravilhoso pai, Michael tem sido incrível não há o que se preocupar.
-Fico feliz por vocês e meus parabéns por está conseguindo tudo que queria Ana, você merece. _Sorri.
-Obrigada pai, me sinto bem. _Ouvi a risadinha dele.
-E o escritório como está?
-Ah maravilhoso pai, estou trabalhando muito. Esses dias tem sido bem produtivo, Michael me indicou para alguns amigos e eu peguei suas causas, espero que consiga ajuda-los.
-E vai sim, você é ótima nisso.
-Obrigada pai. _Eu adorava aquele carinho que ele sempre me tratou eu me sentia amada e protegida. Meu pai para mim era tudo.
-Bom vou deixar você trabalhar e vou fazer o mesmo, até mais minha filha.
-Até mais papai tchau!

Desligamos o telefone e eu voltei a resolver algumas questões do trabalho. E quando deu a hora do almoço quis ir imediatamente a empresa de Michael, eu não perderia a oportunidade de almoçarmos juntos.

Peguei um táxi e ele me deixou na porta do prédio de 20 andares extremamente luxuoso. Caminhei até a entrada com o meu salto alto, dentro de uma vestido simples, porém bonito. Eu rebolava balançando os meus cabelos.

-Senhor Michael Jackson por favor? _Disse para a recepcionista.
-Só um momento irei anuncia-la. _Disse simpática para mim. -Qual é o seu nome?
-Ana. _Respondi com um sorriso. E depois de alguns minutos.
-Ele disse que pode subir. _Assenti.
-Obrigada. _Então peguei o elevador já indo pra sua sala.

Dei duas batidas na porta e eu ouvi sua voz que eu tanto amava me dizer um sonoro entre, não perdi tempo.

-Oi meu amor? _Me aproximei dele e nos abraçamos dando um beijo na boca. 
-Como você está? _Perguntou.
-Estou ótima, vim busca-lo pra almoçarmos.
-Ah que legal, então vamos. Mas você veio de que? _Me olhou preocupado.
-De táxi ué.
-Ah não Ana, porque não me esperou, eu a buscaria.
-Mas eu quis busca-lo, e não se preocupe. _Enlacei o meu braço no seu, não deixando que continuasse com aquela bobagem. -Vamos.
-Está bem sua danadinha vamos. _Rimos.

(...)

Almoçamos em um clima agradável, riamos a conversávamos amenidades, Michael era um perfeito cavalheiro e lindo por demais. Eu não conseguia parar de cobiça-lo e beijar sua boca sempre que queríamos.

-Você está linda sabia? _Elogiou ele segurando minhas mãos e eu fiquei lá toda boba.
-Obrigada meu amor, você não fica atrás, é o homem mais lindo que eu já vi. _Sorriu tímido.
-Não exagera Ana.
-Não é exagero é a verdade. E além do mais é o homem que eu amo.
-Também a amo demais. Quero dizer que está sendo a melhor experiência do mundo pra mim, tudo está... perfeito.
-Também acho. _Sorri antes de da um gole no meu suco natural. -E a Sara deu alguma notícia? _Me lembrei dela de repente. Michael deu um gole do seu suco antes de responder.
-Não, até agora não ligou e eu estou estranhando, uma vez que disse que voltaria com urgência.
-Será que aconteceu alguma coisa?
-Tomara que não, o voo deve ter atrasado um pouco. 

"Tomara que não venha" _Pensei.

-É pode ser. _Sorri sem querer.
-E você, vai pra minha casa hoje?
-Claro que sim. _Falei com uma certa malícia e ele riu.

(...)

A noite eu já estava aninhada nos braços do Michael no sofá enquanto assistíamos um filme. Não parávamos de nos beijar e nos acariciar. Parecia que o filme nem estava passando, pois nem dávamos bola.

Eu amava beijar aqueles lábios, acariciar aquele rosto com cavanhaque, sentir o cheiro que ele tinha no pescoço, tudo dele era maravilhoso por mim e eu me deleitava ali abraçada a ele, como se meu mundo dependesse daquilo. E dependia mesmo.

Foi quando a porta da entrada principal se abriu e nós tivemos uma surpresa que não me agradei muito.

-Boa noite meus queridos. _Uma mulher alegre adentrava o lugar e o meu coração começava a sofrer alterações.

Era ela a Sara que havia chegado na casa de Michael e na vida dele novamente.












Capítulo 17
Ana




Ela estava tão sorridente que nem parecia que sofria tanto assim como Michael descreveu, eu realmente não estava nem um pouco a fim de rir.

-Oi meu querido! _Ela abraçou o Michael tão forte assim que caminhamos ao seu encontro. E então vi aquele sorriso de felicidade o abraçando por está posicionada atrás de Michael.
-Sara porque não disse que vinha, eu a buscaria no aeroporto como o combinado.
-Oh me desculpa eu não tive muito tempo pra isso, vim  correndo e peguei um táxi, ele está lá fora esperando que o paguem. Pode fazer isso por mim?
-Oh claro. _Sorriu agradecida.
-E quem é ela? _Olhou pra mim. -Acho que atrapalhei algo aqui. _Me olhou dos pés a cabeça reparando nos meus trajes.
-Ah não, não se preocupe Sara. Não se lembra dela? Vocês se conhecem  muito bem. _Ela me olhou pensativa.
-Hum acho que não.
-Albert Richards te lembra algo? _Falei com um mistério no olhar.
-Ana? _Me olhou com choque e  eu até que ri um pouco assentindo.
 -Sim, sou eu.
-Meu Deus Ana como você cresceu! _Ela correu até mim dando um abraço um pouco exagerado que fiquei mais incomodada do que empolgada.
-Sim é  Ana. _Michael ria orgulhoso. -Estamos juntos. 
-Deu pra perceber. _Riu com uma certa ironia.
-Bom vou pagar o táxi e chamar alguém pra levar suas coisas arrumar o quarto de hóspedes que a Ana costumava ficar tudo bem?
-Sem problemas fico em qualquer lugar. _Abriu um sorriso despreocupado.
E então Michael se retirou nos deixando a sós.
-Nossa quem diria hein Ana? _Pôs a mão na cintura balançando a cabeça lentamente. -Eu em um quarto de hóspedes e você na cama dele. Realmente os papeis foram trocados. _Seu tom era extremamente maldoso.
-Bom eu era nova demais pra está na cama dele não é Sara? _Foi um tom irônico.
-Não sei. Desde aquele tempo você sempre olhou diferente para o meu marido. _Desfiz o sorriso no rosto e passei a ficar séria, sentindo aquele clima pesado demais. -Pensa que eu não percebi?
-Prontinho. _Michael entrou na sala desfazendo aquele clima chato. - Já paguei o taxista e avisei a Mary sobre suas coisas.
-Obrigada querido.
-Você poderá descansar, e se quiser conversar faremos isso amanhã pela manhã, deve está cansada.
-Oh e como! Só preciso de um banho e uma cama quentinha. _Falava me puxando pra conversa sorrindo para mim e eu permanecia séria. -Bom vou subir amanhã conversaremos. Boa noite querido. _Se virou para Michael em um tom manso. -Boa noite querida. _E pra mim em um tom áspero. Eu nada respondi.

E eu acabava de ter a certeza que Sara no mesmo ambiente que eu não daria certo, ou sairia ela ou eu.






Capítulo 18
Ana




Caminhei até o quarto de Michael, olhar vago e meus pensamentos reproduzindo todos os tipos imaginação. Acontece que Sara era uma ameaça para mim de muitos anos, desde quando eu era uma crianças e descobria os meus sentimentos por Michael e pelo visto não havia mudado nada.

-Tão longe amor. _Senti as mãos de Michael enlaçarem minha cintura e depositar um beijo em meu ombro.
-Não, não, só estava...pensando. _Virei para ele e senti um beijo em minha testa. -Sara vai mesmo ficar aqui? _Perguntei com um tom medroso, mas fazendo de tudo pra que ele não perceba isso.
-Não sei, talvez seja só por essa noite. Só sei que Sara não pode pagar um hotel por agora, não vejo problema ela ficar aqui até se instabilizar. _Falou tranquilo sem ter a mínima ideia do quanto meu coração tremia agora. -Ei. _Olhei em meus olhos repassando seu polegar em meu rosto. -Não se importa não é?

Sorri sem jeito, tentando achar uma forma de lhe dizer, que não, de um jeito convincente, mas eu acho que não conseguiria.

-Nã..não claro que não. _Sorri sem querer.
-Ótimo. Não quero que a mulher que eu amo sinta-se insegura com o nosso relacionamento, porque dentro de mim eu sei que é pra valer e não há possibilidade alguma de ser rompido só porque Sara está aqui. -Sorri sabendo que aquelas palavras haviam de fato me tranquilizado. -Por tanto se acalme.
-Deu pra perceber não é? _Abaixei minha cabeça sentindo vergonha de mim mesmo por ser tão boba.
-Sim deu sim. _Mordeu o lábio inferior assim que sorriu. Fiz o mesmo bastante tímida.
-Desculpa.
-Não peça desculpas, até acho isso adorável. _Confessava em um tom divertido.
-Oh então isso aumenta o seu ego não é seu safado? _Bati de leve em seu ombro e ele gargalhou.
-Não digo o meu ego, mas outra coisa. _Deixou a mensagem vaga e logo capturei. -Isso me excita pra caramba. _Sussurrou entre meus lábios e logo me deu um selinho.
-Hm, isso acaba de me excitar. _O olhei com malícia.
-Então vamos dar um jeito nisso logo. _Sugeriu sussurrando já tomando meus lábios para si.

Levei minhas mãos por dentro de sua camisa acariciando seu peito liso, já o ajudando a tira-la, não parávamos de rir um para o outro.

Percorri meus lábios por todo seu peito, o vendo arfar. Eu sabia que Michael sentia desejo apenas quando o tocava. Beijei seus mamilos, desci para o peitoral até chegar em seu umbigo mostrando que ele era meu, que cada parte daquele corpo me pertencia.

Fui pega pela cintura e jogada na cama com rapidez, dei um pequeno grito gostando da atitude dele. Se jogou sobre mim tomando os  meus lábios e assim  não nos desgrudamos mais. Beijos lentos, românticos, apenas aproveitando aquele momento, brindando levemente com a língua um do outro. Senti meu corpo rolar pelo colchão, rimos  e voltamos a nos beijar, depois rolamos mais uma vez. Aquele beijo romântico me fazia sentir as melhores sensações do mundo, beijo romântico que se tornavam excitante dificilmente dava pra conter o tesão.

Michael levou uma de suas mãos por debaixo da minha camisola acariciando minhas coxas bem de vagar, senti minha intimidade contrair e ele arrancar minha calcinha de vez abrindo a minhas pernas. Tirou sua calça um pouco colocando seu pênis pra fora e assim me penetrou. Parei de beija-lo por um segundo pra poder gemer pelo contato, mas logo me impediu voltando a me beijar abafando o meu gemido de uma forma sensual, que chegou um ponto que nossas línguas se beijavam enquanto ele cada vez mais ia fundo. Eu tentava gemer, mas ele não deixava, passei a aperta-lo para  extravasar aquele prazer intenso que eu sentia.

Foi quando parou com na boca e foi para o meu pescoço, pude gemer agora bem baixinho em seu ouvido enquanto os movimentos se tornaram frenéticos  e eu já estava pronta pra explodir em um intenso orgasmo. Pendi minha cabeça pra trás e Michael enterrou a dele em meu peito assim compartilhamos mais um orgasmo em sintonia.

-Que gostoso amor, que gostoso. _Falou baixinho e assim que sorri pra ele voltamos a nos beijar novamente.

(...)

No dia seguinte quando acordamos Michael e eu descemos pra tomar o café da manhã, estava tudo posto a mesa em um verdadeiro banquete, e junto dessa mesa pronta Sara estava lá.

-Bom dia dorminhocos. _Saldou com aquela empolgação toda que nem sei de onde tirava.
-Uau que mesa incrível quem foi que fez? _Perguntou Michael quando terminávamos de descer as escadas.
-Eu é claro. Achei que iriam acordar com fome então...
-Onde está Mary? _Perguntei olhando para os lados e com uma certa desconfiança eu confesso.

De jeito nenhum Sara acordaria cedo e prepararia o café da manhã, não sem querer nada em troca.

-Não sei, deve está por ai. _Deu de ombros. -Andem gente venham comer.

Sentamos a mesa e Michael começou a se servir, e eu não conseguia de jeito nenhum encarar Sara, mas tentei ao menos ser simpática.

-E ai Sara, dormiu bem?
-Não tão bem quanto você né? Mas sim, eu dormi. _Seu tom continuava irônico, irritantemente irônico.
-As instalações estão boas, está confortável? _Perguntou Michael.
-Não se preocupe quanto a isso Michael, está tudo quase perfeito, só preciso recomeçar a minha vida e ai tudo ficará ótimo. Só não quero incomoda-lo agora que namora a pequena Ana. _Essa ultima frase foi mais uma alfinetada, respirei fundo controlando o meu incômodo fingindo que não ouvi.
-Pode ficar aqui o quanto quiser não há problema. 

Ou o Michael não percebia aquelas alfinetadas ou ele simplesmente tentava a qualquer custo ser simpático com Sara, ou as duas coisas. Mas pra ser sincera aquilo já estava me incomodando terrivelmente.

-É minha vida não está muito boa, mas conversaremos mais tarde Michael, você está com a sua visita e não quero enche-la com problemas.
-Visita? _Ri sem vontade demonstrando o quanto me ofendeu. -Eu sou a namorada do Michael.
-Eu sei querida Ana. _Apertei com força o lençol da mesa contendo a raiva daquele "querida" extremante falso. -Mas acontece que você não mora aqui, eu já morei então sou de casa. Agora você, sempre foi a vista aqui.

Senti uma tontura profunda com aquelas palavras, tudo girou. Talvez por passar raiva demais. Michael rebateria Sara, mas percebeu que passei mal.

-Ana você está bem?
-Sim estou, não foi nada. Só preciso tomar um ar.
-Oh conheço bem esses sintomas, é de gravidez. Querida vai ver isso. _Disse despreocupada e Michael se virou rapidamente para mim.
-Você está grávida! _Isso foi quase um grito.
-Nã.. não. _Ri sem vontade, na verdade fiquei séria na mesma hora por saber que Sara era uma inconveniente. -Claro que não, só foi um mal estar, vou tomar um ar.

Me levantei da mesa e sai em direção ao jardim. Aquela mulher estava me infernizando despistadamente e Michael não percebia nada. Só não sabia quanto tempo isso duraria.













Capítulo 19
Ana



Tentei controlar aquela raiva que estava sentindo daquela mulher inconveniente e parei na cozinha com Mary indo me consolar.

-Oh Ana, sinto muito.
-Você viu? Você viu o que essa mulher falou? As insinuações e provocações despistadas?
-Sim eu vi.
-Não sei como Michael não percebeu isso.
-Michael sempre teve a imagem da Sara uma santa Ana, ele jamais acharia que ela seria capaz de dizer essas coisas intencionalmente.
-Mas disse e ele tem que enxergar. Huf! _Bufei de ódio. –Mas tudo bem manterei a calma, quero que Michael mesmo perceba sem que eu dou uma de maluca ciumenta, assim Sara vai perder exatamente como merece.
-Exato, faça isso Ana. Se descontrolar agora Michael só vai achar que é ciúmes.
-É, eu sei, só preciso arranjar um meio em fazer isso sem perder a cabeça.

Foi quando Michael apareceu na cozinha um tanto preocupado comigo.

-Está melhor?
-Sim, eu vou ficar bem.
-Tem certeza que não está grávida, né? _Olhei pra ele incrédula.
-Claro que não.
-Não sei é que... As vezes não usamos camisinha então...
-Eu me cuido Michael, não se preocupe ok?
-Não é isso amor. _Senti suas mãos acarinharem meu rosto. –Eu adoraria ter um filho com você, só fiquei surpreso. –Sorri de lado.
-Michael já podemos conversar? _Sara entrou  de vez na cozinha o chamando.
-Sim claro, vamos. _Se virou para mim. –Já volto. _Assenti e ele foi.

E mais umas vez meu coração afundava no peito quando Michael conversava a sós com Sara, mas o que eu poderia fazer? Teria que controlar esse ciúmes e só.

(...)

Michael 

-Então podemos conversar sobre o que houve no Japão pra você voltar de novo as origens? _Disse em um tom divertido me sentando ao sofá acompanhando por ela.
-Sim podemos. _Deu uma pequena pausa e continuou. –Estou falida Michael, completamente falida. _Riu de sua própria desgraça de um jeito nervoso. –Não tenho onde cair morta quem dirá viva.
-Mas. _Eu não conseguia entender. –Você tinha tudo, completamente tudo, estava bem. _Cruzei meus braços em cima do peito. _Andou esbanjando demais não foi?
-Ah você sabe como eu sou não é? _Passava as mãos no cabelo. _Não consigo me controlar. Mas esse tipo de coisa causou consequências e umas delas é ficar na merda. Não tenho dinheiro pra nada Michael, não tenho lugar pra ficar e nada do tipo. _Eu sinceramente me compadeci.
-Sabe que pode ficar aqui sempre que quiser não sabe?
-Não terá problemas com a Girlfriend? _ Enfatizou.
-Claro que não, a Ana é uma mulher incrível, ela vai entender. 
-Olha! _Balançou a cabeça lentamente como se estivesse impressionada. _Gostei de ver, Ana está se mostrando uma mulher forte, independente do jeito que você sempre gostou. _Sorri de lado sabendo o quanto era verdade.
-É o tipo de Ana sempre me agradou.
-Ah muito obrigada!... _Disse com ironia.
-Não, não foi isso que quis dizer. _Tentei explicar o meu erro.
-...Por eu ser fútil, dependente. –Contava nos dedos. –E que adora gastar.
-Não foi isso que eu quis dizer. Nosso relacionamento foi bom Sara, não tenho do que me queixar. É claro que brigávamos o tempo todo, mas foram momentos incríveis.
-Sim eu sei. E a vida continua, não é?
-Sim continua. _Falei firme deixando bem entendido o que eu queria dizer. Ficou um clima nada bom e ela ficou séria. –Se quiser, pago um hotel um hotel pra você ficar, se quer privacidade. 
-Ah não, não Michael. Iria gastar muito o seu dinheiro, a diária custa caro e eu não sei quanto tempo levará para me restabelecer, então...
-Tudo bem então, fique a vontade, não se preocupe com nada e pode contar comigo pra qualquer coisa sabe disso. _Deu um pequeno sorriso e segurou em minhas mãos. 
-Obrigada.

Não me custaria nada deixar que Sara ficasse em minha casa, o espaço era grande e não via o porque deixa-la lá até resolver sua vida. Mas talvez Ana não iria gostar muito disso.




Capítulo 20
Ana




Quando Michael disse a mim que Sara não tinha hora pra ir embora eu simplesmente tive que controlar ao máximo pra não parecer o meu profundo desconforto. Ele estava ajudando uma amiga a não passar necessidades por ai, estava sendo um homem de verdade um ser humano, mas eu não podia fazer nada se não consigo aquietar esse ciúmes.

Cheguei a casa de Michael naquela tarde e encontrei o som ligado na maior altura, dava pra ouvir desde a entrada onde eu me encontrava. Caminhei pelo jardim aturdida me perguntando porque aquele som estava tão alto, foi quando encontrei Sara jogada em uma cadeira de praia na beirada da piscina tomando uma limonada com um chapéu enorme a cabeça. Parecia que estava em suas férias nas praias mais sofisticadas que sempre gostou de ir.

-Sara, onde estar Michael? _Tive que gritar pra poder me ouvir por causa do som alto.
-Ele não estar, tá na empresa. _Respondeu despreocupada dando uma sugada no canudo para beber sua limonada.
-E é por isso que o som está tão alto? _Fui irônica.
-Ah Ana, não da uma de muito educada porque eu não suporto isso. _Era incrível como Sara me tirava do sério.
-Não estou querendo dar uma de educada. Só acho que como o dono da casa não estar, não é certo ter esse tipo de mordomia. _A gargalhada que deu foi tão  maldosa que eu tive nojo.
-Muito antes de você chegar aqui eu já era a dona da casa querida Ana, e você...Apenas uma hóspede, como é até hoje. Portanto... relaxe e venha tomar banho de sol comigo?

Sara era uma mulher prepotente e folgada, e eu não estava podendo com isso de jeito nenhum.

-Ah faça-me o favor.

Deixei Sara sozinha rindo da minha cara e bebendo sua limonada despreocupada e entrei dentro da casa. Fui até o aparelho de som abaixando o volume. Sara nem se importou, a final deixei claro pra ela meu incômodo uma coisa que ela adorou com certeza.

Subi até o quarto de Michael, me deitei na cama assistindo tv até a hora que ele chegasse, não sei que hora nem o momento, mas acabei pegando no sono e quando acordei já estava escurecendo e nem sinal de Michael.
Foi quando ouvi o barulho da maçaneta da porta ser rodada e era ele entrando e ascendendo a luz.

-Ana? _Disse surpreso já caminhando em minha direção. -Desculpa a demora amor, eu estava tão enrolado hoje. _Sentou-se na cama.
-Não se preocupe, acabei dormindo e nem notei que demorou. _Michael se inclinou para depositar um beijo nos meus lábios.
-Bom eu vou tomar um banho.
-Não quer companhia? _Levantei a sobrancelhas.
-Hum. _Pensou fazendo um tom divertido de suspense. -Claro que sim vem.

Sorri me levantando rapidamente da cama o acompanhando. E lá estávamos nós nus na banheira ensaboando um ao outro.

-Achei que estaria lá em baixo conversando com a Sara. _Michael comentou.

É claro que Michael desconfiava que entre mim e ela não havia amizade, mas acho que ele queria que ao menos tentássemos. Talvez pra vida dele tornar-se mais fácil entre a namorada dele e pessoa que ele estava ajudando.

-Preferi ficar te esperando na sua cama, melhor coisa que eu fiz. _Aconcheguei em seu corpo. -Sentindo seu cheiro, aquecendo o lugar para nós. _Beijou minha testa rindo.
-Hum isso é bom. -Procurei sua boca pra beijamos enquanto minhas mãos deslizava por seu peito.

Fui levantando devagar para poder montar em seu corpo, pois minha vontade de fazer amor com ele ali já estava começando a despertar. Suas mãos pousaram em meus seios e já estávamos quase consumando o nosso ato quando a porta do banheiro abriu abruptamente e Sara entrou estabanada.

-Ai me desculpa! _Bradou quando notou Michael e eu naquela situação, abracei bem o meu corpo em Michael.
-Ai Sara, como você entra assim? _Fiquei brava com razão.
-Desculpa, só quis pegar uns sais de banho que só nesse banheiro que tem.
-Mary não colocou no seu Sara? _ Michael disse.
-Não, não há nada lá.
-Então pega e nos dê licença.
-Não se preocupe com isso Ana, não há nada no corpo do Michael que eu ainda não vi e você? Ah bom, nós temos igual. _Minha raiva continuava a aumentar todas a vezes que aquela mulher abria a boca.
-Acontece que esse é um momento íntimo meu e do Michael.
-Tá, tá já estou saindo. _Sara finalmente saiu do banheiro e eu esbravejei de raiva.
-Está vendo como ela é? Entra aqui do nada como se a casa fosse dela.
-Foi sem querer amor, ela não sabia que estávamos aqui. E aliás você sabe como Sara é. _Eu juro que tentava entender a atitude de Michael, de ser assim tão pacífico com a Sara e justificar tudo que ela faz, mas as vezes me irritava.
-Então vamos pra minha casa, passar um tempo comigo? Lá teremos privacidade e  Sara pode ficar aqui. O que acha?
-Hum gostei da ideia, vamos então. Não quero que fique se incomodando com Sara ou se irritando. Eu prometo que logo resolvo essa situação Ana._Sorri aliviada.

Com Michael na minha casa seria mais fácil mantê-lo longe de Sara.










Capítulo 21
Ana



-Olha Ana eu sei que é complicado pra você a presença de Sara em minha casa, mas também é complicado para mim ter que virar as costas para ela. _Eu sabia sua posição, sabia que estava certo e que ele não abriria mão de ajuda-la só pra suprir os meus caprichos. E também não era isso que eu queria.
-Eu sei amor, sei que Sara deve ficar em sua casa pelo menos por enquanto. É exatamente por isso que lhe chamei pra ficar aqui em casa. Mas não só essa noite. _Segurei sua mão prestes a lhe fazer uma proposta. -Fique aqui por uns dias? Já que Sara estar em sua casa e estamos juntos você poderia muito bem ficar esse tempo aqui comigo.
-Está dizendo que quer que eu more com você? 
-Não, não, não é bem morar. É só passar uns dias até Sara se restabelecer. _Eu estava torcendo muito para que ele aceitasse essa proposta e ficasse longe daquela mulher. Eu não sabia quais eram as intenções dela logo de cara, mas eu sabia que aquilo estava tudo mal contado.
-Está bem. _Ele sorriu e eu sorri em seguida aliviada. -Será maravilhoso ficar aqui com você. Vou aproveitar e procurar um lugar para que Sara fique, nem que eu tenha que pagar seu aluguel. _Sorri empolgada o abraçando forte.
-Obrigada meu amor. _Falei manhosa.
-Faço tudo por você e por deixa-la feliz. _Nos beijamos.

Michael voltou em casa e fez uma pequena mala para passar aqueles dias comigo e eu estava tão empolgada que arrumei tudo para sua chegada. Ele iria ficar comigo e eu nunca mais o deixarei ir. - Ri com esse pensamento.

Quando ele chegou me contou que Sara se surpreendeu com essa notícia e que eu estava tentando arrumar um compromisso com ele que ainda não existia. Falando que eu estava tentando pressioná-lo. Mas claro ele não se importou com isso e as palavras de Sara foram em vão.

E Michael e eu abraçados naquela cama me fazia a mulher mais feliz do mundo, éramos um casal perfeito e tudo estava saindo exatamente como eu queria.
Deitei por cima de seu corpo ao qual me segurou com perfeição e assim trocamos beijos e carícias, olhares cúmplices e palavras de amor. 

Eu o amava tanto, o amava com todas as forças do meu coração e aquilo crescia a cada dia mais.

-Amo você. _Sussurrei.
-Eu te amo mais e pretendo faze-la feliz Ana, muito feliz.
-Você já faz meu amor. Só de me amar, só de estar comigo, você me faz a mulher mais feliz do mundo. _Sorri com devoção enquanto Michael tomava meus lábios em mais um beijo.

Eu já estava tão excitada, louca para tirar sua roupas a fazermos amor agora mesmo. Mas ai o seu celular tocou quebrando todo aquele clima romântico.

-Será quem é há essa hora? _Perguntou ele.
-Pois veja.

Michael captou seu celular olhando no visor.

-É a Sara. _Revirei os meus olhos. Claro só poderia ser ela mesmo. -Vou atender.
-Ok. _ O que eu poderia falar não é mesmo?
-O que?.... Passando mal? _Michael estava aflito no celular. -Como ela está Mary?.... Ok estou chegando daqui a pouco. -Ele desligou.
- O que houve? -Perguntei vendo sua agitação.
-Era Mary, Sara passou mal. _Fiquei preocupada claro.
-Ela está bem?
-Não sei, eu preciso ir até lá. _Assenti tentando colocar as ideias na cabeça.
-Eu vou com você.

Michael e eu nos arrumamos depressa e partimos para a mansão.

(...)

-Ai Michael minha pressão caiu, eu estava aqui fazendo minhas coisas que quase caio das escadas. _Sara estava deitada em sua cama relatando o que houve com ela de um jeito tão falso que revirou o meu estômago. 
-Deve ser o calor, as vezes deu queda de pressão. _Michael sugeriu.
-Pode ser. _Comentei. -Você fica o dia todo na piscina, tomando sol. _Fui irônica e ela me olhou com descontentamento sem Michael perceber.

Ri sem vontade para mim mesmo, sabendo que Sara era pior do que eu pensava. Estava claro ali para mim que ela não queria só a atenção de Michael toda para si,  e sim voltar à aquela casa como a dona.








Capítulo 22
Ana






-Irei chamar um médico. _ Disse Michael já saindo do quarto. 

Eu não conseguia parar de olhar Sara com repulsa e sabia muito bem que ela já havia notado.

-Não está doente não é mesmo? _Falei com um sorriso desafiador.
-Hum, na verdade não. _Confirmou sem nenhum receio o que aumentou ainda mais a minha raiva.
-Por que está fazendo isso Sara? Acha mesmo que Michael vai ficar aos seus pés como antes?
-Ele já está Ana. Veja se por algum minuto ele me questionou? Acho que não. _Respirei fundo.

Eu de fato não estava a fim de perder a calma por mais que fosse difícil demais para mim, Sara era sórdida demais e ganharia por sua esperteza. Então preferi ficar quieta por enquanto. Sara não duraria fazendo o que está fazendo e eu fazia questão de vê-la cair do cavalo.

Quando abri a boca pra falar algo Michael entrou no quarto.

-Já chamei, ele chega em 20 minutos.
-Oh meu querido eu já estou bem melhor, muito obrigada. _Aquele jeito manhosa me enojava.
-Eu vou embora. _Disse fitando-a com raiva e deixando o lugar.

Quando cheguei nas escadas Michael estava atrás de mim.

-Ana não vai me esperar pra irmos juntos?
-Ah não, eu estou cansada e além do mais eu não posso fazer nada mesmo.
-Já eu vou, está bem? Só vou esperar o médico examinar Sara. _Assenti.

Desci as escadas com um nó preso a garganta, mas mesmo assim apesar de tudo eu estava confiante. Era bom saber que Sara estava fazendo de tudo para ter Michael para ela, até as coisas mais ridículas. Assim dava pra perceber seu desespero, sua ânsia de tudo ir conforme seus planos. Mas o que eu via era o oposto, claro que Michael estava ainda cuidando dela, preocupado com ela, mas só. Comigo continuava o mesmo apaixonado e isso me aliviava um pouco, só não sabia até quando.

(...)

Michael em fim voltou pra casa e depois de me dar um selinhos nos lábios começou a me dizer sobre a situação de Sara.

-Ela está bem, só uma leve queda de pressão. _Assenti com minha mente gritando um pior palavrão a ela.
-Que bom, assim ela consegue dormir em paz e nos deixa sozinhos não é mesmo? _Ele abaixou a cabeça e depois beijou minha testa.
-Desculpe por hoje, sei que prometi uma noite juntos e olha o que deu.
-Não se preocupe, ninguém previa isso. _Essa mentira, ninguém previa. -Mas amor, queria perguntar uma coisa... _Caminhei para o outro lado da sala vendo-o franzi o cenho. -A quanto você confia em Sara? -Eu precisava saber.
Michael sorriu de lado, colocou as mãos a cabeça e depois no queixo.
-Ah amor, eu conheço Sara há muitos anos, fomos casados há muitos anos e por mais que nossa casamento foram de brigas acho que me passar a perna não seria uma coisa que ela faria.
-Tem certeza? _Levantei uma de minha sobrancelha.
-Por que está me perguntando isso? _Riu. -Sabe de alguma coisa?

Bom essa seria a hora de falar algo não é? Mas eu não tive coragem.

-Não, não sei de nada. Só espero que se isso estiver acontecendo você possa ver logo. _Caminhei até o quarto o deixando pensativo na sala.

Talvez agora eu poderia ser um pouco sábia e enfrentar as coisas da melhor forma possível, quem sabe não daria certo. Só não sabia quanto tempo aguentaria.










Capítulo 23
Ana




Recebi uma ligação de Michael naquela tarde, ele ainda estava na empresa trabalhando e eu em meu escritório de advocacia. Estava terminando de ler alguns processos e voltando pra casa em breve.

Ele me disse que tinha que pegar algumas coisas em casa e voltar para a minha depois do trabalho e como não queria ver Michael perto de Sara de jeito nenhum me ofereci pra ir em seu lugar. Michael não contestou apenas me agradeceu por tornar a vida dele mais fácil já que sempre chega cansado do trabalho.

Peguei a minha bolsa e partir pra sua casa onde havia um silêncio aparente e dei graças a Deus de não ter encontrado Sara por lá, pois olhar em sua  cara a essas alturas me causava o pior dos sentimentos.

Fui até o closet de Michael e comecei a pegar algumas roupas limpas que ele havia me pedido, sem deixar de aspirar aquele cheiro maravilhoso do seu corpo que exalava ali. Mesmo estando limpa e passada seu cheiro era impregnante e me causava as melhores sensações do mundo. Michael era definitivamente o homem que me causava loucuras somente pelo seu cheiro, o cheiro do meu macho.

Depois de tudo posto em uma pequena mala me pus a sair do quarto, foi quando dei de cara com Sara pelo corredor.

-Já está "catando" as roupas dele pra sua casa? _Eu não queria dar atenção, mas ela insistiu demais. -Você deve está adorando ter o Michael sobre o seu poder não é Ana? _Revirei os olhos.
-Ele não está sobre o meu poder. Michael é apenas o meu namorado ao qual quer ficar comigo na minha casa, eu não posso fazer nada se ele prefere ficar lá.
-Ele só está lá porque você o arrastou para o seu convívio, por medo dele preferir a mim. _Gargalhei.

Sara estava mostrando a suas garras agora, o que antes era apenas indiretas provocativas agora se tornava algo mais direto e ofensivo. O que me provava o seu desespero principalmente por ter afastado Michael de si, impedindo que ela o manipulasse.

-Medo? A por favor Sara já deu né? Entre você e o Michael não vai rolar mais nada. _Continuei caminhando já pegando a escada.
-Você é que pensa. _Comentou astuta me fazendo parar. - Eu vim pra ficar Ana e ficar com ele. _Me encarava desafiadora e a raiva já começava a me consumir.
-Você já teve sua chance Sara, será que você não consegue entender isso? _ Sara passou por mim descendo as escadas tranquilamente enquanto eu falava caminhando em seu encalço. -Ficou tantos anos com ele, nunca deu valor, sempre esbanjou o seu dinheiro como se fosse nada. Sempre estragou sua vida  e ainda se acha no direito de aparecer quando ele finalmente está feliz pra estragar sua vida novamente? _Quando me dei conta já estávamos na cozinha discutindo.
-E você acha que Michael está feliz com você Ana? _Me encarou desafiadora com um sorriso cínico nos lábios. -Ele está interessado na sua vagina só isso. _Ri sem vontade.
-Michael me ama, assim como eu sempre o amei.
-Você acha que sim porque desde pequena você vivia suspirando por ele, mesmo sabendo que era casado. Mas não Ana, Michael se interessou porque havia anos que estava sozinho e encontrou uma mulher fácil e muito sensual eu confesso. _Senti uma pontada no meu coração diante dessas palavras duras a mim.
-Melhor fácil do que interesseira Sara. _Rebati. -Pelo menos mostrei a que  vim, diferente de você que precisava manipula-lo com mentiras só pra arrancar uns tostões e uma vida de luxo.
-Haha! Não somos diferentes uma da outra Ana. Lembro muito bem quando seu pai chegou aqui. Só queria se encostar em Michael o tempo todo, subir a custas dele pra ganhar fama e notoriedade. _Meus nervosa cada vez mais aflorava me mostrando que a qualquer momento eu explodiria.
-Não ouse falar nada do meu pai! _Gritei com os punhos fechados. -Meu pai é mais honrado do que você jamais será.
-Honrado? _Riu. - É um manipulador igual a mim como você mesma disse. Sempre se dizendo amigo, mas só queria fama. Acho que deve ser por isso que apoiou o seu romance com o Michael. Aliás ele deve ter muito bem incitado a você correr atrás dele com dez anos de idade. Claro, porque uma menina não poderia ser tão tarada por um homem feito, como você sempre foi, com o seu juízo perfeito.
-Ah Sara eu vou fazer você engolir cada palavra que está dizendo sua vadia.
-Então faça, sua menininha tarada que viçava todas as vezes que meu marido passava. _Essa provocação foi demais pra mim.

Sara havia conseguido terminantemente me tirar do controle. E quando dei por mim já estava voando em cima dela agarrando o seu pescoço com força.

-Repete sua vagabunda, repete se você tem coragem? _Sara mesmo com minhas mãos apertando seu pescoço ainda tinha aquele sorriso idiota nos lábios que me irritava muitíssimo.
-Ah qual é Ana? Era uma rapariguinha de apenas dez anos, e continua. Só tem sexo pra oferecer a Michael.

Diante da minha raiva joguei Sara ao chão começando a puxar os cabelos dela enquanto ela fazia o mesmo comigo. Consegui subir em cima de seu corpo agarrando mais uma vez seu pescoço. Eu queria matar Sara por tudo que ela havia dito, por ter ofendido a mim e meu pai, por está mais uma vez na minha vida me causando um inferno.

-Michael ama a mim, você é apenas uma vadia que só pensa em seu dinheiro. Uma oportunista barata, já eu Sara eu o amo de verdade.

Sara pegou meu cabelo e começou a puxar tão forte que me deixou tonta, e pra tentar tira-la de mim tive que solta-la foi a chance que ela teve de me colocar no chão e tomar o controle que eu tinha. Apertou meu pescoço com força que eu não conseguia respirar.

Foi quando consegui enfiar minhas unhas com tanta força em sua barriga que ela foi obrigada a me soltar. Me levantei imediatamente do chão pegando uma panela que estava na secadora. Minha raiva era tanta que eu não pensei e comecei a bater em Sara com a panela, seu olho ficou roxo na mesma hora.

-Você é louca! _Graniu.
-Mexe comigo pra você ver.

Foi quando ela encontrou uma faca apontando para mim, foi ai que percebi que estávamos indo longe demais.

-Eu odeio você Ana, odeio por chegar e atrapalhar a minha vida. Você acha que era fácil pra mim ver o meu marido, um adulto pra lá e pra cá com uma menininha que eu percebia o quanto era louca por ele? E ele dando atenção como se fosse o seu mundo. _Percebi que de alguma forma Sara tinha razão.
-Eu não tenho culpa. _Murmurei.
-Você tem total culpa! _Gritou apontando a faca para mim com determinação. -Michael nunca mais foi o mesmo depois da sua chegada, ele só sabia babar pra pequena Ana. A pequena Ana que fazia seus dias mais felizes. Era isso que sempre dizia. _Chorava com um ódio mortal em seus olhos. -Eu te odeio Ana!
Sara veio pra cima de mim com a faca até que me atingiu na braço fazendo um corte que logo sangrou.
-Você é louca! _Tentei me defender até tirar a faca de sua mão a jogando por qualquer canto.

Segurei as mãos dela com força a impedindo de pega-la de volta. Sara me xingava e eu tentava controla-la.

- O que está acontecendo aqui? _Michael havia chegado e nos encontrado brigando daquela forma.

Sara começou a chorar falsamente.

-A culpa é dela Michael. _Correu ao seu encontro o abraçando. -Ana é louca tentou me matar, olha só o meu olho? 
-Ana, mas o que é isso? _Não suportei o olhar de decepção nos olhos de Michael e eu vi que todo os meus esforços em não parecer ciumenta para ele havia falhado.
-Já chega. _Comentei baixinho sentindo meu coração tão apertado e uma vontade enorme de chorar. -Eu não aguento mais isso.

Sai correndo dali desistindo completamente de tudo. Se Michael me amasse mesmo ele veria o qual Sara estava fazendo mal  a nós o quanto tudo se tornou impossível assim que ela retornou. E se ele me amasse mesmo, ele viria atrás de mim e se livraria de vez daquela mulher.






Capítulo 24
Michael 



Fiquei completamente chocado, era essa a palavra, choque, assim que vi aquelas duas mulheres se atracando no meio da minha cozinha. Eu sabia que Ana e Sara não estavam se dando bem, mas dai brigarem feito duas selvagens?
Sai correndo atrás de Ana quando ela simplesmente se retirou chateada, eu sabia que essa situação estava a sufocando e eu não poderia permitir mais isso.

-Ana espera! _Segurei seu braço com força assim que adentramos o seu apartamento.
-Me solta Michael! _Puxou o braço de uma vez. - Eu não vou ficar ouvindo os seus sermões, não vou ouvir você jogar na minha cara o meu ciúmes, dizer que passei dos limites com isso. Pensar que sou possessiva e assim vai, eu cansei. Desde que Sara chegou ela só sabe me provocar e eu aguentava tudo calada pra que? Para que isso não interfira no nosso relacionamento, mas eu cansei. _Puxei Ana de vagar pela cintura e a abracei com força.

Eu sentia o quanto estava sufocada, o quanto estava machucando e eu precisava conforta-la.

-Nada vai mudar entre a gente ouviu bem? Nada. -Ela começou a chorar em meus braços, tremia seu corpo inteiro pelo nervoso. -Fica calma e me conta tudo que está acontecendo. _Ela assentiu.

Ana começou a contar pra mim todas as provocações de Sara e tudo que ela havia aguentado. Eu não conseguia acreditar que  não confiou em mim para contar antes, mas eu também entendi a sua posição. Eu estava ajudando Sara, não queria me colocar contra ela e assim me fazer parar o meu objetivo, mas eu não tive mais escolha.

-Vou alugar um apartamento para que Sara fique até as coisas na vida dela melhorarem. Vou tira-la de casa e colocar um limite nisso tudo. Não há motivos pra deixar minha ex mulher e minha namorada ficaram uma contra a outra e tudo por minha causa. Isso não faz bem nem pra mim e nem pra ninguém.
-Oh amor, muito obrigada! _Ana ficou emocionada. -Tive tanto medo de você acabar se irritando comigo por causa disso.
-Eu jamais faria isso. De qualquer forma eu conheço a Sara muito bem, sei que ela manipula, só não achei que faria de novo.
-Sara ainda quer algo com você Michael, ela tinha esperança quando chegou, mas quando me viu se frustrou e começou a descontar em mim. _Respirei fundo, sabendo o quanto essa situação era complicada.
-Irei agora mesmo conversar com a Sara, Ana. E acabar de vez com tudo isso.
-Obrigada amor, muito obrigada. _Nos beijamos com ternura  e eu tratei de voltar em casa e tratar com Sara.

(...)

Cheguei em casa e tudo estava um silêncio sem fim, subi as escadas pronto para ir até o quarto de Sara, provavelmente estaria lá. Encontrei a porta meio aberta e Sara conversando com alguém ao telefone, ela ria bastante e eu resolvi escutar a conversa.

-Você precisava ver a cara daquela sonsa quando o Michael a viu perdendo o controle. -Ela se divertia as custas de Ana e eu me perguntava com quem poderia está falando. Resolvi continuar escutando. -Ela deve está agora implorando ao Michael que não a deixe, que nunca mais irá perder o controle. _Cuspi o riso completamente sem acreditar no que eu ouvia. -Michael vai ser meu novamente Daniel, ele comerá na palma de minhas mãos e todo esse luxo será meu de novo.
-Mas que diabo é isso? _Pensei completamente chocado, querendo saber mais.
-Michael acredita em tudo que eu falo, não ver quando disse que estava passando necessidades? Ele correu para me ajudar, sem ao menos perguntar.
-Então era mentira? Tudo que essa piranha havia dito e feito era mentira? _Murmurei com tanto ódio e decepção.
-Simples Daniel eu voltarei a ser a Sr Jackson nessa casa.
-Vai sonhando vagabunda! _Murmurei entre os dentes já pronto para entrar naquele quarto e desmascara-la completamente.













Capítulo 25
Michael 



Abri a porta de vez e caminhei em passos lentos da entrada até o lado que Sara estava sentada na cama batendo palmas com rispidez. Sara imediatamente olhou para mim, tão assustada quanto se visse um fantasma diante de si.

-Michael... _Sussurrou incrédula.
-Meus parabéns, por me fazer de idiota por todo esse tempo.
-Michael eu posso explicar. _Desligou o telefone imediatamente se pondo de pé.
-Você não tem como explicar Sara, está tudo ai, eu ouvi e comprovei. Só estava aqui por achar que seria otário de me envolver novamente com você não é mesmo?
-Michael eu fiz isso por amor. _Começou a chorar falsamente tentando segurar as minhas mãos, mas eu desvencilhava a todo momento. -Eu queria voltar com você, mas...
-Mas a Ana estava no lugar que você queria ocupar por ganância não é? Por isso as implicâncias? _Sara virou o rosto para o outro lado bastante irritada.
-Ana não é mulher pra você. Agora eu sim. _Ri sem humor. -Ana é sempre perfeita demais, educada demais. Você precisa de uma mulher firme, que levante você.
-Uma mulher que só quer o meu dinheiro não é Sara? Que mentiu que estava precisando da minha ajuda para tentar me manipular. _Ri incrédulo passando a andar de um lado e outro. -Ana me alertou, Ana sacou tudo, mas eu não dei atenção achando que estava com ciúmes, eu sou mesmo um estúpido.
-Ana nunca vai amar você como eu amei. _Gritou. -Mas você nunca me deu a devida atenção, sempre esteve lá para todos os outros e pra mim sua mulher nem ligava para existência. Era sempre a pequena Ana, o seu grande amigo Richards. Quando eles finalmente foram embora achei que me daria um pouco de atenção, mas não... não, você continuou o mesmo cara idiota de sempre.
Sara tinha mágoa e injuria nas palavras como se estivesse entalado em sua garganta há anos e na verdade era mesmo. Só não entendia o porque disso agora.
-O que isso tem haver com o fato de vim para minha vida de novo e tentar roubar o meu dinheiro? _Eu estava confuso aquela história não batia.
-Simples. _Arqueou a sobrancelha. -Se eu aguentei você por todos esses anos sem garantir um tostão nada mais justo que recuperar o que é meu de direito. _Balancei a cabeça incrédulo com aquela revelação e profundamente chateado.

Eu sabia que meu casamento com a Sara nunca foi dos melhores, mas saber que fiz isso com ela foi o pior. Claro que Sara não era inocente e eu estava muito decepcionado, mas eu tive minha parcela de culpa. Culpa essa que eu não fazia questão de relacionar a mim.

-Pois eu te digo que não vai ter um tostão mais Sara. Eu quero você fora da minha casa hoje mesmo. 
-Você não pode fazer isso.
-Não só posso como vou. E se ainda precisa de grana, pede para Daniel. Não é esse o nome do cara que você é cúmplice para me extorquir? Pois então.
-Michael por favor. _Sara se ajoelhou aos meus pés e eu achei que aquilo estava ridículo demais. -Por favor me perdoa,mas não me tire de sua vida? Eu prometo não atrapalhar o seu namoro e muito menos continuar a provocar Ana, mas por favor?

Eu não poderia dar essa chance a ela, Sara tinha passado de todos os limites e se eu me deixasse ser manipulado mais uma vez poderia me considerar um frouxo.

-Arrume todas as suas coisas, quero esse quarto vazio essa noite. _Falei e sai deixado- a implorar.

Agora era Ana que eu devia desculpas e eu estava indo fazer isso agora mesmo.




Capítulo 26
Ana



Estava em meu apartamento andando de um lado e outro, querendo ouvir sobre o Michael se ele fez mesmo o que decidiu, em tirar de vez Sara de sua casa. Estava com medo dela acabar convencendo-o e ele ceder como ele sempre fazia. Tinha medo de continuar aquela briga entre a gente e eu não conseguir aguentar e acabar desistindo do que mais amava na vida por pura pressão.

Ouvi a campainha tocar e imediatamente fui atender poderia ser ele, como de fato era.

-E então? _Perguntei com a ansiedade eminente angustiada para que me falasse de uma vez por todas o que havia acontecido.

Ele entrou e eu fechei a porta olhando em seus olhos esperando que me falasse de vez.

-Sara não mora mais na minha casa. _Respirei aliviada, mas ele tinha algo em seus olhos o jeito que mexia na nuca parece que algo a mais havia acontecido.
-O que houve?
-Você estava certa, tinha razão sobre tudo, Sara só voltou a minha vida por tentar se apossar do que é meu. 
-Como descobriu isso? _Eu não conseguia entender do que falava.
-Eu ouvi. _Franzi o cenho. -Surpreendi Sara ao telefone falando com um cara explicando a ele os seus planos. Ana eu nunca imaginei isso eu juro, eu... _Michael estava tão decepcionado e frustrado que eu tive pena. -Sara sempre foi tão... _Deu uma pausa mostrando evidente inquietação e chateação. -Você a única pessoa Ana. _Me olhou com ternura e eu já consegui sentir meu coração palpitar. -A única que sempre me amou pelo que sou, que só esteve ao meu lado por amor verdadeiro e eu aprecio isso.

Meus olhos já começava a queimar me mostrando a minha emoção.

-Você me amou desde pequena e sempre continua me amando, mesmo depois de ter sido tão idiota.
-Você não foi idiota. _Coloquei o dedo na frente do meu rosto para que ele não repetisse isso novamente. - Em nenhum momento.
-Fui omisso o que é a mesma coisa. Não quis enxergar, fui dominado pelo fato de Sara ser minha ex mulher e que precisava da minha ajuda. Omiti as provocações a você, achando que era seu ciúmes só porque uma vez me confessou que a única pessoa que temia perto de mim era a Sara. Talvez por vaidade. _Retorcia sua boca pra mostrar repulsa pelos seus atos. - Por ter um ego tão alto  em ver a mulher mais linda do mundo e a mais sensual sentir ciúmes de mim. Quase estraguei tudo.
-Michael eu também errei, não quis dizer o que acontecia, quis ficar na minha e não causar confusão.
-Não você estava certa. Era capaz do idiota aqui achar que era por puro ciúmes e estragar tudo pior ainda. -Abaixei minha cabeça, ele tinha razão. E sinceramente eu não aguentaria vê-lo ficar ao lado dela e não do meu -Eu só sei de uma coisa Ana. _Caminhou até próximo de mim tocando no meu queixo me fazendo olha-lo. -Mulher como você eu nunca encontraria nem em um milhão de anos. Eu quero ficar ao seu lado, passar o resto dos meus dias com você. _E eu estava lá toda boba o encarando com total esperança e ouvir finalmente tudo que eu queria ouvir durante tantos anos. -Casa comigo meu amor, seja minha? Prometo lhe fazer feliz, amar-te como você merece, fazer da sua vida a mais linda e mais completa. Prometo lhe suprir todos os sonhos que tivera um dia porque eu sei que é o meu sonho também, porque se não é você não é mais ninguém Ana. Nossas vidas foram escritas a milhões de anos e tudo aconteceu como deveria. Eu te amo como nunca e eu sei que nunca serei feliz como eu fui durante esses meses que passamos juntos. _Quando ele terminou de falar eu estava igual uma boba chorando e sorrindo ao mesmo tempo.

Eu esperava apenas um "casa comigo?" mas foi muito mais do que eu esperava, essas palavras que Michael se dirigiu a mim foi a mais perfeita a mais completa e a mais significativa de todas. E eu sabia que era o homem da minha vida, eu o amava e queria comigo pelo resto de nossas vidas. Eu não poderia estar mais feliz do que aquele momento.

-É claro que sim. _Minha voz foi tão falha pela emoção que eu pensei que não sairia nada.

Michael abriu um belo sorriso e encostou seus lábios ao meu e assim selemos aquele momento único para nós.

Tudo que eu sonhei havia acontecido, tudo que desejei, aquele sonho de criança se concretizava na vida real de uma mulher.



Epílogo


E lá estávamos nós entrando na igreja e eu era a mulher mais feliz de todo o mundo. Ver as pessoas que eu amava sorrindo para mim enquanto caminhava pelo tapete vermelho ao encontro do homem mais lindo do mundo que me esperava no altar, fazia meu coração explodir de felicidade. Estavam nossos amigos como o Derick amigo de Michael, Mary a governanta de Michael que sempre esteve presente em minha vida. Ela chorava de tanta emoção e eu me sentia comovida por saber que existia gente que torcia por nós. 

Sem contar com o meu pai me conduzindo ao altar, conduzindo-me o meu maior sonho que ele sempre presenciou desde sempre.

E lá estávamos eu e Michael juntos, ele recebendo um "Cuida bem da minha filha" de meu pai e eu um beijo na testa dado por ele em seguida. Michael tomou o seu posto segurando minha mão e balbuciou um "eu te amo" enquanto eu respondia de volta um "Eu te amo pra sempre"

Fomos declarados marido e mulher e eu sabia que a partir dali nada e nem ninguém poderia me separar de Michael Jackson.

(...)

Michael 

Eu estava sendo o homem mais realizado ao lado da mulher que tanto me inspirou. Eu a amava com todo o meu coração e eu me tornava  um homem apaixonado, admirando e amando a minha mulher.
Ana era uma mulher forte e isso me inspirava para absolutamente tudo, quando estava mal era ela que me alegrava,quando estava bem ela fazia tudo ficar melhor ainda.

Eu não via a hora para completar de vez a nossa família, nos dar o filho que tanto queríamos e que tanto planejávamos. Um dia viria  e eu não via a hora de que isso acontecesse.

Sara havia nos deixado em paz, até porque eu nunca permitiria que se aproximasse novamente. Mas com tudo isso descobri quem era importante pra mim de verdade e Ana sempre foi essa pessoa desde o início. Reencontra-la e saber de todos esses segredos que havia guardado foi a melhor coisa que já aconteceu. Amar Ana foi meu maior presente.







FIM




39 comentários:

  1. Ansiosa para ler, é amanhãã♥♥♥

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  2. é hojeee!!! aiinw q ansiedadee, louca pra ler *-*

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  3. Uhuuu estou aqui amores com a estreia. Obrigada por estarem aqui. Uau que honra Therese Brown Vim ler minha fic! kkkkkk :)

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  4. Meu já começou top gata amo muito suas fics são demais.

    Continua.

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  5. Ta perfeita continua o mais rápido possível -Mariana Luna

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  6. Olá meninas cheguei com mais, vamos lá pra mais sedução \o o jantar deles não acaba ai, no próximo cap tem mais.

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  7. Continuaaaaaaaa ta tão perfeito estou louca pra saber o resto vc parou na melhor parte *O*

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  8. Cheguei com mais amores obrigada pelos coments. Meninas eu lhes peço que quem estiver lendo a fic por favor comentem, mesmo que for anônimo. Os comentários são importantes e se eu chego aqui e não os vejo fica difícil continuar postando, então por favor.

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  9. Ai meu Deus a cada palavra morri aq kkkkkk CONTINUAAAAAAAAAAAAA ta perfeita *OOOOOOOOO*

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  10. Continuaaaaaaaa logooooo

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  11. Voltei com mais amores, obrigada pelos coments

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  12. Ai meu Deuuuuus oq foi isso? Ta perfeito, continua -Mariana Luna

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  13. Aaaaaaahhhhh que perfect continuaaaaaaaaa

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  14. Olá meninas cheguei com mais pra vcs. Obrigada pelos coments

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  15. Sou uma grande fã sua ❤ Suas fics são perfeitas flor ;-) Atualiza logo,please...bjs

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  16. *O* OMG que perfect continuaaaa

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  17. Gente o que foi isso continua pelo amor. Perfect

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  18. Cheguei com mais meninas, obrigada pelos coments :)

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  19. Continuaaaaaaaaa logo kk

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  20. Tô amando, parabéns, qual seu dia de postagem? ---Camila Oliveira

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  21. Olá amore obrigada por estar aqui :) Eu posto Segunda, Quarta e Sexta *-* #Atualizando

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  22. CONTINUAAAAA nunca gostei de Sara �� kk

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  23. Cheguei com mais meninas, obrigada pelos coments :)

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  24. *O* AMEI CONTINUAAAAA

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  25. Voltei com mais amores, obrigada pelos coments. A fic está em sua reta final Segunda-feira acaba ;)

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  26. Puts to amando demais continuaaaaaaa *OOOOOOOO*

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  27. Olá amores cheguei com o final, obrigada pelos coments. Queria agradecer a todas vcs que estiveram aqui, as que comentaram, e as que não comentaram eu peço que comente da próxima por favor.

    Queria pedir desculpas por essa fic não ter ficado tão boa na minha escrita, mas é assim mesmo. Umas a gente escreve melhor que outras.
    Mas a próxima está chegando cheia de segredos e revelações. Cheia de ódio, mágoa, paixão.
    Michael é o vilão nessa fic e ele vai aprontar muito kkkkkkk Logo chegarei com ela. Obrigada

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  28. To jogada aq serio :'( morrida, amei demais amando forevermente kk <3 *OOOOOOOOOO*

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  29. Mais uma fic terminada e aaaahhhhhhhhh parte 2 :D

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  30. Mais uma fic terminada e aaaahhhhhhhhh parte 2 :D

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  31. Ameeei Tay esta perfeita continue assim quanto mais leio fanfics sua mais eu me apaixono

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  32. Ameeei Tay esta perfeita continue assim quanto mais leio fanfics sua mais eu me apaixono

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